MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.
Domingo reunimos uma turma de pessoas que não gostam de ficar em casa sem fazer nada e seguimos rumo ao Lenhador, na região da Fercal. O espaço é muito democrático, para carros, motos, bikers e loucos.
Deu muitas chapas legais, o que comprova a teoria do “final de semana desplugado é o melhor que há!”:
Esse é o Morro da Igreja. Na verdade só onde estão os meus pés. Mais para a frente é a pedra furada e a serra geral de Santa Catarina. Esse lugar é considerado o ponto mais frio do Brasil, onde a neve no cume bate / a neve no cume desce.
A foto ficou um pouco HDR mas não foi proposital, já que é uma montagem panorâmica com muito espectro.
Foi o segundo lugar mais alto que eu escalei no sul: o primeiro foi o pico Paraná, mas lá foi a pé e cheio de perrengues. Esse ai? Fácil, fácil, de jipinho, em pista concretada e bem sinalizada. Mas vale cada destampagem sônica da subida.
Esse titulo de post era um slogan antigo da secretaria de turismo de Santa Catarina. E não é puxar a sardinha para o meu lado, mas a realidade é que esse pequeno estado brasileiro tem um apelo turístico incrível. Para você ter uma idéia do que eu estou falando, veja a pequena viagem que fiz com minha mulher e minha irmã: saímos de Florianópolis, atravessamos vários quilómetros de praias desertas até chegar ao Farol de Santa Marta, um reduto neo-hippie e SurfBro de primeira qualidade.
Aliás, o Farol de Santa Marta continua com um atendimento excelente, almoços regados à frutos do mar com preços atrativos e com as praias ainda intocadas.
Do litoral nos atracamos por Gravatal, que é uma cidadezinha termal com águas quentes e hotéis honestos, parques aquáticos e uma variedade cultural incrível. Gravatal na verdade é uma cidade estratégica para subir a serra entre Grão-Pará e Urubici.
A Serra do Corvo Branco é uma estrada de 50km, não pavimentada, que liga a região litorânea até a serrana. A subida é esculpida em um paredão que varia em pouco mais de 1200m em relação ao nivel do mar em apenas 30km de percurso. Alguns trechos da subida são assustadores, porque é parede de rocha de um lado, três metros de largura na estrada e um precipício de 300m do outro lado.
Aí em cima da serra tudo muda: o clima fica ameno, a vegetação abre para araucárias centenárias e mata de altitude, a cabeça dói, você continua subindo e o GPS avisa que estamos a quase 1800m acima do nível do mar. A estrada acaba novamente, agora em uma base militar da aeronáutica chamada CINDACTA II, restrita, de frente para uma das paisagens mais impressionantes da serra geral, que é o morro da igreja.
Paramos em Urubici, em um hotel que tem calefação em todo lugar que você consegue olhar, lareiras, fogões à lenha. E não é por menos, a cidade tem o recorde oficial de cidade mais fria do Brasil, com temperatura registrada de -14°C. E fotos de neve por tudo.
A volta, segundo o meu GPS doidão, poderia ser por estrada pavimentada ou por um caminho que ele deu certeza que era viável. Uma estrada de terra de 50km, beirando escarpas, fazendas incríveis e um caminho que afinava cada vez mais.
Descemos a serra do Rio do Rastro, via Bom Jesus da Serra. Estrada clássica, concretada, com 12 curvas completas de 180°. Pra mim um dos trechos de estrada mais bonito do Brasil.
Retorno tranquilo para Florianópolis: praia do Rosa, do Ferrugem, Garopaba e Guarda do Embaú.
Clássicas.
E tudo isso em apenas dois dias.
Praia, dunas, estradas de terra, trilhas, travessia de rios, serra, escarpas, 4×4, altitude e aventura ao extremo. E meu GPS não poderia ser mais aventureiro e louco do que já é.
Abaixo algumas fotos e dois pequenos videos da subida do Corvo Branco e a descida do Rio do Rastro. A noção da magnitude dessa aventura não chega aos pés do que é ao vivo. Mas fica o aperitivo.
“Quatro quebras por hora. Parou por mais de 10 minutos, camba e continua!” Essas eram as palavras de ordem para a terceira Expedição Willys de Brasília, um evento monomarca e exclusivo, onde apenas Jeeps, camionetas Rural e picapes F-75 — todos Willys — poderiam fazer parte do comboio.
Estavam inscritos 62 veículos, em um sábado ensolarado, precedido de uma semana e meia de chuvas, o que rendeu excelentes poças, alagados e muita lama. A Expedição saiu de Brasília, viajou por 130 quilômetros de terras e trilhas até as margens da represa Corumbá IV, em Goiás.
Meu 4×4 é japonês, mais novo, com ar condicionado, cheio de firulas automatizadas. O contraste era visível quando embarquei como fotógrafo e zequinha, a bordo de um CJ5 ano 62, militar. O nhéco-nheco da suspensão, a lama que entrava por todas as frestas possíveis, a poeira, lata rangendo, a precariedade do limpador do pára-brisa, basculante, tudo era singular e contagiante.
A cada parada, meia dúzia de jipes aparecia com os capôs abertos: gente futricando no motor, regulando uma ou outra coisa. Sangria de freio, lixadinha no platinado, reparo no carburador, radiador furado, bomba fraca. Tudo detectado e arrumado com velocidade e praticidade impressionante.
No meio da viagem um expedicionário perdeu uma roda traseira. Quebrou a ponta de eixo, o que inutilizou o veículo. Prontamente inventaram uma amarra do pára-choque traseiro do jipe estragado no pára-choque dianteiro de outro jipe, testaram a firmeza e pronto! Com apenas três rodas seguiram viagem até o vilarejo mais próximo.
A chegada foi triunfal, em uma pousada magnífica à beira da represa. Com 12h de viagem, sujos, cansados, enlameados e empoeirados, cozidos do sol sob as capotas escuras, mas com um sorriso de satisfação por ter vencido mais uma trilha cheia de imprevisibilidades.
Para fechar com chave de ouro, piscina com vista panorâmica, causos e o merecido aconchego de uma confortável cama.
Depois desta aventura entendi porque este evento se repete pela terceira vez, e que, com toda certeza, vai se repetir por muitos outros anos: os três organizadores (Ademar, Eraldo e Otamir), são, em sua essência, jipeiros apaixonados por um hobby excêntrico e prazeiroso: proprietários de jipes velhos de guerra.
Final de semana rolou a Trilha das Bruxas, promovida pelo Jeep Clube de Brasília. Muitos carros, início às 21h, jantar servido pontualmente às 04h30, acampamento armado até as 05h30. Nascer do sol e só três horas de sono, mas com a alma lavada e muitas fotos.
Melhor que isso, só Faustão com um saco de pipocas de microondas no sofá da sala.
Fotos estouradas, com a câmera do CCD apodrecido e ISO altíssimo para congelar com a lente escura.
Tem um video, com as 682 fotos tiradas em 06h de trilha:
Dias atrás precisei ir ao banheiro, em um shopping. Já viu como achar um banheiro em um shopping é foda? Pois então, sempre escondidos em corredores minúsculos, camuflados por esquinas de concreto refiladas.
Ao entrar no corredor, quase bati de frente com a mulher-gato. Uma loira das pernas torneadas e compridas, fantasia impecável de couro preto e latex.
Ela se esquivou para lá, eu para cá e fiquei como um pedreiro ao ver uma croquéte passando na calçada.
Refiz do susto, continuei pelo corredor até o final, pensando seriamente se eu já estava ficando esquizofrênico ou não.
Entrei na sala dos homens e outro susto: dos oito mictórios enfileirados, seis estavam ocupados. Pela seqüência: Homem-aranha; Incrível Hulk; vazio; Superman; Batman (o pretão, das trevas); Robin (o primeiro, aquele que parece um arlequim verde, amarelo e vermelho); Senhor Incrível, Wolverine (uniforme preto); vazio.
Entrei entre a parede e o Wolverine. (Existe toda uma lógica para escolher mictório em banheiro público, um dia explico.)
A Sala da Justiça Mijatória era surreal. Um homem entrou no banheiro, parou atônito e saiu, sem falar nada. Aliás, os super-heróis são tristes, franzinos e quietos, quando mijam.
Ao sair do banheiro ainda encontrei a Senhora Incrível, a Mulher-Maravilha e a Tempestade. Todas com uniformes menores do que o habitual. E muita carne.
Era uma ação qualquer do dias das crianças, fiquei sabendo depois.
Ontem uma turba de tuiteiros chafurdou nas fezes do meu ignóbil passarinho animado do post logo abaixo (carinhosamente apelidado de Tuit). Não entendi o por quê d´eles não gostarem da singela homenagem.
Vai entender.
Na verdade eles quase arregaçaram o link do MadCap. Para quem não entende muito de internet, este blog comporta-se como uma criaturinha sensível. Se você mudar o ecossitema ou a alimentação primordial, ela morre.
E foi o que quase aconteceu ontem.
E o pior deste boom todo de visitantes-stalkers-que-se-ofenderam é que todos estão chegando de algum lugar sombrio que não está acusando nas logs de estatísticas.
Muito estranho.
Fotos, abaixo, de um passeio de final de semana para Pirenópolis, uma cidade distante 130km de Brasilia e apenas uma hora de carro. Mas que a gente fez em 8h por terra…
O comboio no altiplano.
Topo do altiplano sentido Olhos d´agua.
O novo e o clássico.
Paisagem típica do cerrado.
A leve poeira que nos rondava.
A leve poeira que nos rondava.
A leve poeira que nos rondava.
A paisagem do cerrado com uma árvore típica, o céu mais do que azul e muita seca.
Em qualquer lugar MESMO.
O sorriso do menino quando ganhou um saquinho de balas.
O comboio reagrupando.
O comboio reagrupando.
O comboio reagrupando.
Os últimos raios de sol no contrafluxo.
Um dos inúmeros riachos com travessia na região da serra dos Pireneus.
Os últimos raios de sol no contrafluxo.
Os últimos raios de sol no contrafluxo.
Um antigo Chevrolet carregando pedras de Pirenópolis.
Um antigo Chevrolet carregando pedras de Pirenópolis.
Bonecas de barro esperam alguma coisa, na janela.
Uma senhorinha de menos de 1,20m nas ruas de Pirenópolis.
Um dos milhares de pequenos lagartos que acreditam em seu mimetismo.
A cowgirl pousando de diva no meio de uma pedra no meio de um rio cristalino e de fundo areioso no meio da serra.
You told me wed go to Rio
And you said it so charismatically
I know its me thats the nightmare
So fight fair or have some decency
Sao Paulo | Why am I bringing me down?
Sao Paulo | If I drink any more I will drown
Sao Paulo | Why cant I fight truth decay?
Sao Paulo | My life is just one big cliche
“Sao Paulo” pede desculpas à cidade que o grupo Morcheeba conheceu e não gostou (But I just act apologetically (…) / Another stain on my passport).
São Paulo é assim: uma metrópolis dinâmica, sem tempo para nada. Prédios clássicos e antigos contrastando com viadutos concréteos sólidos como pano de fundo. Novidades, diferenças, lugares cheirosos e outros nem tanto. Gente feia, gente bonita, gente esquisita, gente diferente.
Pobreza, e muita. Mas que consegue manter uma simbiose tensa com a próle que circula atrasada.
Chove. Alaga. Esquenta e não venta. A noite é dia, se você quiser. As lojas têm o que você precisa. E o que você nem precisa, mas gosta. Os marronzinhos são ariscos. O Playcenter está morrendo. O Tietê ainda fede. A Sé agora tem seguranças. Dom Pedro não tem mais a espada na praça do Museu do Ipiranga.
São Paulo tem Ferrari. Bentley, Maserati, Aston Martin, Porsche. Tem Lada 92 conservado. Moto a dar com o pé. Lasanha com feijoada e o Bar Brahma na esquina da música do Caetano. Espaço para todos. Voz para quem quiser. Criminalidade, presteza e cordialidade. Solidariedade. Chuva ácida e o treme-treme.
Tem o Mojica, tem os estrelinhas da MTV correndo no Ibirapuera. Tem urubu-pescador. Tem a paulista que tem o Asterix que tem 590 tipos diferentes de cervejas do mundo.
Tem quem goste da cidade. Tem quem odeie. E São Paulo não vai com a cara de todo mundo não, meo.
São Paulo Railway, encravado nos metais da Estação da Luz.
Estação da Luz.
Trilhos usados tanto para composições de carga, quanto composições de passageiros.
Trens chegando em sentidos cruzados, Estação da Luz.
Antiga bilheteria da Estação da Luz.
Um velho piano Fritz Dobbert, do projeto Pianos de Rua, na Estação da Luz.
Detalhe da torre da estação Júlio Prestes.
Mezzanino do Mercado Municipal.
Mercado Municipal.
Mercado Municipal.
Mercado Municipal.
Mercado Municipal.
Chuva torrencial, às 16h. Foto do terceiro andar da Galeria do Rock.