MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Quando Alexeyevich pirou

11 de setembro de 2009

“Nem bem o ano começou, eis que os círculos literários são tomados por uma limítrofe teia de tragicidade e comicidade (…) Compilando dados de suas vivendas e desaventuras, o jovem escritor sérvio naturalizado brasileiro Alexeyevich Кропткин elege-se como novo expoente do disperso movimento apelidado pelo crítico Rubens Siebra Roudão como crônicas losers (vide também a coluna twitadas losers) através de sua estréia PICARDIAS DE ESCULÁPIO (Editora Guanabariana; 189 páginas; R$15,80) em que conduz seu personagem Wagner Tebas numa epopéia quase homérica que desemboca num redentor final antológico.”

Assim comenta o colunista literário do Correio Cratense, Edgard Mottler, chamando a atenção para este escriba que começa a causar frenesi nas rodinhas literárias do baixo estuário. Não ousei omitir um enxerto da infame obra enfocada (N.A.: Observe que Alexey não utiliza-se de parágrafos ou metonímias de respiro):

Eu fiquei muito triste quando soube que John Eastwhile havia morrido. Passei a tarde inteira chateado e quieto pensando nele e no The Who. Não falava com ninguém, fazia as coisas mecanicamente e esperava o tempo passar até a hora de minha gig na festa mais legal e concorrida da cidade. Eu tomei um banho, escolhi meus discos e peguei uma limousine enviada pelos promoters para a festa, sempre quieto e meditabundo, me lembrando das músicas e das imagens do The Who. Enquanto eu tocava, fazia mixagens perfeitas e levava o público ao delírio, eu me perdia olhando para as luzes e me lembrando de seu jeito comportado e psicodélico de tocar contrabaixo e eu ficava cada vez mais absorto. Eu fiquei muito mais triste em ver todos aqueles idiotas dançando e gritando drogados enquanto eu estava de luto pela morte de mais uma estrela do rock´n´roll. Então eu parei o som tirando abruptamente o disco e o guardei no meu case, deixando na festa um silêncio geral quebrado segundos depois pelos gritos das pessoas drogadas que queriam desesperadamente mais música. Eu pedi ao técnico de som um microfone e então eu amentei o volume do microfone e falando calmamente mandei todos aqueles drogados tomarem no cu. Todos ficaram muito nervosos e um princípio de tumulto tomou conta do local e eu afastava as pessoas de perto de mim dando forte golpes em seus rostos com meu case cheio de discos. Eu acho que perdi a conta de quantos maxilares eu desloquei e quantas pessoas ficaram sem seus dentes naquela noite porque eu estava realmente muito mau humorado. Eu entrei em minha limousine muito irritado enquanto um quebra quebra generalizado colocava abaixo aquele lindo e luxuoso club. Meu agente se ajoelhou na calçada pedindo pelo amor de Deus que eu voltasse a tocar pois eu poderia provocar uma tragédia e eu mandei que ele calasse a boca pois eu não estava bem humorado e não me sentia em condições de apresentar o melhor de mim, musicalmente falando. Ele se levantou arrasado e não disse nada pois sabia que quando eu tomo uma decisão eu a comunico uma vez só e o assunto estava acabado. Eu pedi que o motorista da Limousine me levasse para o aeroporto e ele me atendeu prontamente. Como agradecimento à sua rapidez eu dei todo o meu case de presente e ele começou a chorar emocionado dizendo que milhões de pessoas queriam estar em seu lugar naquele momento e eu o mandei calar a boca e fazer um bom proveito daqueles discos. Eu esmurrei o balcão da companhia aérea bastante alterado e disse aos funcionários que queria estar em Londres ao meio dia e não aceitaria um só minuto de atraso e eles prontamente separaram um avião rápido e exclusivo para me levar a Londres. Eu continuava bastante triste e mau humorado e nem percebi o quão rápido o avião me levara a Londres e logo na saída do aeroporto uma garota de uns 19 anos veio correndo em minha direção gritando que era minha fã. Ela corria em minha direção falando alto e antes que ela terminasse de gritar a palavra autograph... eu acertei um soco direto em sua boca que teve ainda maior força porque ela corria em minha direção. Ela fechou os olhos de dor enquanto caia de costas com a boca toda ensangüentada e centenas de dentes voavam pelo ar e eu me lembrei sorrindo do filme Matrix. A garota banguela caiu estatelada no chão enquanto uma multidão de pessoas corriam para pegar os dentes que eu arranquei com um forte soco para guardarem como uma lembrança minha. Eu me dirigi para o local onde John Eastwhile estava sendo velado e vi muitas pessoas famosas e roqueiros decrépitos de óculos escuros lamentando a perda do querido companheiro. Eu me dirigi diretamente ao caixão e dei leves tapas no rosto barbudo de John que imediatamente abriu os olhos e um sorriso de felicidade. Eu dei-lhe um beijo carinhoso na testa e nós nos abraçamos felizes matando a saudade de um longo tempo longe. Eu tirei aquelas flores horríveis de cima do seu corpo e ele saiu desajeitado do caixão reclamando por estar descalço. Eu brinquei sorrindo que isso era culpa d´ele ter nascido inglês. Ele sorriu e saímos saltitantes do velório e logo que avistamos a rua lá estava o Magic Bus amarelo e psicodélico esperando por nós, lotado de defuntos dentro gritando e chamando nossos nomes. Nós entramos rapidamente e o ônibus partiu pelas ruas de Londres. Todo mundo gritava, gargalhava e cumprimentava John e eu. Keith Moon era o mais animado e com os olhos em lágrimas me agarrou pelo pescoço e me mostrou duas pick ups e um mixer montados e ele disse que queria que eu tocasse para que todos eles pudessem tomar um ecstasy e dançar a noite inteira. Eu fiquei sério neste momento e disse a Keith que estava na hora das pessoas pararem de se drogar para curtir a música e eu disse a ele que o barato agora era ficar careta e curtir a amizade e o amor. Ele me ouvia com atenção e parecia assimilar completamente o que eu dizia. Eu gritei para que todos fizessem um momento de silêncio para que eu pudesse falar e todos ficaram quietos imediatamente. Olhei para todos aqueles rockstars mortos como Jimmy Hendrix, John Lennon, Brian Jones, Kurt Cobain, Ian Curtis, Jenis Joplin, Elis Regina, Elvis, Dennis Wilson, Dee Dee Ramone, Raul Seixas... e tantos outros que eu não me lembro agora e ainda outros que não reconheci e disse a eles que queria propor uma coisa: eu tocaria para eles e faria um set inspirado se eles me prometessem que jogariam todas as suas pastilhas de ecstasy pela janela do ônibus quando eu contasse até três. Todos concordaram altivos e felizes e eu fiquei bastante preocupado pois se eu contasse o três e eles mudassem de idéia, eu me sentiria bastante humilhado. Mas felizmente não foi isso o que aconteceu e logo quando disse Três em voz alta todos começaram a gritar e jogar para fora do Magic Bus milhares e milhares de pastilhas de ecstasy pelas ruas de Londres. Eu me senti muito feliz e me dirigi para onde estavam as pick ups montadas para começar o meu set inspirado e foi então que me lembrei que havia dado meu case inteiro para o motorista da limousine. Todas aquelas pessoas Vips e defuntas me olharam com olhos incrivelmente tristes e eu fiquei sem saber o que fazer para contornar aquela situação. Sem minha brilhante música e sem as pastilhas de ecstasy que foram jogadas pela janela do magic bus, os rockstars começaram a gritar insultos e eu percebi que eles estavam também bastante mau humorados em uma espécie de crise de abstinência. John me olhou complacente e eu pude ver em seus olhos que ele sabia que eu estava em uma enrascada porque eu era o único ali que não havia morrido ainda. Jimmy Hendrix, com as pupilas extremamente dilatadas deu um chute no mixer derrubando-o junto com as pick ups que nele estavam conectadas e isso deu início a uma briga generalizada entre os muitos que queriam me bater e os poucos que entendiam minha situação e queriam me defender. Eu me senti acuado e tentei me esconder no fundo do ônibus enquanto tomava alguns tapas na orelha e chutes na barriga. Foi então que John Eastwhile tomou minha frente e impediu que os rockstars me agredissem ainda mais. Ele disse que estava muito triste pois jamais imaginou que seria essa a recepção que ele teria ao morrer pelos amigos que ele tinha tantas saudades. Todos voltaram a si no mesmo momento e a tristeza e o arrependimento era visível nos olhos de todos ali dentro. John perguntou se eles estavam percebendo o que as drogas haviam feito com eles. John perguntou se eles sabiam que estavam tentando matar um grande amigo de todos porque simplesmente eles estavam sem as drogas. Neste momento, um a um, as grandes estrelas do rock vieram me pedir desculpas me dando um grande abraço e me agradecendo por ter mostrado a eles que isso não era o mais importante. Eu pacientemente sorri e prometi a todos que voltaria para fazer um set que eles jamais esqueceriam em toda a eternidade e então nós passamos toda a noite sentados no magic bus conversando sobre os anos 60.

Mais além, Alexeyevich nos prometeu agraciar com novas crônicas surreais. Aguardem.

Ceci n’est pas une pipe

2 de setembro de 2009

Da minha Moleskine, que está se tornando um monstrinho ornamentado, para um début no MadCap: ceci n'est pas une pipe

Diabetes

29 de agosto de 2009

Diabetes

O passeio de sábado à tarde

28 de agosto de 2009

Ontem uma turba de tuiteiros chafurdou nas fezes do meu ignóbil passarinho animado do post logo abaixo (carinhosamente apelidado de Tuit). Não entendi o por quê d´eles não gostarem da singela homenagem.

Vai entender.

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Na verdade eles quase arregaçaram o link do MadCap. Para quem não entende muito de internet, este blog comporta-se como uma criaturinha sensível. Se você mudar o ecossitema ou a alimentação primordial, ela morre.

E foi o que quase aconteceu ontem.

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E o pior deste boom todo de visitantes-stalkers-que-se-ofenderam é que todos estão chegando de algum lugar sombrio que não está acusando nas logs de estatísticas.

Muito estranho.

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Fotos, abaixo, de um passeio de final de semana para Pirenópolis, uma cidade distante 130km de Brasilia e apenas uma hora de carro. Mas que a gente fez em 8h por terra…

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O comboio no altiplano.
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Topo do altiplano sentido Olhos d´agua.
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O novo e o clássico.
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Paisagem típica do cerrado.
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A leve poeira que nos rondava.
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A leve poeira que nos rondava.
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A leve poeira que nos rondava.
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A paisagem do cerrado com uma árvore típica, o céu mais do que azul e muita seca.
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Em qualquer lugar MESMO.
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O sorriso do menino quando ganhou um saquinho de balas.
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O comboio reagrupando.
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O comboio reagrupando.
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O comboio reagrupando.
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Os últimos raios de sol no contrafluxo.
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Um dos inúmeros riachos com travessia na região da serra dos Pireneus.
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Os últimos raios de sol no contrafluxo.
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Os últimos raios de sol no contrafluxo.
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Um antigo Chevrolet carregando pedras de Pirenópolis.
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Um antigo Chevrolet carregando pedras de Pirenópolis.
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Bonecas de barro esperam alguma coisa, na janela.
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Uma senhorinha de menos de 1,20m nas ruas de Pirenópolis.
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Um dos milhares de pequenos lagartos que acreditam em seu mimetismo.
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A cowgirl pousando de diva no meio de uma pedra no meio de um rio cristalino e de fundo areioso no meio da serra.
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A performance da sanfona do Zé.

O passarinho do Twitter

24 de agosto de 2009

O deputado e a cidade do interior

18 de agosto de 2009

Eu sou natural de Guarapuava, Paraná. A cidade onde vivi algumas das mais importantes e surreais aventuras da minha juventude. A maioria delas eu já contei aqui e, apesar de parecer mentiras descabidas, são a mais pura verdade.

Saí de lá com pouco mais de 17 anos e nunca mais voltei. E tenho quase a certeza que jamais voltarei. Digo voltar a morar, fique claro. É uma cidade turística para mim. Excelente para passear, rever amigos e relembrar o passado. Mesmo porque com todas as desaventuras que já tive em cercanias cada vez mais longíquas , a cidade ficou pequena demais. E o mundo, mais tangível que outrora.

Parece estranho ver na mídia uma cidade pequena como Guarapuava. Meu tio falava que Guarapuava só aparecia na TV por 3 motivos: o granizo que de vez em quando devastava as plantações de maçã; algum ônibus desafortunado que caía da estrada dentro do rio Coutinho ou, mais recente e graças ao posto da Polícia Federal instalado por lá, apreensões gigantescas de maconha em caminhões oriundos de Foz do Iguaçu.

É de Guarapuava o ex-deputado estadual que causou a indignação nacional ao matar dois jovens com seu bólido descontrolado em Curitiba.

O excelentíssimo estudou no mesmo colégio em que eu estudei na época. Ele e os filhos dos muitos políticos locais que alçaram carreiras diferentes na vida pública legislativa.

Guarapuava é uma cidade pequena. Tem dialeto próprio, que gerou até uma página na Desciclopédia. Interiorana, provincial, com famílias tradicionalíssimas que cultuam a prática da boa convivência. Muitos nomes de ruas levavam sobrenomes conhecidos de amigos meus. Avós, bisavós. Personagens inolvidáveis, viscondes, realezas de outrora.

Esse tradicionalismo todo fez com que as classes sociais da cidade se distanciassem de uma maneira pecaminosa. Abastados fazendeiros convivem, com seus caríssimos carros importados, com pessoas que mal conseguem pagar as prestações das redes de eletrodomésticos populares.

Assim essa divisão social faz com que adolescentes-quase-jovens-púberes aprendam a dirigir antes da hora. Aconteceu comigo e aconteceu com todos meus amigos. E quiçá a prática tenha se tornado um lugar-comum com o passar do tempo.

É dessa fórmula tóxica e fatal que muitos amigos meus, alguns de infância, morreram. Uns embriagados por festinhas de garagem, outros por não saber como dominar tamanha cavalaria embaixo do capô. Gente que partiu postes e carros em colisões extraordinárias hollywoodianas.

Sempre com carros ou motos.

Éramos “James Deans” em uma espécie de Juventude Transviada no interiorzão do Paraná. Gente que ia para a escola com carros importados vestidos com motores de mais de 200cv.

Carros turbinados, embebidos com gasolina azul do aeródromo local.

O acidente do deputado repercutiu como uma desgraça fenomenal na capital do estado desta Guarapuava underground que nenhum jornalista conheceu. Ele, para muitos jovens guarapuavanos como eu, tornou-se apenas mais um nome na lista dos locais que destruíram um carro em mais um acidente inconseqüente e idiotizado.

Foi uma reação tardia, pode ter certeza.

Mesmo porque todos, depois dos 20 anos (e alguns velórios devastadores) aprenderam com o erro dos mártires despreparados que o carro é uma arma descontrolada.

Foi estranho ver ícones do jornalismo, cronistas conceituados e polemicistas, tanto na TV quando no rádio, falando de Guarapuava em algum momento.

Talvez agora, o tal deputado reformado tenha aprendido. A morte estava ali no banco do carona.

Mas forfetou na hora agá.

Dylan Thomas

12 de agosto de 2009

A carmen figuratum from Dylan Thomas’s Vision and Prayer:

Who
Are you
Who is born
In the next room
So loud to my own
That I can hear the womb
Opening and the dark run
Over the ghost and the dropped son
Behind the wall thin as a wren’s bone?
In the birth bloody room unknown
To the burn and turn of time
And the heart print of man
Bows no baptism
But dark alone
Blessing on
The wild
Child

Quando a fotografia me botinou a retaguarda

4 de agosto de 2009

A fotografia me abandonou. Deixou algumas recomendações e conselhos vagos em um bilhete escrito em papel amassado de um maço de cigarros. Registro aqui meu desagrado e repulsa pelo gesto infantil de tal criatura biltre.

Dos conselhos e recomendações, algumas verdades são incontestáveis e pruridas, mas que cabem como uma luva na cartilha “Mamãe quero ser fotógrafo”. Um deles — e talvez o mais importante — é a qualidade técnica de uma composição fotográfica. Não tem como fazer uma fotografia perfeita com equipamento medíocre. Não dá para improvisar. Quem nasceu Tecpix nunca será Leica.

O lado prático disso tudo é lógico e simples: quando uma lente mediana “quase profissional” custa mais do que a melhor máquina amadora no mercado, não há escusa de consciência que consiga moral para fotografar em um patamar ideal.

Então ficamos assim: não vou vender minha máquina fotográfica; não vou comprar uma tralha nova por um bom tempo; tirarei fotos simples, mas com apelo emocional evidente; não espere melhoria na qualidade técnica das composições nem novidades editoriais.

O mundo é cruel, eu sei. Mas cada um se vira como pode.

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Algumas fotografias da semana passada, envolvendo Curitiba e outras comarcas sulistas próximas:

Aranha albina dona do mocó no copo-de-leite
Antiga lata de cerveja Sapporo
Miccio, o gato carnívoro, depois de rebolar um cordeiro.
Celia executando a técnica italiana da "umbrellatta" na mini-cerejeira.
A esquina mais oriental da praça do Japão.
A garota do sobretudo beige
O banco de madeira mais ocidental da praça do Japão.

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E que venham os paraguaios.

Ao bom som de uma valsa

24 de julho de 2009

Como caçar focas ao som de Debussy

Quase uma HDR, por assim dizer

21 de julho de 2009

Troller T4