MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Terras Altas 2011 – Araranguá à Curitiba

14 de junho de 2011

Último dia da viagem, últimos quilômetros para rodar. O trecho é um velho conhecido, rodovia quase inteira duplicada e sem o fantasma do perigo que já foi um dia.

Saímos tarde do hotel, como um prenúncio de que o tempo era uma coisa irrefreável. A viagem foi quieta e tranquila, paramos no restaurante preferido para almoçar, em meia-praia. Logo mais, a última vista do oceano para então apertar o pé na subida da serra.

Cruzamos por um acidente horrível no meio da serra, na fatídica curva da santa. Um caminhão carregado com Álcool tombou e explodiu, fazendo uma bagunça boa no fluxo contrário da estrada.

Chegamos à noite em Curitiba. Descarregamos o carro, tomamos um banho, deitamos na cama e, depois de 14 hotéis diferentes, dormimos em casa.







Terras Altas 2011 – Rio Grande à Araranguá

14 de junho de 2011

A saída de Rio Grande poderia ser feita por dois caminhos: a rota tradicional por Pelotas e depois a BR-116, margeando por dentro a lagoa dos Patos ou então um caminho não muito usual, teoricamente mais lúdico, que basicamente era atravessar de balsa a entrada do molhe, chegar em São José do Norte e então rumar pela RST-101 / BR-101 até Osório, seguindo sempre pela banda direita da lagoa, teoricamente uma viagem mais interessante.

Resolvemos seguir pela balsa. O primeiro impecilho era, obviamente o horario de saída da desgraça: 07h da manhã. Mas não era só isso: a balsa tinha capacidade máxima de carros pequena, fazia o percurso uma única vez e tinha fila para atravessar. Então a recomendação era chegar mais cedo para pegar lugar na fila.

Lá fomos nós madrugar e seguir rumo a São José do Norte. O amanhecer gelado na balsa foi bonito, a luz demorou aparecer e as fotos granularam mas conseguiram se safar.

Um camioneiro alertou a gente: quase 30km de buraqueiras. Previsão acertada, buracos gigantes e estrada em estado deplorável.

E o visual, no final das contas não foi muito diferente do que teria sido pela BR-116.

Para descontar o trecho, resolvemos passear um pouco por Torres, uma das primeiras praias do Rio Grande do Sul e quase na fronteira com Santa Catarina.

A chegada da pernada era em Araranguá, Santa Catarina. Mais precisamente no Morro dos Conventos, uma praia cercada de dunas e falésias, parte da minha história de veraneio quando criança. Foi bom reencontrar a praia 20 anos depois, é como tudo mudou.























Los Géiseres del Tatio

13 de junho de 2011

O vídeo do Beija-flor

13 de junho de 2011

Vídeo feito com uma câmera fotográfica reflex digital, um tripé e a casa da avó. E assim, a cultura dos curtas começa a mostrar os dentes.

Terras Altas 2011 – Punta del Este à Rio Grande

13 de junho de 2011

O último dia no Uruguai foi marcado por uma viagem deliciosa pela costa do país. Paramos na Punta del Diablo, uma cidadezinha que começa a despontar como alternativa para a rapaziada que já não gosta mais de Punta del Este.

Durante a viagem o GPS indicava um aeroporto com pista de emergência muito próximo da rota que estávamos seguindo. Quando percebemos, a pista não estava próxima, e sim na rota. O pessoal resolveu aproveitar um retão da rodovia e construir uma pista de pouso no meio da estrada. Alargaram a via, pintaram cabeceira e indicativos e colocaram uma placa no começo e no fim alertando sempre para você dar uma olhadinha pra cima e dar a preferência para aviões com problemas.

Bacana.

Aduana uruguaia sem problemas, aduana brasileira mais intimidadora. Entramos em Chuí e visitamos o Arroio do Chuí, o ponto mais setentrional do Brasil.

Achei que a volta para o país teria aquela sensação que todo mundo espera de retorno à patria e tal, mas me frustrei. O Brasil parecia um país estrangeiro a mais.

Bom pra mim, ruim pra quem percebe.

No mais, estradas brasileiras ruins, gasolina batizada para desacostumar os carros que estavam com médias fantásticas e o pessoal falando português novamente.

























Terras Altas 2011 – Punta del Este

10 de junho de 2011


Punta del Este — como todo bom paraíso fiscal — tem uma vida social perfeita: gente rica, americanos, velhos decrépitos, mulheres gostosas e o principal: a plasticidade de uma cidade artificial.

Comece pelo Casino Conrad: a Marrom era a estrela da semana para animar os fim-de-carreira que gastavam os tubos em dólares fichados na roleta. Isso em plena terça-feira à tarde. Quer coisa mais deprimente? Velhos cadeirantes, com suas bolsinhas de mijo e soro anexadas, flertando com as garçonetes de saias curtinhas.

Ficamos 5 minutos no cassino. Patético.

A orla é daquele jeitão: final de estuário do Mar del Plata (o rio Paraná, para quem não sabe), com praias estranhas e não muito graciosas, um atracadouro e marina deslumbrantes, leões marinhos e focas simpáticas, pescadores carrancudos com seus barquinhos simples no meio da heterogenidade de iates e veleiros milionários.

Gente bonita correndo e passeando pelo calçadão, mesmo com o frio polar de 4ºC. Surfistas tentando se manter nas ondas gélidas da corrente fria das Falklands.

Casas de famosos. Ah sim, esse é o city tour que a brasileirada faz com a CVC: Ali ó, a casa da Gisele Bundchen. Essa é a casa da Xuxa, Aquela mansoneta ali, do Menem. Uma Hollywoodzita descolada e pueril.

As casas de Punta tem nomes. Como barcos. Parafraseando o nome de uma que vimos, ’5mentários’.

Vale a visita. Principalmente para conhecer uma cidade balneária que deu certo, em uma região que só faz calor  mês por ano.















Terras Altas 2011 – De Buenos Aires à Punta del Este

8 de junho de 2011

A travessia internacional do Mar del Plata entre a Argentina e o Uruguai é muito interessante: você pode ir de carro e dar uma volta gigantesca de 530km por Fray Bentos, atravessar de BuqueBus Express em apenas 1h ou então aguentar a lenga-lenga do BuqueBus normal de 3h.

Optamos pelo catamarã de 1h, um barco veloz, com Dutyfree e capacidade monstra de pessoas e carros. A imigração entre a Argentina e o Uruguai é simples e tranquila, parecida com embarque internacional de aeroportos. A chegada em Colônia de Sacramento foi rápida e ainda deu tempo de conhecer a região até o almoço.

A viagem até Punta foi tranquila demais, com bafômetros, um city tour express na costanera de Montevideo e estradas excelentes até a ponta do final do mar prateado.

Fotos, é claro:












































Terras Altas 2011 – Buenos Aires

6 de junho de 2011

Buenos Aires continua adoravelmente ridícula. As mesmas putas, a mesma poluição, taxistas menos babacas, lojas de rua com perfumes deliciosos, a gataiada feliz no meio dos mortos refinados da Recoleta.

Posso até dizer que Buenos Aires é parecida com São Paulo, mas com mais mulheres narigudas e bonitas ao mesmo tempo. Uma cidade grandiosa e morta, fria e corpulenta, morimbunda aos descasos inolvidáveis.

Palermo ainda comporta a gringaiada de outrora. Mais GLSBT’s que de costume. Outrossim, mais meninas safadas de ticoticos e mãos dadas. Bom barbaridade.

Ah, La Boca. Ô bairrinho artificial e ridículo. Pesca-turista de marca maior, moldado em “dois pesos” até para respirar. Sua irmã rica e decrépita – a tal da Calle Florida – manda lembranças.

Irritante mas deliciosa, como uma boa gringa nova em chinaredo alvissareiro.