MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Ferietas

17 de agosto de 2007

Como sempre, nada do que planejo dá muito certo. É claro que outras coisas inusitadas e surpreendentes acontecem e acabam suprindo as frustrações.

Era para eu visitar um amigo no interior, jantar com clientes, happyhour com o povo do antigo trabalho. Mas essa sensação de que sou anti-social enaltece as minhas manias velhacas.

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Ir à praia no inverno é surpreendente: você encontra mais pingüins, focas, baleias e siris mortos do que humanos.

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O manezão abaixo achou que o labrador seria tongo de buscar, pela segunda vez, um pedaço de telha de barro. Deu no que deu.

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Voltemos aos posts pseudo-filosóficos.

Álbum: Foz do Iguaçu

11 de agosto de 2007

De Curitiba, através da BR-277, até Foz do Iguaçu. Paraguai, Argentina entraram na dança também.

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Álbum: as praias de inverno

3 de agosto de 2007

Um pequenino passeio pelas gélidas, desérticas e paradisíacas praias do sul de Santa Catarina.

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Fim da fase um

30 de julho de 2007

Acabou a fase um deste site. Cansei do passado. Deixemos o resto como deve realmente ser: esquecido.

Comecemos um novo mundo, agora.

Melhor escrito, aventurado.

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Nossa bela época trasforma tudo em narrativa. A loucura evolui para um belo objeto de especulação formatado para cooperar com o sistema global de quantificação da natureza e, de repente, tocar em meus fones.

A tendência é enquadrar toda diferença em alguma categoria desviante e/ou pervertida e, assim, para todos os efeitos, aniquilá-la enquanto tal.

Segurança máxima.

Sem fuga.

Busque seu meio-eu

30 de julho de 2007

Sabe aquele detalhe que procuramos em alguém? Pois é, numa busca sem rumo, muitas vezes sem saber ao certo que detalhe é esse que tanto procuramos, mas que temos a certeza, um único detalhe, por mais singelo e pequenino que seja, faz toda a diferença.

Às vezes é difícil encontrarmos alguém que preencha todos os requisitos que o nosso coração, muitas vezes tão exigente, procura em um parceiro ideal. Estamos em constante busca pelo "par perfeito" quando na verdade deveríamos buscar apenas alguém especial.

Em algum lugar você espera por mim, ainda não me conhece, no seu inconsciente você já me ama, assim como te amo, os intrincados caminhos do destino não nos favoreceram, ainda, mas agora uma porta se abre e eu espero ansiosa que você entre por ela, se assim não for, nossas vidas serão sempre pequenas, vazias, incompletas e viveremos os dias na eterna indiferença.
Bonito, né? Mas não fui eu quem escreveu isso aí.

O texto acima foi compilado, frase a frase, de uma infindável série de anúncios virtuais de relacionamentos, onde mulheres estão procurando homens em sites de classificados pessoais.

E sabe qual é o perfil do troglodita que 99% destas mulheres procuram?

Não?

Vou te ajudar. A listinha abaixo também foi compilada desses anúncios. Apenas risquei da brincadeira tudo que se repetia. E olha que foram mais de cem reclames! veja aí o que você, ogro ranhento e peludo, precisa para ser um Casanova:

Uma pessoa que tenha caráter, homem que respeita a mulher e principalmente, um homem atencioso, inteligente, sensível e fiel. Uma pessoa em que se pode confiar em todos os sentidos. Que tenha honestidade, sensibilidade, bom humor (essencial), paciência e romantismo.

Bonito, com um corpo todo em cima, mas isso não é o principal, pois nem sempre a embalagem mostra bem o produto!

Um homem que complete sua amada, uma pessoa que realmente saiba amar e ser amado. Ativo, franco, verdadeiro, especial, sincero, carinhoso e que não esteja querendo apenas uma aventura ou sexo. Alegre, simpático, que goste de cinema, teatro, jantar à luz de velas.

Sim, que queira um amor sincero, alegre, com fidelidade e amizade. Que goste de passear, ir ao cinema, se divertir com amigos, vídeo em casa com pipoca e guaraná, que goste de viajar, que ame a natureza, goste de coisas simples, que proporcionem prazer e conforto. Seja vaidoso, bem cheiroso, e de dentes lindos.

Sirva para amizades, namorar, passear, e que saiba o que deseja da vida, que goste de viver intensamente.

Alguém para andar de mãos dadas no parque, dividir o chocolate, abraçar, beijar, amar, goste de sair para dançar, mas também que saiba aproveitar os momentos a dois.

Seja intelectualmente estimulante, fisicamente interessante, desencanado, deixa que seu próprio corpo produza todas as drogas de que necessita (ou pelo menos tenta!), anda lendo outras coisas além de legenda de filme americano, vê filme em preto e branco, vai ao teatro e não é para ver ator (nem atriz!) global.

Acha que a manhã foi feita pra dormir, tem coragem de terminar um relacionamento ao invés de sumir, que procura o verdadeiro amor, que não seja fumante , que goste de esportes, viajem e principalmente que goste de muito carinho.

Não goste de futebol, cerveja e amigos, um homem que realmente saiba dar valor a uma mulher, que esteja disposto a amar de verdade, sem mentiras, que seja sincero e fiel, decidida e com objetivos definidos, curta desde uma boa “balada”, até as coisas tranqüilas e ótimas para se fazer a dois.

Basicamente é isso. Parece meio complicado à primeira vista, mas com alguns anos qualquer homem acaba domesticado assim.

Agora os três quesitos mais essenciais, importantes e que constam em todos os reclames pesquisados são: Inteligência, sinceridade e romantismo. Parece viadagem, mas é a realidade virtual.

Vida revista

30 de julho de 2007

Avalio o que já fiz até hoje. Claro que me arrependo de inúmeras situações que poderiam ter mudado minha vida. Mas arrependeria-me de ter arrependido, pois algumas outras coisas não teriam existido. Foram frutos bons de situações ruins.

Foi o beijo que não dei, o beijo que dei. Palavras ásperas, profanadas com um orgulho bestial. Palavras doces, quando deveriam ser sutis e realistas. E-mails não respondidos, amores não correspondidos. O inóspito ignorado, o grito não dado, o sinal furado. O medo do futuro, a paciência do passado. A dor do “não” recebido em hora errada, a multa por velocidade.

Minha plenitude humana é baseada em retrospectivas e avaliações paramétricas da alma. E os fatos de maiores reflexões são os que aproximam a conturbada notoriedade de minha vivência, com a linha tênue da imaginação desejada! E assim vivo, revivo e reclamo constantemente.

Filosofia barata

30 de julho de 2007

Viajando um pouco na condição humana e na concepção metafísica do homem, hegemonismos e diferenças: o homem é um ser racional porque toma atitudes inteligentes, tem a capacidade de abstração e resgate de passado, condicionando o pensamento.

Tudo isso faz com que o homem tenha a condição adquirida de ser humano. Platão mostra a realidade material fundamentando a explicação além da natureza. Apresenta suas duas realidades, mundo físico versus mundo de idéias.

A essência humana é a razão.

O corpo humano é o cárcere da alma, a punição.

Paixão é tudo que ofusca a razão.

Por que há transcendência da alma pura do mundo de idéias, perfeito, original e pleno, para sua cópia imperfeita, o mundo físico limitado e imperfeito?

Ah, Dona Fifi

27 de julho de 2007

Feijão era catador de latas. Descendente de algum quilombo, estirpe negra, rapagão forte e alto.

Diariamente juntava uma carriola completa, a qual lhe rendia algumas lascas ao final do expediente. Com o tempo aprendeu a ficar amigo de donos de bares, os quais preferencialmente lhe davam latas já amassadas, facilitando o seu trabalho. Sabia até quais bares eram mais generosos, quais lhe serviam sobras graciosas de petiscos e afrescos diversos.

Sua labuta diária era rotineira. Sempre o mesmo trajeto, os mesmos barezinhos, a comida, generosamente granjeada. Uma vida bem pacata e morosa, por assim dizer.

Dona Fifi, uma ascendida social, residente de uma das finas coberturas que faziam contraste com a orla, interessara-se por Feijão. Todo dia observava o esbelto corpo delineado pelo braçal serviço. Sabia o horário em que aquela lenta carriola, carcomida pelo desgaste, religiosamente trafegava em frente ao seu caminho. Fifi, ansiosa, precisava parar aquele negrão. A cada dia que passava, maior e mais intensa era a sua vontade de possuir aquele conjunto!

Dia desses, chamou seus seguranças. Explicou-lhes o que deveriam fazer. Sem pestanejar, agarraram Feijão. É claro que os dois homens de terno, formados em alguma escola de segurança, renderam prontamente o gari que, sem pestanejar, foi levado junto de sua carriola à imensa garagem, entre luxuosos carros. Atônito e sem saber o que dizer, Feijão paciente esperava no que aquilo daria. Seqüestro, óbvio que não era. Tentava lembrar se havia flertado com alguma moçoila da região. Sabia que isso era perigoso. Não estava, no momento, devendo dinheiro à ninguém. Suas apostas no bicho eram religiosamente pagas em dia. Estava perdido, não sabia realmente o que acontecia ali.

Dona Fifi surge dentre os carros. Encara Feijão. Saca uma luva de pelica branca, nova. Com certo esforço consegue virar a carriola, despejando as inúmeras latas amassadas, ao chão. Começa vagarosamente a retirar o anel de alumínio de uma lata. Joga-a em um canto, o anel em uma caixa. E assim repetidamente foi, durante algumas horas. No final havia separado mais de cinco mil anéis prateados. Soltou Feijão, que sem nada entender, juntou as latinhas e foi embora.

Dona Fifi queria trocar os anéis de alumínio por uma computador.