E sábado foi dia de emporcalhar a alva brancura do bólido:
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Rapidinhas, rápidas e rasteiras.
20 de setembro de 2010
Olha só como é o mundo dos carros 4×4: meu utilitário — fabricado e montado no Brasil — só consome peças originais japonesas. Não tem xixi-minha-nêga não: o mercado paralelo nem sequer sabe do que estamos falando. Então toda peça nova que preciso, lá vem aquela embalagem toda cheia de ideogramas e códigos de guerra nipônicos.
Isso inviabilizou algumas coisas importantes no meu conceito da montadora. Uma é que a revisão programada dos caras é muito porca e desrespeitosa. Outra é que eles simplesmente não olham direito os 49 pontos de revisão previstos em regulamento. E terceiro, uma peça normal que custa em média R$150 para qualquer carro de qualquer marca, do meu custa R$600, porque é meidindjapan.
Graças ao acúmulo de não verificações dos 49 pontos de verificação das revisões anteriores, o novo mecânico oficial do bruto achou alguns problemas crônicos: bieletas, tuchos, buchas, retentores, e uma série de pequenos apertos que os mentecáptos não apertaram nas outras vezes. A correia-multi, que eu paguei 2 vezes para trocar em duas revisões, continuava a mesma, original de fábrica, olha só! (Não trocamos itens que estejam com estado e aparência satisfatória e segura).
Agora está tudo sanado. E atualizado.
Estou dando um tapa no meu portfólio, estava com 8 meses de atrasos criativos. Oito meses foram coisas demais criadas por conta e risco. Oigalê!
Ontem bebi em um sorvo só, estalando os beiços, um copanzil d’água.
Falei algo parecido. Isso é a literatura atual, que está me afetando mentalmente.
Estou diagramando um livro das fotos de circo que publiquei aqui há 2 anos atrás. DOIS ANOS ATRÁS. Olha como meu cronograma é idiota! Parece o projeto de publicidade, onde cerca de 200 imagens estão em um queue interminável para serem publicadas.
Quem posterga um quinhão, posterga um mião.
Sou muito, mas muito mais babaca do que você imagina. Muito mais.
Cansei desse pseudônimo rValentino. Ajudem-me a trocar por um malacabento mais interessante. Essa novela da globo acabou com o mojo Valentino.
Comentário apolítico: A Dilma me lembra uma professora de português que eu tinha na quinta série. Tudo que ela discursa ou brada, parece um desatino metafórico onde EU fiz alguma coisa que não devia.
Uma mijada, no sentido mais pueril e estrogonófico. Sinto-me como uma mulher de malandro que devo alguma coisa e o medo me faz recuar a cada pitombada.
Só tenho recaídas de gozo quando ela fala errado, mas isso está em voga na Presidência da República há 8 anos, né não fíí?
Já o Serra continua com a mesma cara de nhé.
Perceberam que essa briga pela presidência só tem candidato fracassado e sem carisma? Dilma e Serra tem o poder para os empurrar. A Marina, coitadinha, parece uma tia do rococó que quer peitar um varão maniqueísta de 9 pés de altura e massa muscular avantajada. Não terá sucesso na incursão.
Plinio de Arruda, Ezequiel de Medeiros, Jofran Tavares e Berlúcio Villela nem contam como candidatos, não é?
O Distrito Federal está bem visto nas mídias, olha só: São alunos brigadores de escolas públicas, postos de gasolina que promovem orgias, dinheiro vazando nos canos podres do poder político. A corrida da cerveja essa corja da imprensa marrom não fala, né!
Ezequiel de Medeiros, Jofran Tavares e Berlúcio Villela não existem, inventei esses nomes e, como era de se esperar você nem tchuns para a infame existência de outros candidatos para a PR. Seu pulha!
Conversemos depois. Minha consciência reluta em ser limpa e saudável.
O relento.
27 de julho de 2010
Chegamos no alto da serra às 02h da madrugada. Era um comboio pequeno e de poucos carros. Continuar a viagem seria arriscado, mesmo porque as trilhas estavam abandonadas e incertas. A decisão de descansar um pouco foi acordada por todos.
A região era impressionante: estávamos em uma crista da cadeia de montanhas, em um dos pontos mais altos, rodeado por uma amplitude visual imensa. A lua estava cheia e toda a penumbra escura ganhava cores esmaecidas. O vento na região era constante e gelado, e a vegetação de altitude comprovava essa força eólica. As estrelas cintilavam como furos na lona de circo e as raríssimas luzes de propriedades rurais tentavam — em vão — competir com a beleza do firmamento.
Enfrentar aquela ventania gelada de montanha era uma coisa muito peculiar. A maioria do pessoal resolveu se recolher nos carros e descansar até a alvorada. Outros ainda tentaram, em vão, se recolher atrás de qualquer veículo que emparedasse aquela ventania toda.
A minha situação já era perdida: estava em um Willys sem portas, capota e qualquer coisa que cortasse minimamente o vento. Nem o banco de couro salvava a estadia. Não havia um único lugar a salvo. Todos os carros estavam lotados, e eu estava apenas com uma jaqueta sintética corta-vento. Ela, por motivos situacionais, não esquenta. Mesmo porque aqui no planalto central não faz esse frio todo.
Tentei me acomodar em uma cadeira, nem sinal de conforto. Olhei a relva seca e densa, de um capim seco e quebradiço, titubeei por um instante, mas não relutei: resolvi encontrar um local sem muita irregularidade e relativamente macio.
Aquele capim era perfeito! Seco como estava, mostrava uma maciez e conforto fenomenal. Puxei um pedaço de tronco de corticeira que achei na redondeza e, com um pouco de jeito consegui montar um travesseiro honesto. O melhor de tudo daquele capim era que ele isolava o frio de alguma maneira térmica que me salvou de uma hipotermia qualquer. Deitar no chão foi uma atitude bem-sucedida, pois consegui fugir da massividade do vento que cortava por cima da minha cabeça.
Relaxei aos poucos. Todo aquele medo de insetos, cobras, lobisomens e coisas assustadoras foram dando lugar a uma sensação de tranquilidade. Vez ou outra um avião cruzava lentamente o céu. Estrelas continuavam o pisca-piscar frenético, uma estrela cadente varou de um horizonte a outro. E assim o corpo foi relaxando. A lua caminhava lentamente para trás de uma montanha, amarelescendo aos poucos e estufando o tamanho como uma cartada final antes do desaparecer do dia.
Fazia muito tempo que eu não dormia ao relento, com as botas ainda calçadas e sem proteção nenhuma. Contabilize dez anos nesse cálculo. Eu tinha esquecido essa sensação tênue e ferrenha que é adaptar-se à uma natureza que não faz questão de te acolher. E se uma cobra notívaga aparecesse por ali? Um escorpião amarelo do cerrado? Ou uma daquelas lacraias ferroadoras que machucam de verdade? Nada disso conseguia arranhar o brio de uma noite nas estrelas. Era fácil reconhecer formatos e brilhos. Que estrela era aquela que piscava em vermelho? Marte, talvez. O Cruzeiro do Sul era fácil de identificar. E assim fui relembrando coisas, sentidos e sensações esquedcidas há tempos.
Hora ou outra eu sentia alguma coisa passear nas minhas pernas. Era um capim a zanzar com o vento ou um inseto qualquer? Nada que uma rápida agitada não resolvesse. Ah, sim, botas, bermuda e corta-vento, esqueci do detalhe indumentário.
O frio não me fez dormir. Perambulei pelas lembranças afagadas por novas sentimentalidades, revivi amizades que não existem há tempos. Foi uma lenta transposição do que eu era e do que me tornei, com interpelações dignas de memoriais escusos.
Quando a lua resolveu se abrigar nas montanhas não consegui mais ficar imóvel. Uma é que eu tiritava de frio e tudo tremia em meu corpo. Outra é que a imagem era belíssima. Saquei a câmera e lá fui tentar retratar aquele momento. É claro que uma foto não consegue — nem de longe — contar a amplitude sensorial que o evento e a carga emocional ali abrigava. Mas, mesmo assim, segui adiante. O alvor começava a avermelhar o horizonte e mais um dia encetava sem que ninguém saboreasse aquilo comigo.
Quando o primeiro raio de sol atravessou o brumado e me atingiu, foi como o petardo de uma aduela que se assenta sobre o capitel ao estilingar de uma frécha. O calor me invadiu os póros e toda aquela sensação frienta deu lugar ao aconchego arrepiante de um abraço calorento veementíssimo.
O intrépido pernoitar vivenciado assim, sem muito esperar.
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Algumas fotos que resumem todo o amontoado de letras aí em cima:




Conversagens.
20 de julho de 2010

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Faz tempo que não apareço aqui para conversar contigo, ó leitor highlander. Estou meio de saco cheio de muita coisa, então quase não sobra tempo útil para nada. Tempo inútil sobra de montão. A questão é que ainda não consegui comprar uma câmera fotográfica que preste. A atual — que já tem 60% da sua capacidade cardio-fotográfica prejudicada — sofre nas minhas mãos. E eu a xingo, o que já não é um bom sinal.
Aliás, relacionamentos são assim: quando começa a rolar briga todo dia, já é hora de finalizar a conta.
Mas não é só de encheção de saco que a vida segue. Sabadão foi dia de trilha. É essa foto aí em cima: um mirante no meio de um vale fantástico. inexplorado, sem civilização em um raio de 100km, sem postos de gasolina, energia, humanos, celulares ou qualquer outra cafifentice que lembrasse o mundo real. Frio na medida certa, sol de rachar para o banho de riacho transparente, pesca submarina de peixes para o jantar, muita conversa boa na praia de areia.
Aliás, o rio mais fundo que já atravessei com meu carro, que achei que boiaria ou seguiria com a correnteza. Valeu a experiência tóra-prego.
Eu estou com os projetos travados na pauta por algum escombro oculto que ainda não descobri onde e o que é. E é isso que me preocupa nos últimos tempos. O trânsito natural das coisas parou de fluir e estou em uma mesmice mormacenta que sufoca.
Se eu fosse rico e civilizado, diria ser depressão. Mas depressão é para os fracos.
Então agüentem as coisas: se eu, que sou o mais interessado por essa jóça funcionar, não estou tão preocupado, você ai, magnata do clique duplo é que não deve se preocupar.
Como diria o velho Cambará, ‘ferida de amor se cura com o tempo’.
A ausência aqui é justificada…
29 de março de 2010
… lá fora está mais interessante:

Mas a internet ainda tem o atrativismo venal. Logo, logo, novidades.
Rodovia DF-205
22 de fevereiro de 2010

Lá pelas tantas, no meio do carnaval: Brasília e suas rodovias magníficas.
Expedição Barro Alto 2010
2 de fevereiro de 2010

Final de semana foi dia da Expedição Barro Alto 2010. Essa foto é piada pronta, mas realmente existe uma cidade chamada Barro Alto, GO.
Como tem um monte de gente já de saco cheio de ver um monte de 4×4 fazendo arte no barro, deixo apenas o link aqui do meu webPicasa para quem quiser se deleitar.
Trilha do Lenhador
12 de janeiro de 2010
Domingo reunimos uma turma de pessoas que não gostam de ficar em casa sem fazer nada e seguimos rumo ao Lenhador, na região da Fercal. O espaço é muito democrático, para carros, motos, bikers e loucos.
Deu muitas chapas legais, o que comprova a teoria do “final de semana desplugado é o melhor que há!”:


