MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Isaac Asimov e seu cabelão Prof. Ludovico.

5 de maio de 2011

Isaac Asimov era o cara que, em 1988, ficcionou a ciência e transformou em arte literária o que ninguém cogitava criar. Ele conversou sobre a internet — pura e simples — no vídeo abaixo ( o qual eu rabisquei o desenho acima enquanto assistia, embasbacado com esse tipo de idéia que gostaria de ter):

Expedição Terras Altas 2011

4 de maio de 2011

Começa terça-feira, dia 10 de maio de 2011, a Expedição Terras Altas 2011. Serão 30 dias rodando pela Argentina, Chile, Uruguai e Brasil, em quase 10.000km de estradas e paisagens.

O caminho muita gente já conhece e é até meio café-com-leite, mas mesmo assim imperdível: Curitiba, Resistência, Salta, Humahuaca, Purmamarca, San Pedro do Atacama, Antofagasta, Ruta Panamericana, Santiago, Viñas del Mar, Mendoza, Rio Cuarto, Buenos Aires, Sacramiento, Montevideo, Punta del Este, Chuí, Taim, Rio Grande, Florianópolis.

Carros equipados, presença importante dos meus pais no grupo, amigos novos e velhos, equipamentos fotográficos incrivelmente bons, cedidos de bom grado por bons mecenas, alguns pesos baratos demais, desvalorizados à R$0,46 e muita sede de estrada.

O frio vai ser um constante companheiro, a neve vai dar as caras, salitres e salares deixarão os carros brancos, o céu vai ser o mais monstruosamente belo com as estrelas mais brilhantes perto dos observatórios gringos no meio do deserto.

Gêiseres, vulcanos, lhamas, gente feia e gente bonita.

A Rotina vai ser insuperável. E tentarei montar um diário de viagem completo aqui nestas páginas. Paciência é o que não vai faltar.

A partir de terça-feira, resumão dessa aventura inesquecível. Ah, o GimmeWings — nosso atual concorrente jornalístico de aventuras — terá cobertura paralela.

E, como sempre, la nave va!

Feliz aniversário, envelheço na cidade.

3 de maio de 2011

 

É, quatro anos de MadCap. Celebremos pois, o fracasso.

Quatro anos tentando expressar de forma pífia e fedorenta aquilo que nunca consegui, ao certo, informar. Mas vale a pena cada byte impresso na tela. Quatro anos são, porcamente traduzidos:

  • uns 1500 dias de maledicências;
  • 565 posts! Olha só, eu imaginava quase mil. Vergonha isso;
  • 1405 comentários, que eu não sei onde estão;
  • 609.238 visitas únicas. Outra coisa que eu imaginava mais. Pra um milhão falta muito chão;
  • o post mais visitado de todos os tempos é essa desgraça: Carta para pôr fim em relacionamento (com 130 mil views);
  • aliás, tive que fechar os comentários, o povo estava youtubando o debate;
  • a imagem mais vista: Bandeira do Brasil (com 58 mil views);
  • essa bandeirinha desenhada por mim já figura nos top 10 do Google e todo mundo a usa para alguma coisa.

E assim a nave vai. E, mesmo a deriva, não sinto nem resquícios de apagar esse clube. Os outros, eram tentadores. Como os fiz.

Parabéns para mim. E parabéns para você, que tem a coragem de frequentar aqui.

Brasília Track Day 2011.

2 de maio de 2011

O autódromo de Brasília tem uma cacofonia na denominação, batendo de frente com o Jacarepaguá do Rio: ambos se chamam Nelson Piquet.

Neste sábado teve mais um track day, um evento em que qualquer ser humano pode pisar forte com seu próprio carro na pista.

Muita gente com carros exóticos, normais, especiais e superproductions apareceram e deram o ar da graça.

Mas o que marcou mesmo foi a presença do Tricampeão nas pistas. Chegou com um Ford GT40, passeou de Lancer, calibrou e assumiu o posto de uma Superleggera para fazer o terceiro melhor tempo do dia em um carro desconhecido.

Assistir a tocada agressiva e confiante do chefe não tem preço.
















Todas as fotos da coletânea estão no meu Picasa. G’day.

Da parede da casa de um amigo.

25 de abril de 2011

Tipografia pé sujo.

20 de abril de 2011

Schwabacher bastarda com papiro decorativo, à giz, em um boteco decadente da W3 sul.

Jeep CJ-5: É preciso saber viver.

20 de abril de 2011

We´d be off gallivanting*.

19 de abril de 2011

Este é o primeiro dos milhares de novos posts sobre uma pequena mudança vivencial na minha vida. O texto é grande (precisa ser, é um desabafo) e se você tem preguiça de ler mais de três linhas, aperta Crtl+W que aparecerá um resumo de tudo na sua tela.

Resolvemos mudar de país. Como você já deve ter percebido pela imagem acima, nosso ponto-de-mira é o Reino Unido. Especificamente a Inglaterra.

Pensamos em algumas localidades interessantes como o Canadá francês, Alemanha, Islândia, Antuérpia, Seichelles, Austrália e até a Nova Zelândia. Mas por questões de praticidade, cultura, idioma, e até financeira, a Inglaterra do Sul foi a melhor pedida.

A vida aqui no Brasil estava muito boa. Incrivelmente calma, com empregos bons, salários fartos, amizades incríveis e muita coisa para fazer. Mas essa estabilidade e segurança toda estava me deixando louco. Minha vida sempre foi permeada por decisões estranhas e reviravoltas dantescas. Nunca consegui estabilizar a vida em mais de 5 anos.

Brasília estava batendo o recorde.

E olha que eu ainda não fui com a cara da cidade. Essa cidade é pra enlouquecer.

Já reclamei muito, pestanejei e tentei acertar um belo soco na ponta da bowie brasiliense, mas não deu certo. A questão que permeava minha vida estava justamente nisso: “Viraria eu um sacripantas do funcionalismo público?”

Claro que não, né. Minha vida é regrada em princípios que fazem uma fodelança homérica na minha vida. As prerrogativas que regem essa história toda são visceralizadas por idéias que nunca dão certo e por alguns pitacos de sorte e falta de juízo.

Olha como estava tudo arrumado: em dezembro do ano que se passou o plano era simples: comprar um Troller, um apartamento de 4 quartos simples e inventar um herdeirinho. Isso tudo supostamente significava enfiar uma raiz pivotante com tudo no solo brasiliense. E se redimir à desgraceira.

Janeiro deste e o plano estava todo mudado. Nada de apartamento, jipão diesel 4×4 nem criança. Aliás, nem nada mais aqui, apenas passar a régua e pedir a conta.

A decisão foi rápida. Claro que essa mudança para a gringa foi oficializada, com passaportagens, permesos, carimbos, chancelas e selinhos sineteados. Não sou retardado de ir ilegal, e nem tenho idade para tal idiotice.

Para foder tudo de vez, no dia da compra do one way ticket to ride descobri que passei em segundo lugar em um concurso público desses que te faz viver para sempre e aposentar da maneira mais porca e segura do mundo, sem pensar muito e o melhor: ter um gabinetezinho marrom mofento para sempre. A questão foi tão explicita que eu até achei graça: em uma mão, passagens para um país fedorento, frio e foggento; na outra, a mais bela e tranquila forma de envelhecer engravatadamente.

Claro que escolhi morar fora. Onde já se viu eu manear o sucesso assim, descaradamente?

Na verdade desde dezembro, quando meu carro foi para o reino-dos-céus-dos-carros-4×4 e todo aquele dinheiro que ele não valia pingou na minha conta, um fardo bom e grande de preocupações se esvaziou dos meus mensalismos. Claro que andar a pé (ônibus e metrô) em Brasília é uma merda, impossível e proibido. Mas a economia de algo em torno de R$1500 por mês é incrível. Economizando assim, ganhei outra vantagem: ando pra caralho a pé e frequento o reduto mais lazarento do mundo: o terminal rodoviário de Brasília (e Conic, por tabela). Meu convívio com gente feia, despenteada e fedorenta conseguiu atingir patamares impressionantes. E isso não é uma reclamação preconceituosa, veja bem: estou inserido na massa protéica de cidadãos passivos e inócuos. Um extremismo bipolar severo, uma vez que, de vez em quando, frequento casas de diplomatas, ministros, desembargadores e até deputados.

Colocando um pouco de lenha na fogueira, o Brasil está perdido, meu povo. Não existe esperança de melhorar em menos de 50, talvez 100 anos. E a culpa não é dos políticos, nem poder público: e da gente. Brasileiro é a raça mais filadaputa que existe e não tem como rebater isso. É um povo delicioso e feliz, festeiro e gostoso, igual não tem e isso eu defendo com unhas e dentes. Mas não somos sérios, honestos nem educados. Educados! Essa era a palavra.

Cultura e educação.

Eu tive algumas propostas realmente sérias e grandiosas de enriquecer aqui. Mas eram corruptivas e fantasmagóricas. Golpes pestilentos que invalidariam-se com uma moral idiota que ainda carrego sem culpa.

Mas vamos ao que interessa: 09 de agosto de 2011 é o meu take off. O dia em que o Brasil — teoricamente — ficará no meu passado histórico e varonil e uma nova escolha de vida se abrirá diante dos meus olhos.

Claro que parece uma loucura senil e mal pensada, não tem como não ver assim. Mas, seguindo aquelas premissas hippies de “foda-se tudo” estamos tentando curtir a vida adoidado, nunca é tarde para arriscar o futuro intangível.

E o mundo vai acabar em 2012, então não tem por que se preocupar.

Teremos muita conversa até lá, sobre o assunto. Pode ficar sossegado.

Agora em maio farei uma farewell expedition pelas terras patagônicas, envolvendo Argentina, Chile e Uruguai. Tudo de carro, com algumas neves, vinhos de exquisita cosecha, cadenas nos coches. E bem despacito, porque vamos de carro.

*Gallivanting é uma gíria. Tem tanto (e nenhum) sentido que ninguém, ao certo, sabe como usar. Fooling around, indeed.