MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Terras Altas 2011 – San Pedro de Atacama

21 de maio de 2011

San Pedro de Atacama é uma cidade única e completa: tem desde o famoso deserto mais seco do mundo, um salar gigante, flamingos, aduana chilena, lagos e lagoas salgadas e doces, vulcões ativos e extintos, gêiseres, fumarolas, neve, calor, frio e observatórios astronômicos europeus.

Tudo a alguns quilômetros em volta.

Sem exagerar, acho que é o maior playground outsider do mundo. Aliás, é cosmopolita também, porque você só encontra gringo e brasileiro naquela cidade. O que é muito bom, afinal as amizades mais estranhas acontecem nos lugares mais pitorescos.

Chegamos sem hotel reservado, com tiro no escuro. Achamos um hostel meia-boca (a diferença desse S no meio da palavra é de U$100 a diária) e montamos campana para o dia seguinte. Encontramos um guia gente boa, doido da pá que nos levou à algumas atrações. Tudo estava no GPS, mas as explicações e dicas dele foram interessantíssimas. Valeu a pena o contrato e o preço, muito mais atrativo do que agências e carros fretados.

Conhecemos algumas atrações batidas e comuns, como a lagoa dos flamingos, as lagoas altiplânicas, lagoas saladas e sejar, vale da lua e os gêiseres do parque Tatio. Todos passeios únicos e surpreendentes.

Dois dias de fotos em apenas umas 30 imagens:






































Terras Altas 2011 – Yala à San Pedro de Atacama

19 de maio de 2011

Dia de travessia dos Andes pelo Passo de Jama. Clima um pouco carregado na saída de Yala, com um pouco de chuva e muito frio. A medida que subíamos, as nuvens ficavam para trás, abrindo um céu azul escuro diferente do usual: coisas da altitude.

Com umas folhas de coca para mascar ganhávamos fôlego e paciência para vencer os quase cinco mil metros de altura de um dos Pasos mais bonitos dos Andes.

Encontramos uma dupla de motociclistas de Campo Grande no poblado de Jama, quase na fronteira com o Chile, com uma bandeira verde e amarela para animar o dia. Travessia tranquila entre um país e outro, com muito frio, cumbres nievados e muita paisagem bonita.

As fotos mostram muitas estradas, porque o dia foi assim: rutas deliciosas e paisagens inesquecíveis!

























Terras Altas 2011 – Purmamarca, Tilcara e Humahuaca.

17 de maio de 2011

O trecho entre o Jujuy e o Paso de Jama (a travessia para San Pedro de Atacama, no Chile) tem algumas cidades importantes para começar a conhecer a cultura de altitude andina.

Purmamarca, Tilcara e Humahuaca são poblados e reduciones importantíssimas para se conhecer. Possuem uma colonização espanhola e índia, vilarejos pitorescos e muita gente com traços índios. São comerciantes e turísticos, com feiras e atrações voltadas para a gringaiada.

Dedicamos um dia inteiro para as três cidadezinhas, aproveitando a aclimatação de altitude e o frio.








































Terras Altas 2011 – San Javier à Yala

15 de maio de 2011


A saída de San Javier foi diferenciada: descobrimos uma rota alternativa por Tafi del Valle, evitando uma autoestrada e percorrendo uma paisagem diferenciada. No final das contas foi um passeio indescritível: visual enebriante, rota de vinhos de Salta e muito mais tempo de viagem. Chegamos em Salta à noite e tivemos que queimar a visita, seguimos direto para Yala, um poblado logo depois de Jujuy, capital.

Dois dias sem internet, em um hotel de campo no meio do nada. Aliás, um hotel de campo exclusivo apenas para nós, sem nenhum outro hóspede. O hotel ja foi, outrora, um dos melhores hotéis de campo da Argentina. Hoje, depois de algumas crises e a má adminstração, tem aquele estilo decadente argentino que o torna único. Uma união de charme e abandono.

Algumas fotos do trajeto:






















Terras Altas 2011 – Corrientes à San Miguel de Tucumán

13 de maio de 2011

A saída de Corrientes foi diferente: sem tensões fronteiriças, apenas uma rota no gps, um criollo na rádio local e muita chuva. Atravessamos o Rio Paraná pela ponte Gral. Belgrano e seguimos rumo ao Oeste.

A viagem foi tranquila, pelo chaco argentino. Muitos animais na pista, muitas aves. Atropelamos umas 10 palomitas ala blancas, uma perdiz e por milímetros não passei por cima de uma cobra que atravessou a pista doidona:

A estrada foi piorando e em um pedaço ela virou apenas uma faixa simples e estreita de concreto, dividida por ambos os sentidos. E olha que a estrada era tumultuada!

Chegamos na hora do rush em San Miguel de Tucumán. Trânsito urbano argentino caótico como sempre, muito interessante de conducir. Elegimos hotel San Xavier, no alto de uma montanha, com a vista fabulosa da cidade. Excelente pedida para descanso.


























Terras Altas 2011 – Barracão à Corrientes

13 de maio de 2011

A entrada da argentina sempre é tumultuada e tensa. Os carabineros nunca são afáveis, pode ter certeza. Mas, por incrível que pareça conseguimos desembarazar los papeles em menos de 5 minutos e já estávamos rodando muito antes do esperado.

Gasolina Super a 4 pesos argentinos iniciais. Menos de R$2.

No caminho para Corrientes encontramos estradas tranquilas, com trânsito moderado de carros e caminhões, muitos guardas camineros e muita paisagem bonita.

Demos carona para um guarda por uns 300km até Corrientes, o que deu segurança e passe livre portodasas gendarmerias que passamos. Ele nos entregou na porta do hotel de Corrientes. Valeu o dia.

Algumas fotos do caminho:

















Terras Altas 2011 – Curitiba à Barracão.

10 de maio de 2011

A saída da expedição foi a partir de Curitiba (A). No mapa acima, a viagem passou por Guarapuava (B) e terminou em Dionísio Cerqueira (SC) e/ou Barracão, pois são cidades grudadas, fronteiriças entre os estados e entre a Argentina.

Guarapuava é a terra da parentada. Então o caminho é fácil e conhecido. Paramos na casa da minha avó, onde passamos uns dias para rever todo mundo e treinar um pouco a fotografia.

Aliás, começar a conhecer a métrica Nikon e suas contramãozices da Canon: coisas como a lente, que em uma encaixa sentido horário e na outra, anti-horário.

Seguimos direto de Guarapuava para Dionísio Cerqueira, uma cidade pequena e sem muitos atrativos. Cidade fronteiriça e pequena. Amanhã teremos uma pernada grande para Resistência, 660km até a beira do rio Paraná.

Como a viagem ainda não teve muitas novidades, seguem umas fotos do quintal da casa da minha avó, o mundão da minha infância de outrora:










Apache

6 de maio de 2011