MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Posts com a tag ‘Intelectual’

Dr. Miguel Alonzo e a sopa de letrinhas.

8 de março de 2010

[Não tínhamos nada melhor para cobrir, prazo em cima da hora, viemos pela indicação de um informante — matéria tapa-buraco na página 7 — preciso abotoar o último botão da camisa, o gordo já está à minha frente, ir em frente vê o que se pode tirar] O Dr. Miguel Alonzo comenta sobre sua nova invenção, um remédio para gastrite, ou úlcera do estômago algo assim, não é doutor?

* Meu jovem, não é bem isso. Mais que um fármaco, trata-se do aríete que se tornará um novo paradigma do culto de Hipócrates.

— Certo… Mas é um novo remédio, não é?

* Não, é apenas uma brincadeira, eu quis me divertir um pouco e desenrolar palavras formando outras, brincar de ver as combinações aleatórias, protegidas do escrutínio público por mucosas e fibroblastos e brindadas apenas aos endoscopistas. É mais uma private joke com meus colegas hihihi

— Tenho meu respeito pelo Sr. Dr. mas sou um profissional, quero informações claras e objetivas, meu tempo é precioso [hihihi ruguinha entre as sobrancelhas, que stress] [mãos do Dr. Sr. em seus ombros — os médicos tem suas estratégias de fazer com que o paciente se sinta confortável, simulação de um membro da família]

* Não se trata de uma dráguea, um comprimido, nada disso. é apenas um bolo de palavras, enroladas hihihi Eu enrolo uma letra na outra… sabe… Um “W” pode se enganchar em dois “R” que por sua vez se prende na voltinha do finzinho do “G”, sacumé malaca!!! E eu não estou sendo metafórico, não são moléculas com siglas padronizadas e seus efeitos, é apenas frases formadas dentro do estômago. O estômago do paciente se torna mais culto, não que se torne mais culto, mas forma orações e frases que podem ser interpretadas por outro colega endoscopista, observe…

[O médico manda um homem engolir o bolo de palavras, espera alguns minutos e insere o endoscópio no paciente, com cuidado]

* Observe este vistor, veja que algumas sílabas aderem as pernas das letras ao óstio do piloro e impedem que as letras passem ao duodeno, sem no entanto obstruir a passagem do alimento digerido. Olhe para direita que tem umas palavras se formando, que lindo!

cereja – nela – teral

| | | |

e o a kant

fl – s s p i

i p l e

137 – o i a tzc

noza ce he

— Nossa, Sr. Dr. Nunca tinha visto algo parecido.

* A idéia é que o estômago tenha uma inteligência própria e lentamente possa montar anagramas que expressem adequadamente seus sintomas e devaneios. Seria outro veículo de expressão humana, não mais apenas a mente

[espantado] sério?!

* hihihihi que nada, mas que é divertido, isso é!!

… depois daquilo pensou que já era hora de começar a se apaixonar por atrizes do cinema ou por cantoras folk.

Pena Branca & Xavantinho

9 de fevereiro de 2010

Uma das primeiras coisas que eu aprendi — sem ser obrigado — foi escutar música honesta. Eu escutava música clássica direto dos LP´s do meu pai, motown e disco do meu tio cabeludo, rock e metal do meu irmão e outros tios que tinham coletâneas completas, desde Pink Floyd a Led Zeppelin e Rush e um pouco de gauchesca, que era o folk que todo mundo devia praticar.
Eu gostava basicamente de clássico, rock normal e um pouco de Blues.
Em 1999 fiz dupla de criação com um redator fodão em uma agência de publicidade interativa. Ele tinha algumas manias engraçadas, como copiar VHS de filmes clássicos de uma locadora cult qualquer. Era cópia fiel, inclusive com a caixa, rótulos e xepas das fitas escaneados e impressos à laser colorida.
Ele queria trocar o Curso de Publicidade e Propaganda por Letras. Eu achava, naquela época, que publicidade e propaganda seria um curso que daria mil vezes mais visibilidade para ele, um redator próspero, do que aquele curso merréca de Letras.
Mas voltemos: A questão era a música.
Ele apareceu, um belo dia, com um CD “Renato Teixeira e Pena Branca & Xavantinho: Ao vivo em Tatuí” da Quarup discos. Cara, eu dei muita risada dele. “Pronto, surtou de vez!”
Relutei e coloquei o disco na bandeja do computador, com os fones de ouvido e cara de desconfiado. Na época eu tinha um fone Sehnheiser de amplitude fenomenal.
Quando terminei de escutar, percebi que meu preconceito musical era muito forte. Eu me senti traído, pois tinha gostado da xexelentice sertaneja roots. Eu comprei aquele disco, alguns dias depois. Conheci muita música boa com aquele mentecapto avassalador de preconceitos.
Aprendi a escutar jazz. E do jeito certo, cronologicamente e por complexidade.
E meu horizonte musical foi se expandindo de uma forma monstruosa, com setlists de música eletrônica vindos diretamente da europa, achados raros de gravações de sinfônicas, downloads experimentais de discografias completas e não oficiais, gêneros e formas atonais.
E no final das contas, hoje eu trocaria minha graduação, de publicidade e propaganda, pela de Letras. E tudo por uma bela gramática.
A vida é foda, né?

Uma das primeiras coisas que eu aprendi — sem ser obrigado — foi escutar música honesta. Eu escutava música clássica direto dos LP´s do meu pai, motown e disco do meu tio cabeludo, rock e metal do meu irmão e outros tios que tinham coletâneas completas, desde Pink Floyd a Led Zeppelin e Rush e um pouco de gauchesca, que era o folk que todo mundo devia ter para gostar de seu lugar roots.

Eu praticava basicamente o clássico e o rock.

Em 1999 fiz dupla de criação com um redator fodão em uma agência de publicidade interativa. Ele tinha algumas manias engraçadas, como copiar VHS de filmes clássicos de uma locadora cult qualquer. Era cópia fiel, inclusive com a caixa, rótulos e xêpas das fitas escaneadas e impressas à laser colorida.

Ele queria trocar o Curso de Publicidade e Propaganda por Letras. Eu achava, naquela época, que publicidade e propaganda seria um curso que daria mil vezes mais visibilidade para ele, um redator próspero, do que um curso merréca de Letras.

Mas voltemos: A questão era a música.

Ele apareceu, um belo dia, com um CD “Renato Teixeira e Pena Branca & Xavantinho: Ao vivo em Tatuí” da Quarup discos. Cara, eu dei muita risada dele. “Pronto, surtou de vez!”

Relutei e coloquei o disco na bandeja do computador, com os fones de ouvido e cara de desconfiado. Na época eu tinha um fone Sehnheiser de amplitude fenomenal, totalmente isolado.

Quando terminei de escutar, percebi que meu preconceito musical era muito forte. Eu me senti traído, pois tinha gostado da xexelentice sertaneja. Eu comprei aquele disco, alguns dias depois. Conheci muita música boa com aquele mentecapto avassalador de preconceitos.

Aprendi a escutar jazz. E do jeito certo, cronologicamente e por complexidade.

E meu horizonte musical foi se expandindo de uma forma monstruosa, com setlists de música eletrônica vindos diretamente da europa, achados raros de gravações de sinfônicas, downloads experimentais de discografias completas e não oficiais, gêneros e formas atonais.

E no final das contas, hoje eu trocaria minha graduação, de publicidade e propaganda, pela de Letras. E tudo por uma bela gramática.

A vida é foda, né?

Ernesto Hemingway, (1899–1961).

26 de janeiro de 2010

Ernesto Hemingway

Ernesto Hemingway (1899 – 1961), célebre escritor estadounidense suicidado por R.Valentino. O incidente foi motivado por recusa do artista em receber o nosso co-editor em seu país (Leia o imbróglio completo aqui). A resposta do rapagão ao acinte tomou forma de carta com críticas veementes, fato que culminou com Ernesto atravessando uma bala de rifle para elefantes pelo bestunto.

A volta do ICQ

22 de janeiro de 2010

Desde a época em que o MSN passou a perna no ICQ e aos poucos todos os usuários migraram para a plataforma Microsoft, meu ICQ morreu.

Praticamente todos os meus contatos trocaram de comunicador: de uma hora para outra o ICQ ficou cheio de UIN´s desconectados para sempre. E isso aconteceu para todos ao meu redor.

Não sei se tudo isso foi a pressão da Microsoft em empurrar o MSN no sistema operacional ou se foi a Aol LLC que matou o ICQ com as milhares de tranqueiras que o deixaram assustadoramente feio, pesado e lento.

O mérito agora é que existe uma versão 7 da brincadeira. Limpa, sem aquela penteadeira de puta velha que era antes. Comunica com um monte de comunidades 2.0, feeds, twitter, coisa e tal. E eu não sei até onde (e como) essa ressurreição pode chegar.

O tal do UIN

O UIN do ICQ Significa Universal Internet Number. Talvez o ICQ fosse convencido igual à Swatch (com aquela piração do @ beat Internet Time) e quisesse rotular TODOS os usuários de internet por números. No final do século passado, ainda no tempo em que a internet era movida à lenha no Brasil, uma das formas nerds de você avaliar o tempo de internet de uma pessoa — que convenhamos, era um status quo indubitável — era a numeração UIN do ICQ. Quanto menor o número, mais reputação o geek tinha.

É ai que meu problema começa. Eu tinha um UIN de seis dígitos (#299069), registrado no final de 1996. Esses números baixos  eram tão cobiçados que se você não tivesse uma senha com 16 dígitos, era fácil perder o UIN para algum hacker. Hoje um UIN registrado está na casa dos 500 milhões.

A minha senha tinha tanto caractere especial que, quando se pedia o reenvio de senha, os browsers só imprimiam quadrados (algo como: □□□□□)

Meu e-mail daquela época já não existe mais, era um finado spegel@usa.net da Amex americana.

E agora fiquei com vontade de reavivar uma coisa que não tem como. Rever contatos antigos, que há 14 anos não converso. Sim, é tempo. Uma amiga de Hong Kong que adorava poesias de Fernando Pessoa, traduzidas; a australiana ruiva que ficou minha amiga porque achei metade dos tios-avôs dela por aqui.

Coisas pitorescas do tempo em que a internet era cultural e semântica, sem a cauda-monga que a destrói todos os dias.

A australiana

O ICQ era legal, porque toda vez que algum novo usuário aparecia, você sabia que era mais um adido cultural na sua lista de experiências virtuais. E não existia tanta privacidade, um UIN conversava com o outro sem a necessidade de adicionar ou pedir permissão (Isso mudou em 1999 com a neurótica Aol LLC).

Uma dessas conversas foi com uma garota australiana. Ela era toda bonitinha, eu era um salafrário cafajeste, então já viu. Conversávamos por muito tempo — eu na madruga e ela no entardecer — amenidades, diferenças culturais, gírias aussies pra cá, inglês macarrônico pra lá.

Até que eu contei que meu avô era imigrante aqui no Brasil. Ela confidenciou que o avô dela também era alemão e refugiado da segunda guerra, mas que tinha perdido dois irmãos pelo mundo quando fugiram, talvez para a américa. Solícito que sou, disse que aqui na América do sul era fácil achar gente (era nada), e que faria uma pesquisa mais complexa para ela.

A minha idéia era passar os nomes para um amigo que trabalhava na antiga operadora de telefonia que a TIM comprou. Por ali ele conseguiria abranger o Brasil inteiro e, se os dois chucrutes estivesse nas terras tupiniquins, eu teria assunto para mais uns anos com a ruivinha.

Acontece que eu tinha duas listas telefônicas embaixo do meu monitor (gambiarra de nivelamento de vídeo avançado) e resolvi folheá-las. Era muita coincidência: tinha 9 sobrenomes que batiam. Destes dois eram os primeiros nomes indicados. Aí já fiquei com a pulga atrás da orelha e resolvi ligar para o primeiro.

— Seu Walfried?

— Ja vohl!

— O senhor é o irmão mais velho do Günter?

— …

— Alôuuu?

— Como você sabe!?

Desliguei na cara. Liguei para o Manfried. Mesma reação atônita.

Mandei um e-mail para a garota australiana (naquele tempo a gente usava o ICQ para amenidades e e-mails para coisas importantes), com os dados dos dois velhos: telefone, endereço, CEP, tudo.

O que se sucedeu foi uma coisa inacreditável, relatado por e-mail pelo pai da down under: Eles contataram os velhos aqui no Brasil; Os dois não sabiam que o irmão estava vivo, nem o irmão sabia que os dois ainda estavam na ativa; reuniram os três, 50 anos depois, em uma grande festa em Melbourne, onde os primos, netos, familiares e agregados se conheceram pela primeira vez.

A garota achava que eu era um herói, eu achava que nunca ia dar uns pegas nela. Ela achou namorado, eu virei metaleiro, ela casou e eu comprei uma bicicleta.

Depois disso só ficou a lembrança de ter feito uma coisa extremamente fenomenal para alguém que eu nunca, de fato, conheci.

Quem veio antes: o ovo ou a galinha?

20 de janeiro de 2010

É a pergunta mais idiota que eu já escutei.

Claro que é o ovo. Peixes, dinossauros, libélulas e um monte de vida préhistórica já botavam ovos antes das penudas.

Sem mais para o momento,

subscrevo-me.

A nova casa.

6 de janeiro de 2010

Tem um camarada que eu conheço desde os primórdios da década que é o Geison. Eu descobri que o vagabundo é mais velho do que eu imaginava, porque ele aparece sorrindo em uma footage no DVD “Elvis aloha from Hawaii” (1973) nos trinta primeiros segundos:

geison
Screenshot do DVD. O Geison é o camarada de camisa lilás e óculos Aviator. Note o bufão que não o deixa ter idéias, logo acima da cabeça dele, com aspectos primatas.

Ele reclamou (…) veio um inquietante bloqueio criativo. E continuo com ele aqui. Sentadinho no topo da minha cabeça. (…)

Com essa minha ajuda, ficou mais fácil achar o desperucado na rua. Ah, o blog dele agora está sob o guarda-chuva Wordpress, largando de ser Global. Vida longa ai bruda.

E cá estamos, dois mil e dez!

5 de janeiro de 2010

Faz 13 anos que eu trabalho com essa sujidade virtual chamada internet. Eu achei que ia ficar rico, famoso, feliz e conheceria o mundo inteiro, férias-a-férias, ano-a-ano. E, tirando aqueles gringos fodásticos que encheram o rabo de dinheiro, quase todos os virtualizados que conheci — e que compartilharam deste sonho cibernético — não enriqueceram.

Interessante é que meus planos eram de migrar para algum recôndito pioneiro, muito provavelmente na Europa. mas eu desisti, pois o Brasil merecia muito mais atenção. Entenda por atenção o fato de eu querer conhecê-lo por completo, costumes, cidades, paisagens, cachoeiras, florestas e humanos.

Então, hoje como primeiro dia do MadCap 2010, já entro pessimista e sorrateiro.

Daqueles 13 anos lá de cima, some bem uns 10 anos que eu escrevo tibornices sem peso algum. É muito tempo de enrolação. Se eu fosse uma empresa, já estaria falido. Sem lucro, dividendos, aspirações ou conquistas.

E o mais ridículo de toda essa situação insustentável é que eu vou continuar, sempre, arrastando essa paganália por um bom tempo, como se fosse um objeto relevante na cibercultura contemporânea.

divisor

Todo esse chororô aí em cima significa que vou fazer uma lista das resoluções de ano novo. Nada de coisas difíceis, mesmo porque sou um procrastinador agudo. Algumas delas:

  • Atualizar (no mínimo) duas vezes por semana esse blog;
  • Um desenho elaborado e complexo por semana (e postar aqui);
  • Uma peça publicitária fantasma por semana (e postar aqui);
  • Publicar um anúncio publicitário do projeto ‘171 anos de publicidade’ por semana;
  • Nadar 5km por semana.
  • Juntar dinheiro suficiente para comprar uma câmera e uma lente que preste;
  • Tomar um Earl Grey ao vivo com a minha irmã, in loco;
  • Ler 26 livros de literatura inteligente;
  • Não ligar computadores, telefones, internetes e televisores nos finais de semana;
  • Arranjar 6 novos amigos reais por meios analógicos;
  • Melhorar minha vida profissional.

Coisa fáceis, mel na chupeta. Aliás, só o último item que ostenta o caráter de impossibilidade venatória. Mas o resto eu tiro de letra. E sem usar cheat.

Eu tenho um alter-ego

18 de novembro de 2009

Meu alter ego é esbelto e elegante. Não tem residência fixa, é verdade. Faz exercícios físicos todo dia, anda, dorme até tarde e come tudo o que dá vontade. Meu alter ego não tem dinheiro, sobrevive de bicos como ghostwriter e viaja o mundo de carona.

O mundo!

Meu alter ego fala seis idiomas com uma fluência avassaladora: aprendeu um dialeto na Polinésia em apenas 8 meses.

Não tem muitas posses: uma mochila muito resistente mas velha, uma calça jeans desbotada, algumas camisetas brancas, um tênis verde musgo muito confortável e anti-derrapante e um canivete suíço original, com 27 funções, que ganhara de um finlandês em Antíqua. Tem um computador portátil que não funciona a bateria, tela monocromática e muito velho. É assim que meu alter-ego faz frila.

Tem um costume risca-de-giz que vale mil oitocentos e e oitenta e nove e noventa. Caro, muito caro. Carrega junto. E você não conseguiria imaginar as festas que meu alter ego conseguiu entrar com esse traje.

Meu alter ego não gosta de mim e fica tentando me dominar, mas eu sou mais forte que ele.

Mentira.

Eu sou fraco, muito fraco.

Meu alter ego terminou o curso superior mas procrastina a bendita colação de grau. Ele às vezes se aventura em algum palco, tem muito talento. Meu alter ego sabe desenhar e canta como ninguém. Meu alter ego — se quisesse — poderia ser bem sucedido como empresário, advogado, publicitário, médico, dono, patrão, spalla, mascate, pirata ou astronauta.

Meu alter ego daria um ótimo professor, se quisesse.

Meu alter ego poderia ficar famoso, poderia ganhar o Nobel de literatura, se quisesse.

Meu alter ego poderia viver de arte, se quisesse.

Meu alter ego ganharia leôes em Cannes e kikitos em Gramado, se quisesse.

Mas ele é louco, apaixonado, independente, desvairado, intenso, insaciável, amicíssimo, afável, bondoso, enérgico às vezes e não se preocupa com costumes cotidianos.

E prefere viver de vida.

Incrível, não?

Pablo Picasso

27 de outubro de 2009

Pablo Picasso: "Os computadores são inúteis; só fornecem respostas."

Viramundo.

24 de outubro de 2009

Tears of regret

are packs

[over the backs

Sour sweetness

Flowing the lips, carring the taste

Of sadness indeed.