MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

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A arte do anonimato na internet.

24 de agosto de 2010

Desde quando a internet era internet eu gostava de fazer experiências sociais constrangedoras. Era um pouco de anarquismo sem fronteiras moderadas e também uma lasca de anonimato literal.
Lembro-me da vez em que um colega de trabalho resolveu agitar uma lista de discussão em que participávamos, a famosa e d’outrora reconhecidíssima WDMasters, hospedada na 10′Minutos. A lista tinha virado uma babação de ovo infernal e meu colega mandou ver uma foto escatológica, sem pudores e malícias, de uma mulher qualquer fazendo um No.º 2 aguado.
Lembro que aquilo gerou moderação instantânea, gente surtou e alvoroçamos a lista de uma maneira que ela nunca mais voltou ao normal. MEu amigo, em sua essência, era um umbundsman que falava o que ninguém tinha coragem ali. E, tempos depois, descobri que muita gente importante e histórica da internet gostou do que ele aprontou.
***
Mas não era essa a questão.
***
Depois disso continuei com os vários conceitos experimentais e sociais virtuais. A internet virou minha alcova de frankenstenezices até o dia em que resolvi, com o mesmo mentecapto ali da estória acima, criar um email fake, desses que todos repassam.
Eu não lembro direito o conteúdo — mesmo porque era lorota braba — mas o email foi bem diagramado, escrito e disparado. Em questão de horas ele começou a voltar para a caixa de entrada. Na semana seguinte, praticamente todos do meu meio virtual tinham me repassado o email ou uma variante dele. Foi um sucesso viral incrível e o seu ponto de glória foi quando a empresa (não sei se era microsoft ou icq, que o valha) escreveu uma pequena nota no site dizendo que aquilo era bullshit.
***
Era 2001 isso. Naquela época eu vi o quão feroz e monstruosa a internet poderia ser. E nunca mais mexi com os grandes.
***
voltei minhas atenções na rede humana individualista. Criei sites, personagens, gente em foruns, omunicadores instantâneos e tudo mais.
A coisa não era mais tão legal, mesmo porque a massa e a cauda monga estavam ficando menos massivas e mongas.
Até o dia em que eu recebi um convite do Orkut.
***
Mermão, pense na porteira de um infinito sem lei que me fôra aberta! Orkut, a primeira e mais monstruosa rede social mundial nas minhas mãos.
Criei Três personagens inolvidáveis: um bastardo milionário, um nobre parente da realeza brasileira e um faveladinho de oratória invejável. Todos, com alguma interação intersocial e finamente monitorados em seus passos e indicações.
***
Como você e eu temos tempo sobrando, vou contar a história desses camaradas, um a um.
***
O faveladinho foi fácil de construir: meia dúzia de fotos, algumas comunidades carniceiras, uns amigos vidaloka e os truta correria e sepam, mil hora mil grau o maluko entrou na lombra de conversar nivelado em comunidades inteligentes.
Comunidades do tipo “Devaneios de Nietzsche”, “A alcobaça Freudiana” e “Literatos doutrém” nunca mais foram a mesma. Os demiurgos e babacobaços irritavam-se com a qualidade intelectual do ranhento. Ficavam furiosos quando o faveladinho os destamancavam com pensamentos inteligentes e quebrativos. Não apelava, não chuleava, não brigava. Eram palavras que os desferiam na eteriedade.
A muleta desses comunas era fácil, segregadora e racista. Tratamento escravocrata e gritos de ordem do tempo dos grilhões avermelhavam vossos olhos.
E assim eu fazia, vez ou outra a veia de algum sociólogo mofento, angionar.
***
O nobre era cômico demais! Tinha sobrenome que não cabia no campo devido no cadastro. Eram cerca de 12 familias reais que o compunham. Suas comunidades variavam de Monarquia e impérios, passando por realeza e Bourbons até principados europeus e o bom costume cultural.
Fez amigos inimagináveis. Travou conversas calorosas com alguns membros famosos reais brasileiros (sim, a nobreza no Brasil é uma força que nunca acabou, pode pesquisar). Ganhou convites para banquetes “reais”, fez amizades com outras nobrezas européias internetizadas.
Era um sujeito muito tranquilo.
E tinha um amigo, o bastardo milionário.
***
O bastardo milionário era um porra-louca perdido no mundo da esbórnia maquineísta. Independente, cheio de empresas, casas, carros, barcos, viagens e mulheres.
Arrastava o nobre para todas as festas e putarias. Tomava Romaneé no bico da garrafa e comia caviar com bolacha maria. Não tinha meias palavras, quase um alter-ego do amigo nobre. Completavam-se, Enquanto o MSN do nobre era uma alcova de belas palavras regadas a cordas e vicissitudes, o Messenger do bastardo era o porão do underground lascivo.
***
O faveladinho morreu de bala perdida: era muito difícil conseguir amizades. Os intelectuais — apesar da boa trica de idéias que o franzininho gerava — tinham vergonha de ter um sujeito como ele na lista de amigos.
Assim matei ele sem mais nem menos, cobrindo de remorsos todos que o ignoravam.
***
Matei o nobre em Aspen. Bateu de frente em uma conífera soterrada da mais fina e seca snow powder, torcendo-lhe o pescoço e arrancando daquele esbelto corpo a jovialidade de uma vida inteira.
O cortejo fúnebre deu-se em Monte Carlo, contando até com nota nas comunidades nobres virtuais.
***
O Milionário e bastardo durou muito mais tempo. Como era um putanheiro de marca maior, seu msn e orkut eram a própria filial da Fornication SA. O Libertino era coroínha perto desse monstro egocêntrico.
Um colega meu começou a administrar o perfil. Ele conseguia fazer a mulherada se despir em 5min de conversa na webcam. Era incrível toda a futilidade que ele confrontava. Seus printscreens chegavam com os diálogos anexados. Eu não acreditava que essa putaria explícita fosse tão eficiente.
Caprichei nas fotografias do camarada: quem é da velha guarda virtual e meio nerd vai lembrar daquele gordo alemão intragável, Kim Schmitz, conhecido com Kimble.
Kimble foi a quintessência virtual da internet: um camarada que lucrou muito com a papagaiada toda de segurança, bolsa de valores e internet. Faz viagens maneiras, festar monstruosas e, por incrível que pareça, seus amigos eram quem mais se divertiam.
A receita então era simples, toda a foto que o Kimble não apareceia, ia para o orkut do milionário. Nisso apareceu o cara andando de helicóptero, jatinho particular, em cubas, canáras e fiji, esqui e mulheres estonteantes, ferraris e muita estravagância aturdida. http://en.wikipedia.org/wiki/Kim_Schmitz
Era o ímã de mulheres perdidas ,a perdição em forma de galanteador.
***
Uma das cocotinhas que ele aliciou para seu exército da perdição foi a Besga. A Besga era uma feínha muito marrenta que procurava freneticamente uma alavanca social. Tinha um leve estrabismo e uma cara meio sei lá, Juliana Paes antes da fama. Ela ficou amiga do nobre, antes dele sucumbir nos galhos de Aspen. E sua polipersonalidade era fantástica: um doce de pessoa, amável e culta, afável e verossímil com o nobre. E uma piriguete maliciosa e cheia de mundanices com o nosso putanhesco rico.
***
E assim a poliavatariedade dos personagens resumiu-se no ricasso desapegado. Ele dava uns tocos geniais na menina, que, não sei porque cargas d’água, não sucumbia aos petardos.
Foi quase um ano de coices e tabefes e nada. Nossa idéia aterrorizante foi a mais fria e calculista: criar uma fake gostosa, vagabunda e inteligente para desbancá-la.
E lá vamos nós surrupiar fotos e criar outro monstrinho mulher nota 1000. A Besga surtou. Atacava vorazmente em pvt aquela chinóca, que se deleitava em retribuir as gentilezas.
No final das contas nosso milionário convidou a besguita para um debut hedonista em algum recôncavo europeo. É claro que ela não aceitou e a nossa cocótínha fake assumiu seu lugar. Qubramos corações, cortamos laços e fechamos com chave de ouro a página das redes sociais compartilhadas.
***
Esse meu amigo desgraçado vez ou outra, muito tempo depois disso, religa a máquina dos infernos do msn e chama a besga pro fight. E ela, de pronto, aceita.
***
A questão é que eu não consigo parar de testar os humanos. É uma doença isso. Faço de tudo para não entrar mais nessa barca social, mas é inevitável. Sacanear talvez seja uma atitude biltre e covarde.
Mas a ingenuidade, meu amigo, essa é impagável.

Desde quando a internet era internet eu gostava de fazer experiências sociais constrangedoras. Era um pouco de anarquismo sem fronteiras moderadas e também uma lasca de anonimato literal.

Lembro-me da vez em que um colega de trabalho resolveu agitar uma lista de discussão em que participávamos, a famosa e d’outrora reconhecidíssima WDBrasil, hospedada na 10′Minutos. A lista tinha virado uma babação de ovo infernal e o ilustre mandou ver uma foto escatológica, de uma mulher fazendo um No.º 2 aguado.

Lembro que aquilo gerou moderação instantânea, gente surtou e alvoroçamos a lista de uma maneira que a dita nunca mais voltou ao normal. O infeliz, em sua essência, era um umbundsman que falava o que ninguém tinha coragem ali. E, tempos depois, descobri que muita gente importante e histórica da internet gostou do que ele aprontou.

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Mas não era essa a questão.

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Depois disso continuei com os vários conceitos experimentais e sociais virtuais. A internet virou minha alcova de frankenstenezices até o dia em que resolvi, com o mesmo mentecapto ali da estória acima, criar um e-mail fake, desses que todos repassam.

Eu não lembro direito o conteúdo — mesmo porque era lorota braba — mas o e-mail foi milimetricamente diagramado, escrito e disparado. Em questão de horas ele começou a voltar para a caixa de entrada. Na semana seguinte, praticamente todos do meu meio virtual tinham me repassado o e-mail ou uma variante dele. Foi um sucesso viral incrível e o seu ponto de glória foi quando a empresa (não sei se era Microsoft ou icq, que o valha) escreveu uma pequena nota no site dizendo que aquilo era bullshit.

***

Era 2001 isso. Naquela época eu vi o quão feroz e monstruosa a internet poderia ser. E nunca mais mexi com os grandes.

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Voltei minhas atenções na rede humana individualista. Criei sites, personagens, gente em fóruns, comunicadores instantâneos e tudo mais.

A coisa não era mais tão legal, mesmo porque a massa e a cauda monga estavam ficando menos massivas e mongas.

Até o dia em que eu recebi um convite do Orkut.

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Mermão, pense na porteira de um infinito sem lei que me fôra aberta! Orkut, a primeira e mais monstruosa rede social mundial nas minhas mãos.

Criei Três personagens inolvidáveis: um bastardo milionário, um nobre parente da realeza brasileira e um faveladinho de oratória invejável. Todos, com alguma interação intersocial e finamente monitorados em seus passos e indicações.

***

Como você e eu temos tempo sobrando, vou contar a história desses camaradas, um a um.

***

O faveladinho foi fácil de construir: meia dúzia de fotos, algumas comunidades carniceiras, uns amigos vidaloka e os truta correria e sepam, mil hora mil grau o maluko entrou na lombra de conversar nivelado em comunidades inteligentes.

Comunidades do tipo “Devaneios de Nietzsche”, “A alcobaça Freudiana” e “Literatos doutrém” nunca mais foram a mesma. Os demiurgos e babacobaços irritavam-se com a qualidade intelectual do ranhento. Ficavam furiosos quando o faveladinho os destamancavam com pensamentos inteligentes e quebrativos. Não apelava, não chuleava, não brigava. Eram palavras que os desferiam na eteriedade.

A muleta desses comunas era fácil, segregadora e racista. Tratamento escravocrata e gritos de ordem do tempo dos grilhões avermelhavam vossos olhos.

E assim eu fazia, vez ou outra a veia de algum sociólogo mofento, angionar.

***

O nobre era cômico demais! Tinha sobrenome que não cabia no campo devido no cadastro. Eram cerca de 12 familias reais que o compunham. Suas comunidades variavam de Monarquia e impérios, passando por realeza e Bourbons até principados europeus e o bom costume cultural.

Fez amigos inimagináveis. Travou conversas calorosas com alguns membros famosos reais brasileiros (sim, a nobreza no Brasil é uma força que nunca acabou, pode pesquisar). Ganhou convites para banquetes “reais”, fez amizades com outras nobrezas européias internetizadas.

Era um sujeito muito tranquilo.

E tinha um amigo, o bastardo milionário.

***

O bastardo milionário era um porra-louca perdido no mundo da esbórnia maquineísta. Independente, cheio de empresas, casas, carros, barcos, viagens e mulheres.

Arrastava o nobre para todas as festas e putarias. Tomava Romaneé no bico da garrafa e comia caviar com bolacha Maria. Não tinha meias palavras, quase um alter-ego do amigo nobre. Completavam-se, Enquanto o MSN do nobre era um convescote de belas palavras regadas a cordas e vicissitudes, o Messenger do bastardo tornara-se o porão do underground lascivo.

***

O faveladinho morreu de bala perdida: era muito difícil conseguir amizades. Os intelectuais — apesar da boa troca de idéias que o franzininho gerava — tinham vergonha de ter um sujeito como ele na lista de amigos.

Assim matei ele sem mais nem menos, cobrindo de remorsos todos que o ignoravam. Acho que até foi de bala perdida em alguma CDD da vida quotidiana.

***

Matei o nobre em Aspen. Bateu de frente, esquiando, com uma conífera soterrada na mais fina e seca snow powder, torcendo-lhe o pescoço e arrancando daquele esbelto corpo a jovialidade de uma vida inteira.

O cortejo fúnebre deu-se em Monte Carlo, contando até com nota nas comunidades nobres virtuais.

***

O Milionário e bastardo durou muito mais tempo. Como era um putanheiro de marca maior, seu msn e orkut eram a própria filial da Fornication SA. O Libertino era coroínha perto desse monstro egocêntrico.

Um colega meu começou a administrar o perfil. Ele conseguia fazer a mulherada se despir em 5min de conversa na webcam. Era incrível toda a futilidade que ele confrontava. Seus printscreens chegavam com os diálogos anexados. Eu não acreditava que essa putaria explícita fosse tão eficiente.

Caprichei nas fotografias do camarada: quem é da velha guarda virtual e meio nerd vai lembrar daquele gordo alemão intragável, Kim Schmitz, conhecido com Kimble.

Kimble foi a quintessência virtual da internet: um camarada que lucrou muito com a papagaiada toda de segurança, bolsa de valores e internet. Faz viagens maneiras, festar monstruosas e, por incrível que pareça, seus amigos eram quem mais se divertiam.

A receita então era simples, toda a foto que o Kimble não aparecia, automaticamente era selecionada para o orkut do milionário. Nisso apareceu o cara andando de helicóptero, jatinho particular, em Cuba, Canárias e Fiji, no meio das peitólas de européias lascivas estonteantes, Ferraris e muita estravagância aturdida.

Era o ímã de mulheres ninféticas, a perdição em forma de um galanteador abastado.

***

Uma das cocotinhas que ele aliciou para seu exército da perdição foi a Besga. A Besga era uma feínha muito marrenta que procurava freneticamente uma alavanca social. Tinha um leve estrabismo e uma cara meio sei lá, Juliana Paes antes da fama. Ela ficou amiga do nobre, antes dele sucumbir nos galhos de Aspen. E sua polipersonalidade era fantástica: um doce de pessoa, amável e culta, afável e verossímil com o nobre. E uma piriguete maliciosa e cheia de mundanisses com o nosso putanhesco rico.

***

E assim a poliavatariedade dos personagens resumiu-se no ricasso desapegado. Ele dava uns tocos geniais na menina, que, não sei porque cargas d’água, não sucumbia aos petardos.

Foi quase um ano de coices e tabefes e nada. Mulher de malandro na mais ínfima e sutil essência. Nossa idéia aterrorizante foi fria e calculista: criar uma fake gostosa, vagabunda e inteligente para desbancá-la.

E lá vamos nós surrupiar fotos e criar outro monstrinho mulher nota 1000. A Besga surtou. Atacava vorazmente em pvt aquela chinóca, que se deleitava em retribuir as gentilezas.

No final das contas nosso milionário convidou a besguita para um debut hedonista em algum recôncavo europeo. É claro que ela não aceitou e a nossa cocótínha fake assumiu seu lugar na viagem. Fotos não faltaram depois. Quebramos corações, cortamos laços e fechamos com chave de ouro a página das redes sociais compartilhadas.

***

Esse meu amigo desgraçado vez ou outra, muito tempo depois disso, religa a máquina dos infernos do msn e chama a besga pro fight. E ela, de pronto, aceita.

***

A questão é que eu não consigo parar de testar os humanos. É uma doença isso. Faço de tudo para não entrar mais nessa barca social, mas é inevitável.

Sacanear talvez seja uma atitude biltre e covarde.

Mas a ingenuidade, meu amigo, essa é impagável.

A cópia barata do russo porfírico.

12 de agosto de 2010

robototo

Hugs, nerd; Hugs.

21 de maio de 2010

Você já se perguntou o que significa []´s no final das mensagens? Eu já. A primeira vez que vi esse símbolo na ArpaNet, fiquei encafifado com o grafismo e resolvi perguntar ao SysOp o real significado. Ele rebateu na hora: Abraços, brow.

Como ninguém jamais poderia duvidar de um SysOp na época, dado seu grau de importância, integridade e vicissitude alheia, tomei como verdade absoluta.

A vida seguiu até o dia que, em uma troca singela de e-mails com o amigo Robert Cailliau, perguntei o por quê d’ele usar colchetes para finalizar e-mails.

A resposta foi histórica e acredito ser uma das primeiras razões etmológicas verdadeiras do simbologismo codificado (tradução livre por nosso imberbe colaborador L33t-w33K:

Message-ID: <020a01c5d41c$de175110$5a14a8c0@northrop>
From: "rcailliau <rcailliau@cern.ch>"
To: "rvalentino at North <rcc344rval@northrop.com>"
Date: Fri, 23 Dec 1994 17:48:09 -0200

RV,

Na verdade eu sempre finalizei minhas comunicações com o Tim (N.E.: Tim Berners-Lee, um dos pioneiros virtuais) com um singelo abraço. Coisa de família, então a saudação surgia normalmente para finalizar a missiva. Em dada ocasião, e na pressa de finalizar um DDCo para o Tim, escrevi rapidamente duas chaves {} (braces, en inglês). Ele entendeu e na contra-resposta arrematou um "apóstrofo S", finalizando com {}'s (embraces)

A chave mudou para colchete por comodidade. Muita codificação e operação telefônica comunicativa na época transitava entre colchetes. Inclusive um projeto visionário de IPv era atribuído em colchetes, como esse ldap://[2001:db8:3c4d:15::abcd:ef12]. A facilidade e praticidade de não ter que subir a caixa para escrever []´s foi tamanha que a gente migrou para os colchetes sem perceber. Nossos protótipo de IPv eram limitados por colchetes, então melhoramos a dialética e simplificamos o óbvio. E essa saudação contagiou nossos amigos que, como em um ritual secreto nosso, recebiam o entendimento da codificação.

O abraço foi a melhor forma de despedida, uma vez que a comunicação à distância sempre delimitava qualquer forma de cumprimento, como um aperto de mão ou qualquer saudação corporal.

[]´s


[N.E.: Em inglês, existem duas formas de descrever um abraço: embrace (mais formal) e hug (mais informal)]

Dos capitães do Hápax.

4 de março de 2010

Toda vez que o capitão do navio grego Hápax de bandeira de cabotagem Loyd Britâin descia às docas, senhoritas de vida mundana amontoavam-se no costil de atraque para afofalhá-lo de denguisses.

Todos os marulhos, práticos e baixas-patentes o invejavam. “Esse homem é o puro mel do incrustado, não tem razão de ser essa quereção toda!” E assim seguia o capitão com três escolhidas e uma garrafa de champanha escambada por rapé argelino no Port d’Lion.

Os urros, gemidos e grotejos dos quatros puerís fornicadores libertinos arrepiavam o veludo bolorento do quarto do hotel fuleiro em cima da casa de tolerância mais blasé da região.

O capitão só se entregava na alvorada seguinte, quando o primeiro raio fustigado amarelecido de sol o rasgava as vistas. Ainda assim, prometia revancha na próxima ribalta. As mulheres o acompanhavam na volta ao navio, mesmo já tendo quitado a esbórnia, como que enfeitiçadas pelo jeito trôpego convalescente do capitão de fardamento outrora aprumado à goma. Despediam-se com um beijo breveta nas bochechas barbudas e assim ele seguia sorridente e cambalecido rumo à tripulação.

Assim fez nome em todos os burlescos de todos os portos onde o Loyd que servia alcançava. Contam por aí que ele deflorou três gerações de mulheres-fáceis em uma mesma alcova escura, durante seus quarenta e tantos anos de bobagisses mundanas. Sua lenda era tão grande que começou a ser contada de bar em bar, por homens anônimos que o tinham como uma perfeita reputação do galanteador pueril.

Seu segredo? Bom, como todo mágico, revelou apenas para seu imediato — Rembrandt Rufino  — em herança fechada, ao sucumbir por um petardo de chumbo pederneirado de pistolete, no único bar portuário e arredio da ilha de Tristão da Cunha. O imediato, incrédulo, entendeu tudo:

Rembrandt,

Descrevo sucintamente o destrave que fez do Hápax o navio de cabotagem mais esperado em todos os portos mercantes que visitamos.

Seu capitão deverá ser regido por uma lenda de costumes tradicionais e secretas deste navio, que me foi passada como oitava geração e que pretendemos perseverar por tanto quanto for possível.

[...]

A virilidade e charme de todos os capitães do Hápax é nativo e isso não tem como passar. Mas a queredeira do mulherio é notado por todos e aqui entra a dica do escorte viril, que nada mais é do que duas ou três besuntadas de um insumo exótico pastrificado e manipulado na incólume gabina de químios deste navio.

De cada cais aportado, assegure-se de colher as seguintes especiarias:

[...]

Após pastificar todos os insumos, pingue, com extremo cuidado 35 gotas da peçonha da víbora do aquário exótico da sala de refugos. Atente para que o veneno seja gotejado diretamente das presas inoculadoras em cima do pastiche. O segredo de toda o comichão feminino está nesta toxina vípera, que gera caloração, formigamento e enrigecimento atemporal, seguido de espasmos rápidos e intermitentes e uma leve sensação de embriaguez e alucinações pitorescas.

Ao terminar de ler esta missiva testamental, depois do desmasque, o qual fará segredo a outrens, queime-a.

E a carta foi incendiada ali mesmo, no candelabro de 8 velas da mesa central do convés. E o imediato Rembrandt — agora promovido à Capitão de longo Curso — Sorriu de canto de boca. Seu fomento ricamente herdado geraria ainda muita esbórnia para os anais da história do Hápax.

Ernesto Hemingway, (1899–1961).

26 de janeiro de 2010

Ernesto Hemingway

MadCap agora no IPhone

25 de novembro de 2009

madcap-iphoneÉ isso mesmo: agora qualquer um pode acessar o MadCap por um aparelho playboy da Apple, sem onerar os 8 mega de imagens desnecessárias na hora de carregar o layout do blog.

O layout é esse ai ao lado. Ta feio no printscreen analógico que meu scanner fez, mas é o ferralmental disponível em mãos.

Qualquer dia vejo como o site se comporta nos outros dispositivos móveis existentes.

Ah, essa joça vale também para o YouTouchMyTralalá Ipod Touch

Orkut, Orkut meu…

24 de novembro de 2009

É, meu amigo: agora você pode compartilhar sua mulher sensual (ou ela mesmo se auto-promover) para todos no Orkut:

Book Sensual

HOMEM:  Presenteie-se com o BOOK SENSUAL de sua mulher.

Alto fala, baixo vive.

14 de novembro de 2008

Os demiurgos deste veículo brindam seus freqüentadores com uma resenha rara, captada pela proximidade animalesca de R.Valentino em último bal masqué, realizado por ocasião da inclusão do então consagrado gráfico da “falafalicitude autômata de vozes”, um resumo heróico e competitivo desafiando R.Valentino a criar um gráfico de axis paralelos com explicação auto-entendível.

A questã logrou a voluta peripatética abaixo:

TABELA FRAGMENTADA - CLASSE SOCIAL VERSUS POTÊNCIA SONORA DESPRENDIDA

Notas do Autor: Consideráveis variáveis que influenciaram na pesquisa:

— Elitistas emergentes e falsos elitistas falaram muito alto; pertencem às classes inferiores originais.

— Pobres que falam baixo têm problemas de dicção, ortodônticos ou  são mudos.