MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

1900-1910


A década de 1900 a 1910
Artistas Publicitários
As revistas começaram ao raiar do século. 1900 marca o surgimento da primeira, a Revista da Semana, no Rio de Janeiro. A importação de máquinas e novas técnicas de impressão faria multiplicar, nas capitais, esses periódicos ilustrados, renovando a imprensa com uma nova atmosfera: crônica social, charges, sonetos, fotos de senhorinhas e ecos parisienses.

Os anúncios ganham cores, maior bom gosto, é a nossa fase art-noveuau.

Artistas conhecidos passam a desenhar para a publicidade e poetas famosos são os nossos primeiros copywriters.

É o tempo da sátira política na propaganda, que iria se prolongar por toda a década seguinte. Affonso Pena dá um testemunho entusiasta para o Bazar do Japão, sem muita compostura, e o mesmo fazem seus ministros, entre eles Miguel Calmon e David Campista.

Um dos anúncios da época, veiculado na Fon-Fon!, mostra o Barão do Rio Branco, gordo e saudável, conversando com um menino. Assim: “Seu Barão, o que devo fazer para ficar forte e bonito como o senhor?” A resposta: “Deves-te alimentar com o milagroso Manah, que, além de ser atualmente a salvação das crianças, ainda oferece um prêmio de 500$000″.

1900-1901
Surge o primeiro anúncio memorável, assinado pelo xarope São João: “Larga-me… Deixa-me gritar!…” Sua ilustração, dramática, ficou na memória de gerações. E contrasta, em espírito e forma, com o fino desenho a traço do Mappin ou com a tosca alegria do Café Viaducto. Mas Vanadiol vai na mesma linha, tornando visível o seu benefício por meio de uma forte alegoria gráfica.
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1902-1903
A Caixa Econômica começava a aparecer como grande anunciante, enquanto os serviços do correio eram intensamente utilizados, à falta de meios de comunicação mais rápidos (o telefone estava ainda nos seus começos). Anunciavam-se balanças para cartas, tanto mais necessárias quanto a coqueluche do momento eram os cartões-postais, introduzidos por Castro Moura em 1901. E o Stereographo era anunciado como a grande novidade do século.
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