MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

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O existencialismo otimista.

22 de fevereiro de 2011

Keeping an eye on the world going by my window

Taking my time, lying there and staring at the ceiling

Waiting for a sleepy feeling

Talvez a humanidade não tenha sido feita pra felicidade.

Como um antigo que sempre dizia que não “portávamos a informação genética” para aceitar a idéia do infinito, talvez tal pricípio se aplique à idéia que temos do bonheur.

Infindável tristeza.

Para alcançar a prática da felicidade uma pequenina mudança passa a pôr em jogo a própria existência do espírito. Para ascender ao estado final das coisas, uma tal saturação de contentamento e de prazer força toda a inquietude abolida.

O que se tem hoje é apenas uma idéia vaga, imprecisa e, principalmente, nociva desse elemento vital.

E a impossibilidade da existência infinita é o fim de toda a imortalidade. É o materialismo, rôto, escarnecido. O ateu que sofre da crise de menosprezo, da amargura da solidão. O sentimento de alma que o corrói e expele o gozo de que algo mais existe e o atormenta. O próprio corpo, preciso, forte, lúcido e preparado, independente que se faz, sente essa presença coexistente.

É o desespero de ter que acreditar que um Deus exista.

E aí toda a felicidade que dantes esquadrinhada a se alcançar, solito e independente, molda-se em pedacinhos de fé indissolúveis. Chama essa força sei-lá-de-onde de qualquer coisa: alma jamais. Deus, criador ou outra coisa, jamais.

E o corpo materialista e cético se odeia por esses lapsos piscantes de alma etérea.

Desespera-se.

E você nem imagina o quanto.

A herança do tradicionalismo que nunca tive.

17 de fevereiro de 2011

Minha família é relativamente nova aqui no Brasil. Uma dessas levas imigratórias loucas européias, com um pouco de guerra, fome, miséria e brigas pontuais. Nada de glamour ou esperteza no processo; a coisa era subsistência e sobrevivência pura.

Acontece que nesse período curto de Brasil, a família, de um modo geral, passou por poucas e boas. Desde o auge das fazendas, extrativismos, comércio, marcenarias e beneficiamentos até a mais simples e usual bancarrota da mão na frente e atrás,  a vida passou da mesma forma calma e sorrateira.

D’além mar quase não veio nada, apenas uma canastra ou outra com roupas, meia dúzia de ferramentas e algum superfluo que se perdeu com o tempo.

Não sobraram lembranças materiais. Apenas histórias recontadas, fotos surrupiadas e lendas fermentadas com o tempo.

Dia desses tuitei uma frase que resume toda esta reação à praticidade:

Sempre gostei de velharias. Tenho um rádio Pioneer antigo de 1940, de baquelite, micromatic, com ondas curtas. Ganhei do meu avô, que barganhou com outrem e que, no final das contas, tornou-se parte desta herança adquirida e figurada.

A mesma coisa funciona com um tankard alemão de cerveja, feito de estanho, prata e cerâmica queimada. Encontrei na marcenaria do meu avô paterno, cheio de trapos e sujo de betume de madeira. Na época eu nunca tinha visto um caneco com tampa, achei muito legal e ele me deu. Disse que era um utensílio qualquer, que tinha ganhado de alguém e que nunca viu um uso para o mesmo.

É uma herança sem importância histórica, mesmo porque tem gravado no estanho o nome da familia do antigo dono da peça. Em alemão gótico antiquíssimo.

Minha capacidade de coleção de coisas antigas aumenta a cada dia. Tentei, tempos atrás, negociar uma Luger P08 em uma loja de quinquilharias no meio do Goiás. Quase consegui. Pena que o velho era louco.

Hoje não me é estranho surtar por um passado que não existiu.

Apenas tento sanar essa ausência com um materialismo relevante.

Acho que está funcionando.

Rapidinhas, rápidas e rasteiras.

20 de setembro de 2010

Olha só como é o mundo dos carros 4×4: meu utilitário — fabricado e montado no Brasil — só consome peças originais japonesas. Não tem xixi-minha-nêga não: o mercado paralelo nem sequer sabe do que estamos falando. Então toda peça nova que preciso, lá vem aquela embalagem toda cheia de ideogramas e códigos de guerra nipônicos.

Isso inviabilizou algumas coisas importantes no meu conceito da montadora. Uma é que a revisão programada dos caras é muito porca e desrespeitosa. Outra é que eles simplesmente não olham direito os 49 pontos de revisão previstos em regulamento. E terceiro, uma peça normal que custa em média R$150 para qualquer carro de qualquer marca, do meu custa R$600, porque é meidindjapan.

Graças ao acúmulo de não verificações dos 49 pontos de verificação das revisões anteriores, o novo mecânico oficial do  bruto achou alguns problemas crônicos: bieletas, tuchos, buchas, retentores, e uma série de pequenos apertos que os mentecáptos não apertaram nas outras vezes. A correia-multi, que eu paguei 2 vezes para trocar em duas revisões, continuava a mesma, original de fábrica, olha só! (Não trocamos itens que estejam com estado e aparência satisfatória e segura).

Agora está tudo sanado. E atualizado.

Estou dando um tapa no meu portfólio, estava com 8 meses de atrasos criativos. Oito meses foram coisas demais criadas por conta e risco. Oigalê!

Ontem bebi em um sorvo só, estalando os beiços, um copanzil d’água.

Falei algo parecido. Isso é a literatura atual, que está me afetando mentalmente.

Estou diagramando um livro das fotos de circo que publiquei aqui há 2 anos atrás. DOIS ANOS ATRÁS. Olha como meu cronograma é idiota! Parece o projeto de publicidade, onde cerca de 200 imagens estão em um queue interminável para serem publicadas.

Quem posterga um quinhão, posterga um mião.

Sou muito, mas muito mais babaca do que você imagina. Muito mais.

Cansei desse pseudônimo rValentino. Ajudem-me a trocar por um malacabento mais interessante. Essa novela da globo acabou com o mojo Valentino.

Comentário apolítico: A Dilma me lembra uma professora de português que eu tinha na quinta série. Tudo que ela discursa ou brada, parece um desatino metafórico onde EU fiz alguma coisa que não devia.

Uma mijada, no sentido mais pueril e estrogonófico. Sinto-me como uma mulher de malandro que devo alguma coisa e o medo me faz recuar a cada pitombada.

Só tenho recaídas de gozo quando ela fala errado, mas isso está em voga na Presidência da República há 8 anos, né não fíí?

Já o Serra continua com a mesma cara de nhé.

Perceberam que essa briga pela presidência só tem candidato fracassado e sem carisma? Dilma e Serra tem o poder para os empurrar. A Marina, coitadinha, parece uma tia do rococó que quer peitar um varão maniqueísta de 9 pés de altura e massa muscular avantajada. Não terá sucesso na incursão.

Plinio de Arruda, Ezequiel de Medeiros, Jofran Tavares e Berlúcio Villela nem contam como candidatos, não é?

O Distrito Federal está bem visto nas mídias, olha só: São alunos brigadores de escolas públicas, postos de gasolina que promovem orgias, dinheiro vazando nos canos podres do poder político. A corrida da cerveja essa corja da imprensa marrom não fala, né!

Ezequiel de Medeiros, Jofran Tavares e Berlúcio Villela não existem, inventei esses nomes e, como era de se esperar você nem tchuns para a infame existência de outros candidatos para a PR. Seu pulha!

Conversemos depois. Minha consciência reluta em ser limpa e saudável.

Ernesto Hemingway, (1899–1961).

26 de janeiro de 2010

Ernesto Hemingway

A história do Rock´n´Roll

12 de janeiro de 2010

Não sou muito de criticar, elogiar ou indicar filmes e shows aqui no blog, pois tenho um gosto assumido de besouro. Eu sou tão ignorante e eclético que consigo entender e gostar de coisas que não combinam entre si, tipo presunto com geléia. Ou música clássica com Pena Branca & Xavantinho.

Mas uma recomendação pessoal de show que assisti on-demand dias atrás valeu muito para resgatar uma porção da minha infância e juventude: O 25th Rock and Roll Hall of Fame Concert gravado em duas noites no Madison Square Garden, Nova Iorque em outubro do ano passado.

É uma dessas produções pedantes da HBO com o Tom Hanks apresentando (que seria melhor ter colocado um roqueiro falastrão no lugar), mas a evolução musical do show é bem harmoniosa.

Jerry Lee Lewis abre o show com as grandes bolas de fogo, seguidos por Crosby, Stills,  Bonnie Raitt, Jackson Brown, James Taylor, Stevie Wonder, Smokey Robinson, BB King, John Legend, Sting, Jeff Beck, Paul Simon, Dion DiMucci, Graham Nash, David Crosby, Little Anthony, Simon and Garfunkel, Aretha Franklin, Annie Lennox, Metallica, Lou Reed, Ozzy Osbourne, Ray Davies, U2, Bruce Springsteen, Patti Smith, Will.i.am, Fergie, Mick Jagger, Jeff Beck, Buddy Guy, Billy Gibbons, Sting, Bruce Springsteen, E Street Band, Sam Moore, Tom Morello, Darlene Love, John Fogerty e Billy Joel.

Como ainda não apareceu no Brasil, assista uma versão alternativa via torrent (7.96GB –  HDTV 720p – mkv).

Como criar um blog de sucesso: segredos venais.

23 de outubro de 2009

O que diferencia um blog de sucesso, hoje em dia, é o network social que o cerca. Antigamente um bom blog era composto por itens arcaicos e sem importância, como uma boa retórica, textos impecáveis, idéias sensacionais, comentários inteligentes que tornavam cada post um micro-cosmo de discussões infindáveis.

Isso é passado, meu amigo. Aquela coisa de que você precisava de um espaço para despejar todas as idéias da sua cabeça não existe mais. Você não poderá mais  matar tempo e trabalho, impressionar as gatinhas, mostrando como são fantásticas as suas idéias, inflar seu ego lendo as próprias pérolas webliterárias. A coisa mudou.

Hoje existem mais blogs que chineses. A coisa diluiu e todos foram tomar no twitter.

Por isso vou te ensinar a criar um blog nos moldes do comportamento e requinte atual, que geram pageranks, créditos no adSense, convites para eventos e memes culturais onde as mídias de guerrilha te veneram e a reputação com os reis da blogosfera é mantida em alta.

Primeiro passo: o nome

Um blog de sucesso tem que ter nome exótico. Nada de “Ramiro´s Blog” ou “Casa do Diônatas”. Nome de blog tem que ter apelo criativo: “Trolhando”, “Cascudo Peludo”, “Cagalhadas”, “Pegano-meu”, “Escafurdices”.

Segundo passo: o tema/layout/design/logomarca

Já ouviu falar de web 2.0? Então você sabe o que é aqua. Capriche em todas as imagens, com cantos arredondados, degradês e aquela meia-catarata branca arredondada nas imagens principais. É isso. Ah, invente uma logomarca engraçada.

Terceiro passo: recheando a lingüiça

Este é o segredo mais nefasto e guardado que todos os blogueiros de sucesso mantém à sete-chaves. O conteúdo — veja só a surpresa — não será gerado, e sim, adequado. Sabe aquela máxima “o segredo da criatividade está em saber esconder suas fontes”? Aqui entra a estratégia.

O conteúdo do seu blog tem de estar atualizado. Dez, quinze posts por dia. Não é brincadeira não, meu caro. O usuário hoje não tem tempo nem paciência para ler coisas inteligentes ou sofisticadas. Precisam de humor mastigado, fotos diretas e muita desgraça.

É ai que entra a sua rede de informações e alimentadores: adicione à sua passeada matinal, para colher bons posts, sites estrangeiros famosos. Vou sugerir alguns aqui, mas isso cada blogueiro constrói de acordo com seu gosto e linha de postagem, então você terá que garimpar e montar sua fonte diária de informações com experiência e paciência.

Grandes blogs geradores, como o fishki.net, blogdex, kro75 ziza.es, fail, dashi, ffffound, big picturewazoo e mais uma centena de sites parecidos são excelentes fontes de suprimento polinsaturados. Você vai ver, que no final das contas, as mesmas noticias circulam por eles, de formas e agenda settings diferentes.

Lembre-se que temas erotizados atuais são os que mais rendem visitas. Uma atriz vazou fotos sem querer do celular roubado? Trate de ser um dos primeiros a publicar. Peitchólas caídas da Angelita Jolly? Não tenha dúvidas em colocar. Os mais recatados utilizam estrelinhas nas zonas púberes e a putaria generalizada ao clicar em “Leia o resto do post”. É uma tática inteligente a se pensar.

Não seja preguiçoso: ache um post interessante e o traduza no próprio Google idiomas. O sistema é tão enjambrado que traduz de russo para português em uma gramática quase legível.

Caso queira jogar com montagens próprias: tirinhas são difíceis de manter a qualidade com o tempo. A jogada é trabalhar com balões de sacadas geniais em fotos constrangedoras.

Quarto passo: reputação.

Como nos jogos de máfia, bandidagem, rachas e GTA, você precisa conquistar reputação (ou karma). Para isso basta linkas blogs famosos que você apalpará as bolas escrotais. Crie categorias por ordem de importância: O classico é nomeá-las como: “Sempre”, para os seus ídolos, “às vezes”, para quem você gostaria de ver seu link lá no blogroll e por fim uma categoria de rebarba, que são os que babarão seu ovo mas que você os desprezará: “amigos”.

Tente, ao máximo, galgar um link no blogroll dos famosos. Isso aumentará assombrosamente sua reputação. Comente em todos os blogs. Deixe sua opinião de forma engraçada e inteligente. Seja divertido, não discorde. Assim o interesse natural do seu ídolo, por clicar no seu link será uma coisa menos artificial.

Quinto passo: dinheiro, sucesso, mulheres e convites.

Você ja está no caminho da fama, seu puto. Agora é administrar o tempo, aumentar a audiência e visualizar seu mundo crescer desenfreado no caminho dos tablóides de comunicação descartável. Lembre-se que você não terá fãs, isso é importante. Quem te ovaciona são seguidores. Fique um mês sem postar nada e terá de recomeçar do zero.

No seu píncaro de sucesso, empresas de marketing de guerrilha te procurarão para você escrever matérias pagas, patrocinarão viagens e te convidarão para festas de bebidas. Nunca recuse.

Mulheres? Você apenas terá vantagens em duas situações: MSN, adicionado diretamente do seuu blog e/ou festas patrocinadas por mecenas quaisquer. Será o único momento em que elas sorrirão quando escutarem: “Prazer, Sou o Ramirez do Cascudo Peludo .”

divisor

Lembre-se que os melhores blogs, aqueles que possuem posts inteligentes, artes originais e um séquito de seguidores, fãs e leitores incondicionais são os mais obscuros e difíceis de achar.

Talvez justamente pelo fato de que blogueiros natos não precisem de audiência, apenas de espaço.

Vai saber.