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	<title>MadCap &#187; trilhas</title>
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	<description>A mi no me pagan por pensar.</description>
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		<title>Jalapão no Carnaval.</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 20:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este é um post figurinha. Cheio de imagens para mostrar o que é o Jalapão, uma região do Tocantins que muita gente nunca ouviu falar. No feriado do carnaval, viajamos para o Deserto do Jalapão, um parque estadual bem no meio do estado do Tocantins. A região é famosa por algumas coisas: A menor densidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2598" title="Jalapão!" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/CAPA.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p><em>Este é um post figurinha. Cheio de imagens para mostrar o que é o Jalapão, uma região do Tocantins que muita gente nunca ouviu falar.</em></p>
<p>No feriado do carnaval, viajamos para o Deserto do Jalapão, um parque estadual bem no meio do estado do Tocantins. A região é famosa por algumas coisas: <strong>A menor densidade demográfica do Brasil</strong> (algo em torno de 0,8 habitantes por km²), <strong>a gasolina mais cara do Brasil</strong> nos postos de Mateiros e Ponte Alta do Tocantins (o que já caiu por terra essa afirmação) e, obviamente, por ser o <strong>único deserto do Brasil</strong>.</p>
<p>Tem mais: o maior rio de água potável e mineral do Brasil. Tudo ali é do Brasil (ou Tocantins, como bons ex-goianos). A maior fazenda de refino de pasta base e plantio de coca e maconha do Brasil (hoje sucateada e deserta, como um bom deserto).</p>
<p>Mas não é essa desgraça toda que você aí está pensando. A região, apesar de ser de um solo extremamente pobre e composto basicamente de uma areia fina e branca, tem muito verde. E é incrível.</p>
<p><img title="Entre Arraias e Natividade, no Tocantins." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg08.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>As estradas do norte do Goiás e do sul do Tocantins são boas, mas sem carro algum. Parecem abandonadas ao tempo.</p>
<p><img title="Um posto de gasolina no meio do Tocantins." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg09.jpg" alt="" width="678" height="760" /></p>
<p>Os postos de gasolina são predominantemente de bandeira branca e indefinida. Por lá não existe muita opção, apenas necessidade. Este posto aí de cima tinha um barro bacana para entrar e sair.</p>
<p><img title="A BR perdida no meio do deserto." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg24.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Esta é uma estrada nova que liga Pindorama até Ponte Alta. Está tomando forma e a trilha sumiu. Até a ponte ogra sobre o rio Balsas virou uma nova — e sem emoção — ponte de concreto.</p>
<p><img title="Br-255, sentido Ponte Alta do Tocantins." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg18.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>E este é o pedaço sem asfalto. Continua bom!</p>
<p><img title="Sussuapara" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF0544.jpg" alt="" width="678" height="993" /></p>
<p>Esta foto é uma tentativa de panorâmica 180º a partir do nivel do riacho. É o cânion do Sussuapara, uma antiga gruta que desabou o teto e fabricou um visual único e surpreendente. O lugar é complexo demais para descrever, principalmente porque é no meio de uma planície e deserto sem nada ao redor.</p>
<p><img title="Rio Sussuapara" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF0576.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Aqui é o rio Sussuapara, perto da nascente. As águas no Jalapão são extremamente puras e cristalinas.</p>
<p><img title="Cachoeira do Lageado." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF0598.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Rio Lageado. Apesar de parecer pedra, essa formação por onde passam as águas é um misto de argila e barro. Muito mais duro do que argila e mais fácil de quebrar do que pedra. A cachoeira é surpreendente e perigosa: vacilou? escorrega e parte a sambiquira lá embaixo.</p>
<p><img title="Chapadinha" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg38.jpg" alt="" width="678" height="678" /></p>
<p>Esta é a vista comum do parque do Jalapão: um campo de cerrado sujo, poucas árvores, muitos arbustos e areia em todo o terreno. Os horizontes do parque são incríveis, quase infinitos. A amplitude visual do lugar e de tirar o fôlego.</p>
<p><img title="Vale do Rio Novo." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg37.jpg" alt="" width="678" height="441" /></p>
<p>O final da estrada para se chegar na cachoeira da velha, no Rio Novo. Nomes paradoxais, por suposto. O rio está no canto direito da foto, com cerca de 60m de largura. É o rio mais famoso e a cachoeira mais caudalosa da região. Quase uma catarata, pelo número de quedas e a largura da mesma.</p>
<p><a href="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF0719gr.jpg" target="_blank"><img title="Panorâmica da Cachoeira da Velha (clique para ampliar)" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF0719.jpg" alt="" width="678" height="222" /></a></p>
<p>Foto panorâmica da Cachoeira da Velha, em baixa velocidade e no final do dia. A força d&#8217;água é supreendente, a vazão é estrondosa e a água branca que se forma na queda consegue deixar a superfície totalmente irregular. Este é apenas metade da cachoeira (no outro lado, atrás daquelas árvores no centro-oeste da foto tem mais um outro tanto). Clique na foto para ampliar.</p>
<p><img title="Aranha de Jardim com apenas 6 pernas." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF0732.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Uma aranha simples de jardim, mas extremamente grande e velha, à noite, na prainha do rio Novo. Note que ela tem musgo e faltam as duas pernas traseiras esquerdas da mesma.</p>
<p><img title="O acampamento na prainha do Rio Novo." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg39.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>O acampamento na praia de areia do rio novo. Noite estrelada e muita conversa boa. Mesmo durante a madrugada as águas do rio não esfriavam.</p>
<p><img title="Cachoeira do rio Formiga." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg57.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Cachoeira do Rio Formiga. Águas surpreendentes e cristalinas, fundo de areia branca e o melhor, água na temperatura ideal, nem muito fria e nem muito quente.</p>
<p><img title="O grupo: 24 pessoas e 9 carros." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg85.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Os 9 carros 4&#215;4 e os 24 humanos destemidos, com a serra do Espirito Santo logo atrás.</p>
<p><img title="A clássica primeira subida das dunas." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF0951.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Um dos pontos mais visitados e batidos do Jalapão, e que mesmo assim despertam surpresa ao visitar: as dunas. Aliás, é o único lugar de todo o parque em que você nota realmente um processo inicial de desertificação.</p>
<p><img title="O pequeno riacho e as dunas." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/contra.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>As dunas são cercadas por um riacho que nasce em uma lagoa ao lado das dunas. O visual fica magnífico!</p>
<p><img title="Vista das dunas do Jalapão." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg59.jpg" alt="" width="678" height="1172" /></p>
<p>A diferença entre o serrado da serra do Espírito Santo e o deserto.</p>
<p><img title="Planta endêmica e nativa das dunas." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSC02187.jpg" alt="" width="678" height="1207" /></p>
<p>Algumas plantas que insistem em nascer no meio do areião, e não se preocupam muito com sol, calor, falta de nutrientes&#8230; Tá certo que de vez em quando morrem, como esse esqueletão acima.</p>
<p><img title="Algumas plantas secas nas dunas do Jalapão." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg60.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Mais vegetais mortos. Ao fundo, de onde vem o areião todo: a serra está literalmente esfarelando, e a areia toda acumula neste vale.</p>
<p><img title="Formação de pequenas lagoas nas dunas." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg62.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Uma das inúmeras lagoas pluviais formadas no meio do areião.</p>
<p><img title="O primeiro a rodar, ali na valeta da esquerda." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg69.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>A estrada que liga Mateiros à Dianópolis. Uma reta de quase 100km, cercada por soja e lama. O trecho de 120km foi vencido em pouco mais de 9h de viagem, com direito a rodadas e gente parando no meio do barranco (imagem acima mostra uma TR4 na valeta, na esquerda da estrada)</p>
<p><img title="A rodovia estadual no Tocantins." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg72.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>E la nave va.</p>
<p><img title="Desatolando um caminhão." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg77.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>Troller e Cherokee rebocando um caminhão da valeta. Sim, puxa tranquilo.</p>
<p><img title="Tempo feio e pé na estrada." src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/pg79.jpg" alt="" width="678" height="381" /></p>
<p>A pequena Tempestade que pegamos nos quilômetros finais da viagem. Só pra fuder mais ainda os que já estavam no bico do corvo!</p>
<p>A viagem é singular e extrema. O lugar, paradisíaco. O que sobraram foram excelentes lembranças, muitas fotos e um gostinho de voltar e explorar mais ainda.</p>
<p>A viagem é tranquila. Até pode ser feita de carro comum, como todo mundo sugere. Mas é arriscado demais. Existem trechos extremamente técnicos e vimos, por várias vezes, carros normais levando um baile para passar onde 4&#215;4 passaram sem problemas.</p>
<p>Ah, não existe estrutura alguma turística. Alguns poucos pontos de apoio, e só. Por isso amigo, <a href="http://www.korubo.com.br" target="_blank">Korubo</a> ou compre uma barraquinha tranquila.</p>
<p><a href="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-17" title="divisor" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif" alt="" width="235" height="30" /></a></p>
<p>Uns footages básicos filmados com o celular:</p>
<p>A viagem de ida (DF ~ TO):<br />
<object width="678" height="411"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/INFB8Cq5uBw?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="678" height="411" src="http://www.youtube.com/v/INFB8Cq5uBw?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Desatolando um caminhão no meio do caminho:<br />
<object width="678" height="539"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/O2ywVNF-l78?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="678" height="539" src="http://www.youtube.com/v/O2ywVNF-l78?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A volta (TO ~ DF):<br />
<object width="678" height="411"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dSUEGGHtKtk?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="678" height="411" src="http://www.youtube.com/v/dSUEGGHtKtk?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>O relento.</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2010/trilhas/o-relento/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 18:58:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Intelectual]]></category>
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		<description><![CDATA[Chegamos no alto da serra às 02h da madrugada. Era um comboio pequeno e de poucos carros. Continuar a viagem seria arriscado, mesmo porque as trilhas estavam abandonadas e incertas. A decisão de descansar um pouco foi acordada por todos. A região era impressionante: estávamos em uma crista da cadeia de montanhas, em um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegamos no alto da serra às 02h da madrugada. Era um comboio pequeno e de poucos carros. Continuar a viagem seria arriscado, mesmo porque as trilhas estavam abandonadas e incertas. A decisão de descansar um pouco foi acordada por todos.</p>
<p>A região era impressionante: estávamos em uma crista da cadeia de montanhas, em um dos pontos mais altos, rodeado por uma amplitude visual imensa. A lua estava cheia e toda a penumbra escura ganhava cores esmaecidas. O vento na região era constante e gelado, e a vegetação de altitude comprovava essa força eólica. As estrelas cintilavam como furos na lona de circo e as raríssimas luzes de propriedades rurais tentavam — em vão — competir com a beleza do firmamento.</p>
<p>Enfrentar aquela ventania gelada de montanha era uma coisa muito peculiar. A maioria do pessoal resolveu se recolher nos carros e descansar até a alvorada. Outros ainda tentaram, em vão, se recolher atrás de qualquer veículo que emparedasse aquela ventania toda.</p>
<p>A minha situação já era perdida: estava em um Willys sem portas, capota e qualquer coisa que cortasse minimamente o vento. Nem o banco de couro salvava a estadia. Não havia um único lugar a salvo. Todos os carros estavam lotados, e eu estava apenas com uma jaqueta sintética corta-vento. Ela, por motivos situacionais, não esquenta. Mesmo porque aqui no planalto central não faz esse frio todo.</p>
<p>Tentei me acomodar em uma cadeira, nem sinal de conforto. Olhei a relva seca e densa, de um capim seco e quebradiço, titubeei por um instante, mas não relutei: resolvi encontrar um local sem muita irregularidade e relativamente macio.</p>
<p>Aquele capim era perfeito! Seco como estava, mostrava uma maciez e conforto fenomenal. Puxei um pedaço de tronco de corticeira que achei na redondeza e, com um pouco de jeito consegui montar um travesseiro honesto. O melhor de tudo daquele capim era que ele isolava o frio de alguma maneira térmica que me salvou de uma hipotermia qualquer. Deitar no chão foi uma atitude bem-sucedida, pois consegui fugir da massividade do vento que cortava por cima da minha cabeça.</p>
<p>Relaxei aos poucos. Todo aquele medo de insetos, cobras, lobisomens e coisas assustadoras foram dando lugar a uma sensação de tranquilidade. Vez ou outra um avião cruzava lentamente o céu. Estrelas continuavam o pisca-piscar frenético, uma estrela cadente varou de um horizonte a outro. E assim o corpo foi relaxando. A lua caminhava lentamente para trás de uma montanha, amarelescendo aos poucos e estufando o tamanho como uma cartada final antes do desaparecer do dia.</p>
<p>Fazia muito tempo que eu não dormia ao relento, com as botas ainda calçadas e sem proteção nenhuma. Contabilize dez anos nesse cálculo. Eu tinha esquecido essa sensação tênue e ferrenha que é adaptar-se à uma natureza que não faz questão de te acolher. E se uma cobra notívaga aparecesse por ali? Um escorpião amarelo do cerrado? Ou uma daquelas lacraias ferroadoras que machucam de verdade? Nada disso conseguia arranhar o brio de uma noite nas estrelas. Era fácil reconhecer formatos e brilhos. Que estrela era aquela que piscava em vermelho? Marte, talvez. O Cruzeiro do Sul era fácil de identificar. E assim fui relembrando coisas, sentidos e sensações esquedcidas há tempos.</p>
<p>Hora ou outra eu sentia alguma coisa passear nas minhas pernas. Era um capim a zanzar com o vento ou um inseto qualquer? Nada que uma rápida agitada não resolvesse. Ah, sim, botas, bermuda e corta-vento, esqueci do detalhe indumentário.</p>
<p>O frio não me fez dormir. Perambulei pelas lembranças afagadas por novas sentimentalidades, revivi amizades que não existem há tempos.  Foi uma lenta transposição do que eu era e do que me tornei, com interpelações dignas de memoriais escusos.</p>
<p>Quando a lua resolveu se abrigar nas montanhas não consegui mais ficar imóvel. Uma é que eu tiritava de frio e tudo tremia em meu corpo. Outra é que a imagem era belíssima. Saquei a câmera e lá fui tentar retratar aquele momento. É claro que uma foto não consegue — nem de longe  — contar a amplitude sensorial que o evento e a carga emocional ali abrigava. Mas, mesmo assim, segui adiante. O alvor começava a avermelhar o horizonte e mais um dia encetava sem que ninguém saboreasse aquilo comigo.</p>
<p>Quando o primeiro raio de sol atravessou o brumado e me atingiu, foi como o petardo de uma aduela que se assenta sobre o capitel ao estilingar de uma frécha. O calor me invadiu os póros e toda aquela sensação frienta deu lugar ao aconchego arrepiante de um abraço calorento veementíssimo.</p>
<p>O intrépido pernoitar vivenciado assim, sem muito esperar.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-17" title="divisor" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif" alt="divisor" width="235" height="30" /></p>
<p>Algumas fotos que resumem todo o amontoado de letras aí em cima:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2122" title="DSCF5242" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF5242.jpg" alt="DSCF5242" width="678" height="679" /><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="DSCF5243" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF5243.jpg" alt="DSCF5243" width="678" height="679" /><img class="aligncenter size-full wp-image-2124" title="DSCF5244" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF5244.jpg" alt="DSCF5244" width="678" height="679" /><img class="aligncenter size-full wp-image-2125" title="DSCF5241" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/DSCF5241.jpg" alt="DSCF5241" width="678" height="679" /></p>
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		<title>Rodovia DF-205</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 15:21:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lá pelas tantas, no meio do carnaval: Brasília e suas rodovias magníficas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1884" title="DF-205" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/df-205.jpg" alt="DF-205" width="678" height="678" /></p>
<p>Lá pelas tantas, no meio do carnaval: Brasília e suas rodovias magníficas.</p>
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		<title>Trilha do Lenhador</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 20:51:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Domingo reunimos uma turma de pessoas que não gostam de ficar em casa sem fazer nada e seguimos rumo ao Lenhador, na região da Fercal. O espaço é muito democrático, para carros, motos, bikers e loucos. Deu muitas chapas legais, o que comprova a teoria do &#8220;final de semana desplugado é o melhor que há!&#8221;: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Domingo reunimos uma turma de pessoas que não gostam de ficar em casa sem fazer nada e seguimos rumo ao Lenhador, na região da Fercal. O espaço é muito democrático, para carros, motos, bikers e loucos.</p>
<p>Deu muitas chapas legais, o que comprova a teoria do &#8220;final de semana desplugado é o melhor que há!&#8221;:</p>
<p><script>flash(65)</script></p>
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		<title>Santa (e bela) Catarina</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 17:18:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse titulo de post era um slogan antigo da secretaria de turismo de Santa Catarina.  E não é puxar a sardinha para o meu lado, mas a realidade é que esse pequeno estado brasileiro tem um apelo turístico incrível. Para você ter uma idéia do que eu estou falando, veja a pequena viagem que fiz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse titulo de post era um slogan antigo da secretaria de turismo de Santa Catarina.  E não é puxar a sardinha para o meu lado, mas a realidade é que esse pequeno estado brasileiro tem um apelo turístico incrível. Para você ter uma idéia do que eu estou falando, veja a pequena viagem que fiz com minha mulher e minha irmã: saímos de Florianópolis, atravessamos vários quilómetros de praias desertas até chegar ao Farol de Santa Marta, um reduto neo-hippie e SurfBro de primeira qualidade.</p>
<p>Aliás, o Farol de Santa Marta continua com um atendimento excelente, almoços regados à frutos do mar com preços atrativos e com as praias ainda intocadas.</p>
<p>Do litoral nos atracamos por Gravatal, que é uma cidadezinha termal com águas quentes e hotéis honestos, parques aquáticos e uma variedade cultural incrível. Gravatal na verdade é uma cidade estratégica para subir a serra entre Grão-Pará e Urubici.</p>
<p>A Serra do Corvo Branco é uma estrada de 50km, não pavimentada, que liga a região litorânea até a serrana. A subida é esculpida em um paredão que varia em pouco mais de 1200m em relação ao nivel do mar em apenas 30km de percurso. Alguns trechos da subida são assustadores, porque é parede de rocha de um lado, três metros de largura na estrada e um precipício de 300m do outro lado.</p>
<p>Aí em cima da serra tudo muda: o clima fica ameno, a vegetação abre para araucárias centenárias e mata de altitude, a cabeça dói, você continua subindo e o GPS avisa que estamos a quase 1800m acima do nível do mar. A estrada acaba novamente, agora em uma base militar da aeronáutica chamada CINDACTA II, restrita, de frente para uma das paisagens mais impressionantes da serra geral, que é o morro da igreja.</p>
<p>Paramos em Urubici, em um hotel que tem calefação em todo lugar que você consegue olhar, lareiras, fogões à lenha. E não é por menos, a cidade tem o recorde oficial de cidade mais fria do Brasil, com temperatura registrada de -14°C. E fotos de neve por tudo.</p>
<p>A volta, segundo o meu GPS doidão, poderia ser por estrada pavimentada ou por um caminho que ele deu certeza que era viável. Uma estrada de terra de 50km, beirando escarpas, fazendas incríveis e um caminho que afinava cada vez mais.</p>
<p>Descemos a serra do Rio do Rastro, via Bom Jesus da Serra. Estrada clássica, concretada, com 12 curvas completas de 180°. Pra mim um dos trechos de estrada mais bonito do Brasil.</p>
<p>Retorno tranquilo para Florianópolis: praia do Rosa, do Ferrugem, Garopaba e Guarda do Embaú.</p>
<p>Clássicas.</p>
<p>E tudo isso em apenas dois dias.</p>
<p>Praia, dunas, estradas de terra, trilhas, travessia de rios, serra, escarpas, 4&#215;4, altitude e aventura ao extremo. E meu GPS não poderia ser mais aventureiro e louco do que já é.</p>
<p>Abaixo algumas fotos e dois pequenos videos da subida do Corvo Branco e a descida do Rio do Rastro. A noção da magnitude dessa aventura não chega aos pés do que é ao vivo. Mas fica o aperitivo.</p>
<p><script>flash(64)</script></p>
<p><object width="678" height="408"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6erEgFuJuvU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6&#038;hd=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6erEgFuJuvU&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6&#038;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="678" height="408"></embed></object> </p>
<p><object width="678" height="408"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PxfKsuFGkl8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6&#038;hd=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PxfKsuFGkl8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6&#038;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="678" height="408"></embed></object> </p>
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		<title>Álbum: Trilha das Bruxas</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 01:04:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[trilhas]]></category>
		<category><![CDATA[jipe]]></category>
		<category><![CDATA[passeio]]></category>

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		<description><![CDATA[Final de semana rolou a Trilha das Bruxas, promovida pelo Jeep Clube de Brasília. Muitos carros, início às 21h, jantar servido pontualmente às 04h30, acampamento armado até as 05h30. Nascer do sol e só três horas de sono, mas com a alma lavada e muitas fotos. Melhor que isso, só Faustão com um saco de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Final de semana rolou a Trilha das Bruxas, promovida pelo <strong>Jeep Clube de Brasília</strong>. Muitos carros, início às 21h, jantar servido pontualmente às 04h30, acampamento armado até as 05h30. Nascer do sol e só três horas de sono, mas com a alma lavada e muitas fotos.</p>
<p>Melhor que isso, só Faustão com um saco de pipocas de microondas no sofá da sala.</p>
<p>Fotos estouradas, com a câmera do CCD apodrecido e ISO altíssimo para congelar com a lente escura.</p>
<p><script>flash(62)</script></p>
<p>Tem um video, com as 682 fotos tiradas em 06h de trilha:</p>
<p><object width="678" height="408"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ds2KbeZ1-aI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6&#038;hd=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ds2KbeZ1-aI&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6&#038;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="678" height="408"></embed></object></p>
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