A DESTAMPAGEM SONICA

quinta-feira, 8 de maio de 2008 | 12:23 pm

Muito ainda irá se discutir sobre onde surgiu a prática da “destampagem sônica”. A escola suiça advoga que seu início ocorreu em 1976, na subida automotiva dos Alpes, na época em que rápidas auto-pistas foram contruídas nas grandes montanhas. Evander Moolwind defende seu pioneirismo dirigindo seu Galaxie 500 pelas Rochosas em 1975; no entanto registros confiáveis dão conta de que — agradando as matronas ufanistas — R. Valentino já dava mostras de técnicas DS´s na subida do Clube Serrano Ubajarense do Ceará nos idos de 1973.

A destampagem é definida como uma transformação no órgão vestíbulo-coclear proveniente da recepção de músicas, com o objetivo da redescoberta da canção em uma expectativa pessimista; a epifania em uma expectativa mais otimista.

O pentagrama tonal de mudança sonora em uma DS
O praticante deve selecionar algum disco e tocar no som do carro, enquanto parte de uma altitude baixa e vai trafegando por uma rota em que haja elevação de altitude. Pouco a pouco vai ocorrendo uma “tampagem” da audição em virtude da altitude, e quando o praticante se vê preparado espiritualmente, deve efetuar a “destampagem” momento em que o som retoma sua clareza numa nova ótica. Enfatiza-se a abordagem espiritual, e muitos praticantes levam isso muito a sério, procurando realmente um vislumbre de uma revelação cósmica.

A destampagem tem como premissa básica a equalitação paramétrica das ondas sonoras espiraladas com a amplitude coclear. Conforme o gráfico abaixo, toda onda sonora que atinge a orelha tende a se espiralar em uma escala fibonática, tornando o fluxo sonoro mais intenso e vívido.

A “tampagem” é um fenômeno simples que ocorre na membrana timpânica (firmemente fixada ao conduto auditivo externo por um anel de tecido fibroso, chamado anel timpânico). Ao submetermos o organismo a um ambiente pressurizado, a Lei de Boyle exerce a inversibilidade bárica, forçando o deslocamento da membrana para dentro do ouvido.

A “destampagem” ocorre quando se realiza a manobra de Valsalva: um fluxo de ar previamente inspirado migra pelo canal de Eustáquio até o ouvido médio. Essa equalização elastiza o tímpano e o reverte à forma original, realçando novamente toda a sensibilidade auditiva.

Há pessoas que praticam com bicicletas; outras, de carroça. Realmente não existe incentivos desta metodologia, uma vez que o ouvido se adapta aos poucos à altitude e não há como “tampar”. Outrem tentam de moto com fones acoplados em tocadores portáteis, porém a pressão não atua bem nos ouvidos tampados e o próprio barulho do atrito com o ar dificulta a apreciação do ponto mágico. A orientação é para que subam de carro e com os vidros semi-cerrados.

Eis uma contribuição da tecnologia que veio para ajudar a prática. A Ds Music seria uma derivação catalã da new age de Kitsumi Hanara experimentada nos Pirineus.

Os movimentos de uma orchestra são fontes de comparação científica da DS
A audição estática dos discos não evoca grandes emoções, pois são músicas exatamente projetadas para uma destampagem de velha escola. Em determinado trecho dos discos há interlúdios permeados de ruídos cibernéticos que retomam movimentos caóticos coincidindo com o momento que os ouvidos são destampados. O praticante pode treinar para engulir determinada quantidade de saliva no momento apropriado ou deixar a natureza e a habilidade do compositor docemente abrir caminho para a mágica entrar na tuba auditiva.

A escolha científica de uma DS Music influencia no gráfico ALTVEL
Para facilitar existe a divisão ALTVEL em que, através de uma tabela e computando a velocidade média de seu veículo, altitude e inclinação do trecho rodado, tem-se o exato momento de iniciar o CD a partir da faixa 1 ou 6. Alguns experimentam gravar o CD em fita ao contrário e assimilar o que dizem ser novas epifanias, mas francamente ainda não há comprovação.

O mercado sempre encontra um meio de cooptar determinado movimento alternativo, reembalar e vender com uma embalagem mais atrativa e desvirtuada do conceito original. Esse é um ponto delicado e contracensual.
A velha-guarda da DS oprime reclames televisivos que enunciam galanteios como: “Fiat Sonic! Sua aceleração e mecanismo interno de pressão modular garante uma “destampagem” que é um barato!”. (in Fiat comercialis completum, 1992) ou então “Novo Daewoo Destam-P: agora com um computador eletrónico que contabiliza o exato momento da DS coletiva, regulando os falantes individualmente.” (in Daewoo comercialis completum, 1993)
Estes aprimoramentos são válidos e pesquisas mostram que muitos novos adeptos da DS iniciaram-se com estes comodismos. A discussão que ainda está longe de se acalentar tem a mesma retórica da linha que dividiu a fotografia análogo-manual da fotografia eletro-digital. “Um fotógrafo digitalista jamais chegará ao nível de um análogico. Nunca um byte se assemelhará com um grão de prata” (Hermenciano Filho, fotógrafo analógico: in Fotografia química: processos e segredos. 1995)
A “destampagem” é uma propriedade natural, que deve ser preservada e referida como tal. Algo muito íntimo e sutil que nenhuma companhia automotiva pode apreender através de uma linha de montagem uniformizada. Um veículo, por si só, é apenas uma ferramenta. A arte, antes de tudo, necessita de um artista.

A Destampagem Sónica pode causar danos no tímpano.
Mito. A DS é um efeito estudado há décadas. Os únicos relatos de DS danosos foram emitidos em formação experimental de mergulhadores autônomos que praticaram DS com nitrogênio inalável em grandes profundidades (vide normatizaçoes e proibições de DS subaquáticas). A DS aéroviária e a DS rodoviária são inócuas e totalmente inofensivas.
O barulho do motor do carro influencia na qualidade da DS.
Em termos. Após a introdução do Chevrolet Volt, o primeiro carro hibrido-elétrico em 1993, uma nova modalidade de DS foi introduzida: a DS por elevação elétro-acústica. Carros movidos por motores à combustão emitem ondas sonoras de redundância cíclica que neutralizam quaisquer interferências sonoras exteriores, conforme o gráfico abaixo compara. As DS são atribuídas — por estudo e padronagens — com o farfalhar dos cílios de um dente de leão, em cíclos de vôo.

DS vicia.
Mito. O único modo de um DSesser viciar é a partir do prazer aliado à prática. Não existem estudos que comprovem que a DS vicia quimicamente o organismo. O que se associa por erro é o vício psicológico — o mesmo do sexo — que em nada tem a ver com a DS.
Existem sons que se assemelham à DS.
Verdade. Muitos pesquisadores inventaram maquinários, câmaras, barricas e parafernálias complexas que simulam com um grau de perfeição uma DS genuína. Mas são aparelhos que em muito passam o valor orçamentário de um veículo, inviabilizando-as na hora. Heric Hobersbaun, um mitômano sagaz, descobriu em 1988, que a DS possui um aliáse comparativo: o espocar de um champagne. Apesar do curto momento, o som surdo e seco do espocar excita os cilios cocleáticos da mesma maneira e intensidade. Goldwin Richards tentou provar com uma arcada de violoncelo em uma taça de cognac VSOP que o assoviar ressonante da fricção simulava com sucesso uma DS. O estudo provou que os cílios não se excitavam como uma DS genuína.

A DS influencia na surdez momentânea da diferença de pressão.
Mito. Uma Destampagem Sônica possui o mesmo espaço de tempo de uma Destampagem Natural. A única diferença está na magnitude e modularização da onda resultante. E no prazer que uma DS proporciona.



A destampagem é definida como uma transformação no órgão vestíbulo-coclear proveniente da recepção de músicas, com o objetivo da redescoberta da canção em uma expectativa pessimista; a epifania em uma expectativa mais otimista.

O pentagrama tonal de mudança sonora em uma DS
O praticante deve selecionar algum disco e tocar no som do carro, enquanto parte de uma altitude baixa e vai trafegando por uma rota em que haja elevação de altitude. Pouco a pouco vai ocorrendo uma “tampagem” da audição em virtude da altitude, e quando o praticante se vê preparado espiritualmente, deve efetuar a “destampagem” momento em que o som retoma sua clareza numa nova ótica. Enfatiza-se a abordagem espiritual, e muitos praticantes levam isso muito a sério, procurando realmente um vislumbre de uma revelação cósmica.

A destampagem tem como premissa básica a equalitação paramétrica das ondas sonoras espiraladas com a amplitude coclear. Conforme o gráfico abaixo, toda onda sonora que atinge a orelha tende a se espiralar em uma escala fibonática, tornando o fluxo sonoro mais intenso e vívido.

A “tampagem” é um fenômeno simples que ocorre na membrana timpânica (firmemente fixada ao conduto auditivo externo por um anel de tecido fibroso, chamado anel timpânico). Ao submetermos o organismo a um ambiente pressurizado, a Lei de Boyle exerce a inversibilidade bárica, forçando o deslocamento da membrana para dentro do ouvido.

Este gráfico mostra a eficácia da destampagem sônica em um veículo com atores preparados para o evento. Note que a curva modular tende ao silêncio e equaliza-se em uma zona convergente antes de flanar no píncaro da DS.
A “destampagem” ocorre quando se realiza a manobra de Valsalva: um fluxo de ar previamente inspirado migra pelo canal de Eustáquio até o ouvido médio. Essa equalização elastiza o tímpano e o reverte à forma original, realçando novamente toda a sensibilidade auditiva.

Há pessoas que praticam com bicicletas; outras, de carroça. Realmente não existe incentivos desta metodologia, uma vez que o ouvido se adapta aos poucos à altitude e não há como “tampar”. Outrem tentam de moto com fones acoplados em tocadores portáteis, porém a pressão não atua bem nos ouvidos tampados e o próprio barulho do atrito com o ar dificulta a apreciação do ponto mágico. A orientação é para que subam de carro e com os vidros semi-cerrados.

Eis uma contribuição da tecnologia que veio para ajudar a prática. A Ds Music seria uma derivação catalã da new age de Kitsumi Hanara experimentada nos Pirineus.

Os movimentos de uma orchestra são fontes de comparação científica da DS
A audição estática dos discos não evoca grandes emoções, pois são músicas exatamente projetadas para uma destampagem de velha escola. Em determinado trecho dos discos há interlúdios permeados de ruídos cibernéticos que retomam movimentos caóticos coincidindo com o momento que os ouvidos são destampados. O praticante pode treinar para engulir determinada quantidade de saliva no momento apropriado ou deixar a natureza e a habilidade do compositor docemente abrir caminho para a mágica entrar na tuba auditiva.

A escolha científica de uma DS Music influencia no gráfico ALTVEL
Para facilitar existe a divisão ALTVEL em que, através de uma tabela e computando a velocidade média de seu veículo, altitude e inclinação do trecho rodado, tem-se o exato momento de iniciar o CD a partir da faixa 1 ou 6. Alguns experimentam gravar o CD em fita ao contrário e assimilar o que dizem ser novas epifanias, mas francamente ainda não há comprovação.

O mercado sempre encontra um meio de cooptar determinado movimento alternativo, reembalar e vender com uma embalagem mais atrativa e desvirtuada do conceito original. Esse é um ponto delicado e contracensual.
A velha-guarda da DS oprime reclames televisivos que enunciam galanteios como: “Fiat Sonic! Sua aceleração e mecanismo interno de pressão modular garante uma “destampagem” que é um barato!”. (in Fiat comercialis completum, 1992) ou então “Novo Daewoo Destam-P: agora com um computador eletrónico que contabiliza o exato momento da DS coletiva, regulando os falantes individualmente.” (in Daewoo comercialis completum, 1993)
Estes aprimoramentos são válidos e pesquisas mostram que muitos novos adeptos da DS iniciaram-se com estes comodismos. A discussão que ainda está longe de se acalentar tem a mesma retórica da linha que dividiu a fotografia análogo-manual da fotografia eletro-digital. “Um fotógrafo digitalista jamais chegará ao nível de um análogico. Nunca um byte se assemelhará com um grão de prata” (Hermenciano Filho, fotógrafo analógico: in Fotografia química: processos e segredos. 1995)
A “destampagem” é uma propriedade natural, que deve ser preservada e referida como tal. Algo muito íntimo e sutil que nenhuma companhia automotiva pode apreender através de uma linha de montagem uniformizada. Um veículo, por si só, é apenas uma ferramenta. A arte, antes de tudo, necessita de um artista.

A Destampagem Sónica pode causar danos no tímpano.
Mito. A DS é um efeito estudado há décadas. Os únicos relatos de DS danosos foram emitidos em formação experimental de mergulhadores autônomos que praticaram DS com nitrogênio inalável em grandes profundidades (vide normatizaçoes e proibições de DS subaquáticas). A DS aéroviária e a DS rodoviária são inócuas e totalmente inofensivas.
O barulho do motor do carro influencia na qualidade da DS.
Em termos. Após a introdução do Chevrolet Volt, o primeiro carro hibrido-elétrico em 1993, uma nova modalidade de DS foi introduzida: a DS por elevação elétro-acústica. Carros movidos por motores à combustão emitem ondas sonoras de redundância cíclica que neutralizam quaisquer interferências sonoras exteriores, conforme o gráfico abaixo compara. As DS são atribuídas — por estudo e padronagens — com o farfalhar dos cílios de um dente de leão, em cíclos de vôo.

DS vicia.
Mito. O único modo de um DSesser viciar é a partir do prazer aliado à prática. Não existem estudos que comprovem que a DS vicia quimicamente o organismo. O que se associa por erro é o vício psicológico — o mesmo do sexo — que em nada tem a ver com a DS.
Existem sons que se assemelham à DS.
Verdade. Muitos pesquisadores inventaram maquinários, câmaras, barricas e parafernálias complexas que simulam com um grau de perfeição uma DS genuína. Mas são aparelhos que em muito passam o valor orçamentário de um veículo, inviabilizando-as na hora. Heric Hobersbaun, um mitômano sagaz, descobriu em 1988, que a DS possui um aliáse comparativo: o espocar de um champagne. Apesar do curto momento, o som surdo e seco do espocar excita os cilios cocleáticos da mesma maneira e intensidade. Goldwin Richards tentou provar com uma arcada de violoncelo em uma taça de cognac VSOP que o assoviar ressonante da fricção simulava com sucesso uma DS. O estudo provou que os cílios não se excitavam como uma DS genuína.

A DS influencia na surdez momentânea da diferença de pressão.
Mito. Uma Destampagem Sônica possui o mesmo espaço de tempo de uma Destampagem Natural. A única diferença está na magnitude e modularização da onda resultante. E no prazer que uma DS proporciona.


“Aconteceu numa sexta-feira quando subia a Serra do Mar escutando Massive Attack com minha prima. Nossa! Foi muito show! “
Fernanda Magalhães Cerqueira, 17 anos
“Cara, foi muito legal! Eu já tinha tentado antes com Dub, Trip Hop e King Crimson, mas a destampagem escutando a banda Revelation Ear foi um achado! Deve ser a melhor banda DS da atualidade “Diego Feitosa, 25 anos
“Eu achava que a DS era mais uma daquelas seitas loucas orientais. Descobri em meados de 1980, quando viajei de Londres para Birminham. Quando voltei para o Brasil, fiquei receoso de que carros que não usassem mão inglesa pudessem causar o mesmo impacto. Mas qualquer carro gera o mesmo efeito!”Paulinho P., 43 anos
“Na realiadade, eu so faço a DS quando estou com uma gata no carro. Elas ficam loucas quando acontecem e nem tem idéia do que foi. Algumas acham que é efeito de tóxicos, outras, que estão tantans!”Evander H., 42 anos








“Vestígios do real” 







