MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Posts com a tag ‘futuro’

E cá estamos, dois mil e dez!

5 de janeiro de 2010

Faz 13 anos que eu trabalho com essa sujidade virtual chamada internet. Eu achei que ia ficar rico, famoso, feliz e conheceria o mundo inteiro, férias-a-férias, ano-a-ano. E, tirando aqueles gringos fodásticos que encheram o rabo de dinheiro, quase todos os virtualizados que conheci — e que compartilharam deste sonho cibernético — não enriqueceram.

Interessante é que meus planos eram de migrar para algum recôndito pioneiro, muito provavelmente na Europa. mas eu desisti, pois o Brasil merecia muito mais atenção. Entenda por atenção o fato de eu querer conhecê-lo por completo, costumes, cidades, paisagens, cachoeiras, florestas e humanos.

Então, hoje como primeiro dia do MadCap 2010, já entro pessimista e sorrateiro.

Daqueles 13 anos lá de cima, some bem uns 10 anos que eu escrevo tibornices sem peso algum. É muito tempo de enrolação. Se eu fosse uma empresa, já estaria falido. Sem lucro, dividendos, aspirações ou conquistas.

E o mais ridículo de toda essa situação insustentável é que eu vou continuar, sempre, arrastando essa paganália por um bom tempo, como se fosse um objeto relevante na cibercultura contemporânea.

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Todo esse chororô aí em cima significa que vou fazer uma lista das resoluções de ano novo. Nada de coisas difíceis, mesmo porque sou um procrastinador agudo. Algumas delas:

  • Atualizar (no mínimo) duas vezes por semana esse blog;
  • Um desenho elaborado e complexo por semana (e postar aqui);
  • Uma peça publicitária fantasma por semana (e postar aqui);
  • Publicar um anúncio publicitário do projeto ‘171 anos de publicidade’ por semana;
  • Nadar 5km por semana.
  • Juntar dinheiro suficiente para comprar uma câmera e uma lente que preste;
  • Tomar um Earl Grey ao vivo com a minha irmã, in loco;
  • Ler 26 livros de literatura inteligente;
  • Não ligar computadores, telefones, internetes e televisores nos finais de semana;
  • Arranjar 6 novos amigos reais por meios analógicos;
  • Melhorar minha vida profissional.

Coisa fáceis, mel na chupeta. Aliás, só o último item que ostenta o caráter de impossibilidade venatória. Mas o resto eu tiro de letra. E sem usar cheat.

Eu tenho um alter-ego

18 de novembro de 2009

Meu alter ego é esbelto e elegante. Não tem residência fixa, é verdade. Faz exercícios físicos todo dia, anda, dorme até tarde e come tudo o que dá vontade. Meu alter ego não tem dinheiro, sobrevive de bicos como ghostwriter e viaja o mundo de carona.

O mundo!

Meu alter ego fala seis idiomas com uma fluência avassaladora: aprendeu um dialeto na Polinésia em apenas 8 meses.

Não tem muitas posses: uma mochila muito resistente mas velha, uma calça jeans desbotada, algumas camisetas brancas, um tênis verde musgo muito confortável e anti-derrapante e um canivete suíço original, com 27 funções, que ganhara de um finlandês em Antíqua. Tem um computador portátil que não funciona a bateria, tela monocromática e muito velho. É assim que meu alter-ego faz frila.

Tem um costume risca-de-giz que vale mil oitocentos e e oitenta e nove e noventa. Caro, muito caro. Carrega junto. E você não conseguiria imaginar as festas que meu alter ego conseguiu entrar com esse traje.

Meu alter ego não gosta de mim e fica tentando me dominar, mas eu sou mais forte que ele.

Mentira.

Eu sou fraco, muito fraco.

Meu alter ego terminou o curso superior mas procrastina a bendita colação de grau. Ele às vezes se aventura em algum palco, tem muito talento. Meu alter ego sabe desenhar e canta como ninguém. Meu alter ego — se quisesse — poderia ser bem sucedido como empresário, advogado, publicitário, médico, dono, patrão, spalla, mascate, pirata ou astronauta.

Meu alter ego daria um ótimo professor, se quisesse.

Meu alter ego poderia ficar famoso, poderia ganhar o Nobel de literatura, se quisesse.

Meu alter ego poderia viver de arte, se quisesse.

Meu alter ego ganharia leôes em Cannes e kikitos em Gramado, se quisesse.

Mas ele é louco, apaixonado, independente, desvairado, intenso, insaciável, amicíssimo, afável, bondoso, enérgico às vezes e não se preocupa com costumes cotidianos.

E prefere viver de vida.

Incrível, não?

Futuros possíveis

21 de outubro de 2009

Foto 1 (antes)
É jovem, está na praia com três amigos. Em cima da mesa um côco, duas garrafas de refrigerante, uma carteira de cigarro. Sorri bastante.

Foto 2 (depois)
É um cadáver deitado numa mesa de ferro com um ralo no centro. Ao redor do corpo marrom e rígido, semi-dissecado, reúne-se um grupo de estudantes de anatomia recém-ingressos na faculdade, todos vestindo batas. Alguns mostram suas pinças e bisturis. Sorriem bastante.

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Foto 1
Um senhor de bigode com a família num almoço dominical. A mulher ao fundo, segura uma panela de feijoada. Algumas crianças agrupam-se à esquerda. Um quadro na parede mostra uns coqueiros na praia.

Foto 2
No jornal, um senhor de bigode é empurrado para dentro de uma viatura por três policiais militares, alguns circunstantes observam ao fundo, sem camisa e de braços cruzados. Em cima a legenda “preso por tentativa de estrangulamento após briga de trânsito”

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Foto 1
Um casal no banco de uma praça florida. O homem coloca seu braço sobre o ombro da mulher. Ela beija sua face. Ao fundo uma banca de revistas com um senhor sozinho diante de um tabuleiro de damas. Usa um boné sobre os cabelos negros e ensebados.

Foto 2
Uma menina sentada num banco, olha com atenção para um saco de pipocas que segura firmemente. As bochechas são rosadas e os olhos mal se abrem por causa do sol. Ao fundo uma banca de revistas com um senhor sozinho diante de um tabuleiro de damas. Usa um boné sobre os cabelos brancos e ensebados.

Tuitando e andando.

7 de julho de 2009

Perdi a sensibilidade do quarto superior externo do dedo indicador da mão direita ao carregar mais peso que deveria. Mas tá voltando. Fiz muitos amigos em três meses o que é um recorde histórico na minha vida. Começo a ficar de saco cheio. De novo. E isso é bad, bad thing. Quiçá novos ares? (Censor, avalie se posso publicar isso sem retaliação). Já programado no Orçamento Geral da União Pessoal: Jalapão, Chapada Diamantina, Rota do Ouro e Diamante (Estrada Real), San Pedro de Atacama, Lençóis Maranhenses, Jeri, serras gaúcha e catarinense. Tudo de carro, ok? Não esquecer: fabricar álbum impresso anual de fotogramas madcapianos; fabricar álbum ‘Dia de Circo’. Juntar dinheiro para comprar uma câmera que preste. Acho que trinquei uns ossos da mão. Não deixa de ser ‘calejamento’. A dor é psicológica. Final do mês bora prá Curitiba. Imitar é evoluir. O bom (mesmo) de Brasília é o que fica ao redor. Preciso de uns R$500.000,00 para comprar um apartamento mediano e usado no plano. Tchau.