MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Publicidade: 1880-1900 | Soccorro da Mocidade

14 de maio de 2008

30/12/1882 - Soccorro da Mocidade - Jornal Corsário do Rio de Janeiro.

Publicado no Jornal Corsário do Rio de Janeiro – 30/12/1882
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A alpaca de suite Godot-Merchand

12 de maio de 2008

A Alpaca de suíte Godot-Merchand
A alpaca (Vicugna pacos) tem pescoço longo e delgado: não combina com colarinhas deltóides. Descolore algumas mechas do topetinho escaraminholado, percebendo-se a necessidade de atenção. Rumina hermate e capim-gordura. Mora em um prédio da asa norte, com mais de quatro décadas de idade, banheiros de azulejos verdes, cerámica marron, e espelhinho Itatiaia chumbado na parede. A decoração inca é niemayelista de concreto original.

Gaba-se por ser um feliz morador do altiplano. “É a Manhattan brasileira, conpadre.” Descorre por horas das mordomias e facilidades que encontra em suas cercanias. Gosta de bivaquear por pilotis, mostrando sempre seu cenho sereno e constante. Acredita na ilegalidade e apóia ambulantes. Chama os flanelas pelos nomes. Milita a favor dos puxadinhos das comerciais.

Xenófobo e provinciano, repudia a migração diária de trabalhadores para o plano. Sabe que o trânsito impossível verte dos “sugadores-satélites de empregos-planários”. Complementa suas indagações pessimistas — sempre que lhe cabe a deixa — com um forjado: “E ainda querem construir o Noroeste…”

MadCap INK.

9 de maio de 2008

Caligraphy by Pilot Brush Jpn.

Publicidade: 1880-1900 | Pocket Dispensary Company

26 de abril de 2008

25/01/1878 - Pocket Dispensary Company | Publicado no Jornal Diário Popular de São Paulo.

Publicado no jornal Diário Popular de São Paulo – 01/12/1884
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Dicas Cavalcantes

23 de abril de 2008

Feriadão foi dia de conhecer Cavalcante, uma cidade de Goiás que margeia a chapada dos veadeiros.

Distante 320km de Brasília, a cidadezinha conserva um ar bucólico e interiorano, ainda não afetado pelo turismo canibal dos brasilienses. E isso significa que você não encontrará tanta gente doida nas ruas, religiões estranhas ou artesanatos xinglings como em Alto Paraíso ou a vila de são Jorge, do outro lado do parque.

Mas a grande vantagem de Cavalcante é justamente a de estar do “outro lado” do parque da chapada dos veadeiros. É o lado onde tem mais cachoeiras, trilhas, biodiversidade e o principal: poucos humanos por atrativos.

Como o tempo era escasso, optamos por conhecer a cachoeira mais bonita da região: Santa Bárbara. São quase 30km de deslocamento por estradas de terra (inclua travessias de riachos) até a comunidade quilombola Kalunga. De lá, mais 5km de trilha aberta e tranquila até a ravina do rio.

Ponto final na comunidade quilombola Kalunga

o ponto final do deslocamento até o quilombo Kalunga

A idéia de visitar a cachoeira era antiga, desde a primeira vez que conheci o parque e um guia havia mencionado uma tal “cachoeira das águas azuis”. Especulei na internet, procurei fotos mas mesmo assim você leva um susto quando encontra essa cachoeira tete-a-tete.

Um sapo do cerrado

um bufo que acredita em seu mimetismo

A água é azul-esverdeado por alguns motivos: uma concentração alta de calcário no terreno local, o reflexo do céu e da mata, com angulações propícias e a nascente do rio logo ali em cima, mineral. O poço é profundo. E mesmo assim tem piscinas artificiais por aí que perdem em visibilidade para essa cachoeira.

Parte do percurso da trilha para a cachoeira Santa Bárbara, dentro da comunidade quilombola Kalunga

a trilha, o sol de rachar e a imensidão da chapada

Eu tirei poucas fotos, acho que esqueci a fotografia no momento. A volta é tranquila, você se refresca nos inúmeros riachinhos que cruzam a trilha, gelados e transparentes.

Cachoeira Santa Bárbara

panorâmicas com velocidade de exposição variada

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Algumas dicas para Cavalcante: Se você tem apenas um carro normal de passeio, contrate o transfer da Suçuarana (única operadora local de turismo de aventura). Eles possuem carros 4×4. E guias capacitados. Não acredite quando dizem que qualquer carro pequeno chega em alguns lugares. As estradas de terra são pesadas. Lá tem poucas pousadas, mas todas muito boas. Reserve com antecedência. A maravilha das pousadas boas é que a grande maioria são afastadas, em fazendas. Isso garante noites silenciosas, escuras e cheias de estrelas. Algumas, com direito a fogueira. Reserve um dia para cada atrativo. Você aproveita muito mais. Fabrique seu próprio lanche para trilhas (almoço, na maioria das vezes). A alimentação por lá é escassa. Os dias são quentes demais. As noites podem ser frias, dependo de quão perto de um rio seu quarto ou chalé de pousada fica.

Memorial JK, Brasília

23 de abril de 2008

Reflexos

Cachoeira Santa Bárbara – Cavalcante, GO.

22 de abril de 2008

Cachoeira Santa Bárbara - Cavalcante, GO.

E a briga continua em Brasília

17 de abril de 2008

Faz tempo que não escrevo nada real e cotidiano neste site. Vamos lá, com wingdings bombásticas:

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Acredito que o Brasil inteiro viu a mobilização dos estudantes no prédio da reitoria da UnB. A simbologia básica de tudo isso foi realmente interessante, mesmo porque o minhocão (Bloco principal de salas de aulas e laboratórios) ja fôra tomado por tanques de guerra e até o exército no tempo da ‘deita-a-dura’. Como sempre, os brasilienses não estão nem aí para isso. E a estudantaiada já começou o oba-oba.

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Ontem invadiram a lata-de-talco (matriz 1 da Caixa Econômica). Os meliantes renderam o segurança e se instalaram com o objetivo de protestar sobre o que eles lutam de verdade: a falta de terra falta de incentivos da Caixa Econômica em fazer casas para os assentados.

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O que mais me preocupou nessa esbórnia toda é que as coisas pessoais da minha esposa poderiam ser extraviadas. Ela trabalha no segundo andar. Os populares-saqueadores poderiam levar sua coleção de miniaturas do Monstros S.A. e um porta-retratos, o que seria declarar guerra aos fanfarrões comunistas.

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Abalroei o carro duas vezes em menos de 12h, em locais diferentes e da mesma maneira. Meu carro teve escoriações leves nos parachoques, e só. Os outros, sentiram de perto a destruição caótica da deformabilidade automotiva. Estragaram de verdade.

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Neste sábado farei uma incursão pelo cerrado à procura de uma cachoeira de águas azul-turquesa. Aguardem fotos.