MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Arquivos da categoria ‘fotografia’

Vão do Moleque

16 de junho de 2009

O Vão do Moleque é a comunidade quilombola kalunga de acesso mais difícil e complicado da região da Chapada dos Veadeiros e Cavalcante. Em uma grande depressão com 300m acima do nível do mar, a região é cercada por paredões de chapadas que alcançam mais de 1300m de altura, rios belíssimos de água transparente e uma exuberância de flora e fauna intocáveis.

Este feriado foi dia de conhecer a região, em uma expedição organizada pelo Jeep Clube de Brasília, com a participação de 30 veículos 4×4.

O primeiro impacto foi saber que uma mineradora de Manganês alargou e meteu pontes na estrada que circula o parque. Alem de transformar toda a marginal do trajeto em um imenso monocromático marrom, acabou com a magia de transpor riachos de águas transparentes com o carro.

Já no acampamento, outra frustração: o governo gastou um belo dinheiro para fazer, no meio do nada, uma extensa pista de pouso para “ajudar a população kalunga”. Na época da reeleição, pousou ali aviões com medicamentos, médicos, dentistas, suprimentos, alimentos básicos. Hoje, a pista serve apenas como parte da antiga estrada que ali passava.

Muitas fotos, como sempre:

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O comboio reunido.
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Estrada de terra para o Vão do Moleque
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Estrada de terra para o Vão do Moleque
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Estrada de terra para o Vão do Moleque
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Detalhe do pneu de um dos carros
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Uma das paradas do comboio antes da descida da serra
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Pegada no talco.
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Flores de beira de estrada, que duram menos de um dia coloridas e depois ficam cobertas com a poeira-talco que os carros levantam.
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Reagrupamento do comboio.
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Mata-burro.
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Paisagem do alto da chapada.
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Uma das minúsculas flores que aparecem nesta época do ano.
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Um arbusto típico da região, conhecido como chuverinho
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Uma das minúsculas flores que aparecem nesta época do ano.
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Vista do início da descida da serra sentido Vão do Moleque.
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Uma camionete antiga cruza o comboio com várias crianças na caçamba.
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Entardecer na estrada, contornando a descida.
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Raios de sol rasgam a poeira levantada pelos veículos.
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Uma das poucas retas da descida, com o vão ao fundo.
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Último reagrupamento do comboio antes de anoitecer.
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Últimos raios de sol durante uma travessia do MMCC – MitsubixoMadCapCar
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comboio esperando a travessia noturna de um dos muitos rios que cruzam a estrada.
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Parede riscada à pedra de talco.
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Mantimentos e material escolar doados pelo JCB à escola local.
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Mantimentos e material escolar doados pelo JCB à escola local
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Dois filhotes subnutridos que circulam as redondezas da escola.
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Detalhe da construção típica kalunga, com folhas de buriti como telhado e paredes de adobe.
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fogão à lenha.
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Detalhe do desenvolvimento das espigas de milho no solo árido da região.
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Uma das cadeiras da sala de aula
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Povo do JCB conversando com um casal Kalunga
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O catolicismo fervoroso faz parte das crenças kalungas.
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Parte do comboio junto à camionete antiga dos kalungas
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Um garfo com os dentes entortados, pregado na parede.
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Três sacas de arroz, safra de subsistência para consumo até o final do ano.
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Pessoal do JCB tomando um café na cozinha de uma casa kalunga.
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Parte do comboio original em frente à escola da comunidade Kalunga
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A exuberância da natureza no trajeto de volta.
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A estrada tem algum tipo de sinalização, como esta placa.
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Toyouta Bandeirante chegando no Mirante Nova Aurora
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Jeep Cherokee chegando no mirante Nova Aurora
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André e Fabi “mirando” no mirante Nova Aurora.
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Mercearia de Portugal, um secos e molhados na saída de São João D´Aliança
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O carro, feliz da vida que foi brincar na caixa de areia =)
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Panorâmica do mirante Nova Aurora, ponto de salto de vôo livre.

E um vídeo onboard do MMCC, o carro com a trilha sonora original mais descolada da carretera:

Dog Fish Eye

3 de junho de 2009

Era uma foto perdida: as cores estavam estranhas, sem foco na cabeça e com uma tentativa de crop sem sucesso.

Ficou 4 anos esquecida no arquivo morto de um cd de becape fotográfico, na pasta \rever\.

Até que eu apliquei 10cc de Fotoxopina intravenosa  na foto e voilá!

Dog´s Fish Eye

II Mostra Zezito de Circo

22 de maio de 2009

Os Makakósmicos, Apresentação da II Mostra Zezito de Circo, em uma cama elástica, atrás do teatro Plínio Marcos:

os makakósmicos

Foto lenta, 1/10, sem suporte, tripé, à noite e longe do objecto.

Notas mentais

6 de maio de 2009

Pedro Martinelli postou um texto rápido falando de “fotografar ou não fotografar” arco-íris. Ontem as condições climáticas desta Brasília tempestuosa ficaram propícias para um intenso começo de arco-iris no lusco-fusco do final de tarde. Estava sem câmera, sem celular, sem latinha alguma para montar uma pinhole e o sol acabaria trás dos montes em menos de 1 minuto.

Saquei o N95 da vizinhança de mesa e voilá. Deu no que deu a foto abaixo:

Arco-íris na esplanada dos ministérios - Brasilia DF

Como dizem os fotógrafos do O Globo: Celular não presta para fotografia.

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Não entendo como as pessoas conseguem pobretizar e acabar com a magia do cinema ao assistir filmes gravados precariamente com filmadoras em cinema e reproduzidos em porcos monitores de 15 polegadas, com um fone de ouvido pregado na orelha.

É covardia.

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Eu queria fazer um vampiro emo que não gosta de sangue. Ai descobri que isso é um clichê tão batido e difundido que praticamente 1 a cada 5 vampiros são emo.

Então montei um vegan. Mas, a cada 10 destes afetados, 6 são frutinhas.

Então esse vampiro que vá tomar no cu:

Veiga, o vampiro vegan pride.

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Aliás, esse blog tá foda. Tem muita ilustração e foto. Texto que é bom, esquecidos constantemente em algum canto da minha cabeça, sem chances de recuperar algum dia.

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Modo Tuíta ligado: O cão labrador Rico entende NÃO como MÃO. Já viu né.

Por falar em twitter: sabia que eu sou associado ao Twitter? Pois então, up-to-date que sou, lá tenho um terreninho. Que jamais usarei, fique claro.

Feriado de tirar os dentes, Há!

22 de abril de 2009

Final de semana bate-e-volta para a Chapada dos Veadeiros, região inóspita, mística e cheia de cabeludo rastareaggae louco da bola.

Bom, foi a vez de estrear a Lafuma vermelhona em acampamento selvagem e visitar algumas cachoeiras mais complicadas de chegar.

Lafuma tent

Cachoeira do Macaquinho e Catarata dos Couros no itinerário. Projeto completado com sucesso. Fotos, logo abaixo. Como sempre. Dois vídeos simples, você pode acessar no meu canal do YouTube aqui e aqui.

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A ponte meio que caiu, meio que ficou… E a gente meio que voltou.
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O Vitara do Ricardo atravessando uma região inóspita da trilha.
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Chuveirinhos recém floridos.
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As duas ambulâncias, de frente para um vale gigatesco, verdulento e imponente.
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Uma flor de verdade que parece de mentira e um pulgãozinho.
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Mais uma daquelas aranhas que acreditam no seu mimetismo.
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Celia, Ricardo, Larissa, cachoeira do macaquinho zureta ao lado, em baixa velocidade.
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Uma lagarta que não tá nem aí para seu mimetismo. Deve ter razões óbvias para tal.
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Todo o orvalho de uma noite úmida no cerrado.
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No meio da subida de um dos platôs em direção à Catarata dos Couros
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Flores do cerrado caídas na areia das margens do rio.
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Uma borboleta ruiva.
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A libélula azul.
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Um pouco de desimgripante para rodas.
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Um pouco de desimgripante para rodas.
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Uma paisagem típica do cerrado.
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A bela estrada pavimentada e bem cuidada.
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Uma siriema correndo na frente do carro.
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Panorâmica da cachoeira da Caverna.
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Panorâmica da fenda da trilha.
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Panorâmica da Catarata dos Couros.
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Panorâmica da Catarata dos Couros.

Salto do Itiquira

16 de março de 2009

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Os humanos e o poço.
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A vegetação local permanentemente molhada.
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Vista por trás de uma das quedas menores.
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A foto que todo mundo tira do último mirante.
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A vista do topo da queda d’água.
 

O Salto do Itiquira é uma cachoeira de 168 metros de altura que fica em um parque municipal da cidade de Formosa-GO. Lá o turismo é predatório e a natureza foi toda adaptada com caminhos, vias, pontes, banheiros, chafarizes para banhos, estacionamento, restaurante, lanchonete, quiosque com tranqueiras.

O bom de tudo isso é que você chega rapidinho no poço principal onde o salto despenca. Pode ir até de chinelo-de-dedo que não tem problema. É um programa ideal para quando se está com preguiça para uma aventura maior. Bom para criançada, grupos grandes, idosos.

A foto acima é uma panorâmica, tirada do lado direito do salto, onde encana um vento ferrenho. A dificuldade técnica de tirar uma boa foto por lá é interessante, porque o vento que a movimentação da água faz molha todo o equipamento fotográfico em segundos.

Black and tan fantasy overview

5 de março de 2009

Quando o Victor abandonou Mars¹ e voltou para São Paulo, perdi um pouco do meu tino fotográfico. A gente sempre saía em safaris por Brasília e região atrás de peculiaridades e conceitos visuais para fotografar. E quem leva fotografia como um hobby mais sério sabe que tem muita coisa que é constrangedora e complicada. Foto de gente por exemplo.

Então a gente estava no bar do famoso cruzamento da Ipiranga com a São João, já meio tchuco do bom chopp que tem por lá, quando alguém da mesa teve a brilhante idéia: “Bóra tirar foto da Célia no Museu do Ipiranga?”

No outro dia lá estávamos nós, com a Célia maquiada, vestida de não-sei-o-quê-do-passado e com uma asa preta que achamos na loja de fantasias.

Não sei se seguimos a risca a idéia e o conceito visual programado. Mesmo porque não deixaram a gente tirar fotos por lá, uma vez que qualquer câmera um pouquinho maior (ou um rebatedor) já caracteriza que o fotógrafo é profissional. E a pérola: “Nesse chafariz só pode tirar uma foto pra book, porque é monumento tombado.”

Book foi foda.

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¹Mars foi a melhor definição para Brasília que já ouvi: o planeta vermelho.
*”Black and Tan Fantasy” é um jazz de James Newton que aparece no album The Africa Flower de 1985.

São Paulo

3 de março de 2009

You told me wed go to Rio
And you said it so charismatically
I know its me thats the nightmare
So fight fair or have some decency

Sao Paulo | Why am I bringing me down?
Sao Paulo | If I drink any more I will drown
Sao Paulo | Why cant I fight truth decay?
Sao Paulo | My life is just one big cliche

Sao Paulo, música da banda Morcheeba

“Sao Paulo” pede desculpas à cidade que o grupo Morcheeba conheceu e não gostou (But I just act apologetically (…) / Another stain on my passport).

São Paulo é assim: uma metrópolis dinâmica, sem tempo para nada. Prédios clássicos e antigos contrastando com viadutos concréteos sólidos como pano de fundo. Novidades, diferenças, lugares cheirosos e outros nem tanto. Gente feia, gente bonita, gente esquisita, gente diferente.

Pobreza, e muita. Mas que consegue manter uma simbiose tensa com a próle que circula atrasada.

Chove. Alaga. Esquenta e não venta. A noite é dia, se você quiser. As lojas têm o que você precisa. E o que você nem precisa, mas gosta. Os marronzinhos são ariscos. O Playcenter está morrendo. O Tietê ainda fede. A Sé agora tem seguranças. Dom Pedro não tem mais a espada na praça do Museu do Ipiranga.

São Paulo tem Ferrari. Bentley, Maserati, Aston Martin, Porsche. Tem Lada 92 conservado. Moto a dar com o pé. Lasanha com feijoada e o Bar Brahma na esquina da música do Caetano. Espaço para todos. Voz para quem quiser. Criminalidade, presteza e cordialidade. Solidariedade. Chuva ácida e o treme-treme.

Tem o Mojica, tem os estrelinhas da MTV correndo no Ibirapuera. Tem urubu-pescador. Tem a paulista que tem o Asterix que tem 590 tipos diferentes de cervejas do mundo.

Tem quem goste da cidade. Tem quem odeie. E São Paulo não vai com a cara de todo mundo não, meo.

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São Paulo Railway, encravado nos metais da Estação da Luz.
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Estação da Luz.
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Trilhos usados tanto para composições de carga, quanto composições de passageiros.
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Trens chegando em sentidos cruzados, Estação da Luz.
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Antiga bilheteria da Estação da Luz.
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Um velho piano Fritz Dobbert, do projeto Pianos de Rua, na Estação da Luz.
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Detalhe da torre da estação Júlio Prestes.
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Mezzanino do Mercado Municipal.
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Mercado Municipal.
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Mercado Municipal.
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Mercado Municipal.
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Mercado Municipal.
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Chuva torrencial, às 16h. Foto do terceiro andar da Galeria do Rock.
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Panorâmica do centro de São Paulo.
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Panorâmica da nave central da Catedral da Sé.
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Panorâmica da cripta da Catedral da Sé