MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Posts com a tag ‘fotografia’

E la nave va.

27 de agosto de 2010

Essa é a quinta vez que uma foto minha é publicada em uma revista. E eu ainda náo tenho uma máquina fotográfica que preste. A ironia é uma bela dama que caminha de mãos dadas com o destino.

Foto publicada na revista Digital Photographer Brasil (ano 1, edição 3, pág 22).

Aliás, Tá aí uma excelente revista de fotografia. A primeira, em português, que realmente vale os centavos investidos. Eu tinha medo de que fosse mais uma daquelas fajutisses parecidas com as Ed. Europa ou independentes sem culhões, mas o editorial desta revista é assimada pelo Mario AV. Só isso.

Crônica Urbana: O cão, o tijolo e a árvore.

23 de agosto de 2010

O Cão e a árvore.

Esse cachorro da foto é uma figura: um boxer, caramelo, muito fiel.

Ele mora em um terreno quase baldio, perto da minha casa. Na verdade ele é o cão de guarda do terreno. Ele fica o dia inteiro nessa mesma posição: em pé, parado, olhando o nada. O dono (que não mora ali) aparece dia sim, dia não, para alimentá-lo e ver se a água está pingando direito no pequeno pote logo abaixo da torneira.

O cão tem apenas uma árvore, uma pedra e um cercado de tijolos como amigos.

Não tem gramado, apenas esse areião. Não tem casinha, nem abrigo.

E ele fica assim, o dia inteiro. Olhando para o infinito.

Vez ou outra uiva durante a noite. Nada que um assovio não o faça parar de uivar e procurar o autor.

A maior prova de amabilidade desse cachorro é quando chega seu algoz com alimento: ele pula de alegria, lambe-o e corre em volta do figura.

É o píncaro de alegria diária de sua prisão perpétua.

Conversagens.

20 de julho de 2010

Mirante do Mato Seco, em algum lugar do norte do Goiás

divisor

Faz tempo que não apareço aqui para conversar contigo, ó leitor highlander. Estou meio de saco cheio de muita coisa, então quase não sobra tempo útil para nada. Tempo inútil sobra de montão. A questão é que ainda não consegui comprar uma câmera fotográfica que preste. A atual — que já tem 60% da sua capacidade cardio-fotográfica prejudicada — sofre nas minhas mãos. E eu a xingo, o que já não é um bom sinal.

Aliás, relacionamentos são assim: quando começa a rolar briga todo dia, já é hora de finalizar a conta.

Mas não é só de encheção de saco que a vida segue. Sabadão foi dia de trilha. É essa foto aí em cima: um mirante no meio de um vale fantástico. inexplorado, sem civilização em um raio de 100km, sem postos de gasolina, energia, humanos, celulares ou qualquer outra cafifentice que lembrasse o mundo real. Frio na medida certa, sol de rachar para o banho de riacho transparente, pesca submarina de peixes para o jantar, muita conversa boa na praia de areia.

Aliás, o rio mais fundo que já atravessei com meu carro, que achei que boiaria ou seguiria com a correnteza. Valeu a experiência tóra-prego.

Eu estou com os projetos travados na pauta por algum escombro oculto que ainda não descobri onde e o que é. E é isso que me preocupa nos últimos tempos. O trânsito natural das coisas parou de fluir e estou em uma mesmice mormacenta que sufoca.

Se eu fosse rico e civilizado, diria ser depressão. Mas depressão é para os fracos.

Então agüentem as coisas: se eu, que sou o mais interessado por essa jóça funcionar, não estou tão preocupado, você ai, magnata do clique duplo é que não deve se preocupar.

Como diria o velho Cambará, ‘ferida de amor se cura com o tempo’.

Natal Kickn’

11 de junho de 2010

Passeada rápida por Natal, no principado potiguar. Milhares de fotos impublicáveis, mas fica esse sneakpeak para deleite (legendas nos hints das imagens):

Dunas de Genipabu.Jangadeiro em Maxaranguape.Barra do Rio Maxaranguape.Farol nos parrachos de MaracajaúDunas de MuriúPraia de Muriú.Jangadas na Praia de Zumbi.Um violeiro na praia de Zumbi.Farol de Touros.Pôr-do-sol em São Miguel do Gostoso

Arquibancada

28 de abril de 2010

arquibancada

A foto foi acidental. Era para ter foco na moto, mas sei lá o que aconteceu. Tirada com um filme preto e branco Ilford Delta400, em uma Canon AE-1 mecânica e lente 50mm 1.4.

O resultado ficou legal pelo fato de eu não ter nem idéia de que aqueles dois viventes estavam ali, empoleirados. A granulação é original da película.

A asa e a borboleta

27 de abril de 2010

borboleta-JK

Isso aí é uma fotografia. Sem alterações nem tratamentos. É o vitral que fica em cima do esquife d´O Fundador, JK, no memorial homônimo. O vitral tem toda essa fluidez, parece uma asa de borboleta gigante.

É isso.

Aliás, essa foto não existe mais. Eu baixei ela em um HD portãtil que bateu as botas e estragou.

O bad block de hoje é o filme queimado de outrora. Isso é.

Filme 135-35mm

20 de abril de 2010

Essas duas fotos que ilustram este post foram tiradas com uma máquina fotográfica mecânica, de filme, totalmente manual. Do rolo de 24 poses, perdi 3 para tentar ajustar o filme na câmera, 2 por problemas de fotometria e diafragma e uma por problema de focagem no escuro. As que sobraram foram apenas testes técnicos, sem importãncia documental.

Fotografar por filmes é apenas um hobby. É como colecionar discos de vinil: não é prático, não é fácil. Mas tem quem goste e isso não é forma alguma de status ou não significa que você é melhor. É apenas outra forma de fazer a mesma coisa.

O vinil foi substituido pelo compact disc em apenas 4 anos. A praticidade de não ter que virar um disco ou procurar uma faixa com a agulha por si só já o matou. Tem gente que ainda defende os antigos LP´s, pela qualidade, curvas harmônicas sonoras analógicas e pela forma “quente” que a agulha exerce ao entrar em contato.

A mesma coisa é a fotografia. Quer coisa mais complicada para um cidadão comum do que comprar um filme, ter que escolher o número de poses, o ISO e a marca, ajustar o filme, ajustar a máquina, tirar apenas 36 fotos no máximo e ainda ter que pagar e esperar para revelar (e ver que no final das contas as fotos saíram ridiculas e meio borradas)?

A fotografia digital é linda, perfeita, irretocável e imediatista. Errou? Apaga e bate outra. Está escuro? o ISO automático resolve. Autofocus para não borrar, identificação de rostos, sorrisos e até do nome da pessoa. Prioridade de foco nisso.

Não tem mais mistério, com a digital. Filme, só serve para quem gosta da velharia, do barulho do obturador batendo no espelho, do réco da alavanca manual de avanço de filme, da fotometria e dos ajustes de velocidade e abertura de diafragma, do cálculo de ponto quando quer puxar e granular uma foto.

É legalzinho apenas para quem curte. E nem por isso consegue ser melhor ou pior.

É apenas diferente.

divisor

fotos

A foto dos galhos foi um teste: 50mm f:1.4 1/500s com um filme Kodak ProImage. Ultimos raios de sol. A segunda foto, é de uma placa aqui de Brasília que foi atropelada por um carro e ficou apenas o suporte dela. Algum genioso conseguiu reavivá-la de forma descomprometida e original. 50mm f:1.4 1s na mão. Borrou porque estava escuro e sem apoio.

Rodovia DF-205

22 de fevereiro de 2010

DF-205

Lá pelas tantas, no meio do carnaval: Brasília e suas rodovias magníficas.