
Reunião técnica para a elaboração do novo visual do ônibus, com o apoio televisivo da Record e do programa Domingo Espetacular. Na foto, Plim-plim explica para Mario Barata e Davino Filho como é a estrutura ideal do circo.
PLIM-PLIM
16 de setembro de 2008
IV FBCP – Seu Estrelo e o Fuá do terreiro
16 de setembro de 2008

Final de semana rolou o IV Festival Brasília de Cultura Popular, organizado pelo grupo folclórico Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro.
As fotos foram feitas no modus operandi mais primitivo e exótico: foco manual, fotometria de adivinho e prevenção de superexposição.
Segue abaixo sexta e sábado, revelado e comentado:
Dr. Edgard
13 de setembro de 2008

Dr. Edgard é uma massa protéica que repousa sentado em um sofá velho de couro brilhante.
Movimenta a cabeça, de tempos em tempos, espantando algumas moscas.
O cheiro de suor impregna a despensa; restos de biscoitos e uma lata amassada ornamentam o chão.
Visionário, mudou a cadeia de DNA de algumas moscas, que agora secretam morfina de suas patas. Cobriu seus braços de mel, imobilizado, esperando a gratidão involutária das criaturas. Elas o cobrem, mais que várias, e fazem seu tapete de prazer e anestesia.
Ele flana longe do seu corpo, acompanhando o vôo de algumas que saem pela janela de vidraças bisotadas a dissipar angústias vizinhas.
Dr. Edgard, invólucro da ingratidão egoísta.
O Ipê-rosa (parte final)
9 de setembro de 2008
Dá mesma série das “árvores para concurso” aí abaixo. Essa foto foi fabricada no mesmo dia em que eu fui atacado por formigas de correição. O ambiente estava muito escuro e as luzes contrastaram demais. Quando revelei a foto que percebi como esse Ipê era doido das ventas: metade dele estava florido e a outra metade já estava com folhas.

The show must go on
9 de setembro de 2008
Lembram do palhaço Plim-Plim, aquele do menor circo do mundo? Pois então, ele queria participar do quadro Lata-Velha, do Huck. É claro que não deu certo: a Globo fez uma lenga-lenga terrivel, mascarou uns fatos distorsivos, escondeu que estava com um processo pepinoso por um ex-contemplado do programa, coisa e tal.
Aí a Record viu a zona que virou o barraco que o Plim-Plim armou e entrou na jogada. Vai reformar o ônibus, mobiliar e mandar ele de volta para a casa. Tudo no programa Domingo Espetacular. E não é promessa, o ônibus entrou em uma linha de produção fantástica. Já está todo desmontado e em processso de restauração.
O bom de tudo isso é que o projeto todo está em uma cidade satélite aqui de Brasília que é muito broca: São Sebastião. Quem é da região sabe a fama que a cidade tem. O Plim-Plim viu todo o lado social da coisa e, enquanto seu ônibus é aniquilado e reconstruído, ele aproveita e cria oficinas independentes de escola circense em geral.
O Plim-Plim quer que eu vá com toda a produção para Pernambuco, em dezembro, quando a comitiva voltar. Vou ser o fotógrafo oficial mambembe
Sete de setembro de 2008
8 de setembro de 2008
O evento cívico da indepêndencia deste ano foi sofrível. O sol estava um primor: sensação térmica de quarenta graus e a umidade do ar praticamente evaporada.
Com desfiles atrasados e uma sensação de economia ou desvio de verba quando se via a desorganização, faltou ânimo até nos felizes militares. A esquadrilha da fumaça fez um apresentação versão “compacta”, faltou fanfarras, o governo do Distrito Federal apresentou uma meia dúzia de escolas xinfrins e a população foi embora bem mais cedo.
As árveres
3 de setembro de 2008
Capturei mais uma foto de um ipê (Tabebuia), desta vez branco, ali na avenida de concreto que liga nada a lugar nenhum, no meio da esplanada.
Esses ipês eram uma tentativa de participar do Concurso Itau BBA de fotografias, mas um dos ítens regulamentares é que eles prezam por fotos sem interferência humana na composição, o que, obviamente, exclui minhas chances.
É essa árveres aí embaixo:

LS: Total Eclipse of the Heart
1 de setembro de 2008
“Total Eclipse of the Heart” é uma balada poderosíssima escrita por Jim Steinman e interpretada por Bonnie Tyler no início dos anos 80 para o musical Tanz der Vampire (Vampiros tansos, em alemão). Com certeza essa LS já deflagrou muitos primeiros beijos nas décadas de 80 e 90.
Total Eclipse of the Heart — “Eclipse Totálico de um coração.”
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Turnaround, Every now and then I get a little bit lonely and you’re never coming round
Vire-se de costas, de vez em quando eu sinto uma pequena mordida sozinha e você nunca vem.
Turnaround, Every now and then I get a little bit tired of listening to the sound of my tears
Vire-se de costas, de vez em quando eu pego um pequeno pneu escutando o som das minhas lágrimas.
Turnaround, Every now and then I get a little bit nervous that the best of all the years have gone by
Vire-se de costas, de vez em quando (e sempre) mordo nervosa o melhor ano que passou
Turnaround, Every now and then I get a little bit terrified and then I see the look in your eyes
Vire-se de costas, agora eu mordo, aterrorizada e vejo um look nos seus olhos.
Turnaround bright eyes, Every now and then I fall apart
Vire-se de costas e abra os olhos, caí no chão do apartamento.
And I need you now tonight
E eu preciso de você aqui à noite
And I need you more than ever
E eu preciso de você mais do que sempre
And if you only hold me tight
E se você apenas segurar constringido [N.E.: Atente à grafia: constringido, e não constrangido]
We’ll be holding on forever
Nós nos seguraremos para o sempre
And we’ll only be making it right
E a gente fará somente o certo
Cause we’ll never be wrong together
Porque não iremos ao erro, juntos
We can take it to the end of the line
A gente pode tomar uma no ponto-final
Your love is like a shadow on me all of the time
O seu amor gosta da minha sombra no relógio
I don’t know what to do and I’m always in the dark
Eu não sei o que fazer e é sempre escuro aqui
We’re living in a powder keg and giving off sparks
A gente vive no barril [balaio? — ou seria leg e o Jim escreveu keg?] de farináceos e joga fora centelhas
I really need you tonight
Eu realmente preciso da sua noite
Forever’s gonna start tonight
Para sempre quero começar à noite
Once upon a time I was falling in love
Era uma vez eu tropecei no amor [varie com: Era uma vez um amor destronado]
But now I’m only falling apart
Mas eu apenas caí no chão do apartamento
There’s nothing I can do
Não tem nada para fazer
A total eclipse of the heart
Eclipse totálico de um coração
Once upon a time there was light in my life
Era uma vez que a luz da minha vida apagou [varie com: Era uma vez vida desapregoada]
But now there’s only love in the dark
Mas agora amo apenas o negro
Nothing I can say
Nunca falei
A total eclipse of the heart
Eclipse totálico de um coração
(…)
Momento “Loves Song”
26 de agosto de 2008
Tem uma rádio tosca em cada cidade desse Brasil que toca, diariamente, uma música em que o locutor — com voz de púnheto-falastrão — traduz em tempo real a letra melacueca supracitada.
A técnica é conhecida como Translação Temporal Afetiva (TTA) e funciona perfeitamente em corações apaixonados. (Tanto que, até hoje, essas traduções perduram pelas ondas do rádio.)
Durante um longo tempo, na crise do álcool em 1981, trabalhei como freelancer de rádios, traduzindo e reinterpretando expressões anglo-saxões em letras de músicas. Nuances, releituras e alterações viciosas para todo tipo de rádio, desde as católicas, até as ressaqueadas da era 70.
Colarei aqui, com alguma periodicidade, letras que levaram fãs a loucura, nas “love songs” do meu Brasil. A primeira, Hotel California, um clássico à parte:
Hotel California — “Hotel Califórnia”
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On a dark desert highway
“Numa rái-uêi desértica dark”
Cool wind in my hair
“vento legal no meu cabelo”
Warm smell of colitas
“odor quentinho de colitas”
Rising up to the air
“crescendo no ar”
Up ahead in the distance
“acima e à frente na distância”
I saw a shimering light
“Eu vi uma luz bruxuleante”
My head grew heavy and my sight grew dimmer
“minha cabeça cresceu pesadamente e minha vista cresceu [dimmer?]”
I had stop for the night
“eu parei para a noite”
Then she stood on the doorway
“então ela permanecia no vão de entrada da porta”
I heard a mission bell
“Eu escutei um sino missionário”
And i was thinking to myself
“e eu pensei cá comigo”
This could be heaven or this could be hell
“Isto poderia ser o céu ou o inferno”
[trocar 'céu ou inferno' por 'céu de inverno' quando rádios católicas]
Then she lit up a candle
“e ela levantou um candelabro”
And she showed me the way
“e me mostrou a vez”
There were voices on the corridor
“Havia vozes no corredor”
I thought I heard them say
“eu pensei eu ouvia-as dizer”
Welcome to the hotel California
“bem-vindos ao hotel na Califórnia”
Such a lovely place, Such a lovely place
“como um lugar amável, como um lugar amável”
(…)














































