MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.
O Vão do Moleque é a comunidade quilombola kalunga de acesso mais difícil e complicado da região da Chapada dos Veadeiros e Cavalcante. Em uma grande depressão com 300m acima do nível do mar, a região é cercada por paredões de chapadas que alcançam mais de 1300m de altura, rios belíssimos de água transparente e uma exuberância de flora e fauna intocáveis.
Este feriado foi dia de conhecer a região, em uma expedição organizada pelo Jeep Clube de Brasília, com a participação de 30 veículos 4×4.
O primeiro impacto foi saber que uma mineradora de Manganês alargou e meteu pontes na estrada que circula o parque. Alem de transformar toda a marginal do trajeto em um imenso monocromático marrom, acabou com a magia de transpor riachos de águas transparentes com o carro.
Já no acampamento, outra frustração: o governo gastou um belo dinheiro para fazer, no meio do nada, uma extensa pista de pouso para “ajudar a população kalunga”. Na época da reeleição, pousou ali aviões com medicamentos, médicos, dentistas, suprimentos, alimentos básicos. Hoje, a pista serve apenas como parte da antiga estrada que ali passava.
Muitas fotos, como sempre:
O comboio reunido.
Estrada de terra para o Vão do Moleque
Estrada de terra para o Vão do Moleque
Estrada de terra para o Vão do Moleque
Detalhe do pneu de um dos carros
Uma das paradas do comboio antes da descida da serra
Pegada no talco.
Flores de beira de estrada, que duram menos de um dia coloridas e depois ficam cobertas com a poeira-talco que os carros levantam.
Reagrupamento do comboio.
Mata-burro.
Paisagem do alto da chapada.
Uma das minúsculas flores que aparecem nesta época do ano.
Um arbusto típico da região, conhecido como chuverinho
Uma das minúsculas flores que aparecem nesta época do ano.
Vista do início da descida da serra sentido Vão do Moleque.
Uma camionete antiga cruza o comboio com várias crianças na caçamba.
Entardecer na estrada, contornando a descida.
Raios de sol rasgam a poeira levantada pelos veículos.
Uma das poucas retas da descida, com o vão ao fundo.
Último reagrupamento do comboio antes de anoitecer.
Últimos raios de sol durante uma travessia do MMCC – MitsubixoMadCapCar
comboio esperando a travessia noturna de um dos muitos rios que cruzam a estrada.
Parede riscada à pedra de talco.
Mantimentos e material escolar doados pelo JCB à escola local.
Mantimentos e material escolar doados pelo JCB à escola local
Dois filhotes subnutridos que circulam as redondezas da escola.
Detalhe da construção típica kalunga, com folhas de buriti como telhado e paredes de adobe.
fogão à lenha.
Detalhe do desenvolvimento das espigas de milho no solo árido da região.
Uma das cadeiras da sala de aula
Povo do JCB conversando com um casal Kalunga
O catolicismo fervoroso faz parte das crenças kalungas.
Parte do comboio junto à camionete antiga dos kalungas
Um garfo com os dentes entortados, pregado na parede.
Três sacas de arroz, safra de subsistência para consumo até o final do ano.
Pessoal do JCB tomando um café na cozinha de uma casa kalunga.
Parte do comboio original em frente à escola da comunidade Kalunga
A exuberância da natureza no trajeto de volta.
A estrada tem algum tipo de sinalização, como esta placa.
Toyouta Bandeirante chegando no Mirante Nova Aurora
Jeep Cherokee chegando no mirante Nova Aurora
André e Fabi “mirando” no mirante Nova Aurora.
Mercearia de Portugal, um secos e molhados na saída de São João D´Aliança
O carro, feliz da vida que foi brincar na caixa de areia =)
Panorâmica do mirante Nova Aurora, ponto de salto de vôo livre.
E um vídeo onboard do MMCC, o carro com a trilha sonora original mais descolada da carretera:
Pedro Martinelli postou um texto rápido falando de “fotografar ou não fotografar” arco-íris. Ontem as condições climáticas desta Brasília tempestuosa ficaram propícias para um intenso começo de arco-iris no lusco-fusco do final de tarde. Estava sem câmera, sem celular, sem latinha alguma para montar uma pinhole e o sol acabaria trás dos montes em menos de 1 minuto.
Saquei o N95 da vizinhança de mesa e voilá. Deu no que deu a foto abaixo:
Como dizem os fotógrafos do O Globo: Celular não presta para fotografia.
Não entendo como as pessoas conseguem pobretizar e acabar com a magia do cinema ao assistir filmes gravados precariamente com filmadoras em cinema e reproduzidos em porcos monitores de 15 polegadas, com um fone de ouvido pregado na orelha.
É covardia.
Eu queria fazer um vampiro emo que não gosta de sangue. Ai descobri que isso é um clichê tão batido e difundido que praticamente 1 a cada 5 vampiros são emo.
Então montei um vegan. Mas, a cada 10 destes afetados, 6 são frutinhas.
Então esse vampiro que vá tomar no cu:
Aliás, esse blog tá foda. Tem muita ilustração e foto. Texto que é bom, esquecidos constantemente em algum canto da minha cabeça, sem chances de recuperar algum dia.
Modo Tuíta ligado: O cão labrador Rico entende NÃO como MÃO. Já viu né.
Por falar em twitter: sabia que eu sou associado ao Twitter? Pois então, up-to-date que sou, lá tenho um terreninho. Que jamais usarei, fique claro.
Final de semana bate-e-volta para a Chapada dos Veadeiros, região inóspita, mística e cheia de cabeludo rastareaggae louco da bola.
Bom, foi a vez de estrear a Lafuma vermelhona em acampamento selvagem e visitar algumas cachoeiras mais complicadas de chegar.
Cachoeira do Macaquinho e Catarata dos Couros no itinerário. Projeto completado com sucesso. Fotos, logo abaixo. Como sempre. Dois vídeos simples, você pode acessar no meu canal do YouTube aqui e aqui.
A ponte meio que caiu, meio que ficou… E a gente meio que voltou.
O Vitara do Ricardo atravessando uma região inóspita da trilha.
Chuveirinhos recém floridos.
As duas ambulâncias, de frente para um vale gigatesco, verdulento e imponente.
Uma flor de verdade que parece de mentira e um pulgãozinho.
Mais uma daquelas aranhas que acreditam no seu mimetismo.
Celia, Ricardo, Larissa, cachoeira do macaquinho zureta ao lado, em baixa velocidade.
Uma lagarta que não tá nem aí para seu mimetismo. Deve ter razões óbvias para tal.
Todo o orvalho de uma noite úmida no cerrado.
No meio da subida de um dos platôs em direção à Catarata dos Couros
Flores do cerrado caídas na areia das margens do rio.
O Salto do Itiquira é uma cachoeira de 168 metros de altura que fica em um parque municipal da cidade de Formosa-GO. Lá o turismo é predatório e a natureza foi toda adaptada com caminhos, vias, pontes, banheiros, chafarizes para banhos, estacionamento, restaurante, lanchonete, quiosque com tranqueiras.
O bom de tudo isso é que você chega rapidinho no poço principal onde o salto despenca. Pode ir até de chinelo-de-dedo que não tem problema. É um programa ideal para quando se está com preguiça para uma aventura maior. Bom para criançada, grupos grandes, idosos.
A foto acima é uma panorâmica, tirada do lado direito do salto, onde encana um vento ferrenho. A dificuldade técnica de tirar uma boa foto por lá é interessante, porque o vento que a movimentação da água faz molha todo o equipamento fotográfico em segundos.
Quando o Victor abandonou Mars¹ e voltou para São Paulo, perdi um pouco do meu tino fotográfico. A gente sempre saía em safaris por Brasília e região atrás de peculiaridades e conceitos visuais para fotografar. E quem leva fotografia como um hobby mais sério sabe que tem muita coisa que é constrangedora e complicada. Foto de gente por exemplo.
Então a gente estava no bar do famoso cruzamento da Ipiranga com a São João, já meio tchuco do bom chopp que tem por lá, quando alguém da mesa teve a brilhante idéia: “Bóra tirar foto da Célia no Museu do Ipiranga?”
No outro dia lá estávamos nós, com a Célia maquiada, vestida de não-sei-o-quê-do-passado e com uma asa preta que achamos na loja de fantasias.
Não sei se seguimos a risca a idéia e o conceito visual programado. Mesmo porque não deixaram a gente tirar fotos por lá, uma vez que qualquer câmera um pouquinho maior (ou um rebatedor) já caracteriza que o fotógrafo é profissional. E a pérola: “Nesse chafariz só pode tirar uma foto pra book, porque é monumento tombado.”
Book foi foda.
¹Mars foi a melhor definição para Brasília que já ouvi: o planeta vermelho.
*”Black and Tan Fantasy” é um jazz de James Newton que aparece no album The Africa Flower de 1985.
You told me wed go to Rio
And you said it so charismatically
I know its me thats the nightmare
So fight fair or have some decency
Sao Paulo | Why am I bringing me down?
Sao Paulo | If I drink any more I will drown
Sao Paulo | Why cant I fight truth decay?
Sao Paulo | My life is just one big cliche
“Sao Paulo” pede desculpas à cidade que o grupo Morcheeba conheceu e não gostou (But I just act apologetically (…) / Another stain on my passport).
São Paulo é assim: uma metrópolis dinâmica, sem tempo para nada. Prédios clássicos e antigos contrastando com viadutos concréteos sólidos como pano de fundo. Novidades, diferenças, lugares cheirosos e outros nem tanto. Gente feia, gente bonita, gente esquisita, gente diferente.
Pobreza, e muita. Mas que consegue manter uma simbiose tensa com a próle que circula atrasada.
Chove. Alaga. Esquenta e não venta. A noite é dia, se você quiser. As lojas têm o que você precisa. E o que você nem precisa, mas gosta. Os marronzinhos são ariscos. O Playcenter está morrendo. O Tietê ainda fede. A Sé agora tem seguranças. Dom Pedro não tem mais a espada na praça do Museu do Ipiranga.
São Paulo tem Ferrari. Bentley, Maserati, Aston Martin, Porsche. Tem Lada 92 conservado. Moto a dar com o pé. Lasanha com feijoada e o Bar Brahma na esquina da música do Caetano. Espaço para todos. Voz para quem quiser. Criminalidade, presteza e cordialidade. Solidariedade. Chuva ácida e o treme-treme.
Tem o Mojica, tem os estrelinhas da MTV correndo no Ibirapuera. Tem urubu-pescador. Tem a paulista que tem o Asterix que tem 590 tipos diferentes de cervejas do mundo.
Tem quem goste da cidade. Tem quem odeie. E São Paulo não vai com a cara de todo mundo não, meo.
São Paulo Railway, encravado nos metais da Estação da Luz.
Estação da Luz.
Trilhos usados tanto para composições de carga, quanto composições de passageiros.
Trens chegando em sentidos cruzados, Estação da Luz.
Antiga bilheteria da Estação da Luz.
Um velho piano Fritz Dobbert, do projeto Pianos de Rua, na Estação da Luz.
Detalhe da torre da estação Júlio Prestes.
Mezzanino do Mercado Municipal.
Mercado Municipal.
Mercado Municipal.
Mercado Municipal.
Mercado Municipal.
Chuva torrencial, às 16h. Foto do terceiro andar da Galeria do Rock.