MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Terras Altas 2011 – Venado Tuerto à Buenos Aires

1 de junho de 2011

O trecho entre Venado Tuerto e Buenos Aires é cercado de belas paisagens. Álamos, abestos e uma infinidade de árvores diferentes ornamentam a via de ponta a ponta, fazendo da imagem uma cenografia do começo ao fim.

Desde o começo da viagem, encontramos cachorros em praticamente todos os postos de gasolina. Desta vez, uma peculiaridade: o “Três Piernas”, um perro atropelado que não tinha uma pata traseira.

A chegada em Buenos Aires, como era de se esperar, foi um pouco tumultuada por dois motivos: sexta-feira alvoroçada de final de semana e a maior cidade que entramos em toda a viagem. Encontramos uma estrada de 6 pistas de rolagem no mesmo sentido, com velocidades máximas de 140km/h. Pedágios rápidos, cabines exclusivas para o valor exato, portenhos nervosos nos volantes e uma garoa fina e gelada selaram a chegada com chave de ouro.

Fotos, para abrir o apetite:


















Terras Altas 2011 – Mendoza à Venado Tuerto

31 de maio de 2011

A viagem que atravessa a Argentina de Mendoza até Buenos Aires até pode ser feita em um único dia, pois é coisade mil e poucos quilômetros. Mas a paisagem, as cidades no caminho e toda a cultura que cerca esse trecho merece dois ou três dias na região.

Paramos em Venado Tuerto, uma cidade diferente na região de Santa Fé. Era para ser apenas uma parada de trânsito, daquelas em que a cidade fica apenas como relato de passagem, mas o clima de cidade antiga, a população incrivelmente simples e feliz e a praça central com praticamente toda a cidade passeando por lá foi espetacular. Eu não via um clima assim há muito tempo. A sensação de paz e liberdade naqueles bancos, com os argentinos conversando, interagindo, brincando com crianças e perros, jovens e adultos mateando fez daquela tarde um dos melhores dias da viagem.

Algumas fotos do caminho e da cidade:























Terras Altas 2011 – Mendoza

28 de maio de 2011

Depois de mais de 5500km rodados, vimos o primeiro acidente de trânsito na estrada. Foram quase 17 dias sem problemas algum, nem em cidades, tão pouco em estradas. Descobrimos que o trânsito aqui na Argentina e no Chile é levado mais a sério do que no Brasil.

O problema é quando um desses carros sucatões (que eu vejo todos os dias nas ruas) batem em outros carros mais novos: o estrago é tão grande e feio que não tem como descrever. Isso foi o acidente que presenciamos: um engavetamento de carros velhos, novos e caminhões.

Agora, Mendoza continua linda. Os argentinos reclamam que ela fica melancólica e sem graça.  Mas é no inverno que a essência da cidade se mostra mais perfeita.

Os vinhos continuam bons. As vinícolas, quase chegando ao milheiro, fomentam um turismo etílico impressionante, onde o cidadão ébrio é desapercebido em uma cultura enóloga marcante. Como Juan, nosso sommelier de plantão nos confidenciou, “mejor ser un borracho conocido que alcohólico anónimo”.

Almuerzo grã-fino em uma vinícola. Sempre é bom dar um chute na garça uma vez por viagem, e o escolhido foi o velho conhecido de outrora Bourgogne do amigo Carlos Pulenta. Menu completo com uma degustação do plantel local.

Fotos, como sempre, sem legendas e sem explicações, porque explicado está:































Terras Altas 2011 – Santiago à Mendoza

27 de maio de 2011

O trecho do paso internacional que liga o Chile com a Argentina, pela RA-7 é um velho conhecido. Já passeei por ali antes, e rever algumas paisagens andinas nunca é a mesma coisa.

As travessias andinas são caracterizadas justamente por essa imprecisão meteorológica e temperamental que as montanhas exercem na estrada. As cruzes no meio do caminho, os carros estragados e a imensidão de cada vale que passam beliscando o pneu do carro é uma prova de que nada, ali, é muito simples.

Fizemos o desembaraço fronteiriço normal entre o Chile e a Argentina, e com menos de quarenta minutos conseguimos rodar novamente, passando pelo Aconcágua, cemitério dos andinistas e todas as atrações que o trecho reserva.

Apesar dos 365km da pernada, chegamos ao anoitecer em Mendoza.

Justamente porque é uma das melhores estradas que eu já passei.



















Terras Altas 2011 – Santiago

24 de maio de 2011

Santiago é uma cidade nervosa e envolvente. Os pedestres e ciclistas têm uma prioridade interessante nas vias, que por sua vez são autopistas expressas venais dentro do centro da cidade.

Ficamos dois dias no meio de uns protestos interessantes patagônicos contra a construção de uma barragem em um parque. Aliás, o chileno é um camarada meio europeu: reclama no ato, é briguento e não tolera um monte de coisas.

Os bairros são fotogênicos, talvez até mais clicáveis que Buenos Aires. As pessoas são mais fechadas e não muito favoráveis à poses.

Abaixo, um resumão de dois dias de perambulações urbanas:
































Terras Altas 2011 – La Serena à Viña del Mar

24 de maio de 2011


La Serena é uma cidade balneária muito interessante: tem litoral com areia (uma coisa meio rara aqui no pacífico), praias bonitas, casas e prédios de veraneio com estilo e até um cassino na beira mar.

Conhecemos a parrilada de mariscos, um prato típico aqui do litoral sereniano, uma espécie de cozidão de todos os tipos de bichos comestíveis marítimos, tomamos um bom vinho e aproveitamos a noite gelada da cidade.

O trajeto da ruta 5 Panamericana é um tapete, sem muitas curvas (mesmo sendo uma estrada predominantemente beira-mar), pedagiada e extremamente bem sinalizada. Conseguimos médias horárias surpreendentes e consumo de benzina (como chamam a gasolina aqui) bem baixo. Aliás, o combustível aqui é puro, sem álcool, o que deixa a central do carro feliz da vida.

Chegamos em Viña Del Mar um dia antes de um protesto que destruíram a cidade. Sorte ou timing, vai saber. Se fosse um dia depois, pegaríamos o protesto no meio do caminho.

As cidades litorâneas chilenas são muito diferentes. Vale a pena conhecer, e descobrir, no final das contas, que existe muito lugar que você tem que deixar de lado para continuar a viajar.

Fotos de La Serena à Viña Del Mar, com cachorros, é claro:

























Terras Altas 2011 – Antofagasta à La Serena

23 de maio de 2011

A viagem de Antofagasta para La Serena era para ser a mais cansativa e complicada: 800km em uma estrada litorânea e sem previsão alguma do que poderíamos encontrar. Mas, ao contrário do que pensamos, a viagem foi rápida, por estradas excelentes, um visual desértico que aos poucos deram as vezes de litoral.

Primeira parada, na Rodovia Panamericana: a Mano del Desierto. Eu a conhecia de muitas fotos e relatos e estar ali na frente daqueles monolitos gigantes foi impressionante.

O frio e o tempo fechado foram companheiros do dia todo. A gasolina de 97 octanas impulsionaram os carros para quase 13km/l, o que rendeu poucas paradas para abastecimento. Chegamos em La Serena com 2h de vantagem e conseguimos jantar em um restaurante local, muito bem recomendado pelos nativos: uma parillada de mariscos.

As fotos ficaram por conta do trajeto, já que essa pernada era um deslocamento de passagem:











Terras Altas 2011 – San Pedro de Atacama à Antofagasta

22 de maio de 2011

Depois de 3 dias fantásticos em San Pedro de Atacama, pegamos a estrada novamente para Calama e em seguida Antofagasta. Estas duas cidades são ligadas pela mineração, ferrovias e história.

Deixar San Pedro foi diferente: faltou conhecer muita coisa legal, faltou aquela perdida pelas ruas da cidade, escalar algum vulcão ativo, fazer um rafting ou comer areia em um sandboard qualquer.

A paisagem para Calama é assustadora: não existe resquício algum de que alguma planta já passou por aquela terra: apenas areia e pedras compõem a paisagem por mais de 150km. Aliás, areia, pedra e camionetas vermelhas de mineradoras locais.

Ficamos por 2 dias em Antofagasta para fazer a revisão em um dos carros do grupo. A cidade é portuária e sem muitos atrativos visuais para fotos, e não é muito segura para uns giros despreocupados. Então, poucas fotos dessa pernada, apenas uns pontos batidos como La Portada, cobre no trem e aviões da base aérea: