MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Mulheres, carros e desamores.

4 de setembro de 2007

Definitivamente deixei de ser adolescente quando ainda tinha meus quinze anos de idade. A cidade onde morei era pequena e tranquila. Isso nos dava uma liberdade de ação muito grande. Meus pais eram influentes e eu estudava com alguns filhos de militares e policiais locais, o que imunizava em muito nossas ações.

E uma dessas liberdades era dirigir.

Lembro-me claramente das tardes penosas lavando os automóveis do meu pai e da minha mãe, com direito à cera, polimento e outros mimos, apenas para dar uma ínfima volta na quadra, dirigindo sozinho. Aos treze anos Gianlucca ensinou-me a dirigir. Ele era mais velho, tinha 16 anos e dirigia tranquilamente pelas pacatas ruas locais. Aprendi rápido. E aprendi a guiar automóveis com possantes motores 3.1 litros. Trocas de marchas, arrancadas suaves e giro do motor oscilando perfeitamente. Meu pai sempre deixou eu passear de carro pelas redondezas e minhas andanças iam cada vez mais longe. Lembro-me o dia em que acompanhei meus pais até a concessionária local. Era a compra de um carro alemão, fruto da abertura do comércio exterior nacional. Sedã de luxo, injeção eletrônica e o mais interessante: microchipado com requintes de automóvel esportivo.

Tinha em minhas mãos um carro perfeito, cheio de segredos e traquitanas diversas. Eu passeava de carro todos os dias, e isso virou uma coisa banal e corriqueira para a minha familia. Giancarlo já tinha o próprio carro, Gianlucca usava o carro de minha mãe. Eu compartinhava o do meu pai.

O melhor de tudo era que meu pai trabalhava à algumas quadras de casa. E em um perfeito dia chuvoso, frio e muito cedo, acordei-o para me levar ao colégio. “Ah, filho, pega a chave e vai sozinho.” Não acreditava naquilo! E não pensei duas vezes: lá fui de carro para a aula. Alguns alunos do ensino médio já faziam isso, mas era o pessoal do segundo, terceiro ano. E a minha ida motorizada para a escola virou uma bela rotina: fizesse chuva, fizesse sol, lá ia eu de carro.

Essa mordomia rara e que até hoje não entendo, rendeu-me algumas regalias interessantes: Eu dava carona para quatro amigas, três delas garotas da nossa turma bicicleteira. Note que nenhuma morava perto da minha casa, eu apenas dava carona porque era belas companhias.

É claro que de vez em quando rolava algumas infantilidades: rachas, velocidades mortais e até derrapagens controladas. E hoje percebo que passei por alguns momentos tão idiotas que não sei como não morri. Eram mais de 150 cavalos de potência em minhas mãos. Aceleração estúpida “zero-a-cem” em apenas nove segundos. Duzentos por hora em pouco mais de 25 segundos. Do conforto à ignorância quase que instantaneamente.

Eu sempre dava carona à Patrícia e Priscila, duas irmãs. Patricia estudava comigo e era da turma. Priscila, a irmã mais velha, estudava com Gianlucca, meu irmão do meio, e tinha uma leve queda por ele. “Ei Rudy! Festa la em casa, o que acha de ir com seu irmão? Ele não está muito afim…” Há! Priscila o convidara, mas ele não fez muita questão de comparecer. “Claro Priscila, eu vou e levo ele junto.”

Consegui convencer Gianlucca. Festinha americana clássica: meninos levam refrigerantes (álcool, por supuesto) e as meninas, comidas gerais (bolos e salgados). Cheguei com um refrigerante barato e colorido, Gianlucca com uma garrafa de uísque. Só tinha gente da turma dele, pessoas que eu me dava bem mas que tinham uma filosofia muito liberal. Fiquei perambulando pela festa. “Ei Priscila, onde está a Patrícia?” Patrícia era a única mulher que eu conhecia ali. E ela não estava. Meninos de um lado se embebedando, meninas fofocando do outro. Decidi ir embora da festa quando as luzes baixaram, o som aumentou e Bonnye Tyler lançou o tenebroso e melancólico “Turn Around…”

Pronto, era a deixa. Aquela música me deixaria deprimido o resto da semana. Priscila gostava do meu irmão. Gianlucca era apaixonado por ela. Mas tanto ele quanto ela não sabiam disso! Na hora da música ele estava inacessível. Era uma rodinha de shots de uísque. Pareciam hunos gritando e cantando, alheios ao que estava acontecendo à volta. Alguns casais começaram a dançar. Priscila pegou-me na saída. “Dança essa música comigo?”

É claro que não recusaria. Priscila era bonita, magra, alta e tinha uma voz estonteante. Dançamos ao clássico estilo música-lenta: mulher com os braços em volta do pescoço do homem. Homem com os braços na cintura da mulher. Rostos perigosamente próximos e passo lento um-prá-cá-um-pra-lá. Não deu outra: ela me fuzilou com um olhar estonteante. Não consegui desviar daqueles olhos verdes por um segundo. Nossos corpos encostaram-se, Não sei se por magnetismo ou vontade própria. Senti meus lábios à milímetros dos lábios dela.

E nos beijamos.

Um beijo lento e carregado de paixão e vontade. Acabou Bonnye Tyler, tocou outra música lenta. E outra, e outra. Nos beijamos por quase uma hora! Saímos do ambiente e fomos passear nas redondezas. Problema que o carro não estava mais ali na frente de casa. Surtei, pensei em tudo, menos no óbvio ululante: Gianlucca viu eu e Priscila.

Perguntei para um dos amigos dele, confirmaram que ele saíra muito nervoso e bravo.

Conversei quase a noite inteira com Priscila, ela tinha um sorriso delicioso quando eu contava histórias doidas, surpreendia-se a cada verdade que eu abria ali. Beijamo-nos por algum tempo. Tudo estava deliciosamente estranho, e estranho a tal ponto de Priscila me pedir em namoro naquele momento. Muito rápido, muito eficaz.

Voltei à pé da casa de Priscila, sozinho. Pensei em inúmeras desculpas para Gianlucca. Afinal de contas eu o traíra. Mas não tinha desculpa o que fiz. Acabava de roubar a garota que ele falava em namorar há tempos. Eu estava muito feliz e muito triste. Extremos, novamente. Remorso e paixão me corroíam por dentro.

Cheguei em casa, ele já estava dormindo. Fiquei com receio de acordá-lo para conversar e fui dormir.

Levantei muito cedo, era sábado, santo dia para mais um passeio de bicicleta com meus amigos. Voltei domingo à noite, ele saíra jogar basquete. Encontramo-nos apenas no intervalo de aula de segunda-feira. Confesso que eu estava com medo do que poderia acontecer. Gianlucca pegou-me pelo braço. Estava visivelmente alterado: “Porra cara, você está namorando a minha namorada!” e empurrou-me com as mãos. Não reagi, não respondi nada. Apenas fiz um sinal afirmativo com a cabeça e a sombrancelha esquerda. Ele entendeu. virou-se e foi embora. Priscila estava longe, veio correndo saber o que aconteceu.

Naquela manhã meu relacionamento com Gianlucca morreu. Ele não conversou comigo por longos meses. Namorei Priscila, uma garota mais velha e muito interessante. Ela tinha ideais definidos e uma mente brilhante. conversávamos muito, beijávamos muito. Era um relacionamento ideal e sem problemas.

No final do ano minha sina desgracenta se repetiu: Priscila iria para a capital estudar o terceiro ano, preparar-se para o vestibular. Eu não acreditei naquilo! Minha terceira namorada, meu terceiro namoro terminado de uma forma violenta e exata do mesmo jeito dos outros!

Obviamente que não deu certo o namoro daquele ponto em diante. Priscila dedicou sua vida aos estudos aquele ano. Terminamos o relacionamento de uma maneira fria e sem sentimentos. Por telefone. Cretino e por telefone.

Voltei a conversar com Gianlucca, mas percebi que aquela ferida no coração do meu irmão ainda doía ao me ver.

Jazz is cold.

4 de setembro de 2007

Uma nota mental.

3 de setembro de 2007

Ao relembrar as experiências transcritas aqui, acredito que algumas pessoas simplesmente não acreditarão que uma criança de onze, doze, treze ou quatorze anos possa ter sentimentos dessa maneira. Possa ter vivido intensamente como descrevo em palavras.

Não é para essas pessoas que este weblog existe.

Este weblog existe para as pessoas que compreendem que os sentimentos de uma adolescência podem — e muito — mudar um caráter. Os sentimentos de um jovem moldam a espiritualidade e a vivência de todo um adulto.

E eu acredito que muitas dessas experiências vividas foram, sem sombras de dúvidas, muito intensas e marcaram para sempre a vida de um certo Rodolfo qualquer coisa.

KOMBI

2 de setembro de 2007

Detalhe da chamadaLembram da Kombi do Zé, aquela que só levava muié? Pois bem, hoje mais uma pérola da internet me surpreendeu: a Kombi 69, que era um adorno gráfico do meu antigo blog, apareceu na capa do UOL (mirror no link ao lado, na imagem). Ualah! Ipsis literis, não apagaram nem a placa. O site que a divulga é o Icarros.

divisor

O ápice, até então, aconteceu tempos atrás no site da agência de publicidade Fischer América (arraste o dial até contato, ou clique aqui para ver um shot): como na animação do Citröen C4, a kombi virou um robô pernalto com asinhas e difusoras, asas e faróis pispiscantes.

Bléh.

Saber amar

31 de agosto de 2007

Meu professor de geografia era completamente doido e isso prova uma das razões das quais adoro a geografia. O mais legal, porém, foi o dia em que ele decidiu levar as três turmas da sétima série para conhecer algumas formações geológicas de um parque espeológico qualquer.

Cheguei atrasado. A viagem estava marcada para 03h00 da madrugada e é óbvio que eu não consegui acordar antes. Droga, era uma viagem muito boa e cheguei no momento em que o primeiro e segundo ônibus partiam!

Consegui parar o último. E é óbvio que o último ônibus era o ônibus de uma das outras duas turmas. Senti-me deslocado de tudo e de todos. Andei pelo corredor, todo mundo conversava e ria e eu ali, isolado do meu habitat natural, da turma do fundão que sempre comandava a bagunça desmedida em viagens e afins.

“Oi Rena do Papai Noel, senta comigo!” Era Mariela, uma das garotas das bicicletadas abaixo. Salvou minha viagem naquele momento. Rena do Papai Noel, a do nariz vermelho, homônimo.

Mariela nascera na Alemanha. Seus pais viajaram à trabalho e a volta ao Brasil atrasou, o que fez daquela garota uma alemã nata. Ela era relativamente mais alta que as outras garotas, ombros de nadadora, corpo delineado e acima de tudo, muito bonita.

Conversamos a viagem inteira. Todos ali no ônibus adormeceram, o que nos deu privacidade para um longa e deliciosa conversa.

Abramos parêntese. Percebo hoje que em nossas bicicletadas eu sempre estava perto de Mariela. Compatilhamos minha barraca a maioria das vezes. E confesso que em algumas dessas vezes simplesmente eu fingia adormecer, apenas para observá-la dormir. A respiração dela era gostosa de ouvir, um ressonado leve, cos olhinhos que saltitavam rapidamente. Adorava aquilo. Fechemos o dito cujo.

E a escursão dos estudantes avoaçados chegou ao destino. Professor tagarelando, todo empolgado à frente e alguns estudantes que não davam a mínima atrás, saracoteando por estalactites e estalagmites. Alguns espeleólogos experientes nos acompanhavam, mostrando detalhes interessantes das formações. “Sigam-me, entraremos em um salão restrito”. E seguimos aquele guia. “Dentro deste salão existe um silêncio e uma escuridão absoluta” E era mesmo. Ele pediu para que todos apagassem as luzes e se mantivessem quietos para perceber a intensidade do momento.

Apagamos as luzes e ficamos quietos de verdade.

Mariela aproximou-se de mim, apagou a lanterna e me abraçou, meio de lado. As luzes se apagaram, como uma cidade que se prepara para dormir e o silêncio e a escuridão tomaram uma forma majestosa. Mariela moveu-se para minha frente, ainda abraçada. subiu sua mão por minhas costas e me apertou em um abraço novo e inusitado.

Senti sua respiração a milímetros do meu rosto. E ela me beijou.

Um beijo delicioso, inusitado e até esperado demais. Eu percebia claramente seus lábios tremulando. Percebia que ela me abraçava com uma força e intensidade assustadora. Revidei, é claro, e a abracei forte.

Problema é que naquela escuridão e silêncio e intensidade, Mariela descompassou na hora de respirar e deu um breve e delicioso gemido. Foi uma complexidade de ruídos muito interessante: um estalido de beijo com expiração sem fôlego e meu uh! no contra-ponto. Tudo bem baixinho e rápido, é lógico, mas suficiente para que o salão inteiro, que até então se concentrava no incrivel som do silêncio, começassem a desordem caótica de ruídos e luzes.

O professor foi o primeiro a ligar a lanterna para ver o que estava acontecendo. todos ligaram e começou um bafafá danado para descobrir quem estava beijando quem. A cena foi deliciosamente apimentada porque ninguém sequer desconfiou dos beijoqueiros.

Saímos e, entre risadas e suposições, eu entreolhava Mariela. Ela estava extasiada e surpresa com o que acabara de acontecer. Passeamos de teleférico, andamos por trilhas e no final do dia já estávamos todos exaustos dentro do ônibus, pronto para voltar.

Meus amigos me esperavam dentro do primeiro ônibus, mas misteriosamente voltei com o terceiro, deslocado e desconhecido, da turma da Mariela. Sentamos lá no fundão. Conversamos alguns minutos. O ônibus estava novamente em um silêncio embalado por sonhos de estudantes cansados. Mariela recostou em mim e fechou os olhos: dormira a viagem inteira abraçada engalfinhada em meus braços.

E naquela noite me senti a pessoa mais completa e feliz do mundo.

Tempos depois namoramos. Não lembro ao certo de um pedido formal de namoro, apenas nos encontrávamos enamorados.

Minha segunda namorada, enfim.

Ao final do ano Mariela decidiu que estudaria todo o ensino médio em um colégio-cursinho preparatório na capital. E novamente me vi perdido. Mariela sabia que estudar na capital nos traria o desamparo de um namoro firme e sólido. Nos veríamos poucas vezes na semama, uma ou duas vezes, quem sabe. Mas ela estava decidida. “É Direito o que eu quero e você sabe que é concorrido”. Sim eu sabia. O meu amor era concorrente desleal.

Nosso namoro durou dois ou três meses. Víamos pouquíssimas vezes.

E invariavelmente nos tornamos perfeitos amigos, novamente.

A aranha arranha a jarra rara.

31 de agosto de 2007

aranha

Trezentos metros

30 de agosto de 2007

Ondulações a 300m.

Bicicletadas

30 de agosto de 2007

Morei por muito tempo em uma cidade cercada por horizontes infinitos, lugares belíssimos e encantos inexplorados. Muitos rios e cachoeiras característicos de uma exuberante mata nativa. A natureza, logicamente, sempre me atraíu para aventuras e desaventuras. Tive a companhia de bons amigos dispostos a loucuras e riscos, simplesmente para quebrar a rotina de uma cidade interiorana.

Minha adolescência foi marcada pela novidade de abertura de mercado: as indestrutíveis mountain bikes. Todos da turma se esforçaram e adquiriram exemplares robustos, suficientes para submergir em qualquer banhado ou lama. Programávamos trilhas de finais de semana e não tinha um santo sábado e domingo que não fosse pedalado em estradas poeirentas ou descidas de carreiros intrincheirados pelo meio da mata.

Foi nesse periodo que conheci algumas das pessoas que mais marcaram minha vida de adolescente. Pessoas especiais que tinham muito em comum umas às outras: divertidas, loucas e, acima de tudo, verdadeiros irmãos.

Nossas aventuras ciclísticas ficaram mais complexas e envolventes: em vez de trilhas de algumas horas, nossos roteiros estavam orçados em pernoites. E quase todo final de semana era bicicletada até algum ponto remoto, acampamento e bicicletada de retorno. Eram acampamentos perfeitos: riachos, pôr-do-sol envolvido por barracas em volta da fogueira. Violão choradinho e Murilo cantando músicas que atravessavam a noite.

Nossa turma era basicamente composta por seis rapazes e por cinco garotas que eram adoravelmente loucas como nós. E essa cumplicidade toda que reuníamos era entendível ao ponto de podermos dormir juntos em barracas, sem reservas ou constrangimentos. Aquelas noites frias em volta de fogueiras de fagulhas que pirilampeavam os céus eram intensas e o silêncio que nos permeava era constantemente quebrado por risadas e pela alegria de simplesmente estarmos juntos.

Lembro-me claramente que Murilo mostrava em cada acampamento uma letra nova de suas composições. Eram músicas inspiradas em amores, amizades e a pureza de nossos seres. “A beleza das estrelas do céu…”, “Festejar a alegria de se estar vivo…”, “Só há amor em meu coração…” Letras que cantávamos juntos, com pequenas fotocópias que ele nos preparava. Lembro muito bem que cada um ali tinha uma carracterística fundamental. Eu tinha sempre histórias mirabolantes que cuidadosamente resgatava das aventuras dos meus avôs. Algumas meninas adoravam cozinhar iguarias mateiras naquele fogo nosso. O Roberto era especialista em nos iludir com truques baratos de mágicas. Ricardo não fazia nada, era tímido e quieto. E mesmo assim todos adoravam ele! Aquela roda à volta da fogueira era perfeita. Tinham vezes que atravessávamos a noite, víamos o sol se pondo e o sol nascendo sem dar conta do tempo.

Era fantástico!

Em uma das raras vezes que tivemos problemas com nossa loucura: o dia em que o Ricardo inventou de cair em um barranco pedregoso. Era a volta de uma cachoeira, ainda tínhamos mais de trinta quilômetros para rodar. Ele era sempre o abre-trilha e acho que nunca teve freios naquela bicicleta. Ralou-se inteiro, estava com pequenos cortes e com a mão dolorida. “Estou bem!”, gritou lá de baixo. Mas hora que foi levantar, a perna pegou e ele hurrou de dor: havia fraturado alguma coisa ali. Desci eu e o Murilo, talas de emergência e muito soco das dores em nosso capacete. Coloquei-o na garupa da minha bicicleta, alforjes e a bicicleta dele empilhada nos outros.

Outro pequenino acidente ocorreu quando um galho inventou de atravessar minha perna ao lado do joelho. Fiquei com aquela ferpa, de ponta a ponta na pele, sem pegar musculo nem nada, apenas uma flechada incômoda e sangrenta. Foi engraçado no final.

A minha vida ganhou forma e consistência nesses anos de bicicletadas divertidas. Foram aventuras que jamais esquecerei. A companhia, a leveza do momento e as peripécias inusitadas ainda hão de virar muitas histórias.