MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

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A vida nada comum pelas redondezas

13 de agosto de 2011

Eu moro novamente em um endereço de nome poético, pequeno e funcional: algo como Rua da Meia Lua, 22. Como meu amigo Dennis D. falou uma vez, Brasília eu não poderia ser levado a sério morando na Asa Setentrional Cúbica Norte, Vetor C, Vórtice 312 – Quadrante 18a.

A vida em Londres é complicada. O transporte público funciona de uma maneira tal que, toda aquela saudade de ter um carro foi água abaixo em apenas uma semana de vida cotidiana aqui. Na verdade foi e voltou, a partir do momento em que você descobre que uma Land Disco 4 aqui custa 22 contos.

As mulheres são feias, disseram para mim antes de vir. Ah, vá para a merda! Há inglesas lindas saracoteando por aqui. E desesperadas por homens. Nem precisam ser os gentleman of westenminster. Sendo hétero já vira jogo.

Ao lado aqui de casa tem o quê? Um pub. A cultura de frequentar bares era uma coisa que eu não praticava mais. Tudo era muito caro, os garções sempre queriam me roubar em um ou dois canecos, o petisco era caro pra cacete e whisky era uma facada no ego. Já tentou tomar uma weiss, dessas da bohemia mesmo, em um bar? R$15 se você tiver sorte. Então a gente foi no pub. Desde a hora do almoço até a hora em que a gataiada fica parda tem gente por lá. Não é gente estranha nem os bêbedos pedantes de sempre. É diferente.

Bebemos uma pint de weiss, comemos um fish’n'chips de hadoque e gastamos £9 por tudo. E, como quem converte não se diverte, seria algo como você gastar R$9 em um chopp de trigo de 500ml e um prato de peixe frito com fritas. Incluindo a gorjeta.

Andar por ruas e becos de 1800 e lá vai bolinha é uma sensação indescritível por essas redondezas onde estou. A sensação de estar em um lugar diferente é quase nula e isso me assusta, mesmo porque não sei se a ficha não caiu ainda e vai bater o desespero ou se, na verdade, eu não estou nem aí para mudanças. Acredito na segunda.

Saudade? Dos amigos e família. Mais nada. E isso é foda, porque parece que eu sou um nariz empinado ou sei lá o que, mas essa é a verdade. Essa mudança lembrou quando eu migrei de Curitiba para Brasília e a sensação foi a mesma. Vai ver que sou o cara do coração de dianteiro com osso.

Era para eu já ter saudades da picanha, mandioca, paçoca, rapadura e guaraná. Mas com a diversidade impressionante de tudo que tem aqui no mercadinho da esquina, acho que vai levar bem uns 5 ou 10 anos para eu experimentar todos os tipos de  comidas que tem naquelas prateleiras. Frutas, inclusive.

Os parques são gigantes e pertos. Os ciclistas, muitos. As pessoas realmente pedem desculpa por qualquer coisa (mesmo que a culpa não seja delas), a TV a cabo é engraçada, a telefonia móvel é ridiculamente barata e com dados infinitos.

No mais a vida aqui parece muito mais tranquila do que pintaram. Vamos ver se continua essa maravilha, porque até agora eu estou impressionado e isso não é o meu normal.

We´d be off gallivanting*.

19 de abril de 2011

Este é o primeiro dos milhares de novos posts sobre uma pequena mudança vivencial na minha vida. O texto é grande (precisa ser, é um desabafo) e se você tem preguiça de ler mais de três linhas, aperta Crtl+W que aparecerá um resumo de tudo na sua tela.

Resolvemos mudar de país. Como você já deve ter percebido pela imagem acima, nosso ponto-de-mira é o Reino Unido. Especificamente a Inglaterra.

Pensamos em algumas localidades interessantes como o Canadá francês, Alemanha, Islândia, Antuérpia, Seichelles, Austrália e até a Nova Zelândia. Mas por questões de praticidade, cultura, idioma, e até financeira, a Inglaterra do Sul foi a melhor pedida.

A vida aqui no Brasil estava muito boa. Incrivelmente calma, com empregos bons, salários fartos, amizades incríveis e muita coisa para fazer. Mas essa estabilidade e segurança toda estava me deixando louco. Minha vida sempre foi permeada por decisões estranhas e reviravoltas dantescas. Nunca consegui estabilizar a vida em mais de 5 anos.

Brasília estava batendo o recorde.

E olha que eu ainda não fui com a cara da cidade. Essa cidade é pra enlouquecer.

Já reclamei muito, pestanejei e tentei acertar um belo soco na ponta da bowie brasiliense, mas não deu certo. A questão que permeava minha vida estava justamente nisso: “Viraria eu um sacripantas do funcionalismo público?”

Claro que não, né. Minha vida é regrada em princípios que fazem uma fodelança homérica na minha vida. As prerrogativas que regem essa história toda são visceralizadas por idéias que nunca dão certo e por alguns pitacos de sorte e falta de juízo.

Olha como estava tudo arrumado: em dezembro do ano que se passou o plano era simples: comprar um Troller, um apartamento de 4 quartos simples e inventar um herdeirinho. Isso tudo supostamente significava enfiar uma raiz pivotante com tudo no solo brasiliense. E se redimir à desgraceira.

Janeiro deste e o plano estava todo mudado. Nada de apartamento, jipão diesel 4×4 nem criança. Aliás, nem nada mais aqui, apenas passar a régua e pedir a conta.

A decisão foi rápida. Claro que essa mudança para a gringa foi oficializada, com passaportagens, permesos, carimbos, chancelas e selinhos sineteados. Não sou retardado de ir ilegal, e nem tenho idade para tal idiotice.

Para foder tudo de vez, no dia da compra do one way ticket to ride descobri que passei em segundo lugar em um concurso público desses que te faz viver para sempre e aposentar da maneira mais porca e segura do mundo, sem pensar muito e o melhor: ter um gabinetezinho marrom mofento para sempre. A questão foi tão explicita que eu até achei graça: em uma mão, passagens para um país fedorento, frio e foggento; na outra, a mais bela e tranquila forma de envelhecer engravatadamente.

Claro que escolhi morar fora. Onde já se viu eu manear o sucesso assim, descaradamente?

Na verdade desde dezembro, quando meu carro foi para o reino-dos-céus-dos-carros-4×4 e todo aquele dinheiro que ele não valia pingou na minha conta, um fardo bom e grande de preocupações se esvaziou dos meus mensalismos. Claro que andar a pé (ônibus e metrô) em Brasília é uma merda, impossível e proibido. Mas a economia de algo em torno de R$1500 por mês é incrível. Economizando assim, ganhei outra vantagem: ando pra caralho a pé e frequento o reduto mais lazarento do mundo: o terminal rodoviário de Brasília (e Conic, por tabela). Meu convívio com gente feia, despenteada e fedorenta conseguiu atingir patamares impressionantes. E isso não é uma reclamação preconceituosa, veja bem: estou inserido na massa protéica de cidadãos passivos e inócuos. Um extremismo bipolar severo, uma vez que, de vez em quando, frequento casas de diplomatas, ministros, desembargadores e até deputados.

Colocando um pouco de lenha na fogueira, o Brasil está perdido, meu povo. Não existe esperança de melhorar em menos de 50, talvez 100 anos. E a culpa não é dos políticos, nem poder público: e da gente. Brasileiro é a raça mais filadaputa que existe e não tem como rebater isso. É um povo delicioso e feliz, festeiro e gostoso, igual não tem e isso eu defendo com unhas e dentes. Mas não somos sérios, honestos nem educados. Educados! Essa era a palavra.

Cultura e educação.

Eu tive algumas propostas realmente sérias e grandiosas de enriquecer aqui. Mas eram corruptivas e fantasmagóricas. Golpes pestilentos que invalidariam-se com uma moral idiota que ainda carrego sem culpa.

Mas vamos ao que interessa: 09 de agosto de 2011 é o meu take off. O dia em que o Brasil — teoricamente — ficará no meu passado histórico e varonil e uma nova escolha de vida se abrirá diante dos meus olhos.

Claro que parece uma loucura senil e mal pensada, não tem como não ver assim. Mas, seguindo aquelas premissas hippies de “foda-se tudo” estamos tentando curtir a vida adoidado, nunca é tarde para arriscar o futuro intangível.

E o mundo vai acabar em 2012, então não tem por que se preocupar.

Teremos muita conversa até lá, sobre o assunto. Pode ficar sossegado.

Agora em maio farei uma farewell expedition pelas terras patagônicas, envolvendo Argentina, Chile e Uruguai. Tudo de carro, com algumas neves, vinhos de exquisita cosecha, cadenas nos coches. E bem despacito, porque vamos de carro.

*Gallivanting é uma gíria. Tem tanto (e nenhum) sentido que ninguém, ao certo, sabe como usar. Fooling around, indeed.

O que eram os blogs.

5 de abril de 2011

Praticamente todos os blogs que foram contemporâneos deste se foram para o paraíso dos blogs. [...] Eu sinto falta deles. Tinham talento e leveza, coisas que foram ficando cada vez mais raras na blogoseira. Essa é a minha geração, uma geração que escrevia porque gostava e porque precisava [...], e que tinha o descompromisso que, na minha opinião, é o que faz um blog. Nós não precisávamos ser lembrados que blog é conversação. Nós sabíamos disso.

GALVÃO, Rafael. In: Sobre Rafael Galvão. 2011.

A herança do tradicionalismo que nunca tive.

17 de fevereiro de 2011

Minha família é relativamente nova aqui no Brasil. Uma dessas levas imigratórias loucas européias, com um pouco de guerra, fome, miséria e brigas pontuais. Nada de glamour ou esperteza no processo; a coisa era subsistência e sobrevivência pura.

Acontece que nesse período curto de Brasil, a família, de um modo geral, passou por poucas e boas. Desde o auge das fazendas, extrativismos, comércio, marcenarias e beneficiamentos até a mais simples e usual bancarrota da mão na frente e atrás,  a vida passou da mesma forma calma e sorrateira.

D’além mar quase não veio nada, apenas uma canastra ou outra com roupas, meia dúzia de ferramentas e algum superfluo que se perdeu com o tempo.

Não sobraram lembranças materiais. Apenas histórias recontadas, fotos surrupiadas e lendas fermentadas com o tempo.

Dia desses tuitei uma frase que resume toda esta reação à praticidade:

Sempre gostei de velharias. Tenho um rádio Pioneer antigo de 1940, de baquelite, micromatic, com ondas curtas. Ganhei do meu avô, que barganhou com outrem e que, no final das contas, tornou-se parte desta herança adquirida e figurada.

A mesma coisa funciona com um tankard alemão de cerveja, feito de estanho, prata e cerâmica queimada. Encontrei na marcenaria do meu avô paterno, cheio de trapos e sujo de betume de madeira. Na época eu nunca tinha visto um caneco com tampa, achei muito legal e ele me deu. Disse que era um utensílio qualquer, que tinha ganhado de alguém e que nunca viu um uso para o mesmo.

É uma herança sem importância histórica, mesmo porque tem gravado no estanho o nome da familia do antigo dono da peça. Em alemão gótico antiquíssimo.

Minha capacidade de coleção de coisas antigas aumenta a cada dia. Tentei, tempos atrás, negociar uma Luger P08 em uma loja de quinquilharias no meio do Goiás. Quase consegui. Pena que o velho era louco.

Hoje não me é estranho surtar por um passado que não existiu.

Apenas tento sanar essa ausência com um materialismo relevante.

Acho que está funcionando.

Rapidinhas, rápidas e rasteiras.

20 de setembro de 2010

Olha só como é o mundo dos carros 4×4: meu utilitário — fabricado e montado no Brasil — só consome peças originais japonesas. Não tem xixi-minha-nêga não: o mercado paralelo nem sequer sabe do que estamos falando. Então toda peça nova que preciso, lá vem aquela embalagem toda cheia de ideogramas e códigos de guerra nipônicos.

Isso inviabilizou algumas coisas importantes no meu conceito da montadora. Uma é que a revisão programada dos caras é muito porca e desrespeitosa. Outra é que eles simplesmente não olham direito os 49 pontos de revisão previstos em regulamento. E terceiro, uma peça normal que custa em média R$150 para qualquer carro de qualquer marca, do meu custa R$600, porque é meidindjapan.

Graças ao acúmulo de não verificações dos 49 pontos de verificação das revisões anteriores, o novo mecânico oficial do  bruto achou alguns problemas crônicos: bieletas, tuchos, buchas, retentores, e uma série de pequenos apertos que os mentecáptos não apertaram nas outras vezes. A correia-multi, que eu paguei 2 vezes para trocar em duas revisões, continuava a mesma, original de fábrica, olha só! (Não trocamos itens que estejam com estado e aparência satisfatória e segura).

Agora está tudo sanado. E atualizado.

Estou dando um tapa no meu portfólio, estava com 8 meses de atrasos criativos. Oito meses foram coisas demais criadas por conta e risco. Oigalê!

Ontem bebi em um sorvo só, estalando os beiços, um copanzil d’água.

Falei algo parecido. Isso é a literatura atual, que está me afetando mentalmente.

Estou diagramando um livro das fotos de circo que publiquei aqui há 2 anos atrás. DOIS ANOS ATRÁS. Olha como meu cronograma é idiota! Parece o projeto de publicidade, onde cerca de 200 imagens estão em um queue interminável para serem publicadas.

Quem posterga um quinhão, posterga um mião.

Sou muito, mas muito mais babaca do que você imagina. Muito mais.

Cansei desse pseudônimo rValentino. Ajudem-me a trocar por um malacabento mais interessante. Essa novela da globo acabou com o mojo Valentino.

Comentário apolítico: A Dilma me lembra uma professora de português que eu tinha na quinta série. Tudo que ela discursa ou brada, parece um desatino metafórico onde EU fiz alguma coisa que não devia.

Uma mijada, no sentido mais pueril e estrogonófico. Sinto-me como uma mulher de malandro que devo alguma coisa e o medo me faz recuar a cada pitombada.

Só tenho recaídas de gozo quando ela fala errado, mas isso está em voga na Presidência da República há 8 anos, né não fíí?

Já o Serra continua com a mesma cara de nhé.

Perceberam que essa briga pela presidência só tem candidato fracassado e sem carisma? Dilma e Serra tem o poder para os empurrar. A Marina, coitadinha, parece uma tia do rococó que quer peitar um varão maniqueísta de 9 pés de altura e massa muscular avantajada. Não terá sucesso na incursão.

Plinio de Arruda, Ezequiel de Medeiros, Jofran Tavares e Berlúcio Villela nem contam como candidatos, não é?

O Distrito Federal está bem visto nas mídias, olha só: São alunos brigadores de escolas públicas, postos de gasolina que promovem orgias, dinheiro vazando nos canos podres do poder político. A corrida da cerveja essa corja da imprensa marrom não fala, né!

Ezequiel de Medeiros, Jofran Tavares e Berlúcio Villela não existem, inventei esses nomes e, como era de se esperar você nem tchuns para a infame existência de outros candidatos para a PR. Seu pulha!

Conversemos depois. Minha consciência reluta em ser limpa e saudável.

Solicitação

19 de maio de 2010

Ei, camarada: o que você faz aqui? Por que ainda insiste em ter este blog no seu feed? Por que visita esta estrutura decadente e sem vida há tempos? O Eldorado não existe, sinto-lhe informar. A banalização da informalidade e a mediocrização da informação — volátil e mal digerida — matou quem escreve mais de três parágrafos.

A notícia amadurece em questão de segundos e a putrefação já está no encalço antes mesmo de recitar três fonemas. O Twitter nos separou do lirismo abstrato de gerar e gerir um blog. Twitter é para texto. Pequenos textos, não se esqueça. Blogs, para imagens e elefantices arrastentas.

Duvido que você tenha ainda a pachorra e a paciência de chegar os olhos até aqui. Este post não tem figurinhas, tem mais de 200 toques e eu sei que você é um preguiçoso que ainda teima em tentar manter uma leitura sadia.

Eu me fodi. Odiei o Twitter e vomito ali apenas pensamentos idiotáticos. Aqui ainda é meu refúgio e subterfúgio. É a alcova escura e triste, isolada dos outros sadios e sãos, onde ainda posso inventar neologismos e palavras execráveis como “idiotático”, “mediocrização” e “elefantices arrastentas”. Todo esse sacrilégio em um único texto.

Estou velho.

Aliás, estou velho e a irresponsabilidade contextual está tão agressiva que as milhares de pequenas e intensas coisas boas, que eu tanto prezava e gostava de ostentar aqui, passam batidas da crucificação literária virtual.  Não sei o que é que está acontecendo. E não tenho como recorrer a algo que não seja fresco para tirar da inércia essa pachorrice toda.

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Eu tinha um HD externo removível e portátil. meio terabyte de informações, quase sempre lotado. Fazia becape uma vez ou outra no mês. ele parou de funcionar e, pela primeira vez em dez anos de fotografia digital, perdi 60 fotografias não becapeadas. Perdi também umas 6h de trabalhos diversos, umas músicas não muito legais, coisas fúteis. Fiquei triste pelas fotos, mas percebi que nem isso me chateou.

Nada me chateia.

Não me estresso mais, não sinto raiva excessiva nem desconforto social. Talvez tenha me tornado um sociopata amistoso, uma dicotomia que não consegue se desvencilhar da contra-parte e que sobrevive como um bruma embaçada, que amiúde integra-se no bucolismo da paisagem inerte.

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Tenho mais amigos. Sinto saudade de todas as amizades que já fiz e que me distanciei. Não existem reposições. Cada um risca com a ponta da faca a minha tez, com pressão moderada, suficiente apenas para deixar uma cicatrícula quase imperceptível, mas que me faz relembrar todos os dias, em um espelho fagófago, que me balda e tolhe minha solidão.

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O mundo é político demais. Eu sou um velho bonvivant e que estou, definitivamente, em uma era errada. Falhei em seguir a risca os mandamentos da concupiscência social e material. Então vou me arrastando.

Este blog é meu alter-ego: arrasta-se como o dono, sufragado em desatinos.

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premissa

A ausência aqui é justificada…

29 de março de 2010

… lá fora está mais interessante:

Osso-veio-4x4-offroad-group

Mas a internet ainda tem o atrativismo venal. Logo, logo, novidades.

E cá estamos, dois mil e dez!

5 de janeiro de 2010

Faz 13 anos que eu trabalho com essa sujidade virtual chamada internet. Eu achei que ia ficar rico, famoso, feliz e conheceria o mundo inteiro, férias-a-férias, ano-a-ano. E, tirando aqueles gringos fodásticos que encheram o rabo de dinheiro, quase todos os virtualizados que conheci — e que compartilharam deste sonho cibernético — não enriqueceram.

Interessante é que meus planos eram de migrar para algum recôndito pioneiro, muito provavelmente na Europa. mas eu desisti, pois o Brasil merecia muito mais atenção. Entenda por atenção o fato de eu querer conhecê-lo por completo, costumes, cidades, paisagens, cachoeiras, florestas e humanos.

Então, hoje como primeiro dia do MadCap 2010, já entro pessimista e sorrateiro.

Daqueles 13 anos lá de cima, some bem uns 10 anos que eu escrevo tibornices sem peso algum. É muito tempo de enrolação. Se eu fosse uma empresa, já estaria falido. Sem lucro, dividendos, aspirações ou conquistas.

E o mais ridículo de toda essa situação insustentável é que eu vou continuar, sempre, arrastando essa paganália por um bom tempo, como se fosse um objeto relevante na cibercultura contemporânea.

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Todo esse chororô aí em cima significa que vou fazer uma lista das resoluções de ano novo. Nada de coisas difíceis, mesmo porque sou um procrastinador agudo. Algumas delas:

  • Atualizar (no mínimo) duas vezes por semana esse blog;
  • Um desenho elaborado e complexo por semana (e postar aqui);
  • Uma peça publicitária fantasma por semana (e postar aqui);
  • Publicar um anúncio publicitário do projeto ’171 anos de publicidade’ por semana;
  • Nadar 5km por semana.
  • Juntar dinheiro suficiente para comprar uma câmera e uma lente que preste;
  • Tomar um Earl Grey ao vivo com a minha irmã, in loco;
  • Ler 26 livros de literatura inteligente;
  • Não ligar computadores, telefones, internetes e televisores nos finais de semana;
  • Arranjar 6 novos amigos reais por meios analógicos;
  • Melhorar minha vida profissional.

Coisa fáceis, mel na chupeta. Aliás, só o último item que ostenta o caráter de impossibilidade venatória. Mas o resto eu tiro de letra. E sem usar cheat.