<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>MadCap &#187; pessoais</title>
	<atom:link href="http://www.madcap.com.br/category/pessoais/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.madcap.com.br</link>
	<description>A mi no me pagan por pensar.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 11 Feb 2012 02:20:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.3</generator>
		<item>
		<title>A história do Rock´n´Roll</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2010/pessoais/a-historia-do-rock%c2%b4n%c2%b4roll/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2010/pessoais/a-historia-do-rock%c2%b4n%c2%b4roll/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 13:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[discurso]]></category>
		<category><![CDATA[ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/?p=1829</guid>
		<description><![CDATA[Não sou muito de criticar, elogiar ou indicar filmes e shows aqui no blog, pois tenho um gosto assumido de besouro. Eu sou tão ignorante e eclético que consigo entender e gostar de coisas que não combinam entre si, tipo presunto com geléia. Ou música clássica com Pena Branca &#38; Xavantinho. Mas uma recomendação pessoal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou muito de criticar, elogiar ou indicar filmes e shows aqui no blog, pois tenho um gosto assumido de besouro. Eu sou tão ignorante e eclético que consigo entender e gostar de coisas que não combinam entre si, tipo presunto com geléia. Ou música clássica com Pena Branca &amp; Xavantinho.</p>
<p>Mas uma recomendação pessoal de show que assisti <em>on-demand</em> dias atrás valeu muito para resgatar uma porção da minha infância e juventude: O <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt1556240/" target="_blank"><strong>25th Rock and Roll Hall of Fame Concert</strong></a> </em>gravado em duas noites no <em>Madison Square Garden</em>, Nova Iorque em outubro do ano passado.</p>
<p>É uma dessas produções pedantes da HBO com o Tom Hanks apresentando (que seria melhor ter colocado um roqueiro falastrão no lugar), mas a evolução musical do show é bem harmoniosa.</p>
<p><em>Jerry Lee Lewis</em> abre o show com as grandes bolas de fogo, seguidos por <em>Crosby, Stills,  Bonnie Raitt, Jackson Brown, James Taylor, Stevie Wonder, Smokey Robinson, BB King, John Legend, Sting, Jeff Beck, Paul Simon, Dion DiMucci, Graham Nash, David Crosby, Little Anthony, Simon and Garfunkel, Aretha Franklin, Annie Lennox, Metallica, Lou Reed, Ozzy Osbourne, Ray Davies, U2, Bruce Springsteen, Patti Smith, Will.i.am, Fergie, Mick Jagger, Jeff Beck, Buddy Guy, Billy Gibbons, Sting, Bruce Springsteen, E Street Band, Sam Moore, Tom Morello, Darlene Love, John Fogerty e Billy Joel.</em></p>
<p>Como ainda não apareceu no Brasil, assista uma versão alternativa <strong><a href="http://thepiratebay.org/torrent/5232933/25th_Anniversary_Rock_and_Roll_Hall_of_Fame_Concert_x264_720p_mk" target="_blank">via torrent <em><span style="font-weight: normal;">(7.96GB &#8211;  HDTV 720p &#8211; mkv)</span></em><span style="font-weight: normal;">.</span></a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2010/pessoais/a-historia-do-rock%c2%b4n%c2%b4roll/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Expedição Willys 2009</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2009/fotografia/expedicao-willys-2009/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2009/fotografia/expedicao-willys-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 13:34:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[jipe]]></category>
		<category><![CDATA[passeio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/?p=1780</guid>
		<description><![CDATA[“Quatro quebras por hora. Parou por mais de 10 minutos, camba e continua!” Essas eram as palavras de ordem para a terceira Expedição Willys de Brasília, um evento monomarca e exclusivo, onde apenas Jeeps, camionetas Rural e picapes F-75 — todos Willys — poderiam fazer parte do comboio. Estavam inscritos 62 veículos, em um sábado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>“Quatro quebras por hora. Parou por mais de 10 minutos, camba e continua!”</strong> Essas eram as palavras de ordem para a terceira Expedição Willys de Brasília, um evento monomarca e exclusivo, onde apenas Jeeps, camionetas Rural e picapes F-75 — todos Willys — poderiam fazer parte do comboio.</p>
<p>Estavam inscritos 62 veículos, em um sábado ensolarado, precedido de uma semana e meia de chuvas, o que rendeu excelentes poças, alagados e muita lama. A Expedição saiu de Brasília, viajou por 130 quilômetros de terras e trilhas até as margens da represa Corumbá IV, em Goiás.</p>
<p>Meu 4&#215;4 é japonês, mais novo, com ar condicionado, cheio de firulas automatizadas.  O contraste era visível quando embarquei como fotógrafo e zequinha, a bordo de um CJ5 ano 62, militar. O nhéco-nheco da suspensão, a lama que entrava por todas as frestas possíveis, a poeira, lata rangendo, a precariedade do limpador do pára-brisa, basculante, tudo era singular e contagiante.</p>
<p>A cada parada, meia dúzia de jipes aparecia com os capôs abertos: gente futricando no motor, regulando uma ou outra coisa. Sangria de freio, lixadinha no platinado, reparo no carburador, radiador furado, bomba fraca. Tudo detectado e arrumado com velocidade e praticidade impressionante.</p>
<p>No meio da viagem um expedicionário perdeu uma roda traseira. Quebrou a ponta de eixo, o que inutilizou o veículo. Prontamente inventaram uma amarra do pára-choque traseiro do jipe estragado no pára-choque dianteiro de outro jipe, testaram a firmeza e pronto! Com apenas três rodas seguiram viagem até o vilarejo mais próximo.</p>
<p>A chegada foi triunfal, em uma pousada magnífica à beira da represa. Com 12h de viagem, sujos, cansados, enlameados e empoeirados, cozidos do sol sob as capotas escuras, mas com um sorriso de satisfação por ter vencido mais uma trilha cheia de imprevisibilidades.</p>
<p>Para fechar com chave de ouro, piscina com vista panorâmica, causos e o merecido aconchego de uma confortável cama.</p>
<p>Depois desta aventura entendi porque este evento se repete pela terceira vez, e que, com toda certeza, vai se repetir por muitos outros anos: os três organizadores (Ademar, Eraldo e Otamir), são, em sua essência, jipeiros apaixonados por um hobby excêntrico e prazeiroso: proprietários de jipes velhos de guerra.</p>
<p>E só quem experimenta pode entender essa paixão.</p>
<p><script>flash(63)</script></p>
<p><object width="678" height="408"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XmYJy3_owL8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6&#038;hd=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/XmYJy3_owL8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x2b405b&#038;color2=0x6b8ab6&#038;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="678" height="408"></embed></object> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2009/fotografia/expedicao-willys-2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Eu tenho um alter-ego</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/eu-tenho-um-alter-ego/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/eu-tenho-um-alter-ego/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[alter-ego]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Intelectual]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/eu-tenho-um-alter-ego/</guid>
		<description><![CDATA[Meu alter ego é esbelto e elegante. Não tem residência fixa, é verdade. Faz exercícios físicos todo dia, anda, dorme até tarde e come tudo o que dá vontade. Meu alter ego não tem dinheiro, sobrevive de bicos como ghostwriter e viaja o mundo de carona. O mundo! Meu alter ego fala seis idiomas com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu alter ego é esbelto e elegante. Não tem residência fixa, é verdade. Faz exercícios físicos todo dia, anda, dorme até tarde e come tudo o que dá vontade. Meu alter ego não tem dinheiro, sobrevive de bicos como ghostwriter e viaja o mundo de carona.</p>
<p>O mundo!</p>
<p>Meu alter ego fala seis idiomas com uma fluência avassaladora: aprendeu um dialeto na Polinésia em apenas 8 meses.</p>
<p>Não tem muitas posses: uma mochila muito resistente mas velha, uma calça jeans desbotada, algumas camisetas brancas, um tênis verde musgo muito confortável e anti-derrapante e um canivete suíço original, com 27 funções, que ganhara de um finlandês em Antíqua. Tem um computador portátil que não funciona a bateria, tela monocromática e muito velho. É assim que meu alter-ego faz frila.</p>
<p>Tem um costume risca-de-giz que vale mil oitocentos e e oitenta e nove e noventa. Caro, muito caro. Carrega junto. E você não conseguiria imaginar as festas que meu alter ego conseguiu entrar com esse traje.</p>
<p>Meu alter ego não gosta de mim e fica tentando me dominar, mas eu sou mais forte que ele.</p>
<p>Mentira.</p>
<p>Eu sou fraco, muito fraco.</p>
<p>Meu alter ego terminou o curso superior mas procrastina a bendita colação de grau. Ele às vezes se aventura em algum palco, tem muito talento. Meu alter ego sabe desenhar e canta como ninguém. Meu alter ego — se quisesse — poderia ser bem sucedido como empresário, advogado, publicitário, médico, dono, patrão, spalla, mascate, pirata ou astronauta.</p>
<p>Meu alter ego daria um ótimo professor, se quisesse.</p>
<p>Meu alter ego poderia ficar famoso, poderia ganhar o Nobel de literatura, se quisesse.</p>
<p>Meu alter ego poderia viver de arte, se quisesse.</p>
<p>Meu alter ego ganharia leôes em Cannes e kikitos em Gramado, se quisesse.</p>
<p>Mas ele é louco, apaixonado, independente, desvairado, intenso, insaciável, amicíssimo, afável, bondoso, enérgico às vezes e não se preocupa com costumes cotidianos.</p>
<p>E prefere viver de vida.</p>
<p>Incrível, não? </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/eu-tenho-um-alter-ego/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Slowmotion hyperbole</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/slowmotion-hyperbole/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/slowmotion-hyperbole/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 16:28:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>
		<category><![CDATA[asfalto]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/slowmotion-hyperbole/</guid>
		<description><![CDATA[Luz do carro cortada de supetão. Carro da esquerda freia rápido, tênis no meu pára-brisa, freio eu, desesperado. Retrovisor projeta o horrível balançar de um corpo que flutua no ar. Lentamente gravado em minha memória. Sim, um atropelamento, na pista ao meu lado. Não tenho medo, não tenho receio do que aconteceu. Do carro branco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luz do carro cortada de supetão. Carro da esquerda freia rápido, tênis no meu pára-brisa, freio eu, desesperado. Retrovisor projeta o horrível balançar de um corpo que flutua no ar. Lentamente gravado em minha memória.</p>
<p>Sim, um atropelamento, na pista ao meu lado. Não tenho medo, não tenho receio do que aconteceu. Do carro branco sai uma mulher. Assustada, mãos no rosto. Ainda não acredita. </p>
<p>Menino negro. Tamanho de 11, idade de 14. Sem os tênis. Calça rasgada, costas à mostra e camiseta na cabeça. </p>
<p>Ela, do carro branco? Vestida de branco, estudante de humanas. Tremendo. </p>
<p>Menino respira sangue. Cheiro violento de cola. Anestesiado. </p>
<p>Dezenas de carros páram, pessoas atônitas, imóveis novamente ao redor.</p>
<p>Duas baforadas, parou. Sem pulso, lanterninha do cheveiro nos olhos. Pupila dilata. Olhar de suplício. Ela assusta-se com a inércia. Ouvidos escorrem vermelho. Cheiro de sangue e cola. Voláteis.</p>
<p>&#8220;Chamei a ambulância&#8221; avisa o homem de terno e gravata grená.</p>
<p>Rosto inchado, hematomas, imóvel. Resgate rápido, ambulância e polícia. Classe quatro. </p>
<p>Preciso perguntar, quero a resposta que já sei. </p>
<blockquote><p>&#8220;O que vai ser, oficial?&#8221;<br />
&#8220;Clinicamente morto. Mas a gente não diz isso para ninguém.&#8221;<br />
&#8220;É o hospital quem diz&#8230;&#8221;<br />
&#8220;Afirmativo&#8221;</p></blockquote>
<p>BO, perícia, burocracia, trânsito rapidamente se dissipa. Acabou. Eu, a moça de branco, que tremia, e a vida, encostados no carro:</p>
<blockquote><p>&#8220;Efêmera a vida.&#8221;<br />
&#8220;Ele morreu, não é?&#8221;<br />
&#8220;Ainda não, vai morrer ali no PS.&#8221;<br />
&#8220;Então morreu&#8230; Nunca vi alguém morrer.&#8221;<br />
&#8220;Medicina?&#8221;<br />
&#8220;Sim, segundo período.&#8221;</p></blockquote>
<p><center><img src='http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif' alt='divisor' /></center><br />
Voltando e no rádio os versinhos honestos: <em>&#8220;&#8230;sometimes you win, sometimes you lose&#8230; N&#8217; I´ll wait for you&#8230;&#8221; </em>A vida é efêmera e realista.</p>
<p><center><img src='http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif' alt='divisor' /></center><br />
Não era o radinho. Era eu cantando. Nem existe música com aquela letra. Fiquei com medo de ser &#8220;eu&#8221; o realista demais.</p>
<p><center><img src='http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif' alt='divisor' /></center><br />
A vida está estranha novamente. A gente encontra a luz e ela, depois, apaga-se em palavras presas. Luz que se estatela em versos e rimas. Palavras doces que perdem o brilho. E ainda fechamos os olhos. E mais a procura de luz (encontro sempre) e mais os versos a tragam. Versos de vida, lágrimas esfaceladas pela luz (ou falta dela). Luzes dispersas. Talvez uma escuridão tenra e sorrateira, que continua sempre a repetir, sem sentimentos ou rodeios: &#8220;Vem, seu lar é aqui&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/slowmotion-hyperbole/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Informe Publicitário</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/informe-publicitario-3/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/informe-publicitario-3/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 19:31:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Pererinha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/?p=934</guid>
		<description><![CDATA[Tenho um amigo chamado Pererinha. Ele é meio esquisitão, mas muito gente boa. Eu o conheci quando ele fez a besteira de entrar na empresa onde eu trabalhava. O pior é que ele ficou amigo do Jéfson outra flor incheirável. E a gente estragou ele. O cara, que outrora era afável e bondoso, tornara-se mesquinho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho um amigo chamado <strong>Pererinha</strong>. Ele é meio esquisitão, mas muito gente boa. Eu o conheci quando ele fez a besteira de entrar na empresa onde eu trabalhava. O pior é que ele ficou amigo do Jéfson outra flor incheirável.</p>
<p>E a gente estragou ele. O cara, que outrora era afável e bondoso, tornara-se mesquinho, alcoólatra, cheio de manias estranhas e trejeitos malévolos.</p>
<p>Chegou ao fundo do poço quando <s>matou um colega de trabalho</s> descobriu que a empresa em que ele trabalhava não lhe garantiria uma aposentadoria cheia de mordomias. Largou a posição profissional, virou desempregado, foi despejado e perdeu a dignidade ao começar a furtar guloseimas em mercados e feiras.</p>
<p>Mas a vida é cheia de sorte e revés, o jovenzinho conseguiu se reerguer, largou a bebida, empregou-se novamente, garantiu renda, casou.</p>
<p>Mas ainda está passando um perrengue danado.</p>
<p>E por conta disso ele resolveu ter <a href="http://www.helpmetobuyamacbookpro.com/" target="_blank">a brilhante idéia de mendigar fundos</a> para seu sonho mais promíscuo e esvoaçante: comprar um MacBook Pro.</p>
<p><a href="http://www.helpmetobuyamacbookpro.com/" target="_blank">Criou um site</a>, meteu o tutano para relembrar das aulas de CCAA de trás dos montes e pá! Fundou uma nação de um domínio só com seu <a href="http://www.helpmetobuyamacbookpro.com/" target="_blank">pedido oficial de ajuda</a>.</p>
<p>Como a gente sempre sacaneou ele com montagens (o Pererinha era, de longe, a figura mais iconoclasta da empresa que sofria montagens engraçadas, como esta logo abaixo) Agora chegou a hora de se redimir.</p>
<p><a href="http://www.helpmetobuyamacbookpro.com/" target="_blank">Ajude-o</a> na inclusão digital com o <strong>Apple da Familia</strong>. Divulgue nas listas do Yahoo, do Google Groups, parentes abastados, gente fina da melhor qualidade. Ele merece.</p>
<p>Enquanto isso postarei, semanalmente, montagens pertinentes que a gente fazia dele:</p>
<p><center><img class="aligncenter size-full wp-image-935" title="Pererinha, do site http://www.helpmetobuyamacbookpro.com/" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/danza-charlitos.gif" alt="Pererinha, do site http://www.helpmetobuyamacbookpro.com/" width="375" height="455" /></center></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/informe-publicitario-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O meu CD autografado</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/o-meu-cd-autografado/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/o-meu-cd-autografado/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 May 2009 19:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[CD]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/?p=870</guid>
		<description><![CDATA[Minha formação musical é baseada em muitas vertentes culturais: a herança clássica dos muitos LPs de sinfonias completas do meu pai; o rock clássico das fitas K7 do meu irmão; o &#8220;DracmaSound&#8221; e o pop oitentista do meu tio Mauro; as intermináveis tardes remixando meia duzia de setlists para festinhas de garagem, rotuladas à pincel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha formação musical é baseada em muitas vertentes culturais: a herança clássica dos muitos LPs de sinfonias completas do meu pai; o rock clássico das fitas K7 do meu irmão; o &#8220;DracmaSound&#8221; e o pop oitentista do meu tio Mauro; as intermináveis tardes remixando meia duzia de setlists para festinhas de garagem, rotuladas à pincel atômico para as perfeitas noites-inesqueciveis-impossíveis de inverno.</p>
<p>Eu não sabia, mas toda vez que eu sampleava algumas músicas em fitas diversas, na discolândia de um amigo meu (que por sua vez emprestava do estoque os LPs para minhas fitas) eu exercia a famigerada quebra de direitos autorais.</p>
<p>É claro que nem ele nem eu, naquela cidade de interior, sabíamos que era algo fora-da-lei.</p>
<p>Assim eu conheci muitas músicas resquício dos anos 80. O bom e velho rock&#8217;n'roll, as batidas eletro-pop-musik herdadas dos kraftwerks, localismos como os gauchescos Cascaveletes, Engenheiros, Nenhum de nós.</p>
<p><img class="size-full wp-image-871 alignright" title="ritchie" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/ritchie.jpg" alt="ritchie" width="313" height="282" />E ai tinha alguns clássicos como Ritchie, e seu abajur cor de carne. Que é o camarada da foto ao lado. Autografada.</p>
<p>Eu lembro que bem no começo do século, quando a internet ainda era bela e os bichos ainda falavam, O Ritchie postava em um <a href="http://www.blogar.com.br" target="_blank">blog</a> (quando blog também era uma coisa que não existia). Eu falei para ele que tinha uma versão da musica dele ripada de um LP que foi ripada de um k7 que foi ripada para mp3. Ele até foi gente boa em falar para não disseminar no Kazaa!</p>
<p>25 anos depois eu tenho, finalmente, uma versão de &#8220;Menina Veneno&#8221; dentro da lei. Edição de luxo, remasterizado, com encarte e comentários de todas as músicas. Autografado.</p>
<p>Fica aí, babando.</p>
<p><center><img class="aligncenter size-full wp-image-17" title="divisor" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif" alt="divisor" width="235" height="30" /></center></p>
<p>Tá, vou dar uma colher de chá: acesse ai o <a href="http://www.ritchie.com.br/" target="_blank">site do Ritchie</a> e peça o seu online. Você recebe em casa, autografado. E aí você pode justificar aquela <em>richie-menina_veneno.mp3</em> que tem lá naquela sua pasta c:\mp3\brasileiras-sortidas\ Mesmo porque não é todo artista musical que sobrevive de luz, não é mesmo?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/o-meu-cd-autografado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O dia da marmota</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/o-dia-da-marmota/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/o-dia-da-marmota/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 May 2009 14:52:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[velharia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/?p=853</guid>
		<description><![CDATA[Depois que inventaram os demoníacos telefones que suportam MP3, praticamente todo mundo tem uma musiquinha, efeito especial ou qualquer outra maracutaia sônica ridícula nos antros do telemóvel. Antes mesmo da tecnologia MP3 e da tela colorida povoar a realidade telefônica nacional, eu sempre imaginava ter um telefone com alguns toques específicos. Um deles era o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois que inventaram os demoníacos telefones que suportam MP3, praticamente todo mundo tem uma musiquinha, efeito especial ou qualquer outra maracutaia sônica ridícula nos antros do telemóvel.</p>
<p>Antes mesmo da tecnologia MP3 e da tela colorida povoar a realidade telefônica nacional, eu sempre imaginava ter um telefone com alguns toques específicos. Um deles era o inicio da musica <a href="http://www.vimeo.com/3562385" target="_blank">Time</a>, do Pink Floyd. Outro, era o áudio do despertador do filme &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0107048/" target="_blank">Groundhog Day</a>&#8221; (Feitiço do tempo, 1993) com Bill Murray.</p>
<p><a href="http://www.madcap.com.br/GHD.rar" target="_blank"><img title="Clique aqui para baixar (465kb)" src="http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/music.png" alt="Clique aqui para baixar (465kb)" hspace="5" width="48" height="48" align="right" /></a>Como eu nunca achei esse barulho, resolvi extrair o som  para colocar no meu despertador diário. Resultou em um arquivo pequeno, que está escondido e compactado no ícone da flecha com fones de ouvido ao lado. Meio mega de puro saudosismo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/o-dia-da-marmota/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vamo que vamo</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/vamo-que-vamo/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/vamo-que-vamo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 May 2009 15:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/?p=850</guid>
		<description><![CDATA[É, rapaziada. Dois anos de MadCap.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É, rapaziada. Dois anos de MadCap.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/vamo-que-vamo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>R.Valentino</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/rvalentino/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/rvalentino/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 20:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/?p=711</guid>
		<description><![CDATA[Há locais difíceis de descrever. Uns porque não são em nada inspiradores, outros porque, precisamente pelo contrário, por serem especiais deveras, nos deixam a sensação de que tudo o que dissermos ou é pouco ou é excesso (e ambas as situações são igualmente negativas). Ou pior: que aquilo que aformamos é uma amálgama de clichês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há locais difíceis de descrever. Uns porque não são em nada inspiradores, outros porque, precisamente pelo contrário, por serem especiais deveras, nos deixam a sensação de que tudo o que dissermos ou é pouco ou é excesso (e ambas as situações são igualmente negativas). Ou pior: que aquilo que aformamos é uma amálgama de clichês que já ninguém quer ouvir.</p>
<p>E é por isso que hoje, muito tempo depois de perceber essa conciência absorta é que conto a história dos meus locais seguros, honestos e reconfortantes.</p>
<p>Meu nome é R. Valentino. Admirável, eu sei. Acabei de ser entrevistado por <strong>Donald Guthwell</strong>, um dos gênios metamórficos e contemporâneos da internacional revista <em>Économie et Affaires</em>. Ao som de <em>Medeski, Martin &amp; Wood</em>, ao vivo — é claro. Conversamos sobre economia, dólares, mulheres e as esquisitices mundanas. Exatamente como o protocolo de uma entrevista na Itália carcamana deve tomar corpo.</p>
<p>Ele foi embora. Aliás, a taquígrafa-secretária que ele trouxe à tira-colo engambelou meus pensamentos. Despediu-se com um <em>&#8220;Ciao!&#8221;</em>, a <em>ragazza</em>, de arrepiar a pantufa da nuca. Desapareci em segundos com um <em>Listrac-Médoc</em> da adega e duas taças. Sempre duas, nunca se sabe o que há por aí.</p>
<p>Todos se retiraram. As luzes se apagaram, as lamparinas tremeluzem como se o esforço hercúleo para iluminar o paçadisso fizesse honra por notar.</p>
<p>Aqui onde estou é a Sardenha. A Sardenha exclusiva e intocada, quero ressaltar. O lado virgem e inocente. O mar cor tem a cor da verde esmeralda, a inacessível vegetação mediterrânea, as rochas rosadas que roçam a areia branca em cada balangandar de ondas e os perfumes da murta e do lentisco exprimem a quintessência do exclusivo onde me hospedo. Um refúgio de relvado bem cortado, que desanda em degraus sobre a praia, limítrofe de um jardim com passadiço em madeira, um pouco arcada e empenada, que despontam como manchas imaculadas por entre o verde do pinhal e o azul do mar (que outrola chamei de esmeralda), levam-me para lugares longinquos.</p>
<p>A vida complexou-se muito ao meu redor. Recebi uma enxurrada luxuosa e cultural que às vezes nem noto-me mais na essência. Sei me portar à mesa e comer com mais de 28 talheres. Travo entendimento e discorro assuntos em meia dúzia de idiomas com um cretinismo vil. Degustei <em>Lafite Rothschild´66</em> no <em>Alain Ducasse au Plaza Athénée</em> em 2001. Beijei uma atriz famosa, ano retrasado. E não foi por acidente.</p>
<p>Então deparo-me aqui, nesta suite gigantesca, a navegar por um pretérito perfeito.</p>
<p>Algumas fotos afanadas da internet, em páginas abandonadas, onde apareci fantasiado de múmia, com umas 10 ataduras de gaze. Ou quando atolamos um jipe velho no meio de uma fazenda no mais profundo e inabitado vale da nossa cidade.</p>
<p>Na página de um amigo que há muito tempo não converso (mas acompanho por uma rede social privada) apareço rindo. A lengenda dizia: <em>&#8220;Velhos tempos que não voltam mais&#8230;&#8221;</em></p>
<p>Reticências&#8230;</p>
<p>Aliás, tenho nos meus favoritos do computador portátil uma lista interminável de velhos amigos. Acompanho-os de longe, na surdina, sem ser notado. Sei o passo de cada um, o ânimo, a vida social, pública e pessoal. Quem casou, descasou. Morreu.</p>
<p>Não consigo mais, e juro que tentei inúmeras vezes, voltar às velhas amizades.</p>
<p>Hoje vivem no passado, atualizado como um <strong>F5</strong> <em>refreshned</em>, para que eu não esqueça.</p>
<p>Minhas amizades, hoje vinculações de caráter exclusivamente social, são ligadas por cifras, safras e comprometimentos: um preço que pago pela complexidade da evolução.</p>
<p>E toda noite vivo essa busca fantásmica pela internet. Às vezes procuro amigos que ainda não se conectaram. Não receberam convites para exporem as vidas na rede social. Não se cadastraram em servidores de grupos de mensagens. Não escrevem para diários virtuais. Mas busco-os diariamente, na esperança de que ingressem. Como uma sede por saber mais deles, sem que eles me vejam como um menino curioso à beira da cerca.</p>
<p>Descobri que a rádio lá da cidade do interior onde vivi, está na internet. Ao vivo. A programação continua a mesma. Final de noite e o clássico &#8216;Love Songs&#8217; corta-me o coração com as baladinhas congeladas de 15 anos atrás.</p>
<p>Quer saber? Vou ligar para lá.</p>
<blockquote><p>&#8220;Voltamos, ouvinte na linha quem fala?&#8221;</p>
<p>&#8220;Valentino!&#8221;</p>
<p>&#8220;De qual bairro, Valente?&#8221;</p>
<p>&#8220;Aqui da vila sardinha!&#8221;</p>
<p>&#8220;Qual a música e para quem?&#8221;</p>
<p>&#8220;Toca aí <em>What´s Up do 4 Non Blondes</em>, dedico para quem quiser remoer o passado!&#8221;</p></blockquote>
<p>A bela voz esganiçada e rouca de Linda Perry ecoa por meu imaginario, fazendo-me viajar por milhas e anos até a garagem da festa da vassoura em que eu beijei uma ex-namorada qualquer.</p>
<p>Há locais difíceis de descrever. Uns porque não são em nada inspiradores, outros porque, no final de todas as contas e ponderações, apenas existem no imáginário. E a cada dia monto-os e desmonto-os como bem quero. Cenários, complexidades, emoções. Um mundo companheiro, fictício e viciante, em minha pequena vida solitária. Que existiu um dia e como tudo mais, jamais voltará a ser a sombra do que já foi um dia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2009/pessoais/rvalentino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Coentro</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2008/pessoais/coentro/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2008/pessoais/coentro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 16:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[invencionices]]></category>
		<category><![CDATA[reclamando]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/?p=552</guid>
		<description><![CDATA[Odeio coentro. Tenho total aversão pelo gosto, pelo cheiro, pelo formato mimético e copiado da salsa. O coentro (na medida certa) é como pimenta (em excesso) na comida: consegue inocular seu aroma fétido e gosto execrável, inibindo o sabor original do pobre alimento. Mas nem tudo é pessimismo pessoal: descobri que aquele cheiro-de-peido que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Odeio coentro. Tenho total aversão pelo gosto, pelo cheiro, pelo formato mimético e copiado da salsa. O coentro (na medida certa) é como pimenta (em excesso) na comida: consegue inocular seu aroma fétido e gosto execrável, inibindo o sabor original do pobre alimento.</p>
<p>Mas nem tudo é pessimismo pessoal: descobri que aquele <em>cheiro-de-peido</em> que o coentro exala é muito pior para a saúde do que eu imaginava.</p>
<p>Simone Weil <em>(Cf. <strong>Simone Weil,</strong> <span style="text-decoration: underline;">Plantes toxiques et leur bel-mortels plaisirs</span>, 1997, p. 476)</em> bem explica os efeitos devastadores que o uso constante da umbelífera <em>(Coriandrum sativum)</em> exerce no metabolismo humano:</p>
<blockquote><p>Jusque-là, il n&#8217;y avait pas un travail d&#8217;enquête sur la variété de plante glabreux. La coriandre <em>(Coriandrum latine)</em> de la famille des ombellifères, dont les feuilles &#8211; utilisée comme assaisonnement ou de saveur &#8211; une forte odeur, et dégage une grand caractéristique lorsqu&#8217;il est utilisé en cuisine.</p>
<p>Cette odeur vient du mélange des alcaloïdes pirrolizidíniques (une substance toxique produite dans le processus de bio-synthèse de la plante) avec du cyanure d&#8217;hydrogène (qui produit la forte odeur des amandes amères à partir des feuilles macérées).</p>
<p>Au cours des sept années de recherche (1989 à 1996) a montré que la consommation continue de coriandre peut conduire à une cirrhose, avec un risque élevé de cancer de parvenir à la destruction totale des cellules du foie</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Au départ, la recherche a pour but d&#8217;identifier la présence de la toxine dans les plantes séchées herbier récoltés dans la cité scientifique de Villeneuve-d&#8217;Ascq (Université Lille Nord-de-France). Plus tard une analyze ont été mis dans 185 spécimens de plantes dans la nature, prises à différents moments de l&#8217;année et dans différents pays.</p>
<p>Les tests de laboratoire pour déterminer la présence d&#8217;alcaloïdes alliés de cyanure dans les plantes et de démontrer leurs méfaits ont été les plus exhaustives de recherche menées par l&#8217;Weil et avec les efforts des experts multidisciplinaire dans les domaines de la chimie, la toxicologie et l&#8217;histologie de Lille.</p>
<p>Pour l&#8217;identification des alcaloïdes et le cyanure, un processus qui a été utilisé est, d&#8217;abord, avec du méthanol à préparer un extrait de la plante, la chaleur et il analysera les différents composés chimiques de la vapeur dans un chromatographe en phase gazeuse couplée à un détecteur (spectrophotomètre) de masses. Ensuite, en utilisant des techniques de résonance magnétique nucléaire du proton et du carbone 13, isolé et caractérisé dix types d&#8217;alcaloïdes et de quatre différents types de cyanure (y compris le cyanure de potassium (KCN) et de cyanure de sodium (NaCN); changements C ≡ N et ion-ion CN) entre les composés chimiques, plus la réalisation des extraits purifiés de la substance.</p>
<p>L&#8217;étape suivante consistait à effectuer les tests toxicologiques, avec l&#8217;injection d&#8217;alcaloïdes dans 140 rats, dix pour chaque type de substance seule. Il est appliqué dans différentes doses chaque cobaye, afin de mieux suivre et d&#8217;évaluer l&#8217;effet de la toxine dans le corps de l&#8217;animal.</p>
<p>Enfin, les rats ont été sacrifiés et le foie soumis à histologiques analyze, pour évaluer l&#8217;état microscopique de cellules. Weil a été constaté au moment où les dommages aux organes des animaux qui avaient reçu des doses plus élevées de l&#8217;alcaloïde.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>La combinaison avec les alcaloïdes et cyanure hepatoxiques sont différents, c&#8217;est-poison mortel pour le foie. La toxine bloque la circulation du sang dans le corps et nuire à son fonctionnement.</p></blockquote>
<p>Agora a empenhada e livre tradução do trecho documental da revista cientifica <em>québécois</em>, cometida por nossa artífice francófona Émile Maraneur:</p>
<blockquote><p>Até então, não havia um trabalho investigativo sobre essa variedade de planta glabra. O coentro (do latim <em>coriandrum</em>) da família das umbelíferas <em>(Coriandrum sativum)</em> cuja folha — usada como tempero ou condimento — exala um odor forte e característico quando utilizado na culinária.</p>
<p>Esse odor é proveniente da mistura de alcalóides pirrolizidínicos (uma substância tóxica produzida no processo de bio-síntese da planta) com cianeto de hidrogênio (que produz o forte cheiro de amêndoas amargas das folhas maceradas).</p>
<p>Durante os sete anos de pesquisa (1989 a 1996) foi comprovado que o consumo contínuo do coentro pode provocar a cirrose hepática, com alto risco de chegar ao câncer através da destruição total das células do fígado.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Inicialmente a pesquisa procurou identificar a presença da toxina em plantas desidratadas colhidas no herbário da <em>Cidade científica Villeneuve-d&#8217;Ascq (Universidade Lille  do norte da França)</em>. Posteriormente foram postas em análise 185 exemplares de plantas <em>in natura</em>, colhidas em diferentes épocas do ano e em diferentes países.</p>
<p>Os exames laboratoriais para identificar a presença de alcalóides aliados a cianetos nas plantas e comprovar seus malefícios constituíram a parte mais exaustiva da pesquisa conduzida por Weil e com o esforço multidisciplinar de especialistas das áreas de química, toxicologia e histologia da Lille.</p>
<p>Para a identificação dos alcalóides e cianuretos, foi empregado um processo que consiste, inicialmente, em preparar com metanol um extrato da planta, aquecê-lo e analisar os diferentes compostos químicos contidos no vapor em um cromatógrafo gasoso acoplado a um detetor (espectofotômetro) de massas. Depois, com o uso de técnicas de ressonância magnética nuclear de próton e de carbono 13, isolou e caracterizou dez diferentes tipos de alcalóides e quatro tipos diferentes de cianetos (Inclusive cianeto de potássio (KCN) e cianeto de sódio (NaCN); as variações C≡N e íon íon CN-) entre os compostos químicos, conseguindo obter extratos purificados da substância.</p>
<p>O passo seguinte foi realizar os ensaios toxicológicos, com a injeção dos alcalóides em 140 ratos, dez para cada tipo de substância isolada. Aplicaram-se doses diferentes em cada cobaia, para poder melhor controlar e avaliar o efeito da toxina no organismo do animal.</p>
<p>Por último, os ratos foram sacrificados e seus fígados submetidos a análises histológicas, para avaliação microscópica do estado das células. Foi quando Weil pôde constatar os danos causados aos órgãos dos animais que haviam recebido doses maiores de alcalóide.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>A combinação dos alcalóides com os cianetos diversos são hepatóxicos, ou seja, venenos mortais para o fígado. A toxina obstrui a circulação sangüínea no órgão e compromete seu funcionamento.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2008/pessoais/coentro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quando as coisas fogem do controle</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/quando-as-coisas-fogem-do-controle/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/quando-as-coisas-fogem-do-controle/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 17:34:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/quando-as-coisas-fogem-do-controle/</guid>
		<description><![CDATA[O meu avô — pai da minha mãe — é uma das pessoas que mais admirei neste mundo. Um polacão sagaz e sentimental. Aprendi com ele a subir em ameixeiras, o que me rendeu uma das mais fantásticas fotos que tenho de minha infância. Ele adorava todos os netos, e todo mundo viva grudado no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu avô — pai da minha mãe — é uma das pessoas que mais admirei neste mundo. Um polacão sagaz e sentimental. Aprendi com ele a subir em ameixeiras, o que me rendeu uma das mais fantásticas fotos que tenho de minha infância. Ele adorava todos os netos, e todo mundo viva grudado no pescoço dele.</p>
<p>Ninguém ficava indiferente com suas traquinagens. Ele era poliglota, falava dialetos longíqüos, direto dos neologismos que perfeitamente assimilam-se com algum idioma que já se tenha falado em algum lugar da Terra. Assim mesmo, inventava palavras e dava uma risada gostosa, com cara de malandragem mesmo. Misturava seu polaquês puxado em italiano e com um pouquinho da engasgação alemã. Foi combatente da segunda guerra. Apesar do avião dele nunca ter saído do brasil para o <em>front</em> de batalha. Detalhes. </p>
<p>O homem daria inveja ao professor Pardal: sabia consertar rádio velho valvulado. Sabia consertar rádio novo transistorizado. Sabia consertar disc-man, guarda-chuva, televisão, radiola, aspirador, video-cassete, microondas, motor de carro velho e brinquedos. </p>
<p>Mas o mimo de suas peripécias era a fabricação de violinos. São verdadeiras obras de arte!</p>
<p>Ele era um luthier. Acho que nunca soube desse titulo, uma pena. Seria algo a mais para ele contar.</p>
<p>Esculpia cravilhas, afinava a madeira pela batida dos nós dos dedos. Trabalhava com paciência em cada peça. Dedicava toda sua arte aos instrumentos. E sabia tocar. Lançava sonoras valsinhas polonesas, clássicos de cordas. Tudo em um impecável instrumento. </p>
<p>Gosto muito dele. Ele sabia o que era ser companheiro. E seus amigos gostavam muito dele. Ele era muito amado. </p>
<p>O meu avô era maravilhoso.<br />
<center><img src='http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif' alt='divisor' /></center></p>
<p>Final de semana estive com meu avô materno. Como sempre foi um momento muito bom, apesar do problema de saúde que o acomedeu. A gente conversou pouco dessa vez. Hora que nos despedimos, pedi a bença, uma coisa que quase nunca fiz na vida, bem comum na vida dele. </p>
<p>&#8220;Deus te abençoe, meu filho.&#8221;</p>
<p>&#8220;Cuide-se, vô!&#8221;</p>
<p>&#8220;Pode deixar.&#8221;</p>
<p>Aí descobri, bem naquele momento em que saí pela porta do quarto do hospital, que nem todas as despedidas precisam ser tristes. Mesmo as definitivas.</p>
<p>Hoje meu avô faleceu.<br />
<center><img src='http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif' alt='divisor' /></center></p>
<p>Fiquei triste, é verdade. Mas sorri ao relembrar as peripécias que aprontávamos juntos. Ele era um homem bom, simpático e, apesar da imensa tristeza do momento, sorri ao lembrar dele. Chorar em um momento como esse seria injusto com o homem alegre que ele foi.</p>
<p>O mundo é uma bela escola que nos ensina muito. Eu já sabia que ele iria partir. Aquele quadro clínico dele, no hospital era desanimador. Mas, mesmo assim, ele vinha com as suas, para cima dos médicos: &#8220;Como está hoje, José?&#8221; &#8220;Bem melhor!&#8221;</p>
<p>Fica a belíssima lembrança e a sensação de felicidade por todos os anos que convivemos juntos e por ter sido um avô tão incrível para mim.<br />
<center><img src='http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif' alt='divisor' /></center></p>
<p><center><object width="500" height="418"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QBhqk0ZwS_E&#038;rel=1&#038;color1=0x5d1719&#038;color2=0xcd311b&#038;border=0"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QBhqk0ZwS_E&#038;rel=1&#038;color1=0x5d1719&#038;color2=0xcd311b&#038;border=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></center></p>
<p><center><img src='http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/filigram.gif' alt='divisor' /></center><br />
<img src='http://www.madcap.com.br/wp-content/uploads/vo-ze.jpg' alt='Até mais, velho.' /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/quando-as-coisas-fogem-do-controle/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vida revista</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/233/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/233/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2007 16:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/233/</guid>
		<description><![CDATA[Avalio o que já fiz até hoje. Claro que me arrependo de inúmeras situações que poderiam ter mudado minha vida. Mas arrependeria-me de ter arrependido, pois algumas outras coisas não teriam existido. Foram frutos bons de situações ruins. Foi o beijo que não dei, o beijo que dei. Palavras ásperas, profanadas com um orgulho bestial. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Avalio o que já fiz até hoje. Claro que me arrependo de inúmeras situações que poderiam ter mudado minha vida. Mas arrependeria-me de ter arrependido, pois algumas outras coisas não teriam existido. Foram frutos bons de situações ruins. </p>
<p>Foi o beijo que não dei, o beijo que dei. Palavras ásperas, profanadas com um orgulho bestial. Palavras doces, quando deveriam ser sutis e realistas. E-mails não respondidos, amores não correspondidos. O inóspito ignorado, o grito não dado, o sinal furado. O medo do futuro, a paciência do passado. A dor do &#8220;não&#8221; recebido em hora errada, a multa por velocidade.</p>
<p>Minha plenitude humana é baseada em retrospectivas e avaliações paramétricas da alma. E os fatos de maiores reflexões são os que aproximam a conturbada notoriedade de minha vivência, com a linha tênue da imaginação desejada! E assim vivo, revivo e reclamo constantemente. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/233/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Em um ponto qualquer</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/em-um-ponto-qualquer/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/em-um-ponto-qualquer/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2007 17:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/em-um-ponto-qualquer/</guid>
		<description><![CDATA[Aquele terraço de um prédio passado era infinitamente grande. Edifício majestoso, com um imenso e inútil terraço. Ali cabia, eu, meus amigos e nossas conversas regadas a um bom jazz. Blues outras vezes. O prédio era quase que uma super-república de estudantes. Nossa missão no mundo naquela época era estudar muito, tomar todas, arrumar mulheres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aquele terraço de um prédio passado era infinitamente grande. Edifício majestoso, com um imenso e inútil terraço. Ali cabia, eu, meus amigos e nossas conversas regadas a um bom jazz. Blues outras vezes.</p>
<p>O prédio era quase que uma super-república de estudantes. Nossa missão no mundo naquela época era estudar muito, tomar todas, arrumar mulheres devassassas e principalmente burlar a lei.</p>
<p>E sempre que começava a escurecer, lá estava, contemplando o pôr-do-sol, de cadeira de praia, toda a rapaziada. Que programa! A gente podia sempre contar um com o outro, e isso só acontecia porque havia irmandade na ação. Éramos muito desmedidos, não calculávamos as ações e suas consequências. </p>
<p>E sempre tinha coisa diferente acontecendo. Era época do explosão de vendas de aparelhos telefônicos celulares. Com um papel alumínio, alguns códigos malucos digitados e um fio ligando o telefone ao aparelho de som, podíamos rastrear e escutar conversas telefônicas. E em sua maioria, homens conhecendo mulheres de programas.</p>
<p>Outras vezes, lunetas e voyeurismo para vizinhas incautas saindo do banho.</p>
<p>Ríamos muito, de tudo. E bastava apenas um gesto, um som. O humor, do nada passava por cima da gente, e ríamos como retardados. As estrelas eram mais brilhantes, os aviões gigantes passavam mais perto, ali no 25° andar, o nosso andar, nosso terraço. </p>
<p>Tinha vez que gastávamos as economias com fogos de artifício. E quando levávamos algumas amigas loucas para dançarem a noite inteira? Ficávamos vendo, observando seus movimentos, suas expressões. Problema é que ríamos mais do que flertávamos. E isso atrapalhava em muito.</p>
<p>E o terraço se perdeu, um dia. Um de nós passou em um vestibular em outra cidade. Foi embora. E ali a razão do tempo sobre nossas vidas estava se mostrando. A imortalidade, imoralidade e infinidade do terraço definhava em seus últimos risos. </p>
<p>E não houve uma última vez em que nos encontramos lá em cima. Simplesmente ao mesmo tempo, vivendo cada dia de terraço como se fosse o último, nunca mais apaercemos. E isso não foi combinado. Assim crescemos. A vida colocou responsabilidades, as amizades inconseqüentes dispersaram-se. E toda a risada ficou para trás, toda a cumplicidade, o prazer das coisas ilícitas, a fragilidade da intimidade de uma boa e verdadeira amizade, para trás, uma lembrança.</p>
<p>Não houve despedidas. Cada um rumou para seu destino, cada um arrumou sua namorada, seu tom sério. Um morreu, deixando somente bons momentos. Outro, sumiu para a europa. Ficou aquele terraço vazio. Cheio de histórias, verdades e segredos que ninguém contaria melhor do que aqueles sete desocupados do bloco B.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/em-um-ponto-qualquer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Musicalidade</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/musicalidade/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/musicalidade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2007 17:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/musicalidade/</guid>
		<description><![CDATA[Uma das pessoas que mais admiro neste mundo é o Nhô Guépe, José ou simplesmente Seu Zé. Um polacão vivido, sagaz e sentimental. Desde que me lembro, já conhecia aquele sujeito. Ele ficara amigo de meu pai nos áureos tempos de juventude. Acho até que foi minha mãe quem o apresentou. E aprendi com ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das pessoas que mais admiro neste mundo é o Nhô Guépe, José ou simplesmente Seu Zé. Um polacão vivido, sagaz e sentimental. </p>
<p>Desde que me lembro, já conhecia aquele sujeito. Ele ficara amigo de meu pai nos áureos tempos de juventude. Acho até que foi minha mãe quem o apresentou. E aprendi com ele a subir em ameixeiras, o que rendeu-me umas das mais fantásticas fotos que tenho de minha infância. </p>
<p>E sabe que o Nhô Guépe é uma daquelas pessoas carismáticas? Ri quando está feliz, chora quando está triste. Nem que seja escondido. </p>
<p>E você não consegue ficar indiferente com suas traquinagens. Ele é poliglota, fala dialetos longíquos, direto dos neologismos que perfeitamente assimilam-se com algum idioma que já se tenha falado em algum lugar da Terra. Assim mesmo, inventa palavras e dá uma risada gostosa, com cara de malandragem mesmo. Mistura seu polaquês puxado em italiano e com um pouquinho da engasgação alemã. </p>
<p>O homem dá inveja ao professor pardal: sabe consertar rádio velho valvulado. Sabe consertar rádio novo transistorizado. Sabe consertar disc-man, guarda-chuva, televisão, radiola, aspirador, video-cassete, microondas, motor de carro velho e brinquedos. </p>
<p>Mas o mimo de suas peripécias é a fabricação de violinos. São verdadeiras obras de arte!</p>
<p>Esculpe cravilhas, afina a madeira pela batida dos nós dos dedos. Trabalha com paciência em cada peça. Dedica toda sua arte aos instrumentos. E sabe tocar. Lança sonoras valsinhas polonesas, clássicos de cordas. Tudo em um impecável instrumento. Ele vende cada um por um salário mínimo. Foi a forma de sempre acompanhar a inflação e não preocupar a cachóla com variações cambiais, desvaloriações do dolar et al. E o que é UM salário? Unzinho. Já vendeu para freiras, italianos turistas, músicos da sinfônica do Paraná. Decoradores que nunca tirarão um acorde da peça.</p>
<p>Gosto muito dele. Ele sabe o que é ser companheiro. E seus amigos gostam muito dele.</p>
<p>Ah, o Zé é meu avô materno.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/musicalidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Recado</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/recado/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/recado/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jul 2007 19:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/recado/</guid>
		<description><![CDATA[Quando amei — e amei de verdade — aquela mulher, toda a plenitude de minh&#8217;alma transbordava em córregos de êxtase e paixão. Mas ela nunca percebeu. Agora, anos mais tarde, a seda de sua voz me faz tremer o que estava à deriva do passado. Mostra-me um amor incontido e uma angústia dantesca em busca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando amei — e amei de verdade — aquela mulher, toda a plenitude de minh&#8217;alma transbordava em córregos de êxtase e paixão. </p>
<p>Mas ela nunca percebeu.</p>
<p>Agora, anos mais tarde, a seda de sua voz me faz tremer o que estava à deriva do passado. Mostra-me um amor incontido e uma angústia dantesca em busca de um atrasado amor não correspondido. Não correspondido não. Correspondido deveras. Correspondido de uma maneira tão trôpega e carente que talvez a cegou drasticamente.</p>
<p>Agora é tarde. </p>
<p>Nossas vidas mudaram, minha cara. Seu destino aflorou, sua alma cresceu. </p>
<p>E almas crescidas não carregam paixões adolescentes à tiracolo.</p>
<p>Jamais.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/recado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aos cacos de mim</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/aos-cacos-de-mim/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/aos-cacos-de-mim/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Jul 2007 14:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/aos-cacos-de-mim/</guid>
		<description><![CDATA[O desejo traz uma lembrança um tanto quanto irresistível e triste do que ainda não fui. E no meu acalento desalmado — porém irresistível — conheço a saudade que me dói, corrompe e me faz assim, levemente sofrer. Traz desejo, ainda que sorrateiro, uma palavra que não se deixa audível, uma palavra que faz as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O desejo traz uma lembrança um tanto quanto irresistível e triste do que ainda não fui. E no meu acalento desalmado — porém irresistível — conheço a saudade que me dói, corrompe e me faz assim, levemente sofrer.</p>
<p>Traz desejo, ainda que sorrateiro, uma palavra que não se deixa audível, uma palavra que faz as vezes de tudo e me faz sofrer.</p>
<p>E se traz, que mate de uma vez o que não é mais meu. Assim não luto nem insisto. Apenas, aos cacos de mim — e quem sabe do coração, ora, por que não? — mostro o quanto sou freguês, vulnerável e seu.</p>
<p>Só assim, para que assim, me seja isso.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/aos-cacos-de-mim/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O texto apoucado &#8212; a crônica estregueta</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/o-texto-apoucado-a-cronica-estregueta/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/o-texto-apoucado-a-cronica-estregueta/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2007 14:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/o-texto-apoucado-a-cronica-estregueta/</guid>
		<description><![CDATA[A escrita que se apresenta neste blog segue caminho clássico. Não gosto de tomá-lo como simples diário pessoal, mas textos assim seguem com aprazível fluência nas palavras. Pessoalidades sempre inibem-me em vorazes palavras, é verdade. Mas hoje é diferente. Falemos das crônicas absortas que insistem em não apresentar-se de modo preferível neste espaço destinado justamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A escrita que se apresenta neste blog segue caminho clássico. Não gosto de tomá-lo como simples diário pessoal, mas textos assim seguem com aprazível fluência nas palavras. </p>
<p>Pessoalidades sempre inibem-me em vorazes palavras, é verdade.</p>
<p>Mas hoje é diferente.</p>
<p>Falemos das crônicas absortas que insistem em não apresentar-se de modo preferível neste espaço destinado justamente para isso.</p>
<p>O que acontece é que ainda sofro de um intrínseco vínculo de sentimentos ao escrever. E ultimamente meus sentimentos estão embaralhados. Aliás, embaralhados e mostrando-se de uma forma muito mais explícita que o normal. E aí, quando vejo que o que escrevi era pura emoção incontida, ou apago tudo por birra, ou mando para ela. </p>
<p>Aliás, alguns belíssimos textos, para ela. A atenção, confesso, para ela. </p>
<p>E assim, apesar de tanto tentar, escrevo e escrevo muito. Ou imagino e imagino muito. Mas enquanto essas idéias não decantarem só um pouquinho, continuarei embaralhando e presenteando-a com essas sentimentalidades que ainda não conseguiria postar aqui.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/o-texto-apoucado-a-cronica-estregueta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A mentira desregrada</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/a-mentira-desregrada/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/a-mentira-desregrada/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2007 14:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/a-mentira-desregrada/</guid>
		<description><![CDATA[Quando pequeno, minhas aventuras batiam pé com Munchausen, o barão. Todas as histórias fantásticas que eu contava pareciam tão irreais ou ficcionais que logo achavam que era mentira desregrada. As histórias eram reais. Meu mundo infantil foi tão absurdamente rico que, se eu contasse tudo que aconteceu realmente, ninguém acreditaria. De fato eram histórias apimentadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando pequeno, minhas aventuras batiam pé com Munchausen, o barão. Todas as histórias fantásticas que eu contava pareciam tão irreais ou ficcionais que logo achavam que era mentira desregrada. As histórias eram reais. Meu mundo infantil foi tão absurdamente rico que, se eu contasse tudo que aconteceu realmente, ninguém acreditaria.</p>
<p>De fato eram histórias apimentadas com um pouco de imaginação. E pense comigo: como um menino que tinha mania de morder braços alheios prenderia a atenção de adultos ao narrar alguma coisa? Criando aditivos forçosamente interessantes em historietas comuns. Só assim me levariam a sério.</p>
<p>Eu adorava escutar as histórias dos adultos. Tudo para desconstruí-los e remontá-los, como em uma nova e diferente aventura. Meu avô era quem mais histörias novas contava.</p>
<p>— Pare de mentir moleque, isso é feio!<br />
— Deixa ele&#8230; criança que mente tem futuro brilhante!</p>
<p>Ora ora, ledo engano.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/a-mentira-desregrada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sentimentos embaralhados</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/sentimentos-embaralhados/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/sentimentos-embaralhados/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2007 16:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/sentimentos-embaralhados/</guid>
		<description><![CDATA[Hoje, como em todos os outros hojes e quaisquer ontens, nada mais de desatinos para me refugiar a alma. Um dia mareado como os olhos que insistem em molhar um rosto ainda virgem e trôpego de palavras amarelecidas. Sentimentos meus ou mais meus, e a vã tentativa de apenas apagar o quadro em uma revirginidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, como em todos os outros hojes e quaisquer ontens, nada mais de desatinos para me refugiar a alma.</p>
<p>Um dia mareado como os olhos que insistem em molhar um rosto ainda virgem e trôpego de palavras amarelecidas. Sentimentos meus ou mais meus, e a vã tentativa de apenas apagar o quadro em uma revirginidade de olhos recompostos.</p>
<p>Dia após dia.</p>
<p>Perfeito de uma nova visão, creio aqui. E creio ainda que esta luz e essa hora e este momento e todas as vidas que em perpétuos ufanismos pairam estejam neste meu ser.</p>
<p>Hoje estou sentimentando suas escolhas em azuis olhares que pousam assim, na face que a casaria com o homem onde sempre sonhara morar.</p>
<p>Hoje.</p>
<p>E a perfeição atônita as vezes confunde a realidade mais que perfeita com uma onda de sonhos. Sonhos que encaram de olhos vidrados o amanhã que, seja o que for, será outra coisa. Sempre outra coisa, sempre outros sonhos.</p>
<p>Olhos vidrados e sonhos recompostos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/sentimentos-embaralhados/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Menos, demais, eu.</title>
		<link>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/menos-demais-eu/</link>
		<comments>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/menos-demais-eu/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2007 16:23:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Spegel</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/menos-demais-eu/</guid>
		<description><![CDATA[Esse descaso me faz abandonar muitos dias bons no cais da melancolia. Aquelas pessoas rôtas não me conhecem mais. Não conseguem mais distinguir qual o meu real significado de vivência. Existi em um mundo ignorado que apenas me mostrou que o ignorado era eu no mundo. Lentos e lentos mundos desconexos em pensamentos que ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse descaso me faz abandonar muitos dias bons no cais da melancolia.</p>
<p>Aquelas pessoas rôtas não me conhecem mais. Não conseguem mais distinguir qual o meu real significado de vivência. Existi em um mundo ignorado que apenas me mostrou que o ignorado era eu no mundo. Lentos e lentos mundos desconexos em pensamentos que ainda assim não me deixaram despedir do caixeiro ou daquela rica donzela do café das quatro.</p>
<p>Era tudo falso. Não existiu a tal moça. O café era mentira. E a minha vida ignorada nem sequer estava ali. </p>
<p>E isso não foi criado à toa. As letras não vagam sozinhas. </p>
<p>Calderon de la Barca diz: </p>
<p><strong><em>      &#8220;que farão pelo que ignoro<br />
       se pelo que sei me enterram&#8221;.</em></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.madcap.com.br/2007/pessoais/menos-demais-eu/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

