MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Relatos do casario.

8 de julho de 2008

Relatório da equipe MadCap-Clack-Boom das últimas semanas:

  1. Na reunião semanal deste veículo, estávamos a palatar a ilustre cervejota artesanal LUftKampf Pilsen, quando chega à nossa mesa ninguém menos que o Sgt. Pontez, de camiseta branca circunscrita aos dizeres “FUTURAMA”. —“Pontez”, chamei, “o que te traz por essas bandas, amigo do alheio?”  — Com isso, fiz, de cara, uma piada sacana com o nome do nosso artista amigo. Ele fez ouvido de mercador e foi direto ao ponto: —“Tô a fim de um realce”.
  2. Andando no elevado Dois de Abril quando vê-se trajando um parangolé lilás, Rojas, notório humanista e goleiro da seleção de escrete chileno de outrora:
    —“Rojas”? — indagou-se.
    —“Como o Sol” — respondeu o coreógrafo do Maraca.
  3. Desta vez, no Bragão, encontro numa mesita metálica a patota do Cinema local. Falo, querendo ver qual foi:
    — “Tudo bem, pessoal?“
    Escuto, a seguir, a resposta em coro:
    — “Tudo Glauber”.
  4. Na roda de samba, já no fim, o pessoal quer ir embora.
    Após a cessa dos instrumentos, vejo, de relance, o cara do surdo simulando um approach com o vocalista.
  5. Na mesma noite, três viventes com duas holandesas na praia. Pelo menos um nêgo iria rodar na parada. A lua marcava 23h45.
  6. R.Valentino vai na cola de uma ex-namorada do vigarista freela local. Escreve 14 linhas que são a mescla tosqueada de obras de Maiakowski, Bukowski e Chikowski. Entrega o papel-jornal rabiscado e com uma rodela úmida deixada pela latinha de cerveja sob a qual se achava o papel. Esperava, no mínimo um beijo afetuoso. Recebe, ao invés disso, um tôco imediato e contundente.
  7. R.Valentino sabe do nome da senhorita do item 6 e o pergunta mesmo assim no início da noite dos episódios dos itens 4 e 5, fingindo desinteresse pela tal garota e simulando não ser o mesmo do item 6. Não convence nem a si mesmo.
  8. O supracitado acima e crítico deste jornal electrônico é abordado por bela jovem da mesa ao lado. O interesse da garota pelo tal colega é notório e erótico. Pego no contrapé e extravazando mêdo desregrado da patroa, acena negativamente “que não-foi-eu-não-pelamordedeus”. Procura a patroa com os olhos. A mesma está na Espanha.
  9. Em plena ‘tournet’ de divulgação, o redator-chefe paga a passagem aérea do regra-três deste veículo. É roubado no ressarcimento da passagem e logrado nas contas do táxi.
  10. Em sarau etílico-cultural, amiga é apresentada ao grupo. Permanece séria por mais de três horas, ouvindo secamente o que os outros tinham a falar.
    Sorri, abre as pernas e pede para sentar ao seu lado o primeiro gênio que sacou qual era a da pequena e ofereceu-lhe um trago de Marlboro.

E la nave va.

Publicidade: 1880-1900 | Theatro S. José

4 de julho de 2008

30/10/1880 - Theatro S. José - Jornal Correio Paulistano.
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Um ano, novamente.

3 de julho de 2008

É, o MadCap completou um ano de idade em maio. Entenda seis, da vida regressa.

A vida estava tão por aí avoada que nem para lembrar, lembrou.

Vamo que vamo.

O expatriado em Paris

25 de junho de 2008

Sábado passado lembrei de um fato sem muita importância dos meus áureos tempos de caserna. Naquela época havia muita gente querendo destaque nesta vida de fama e apareciam pessoas de todos os tipos — dos obstinados aos cultos — passando pelos indecisos e influenciáveis, sem esquecer os talentosos e os dissimulados.

Havia um cabo taifeiro muito esquisitão, que vez por outra, vinha me mostrar uns escritos obscuros e depressivos, falando de safáris, ilhas e essas coisas que dão mal-estar logo de cara. Dizia que apreciava meu ponto de vista e que estava realmente interessado em se tornar escritor. Pedia opinião e eu era honesto, falando que ele devia pegar mais leve se quisesse vender alguma coisa. Na verdade eu não me dava ao trabalho de ler os manuscritos e dizia que ele era um escritor regular. Até que descobri que aquele bendito cabo tinha parentes americanizados.

A coisa mudou de figura e passei a ser mais camarada nas críticas, dizendo que ele havia evoluído muito, etc e tal. Tudo visando uma chance de ser convidado para conhecer os EEUU. Minha bajulação durou exatos 8 meses, quando o cabo foi transferido para outro destacamento. Perdi contato com o cabo e soube, tempos depois, que ele havia ganho um bom dinheiro com todos aqueles escritos tristonhos.

Tornou-se ninguém menos que Ernesto Hemingway, escritor sobejamente conhecido naquelas paragens. Pois bem, para encurtar a conversa, fiquei fulo com o sucesso do cabo E.Miller e lhe mandei uma carta, falando que ele devia ser mais fluente se quisesse ser realmente um escritor completo. Deixei essa história para lá e esqueci o cabo. Até saber que ele arrebentou os miolos com um rifle de liquidar paquidermes logo após ler minha missiva.

Ainda hoje, não tenho nem um pingo de remorso, afinal o cabo frustrou meu desejo de conhecer a américa das oportunidades.

Dia dos namorados

12 de junho de 2008

Perguntinha técnica para os casais casados e capitalistas de plantão: Vocês comemoram o dia dos namorados, mesmo depois de casados ou o movem para o dia de aniversário de casamento?

(Não vale dizer que depois de casar você ainda namora. Casou, casou.)

Podem responder ai nos comentários. Hoje é de graça.

A foto mais popular

11 de junho de 2008

Desde que comprei minha primeira câmera fotográfica, travei uma meta pessoal com dois princípios básicos: evolução e conhecimento.

Ai vejo que a coisa está rumando mais ou menos como previsto e isso é muito bom. tenho cerca de 2500 fotos que gosto muito e algumas eu sempre volto a observar por um tempo. Coisa pessoal mesmo.

Agora uma das fotos mais visitadas, baixadas, anexadas e roubadas para PPS e fru-frus da vida, foi uma foto que tirei na calçada da frente da casa dos meus avôs maternos. É essa foto aí de baixo, fora de ângulo e com leve desfoque:

The flower spirit of sovereignty - DEC/2002

Olympus C740UZ | 50mm |1/200s | f:3.2 | iso200| 31/Dec/2002

Para ser sincero eu não vejo nada demais nela. É uma idéia boa, mas gosto é gosto e as fotos que eu mais gosto não são populares.

E o Speed Racer?

9 de junho de 2008

A imprensa cantou a bola e acertou: “Os irmãos Wachowski terão a chance de provar que Matrix não foi sorte”.

Speed Racer ficou uma bela-bosta.

Spielberg foi abduzido

9 de junho de 2008

Sábado foi dia de assistir a “Indiana Jones e o reino da caveira de cristal”. Se você ainda não viu, quer ver e odeia quem comenta pedaços de filmes em sites e blogs, vá embora. Não que eu vá revelar alguma informação que você já não tenha visto, mas a verdade é que eu me senti enganado pela coisa toda.

A clássica continuação da épica trilogia das “sessões da tarde” e “telas quentes”, é maravilhosa. Até a metade da película. Do meio para o final acontece uma sucessão de escabrosidades fora do normal. Tão surreal que suspeito que mataram o roteirista no meio da empreitada e colocaram um ufólogo-místico-de-uma-chapada-qualquer para terminar.

O ápice da hipocrisia spilbergueana foi quando ele roubou o atlas geográfico do agente 007 e colocou as cataratas no meio da Amazônia, conforme o infográfico abaixo:

Infográfico Ilustrativo

São 3 idas e vindas na mesma cachoeira. Até americano, que é meio devagar, consegue perceber. Como Buenos Aires, nossa capital.

Dica: assista o filme até o momento do acampamento no meio do amazônia. Depois disso, fuja.

Publicidade: 1880-1900 | Ao Tacão à Luiz XV

6 de junho de 2008

13/01/1884 - Ao Tacão à Luiz XV - Jornal A Província de São Paulo.
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Assessoria empresarial

6 de junho de 2008

Quem mora em Brasíla sabe que em todo estacionamento público há, pelo menos, uma boa meia dúzia de flanelinhas ‘bem cuidado’. Onde eu trabalho não é diferente: no estacionamento tem uma mini-corporação hierarquizada onde o cara mais influente é o diretor administrativo.

Quando cheguei para trabalhar ontem, um moleque desconhecido de uns 18 anos apareceu por perto e mandou a letra:

— Chefia, cá estou na área para avisar aos clientes e fregueses do Gustavão que ele, a partir desta semana, está com uma empreitada toda segunda, quarta e sexta, na parte da manhã, e por isso não comparecerá aqui no estacionamento. Caso queira lavar o carro ou deixar vigiado, sou o Roberto e estou aqui para agendar e manter a clientela!

divisor

O Gustavão tem um Golf GTI mexicano, 96. O amigo dele — do estacionamento de cima — um Vitara branco, 94.

divisor

É, meu amigo. Isso é Brasília.