A fotografia me abandonou. Deixou algumas recomendações e conselhos vagos em um bilhete escrito em papel amassado de um maço de cigarros. Registro aqui meu desagrado e repulsa pelo gesto infantil de tal criatura biltre.
Dos conselhos e recomendações, algumas verdades são incontestáveis e pruridas, mas que cabem como uma luva na cartilha “Mamãe quero ser fotógrafo”. Um deles — e talvez o mais importante — é a qualidade técnica de uma composição fotográfica. Não tem como fazer uma fotografia perfeita com equipamento medíocre. Não dá para improvisar. Quem nasceu Tecpix nunca será Leica.
O lado prático disso tudo é lógico e simples: quando uma lente mediana “quase profissional” custa mais do que a melhor máquina amadora no mercado, não há escusa de consciência que consiga moral para fotografar em um patamar ideal.
Então ficamos assim: não vou vender minha máquina fotográfica; não vou comprar uma tralha nova por um bom tempo; tirarei fotos simples, mas com apelo emocional evidente; não espere melhoria na qualidade técnica das composições nem novidades editoriais.
O mundo é cruel, eu sei. Mas cada um se vira como pode.
Algumas fotografias da semana passada, envolvendo Curitiba e outras comarcas sulistas próximas:







E que venham os paraguaios.

