MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Arquivos da categoria ‘cotidiano’

Curta! A vida é curta para ser pequena*

15 de dezembro de 2008

Upgrade no Opiomóvel: saindo dos 184cv optimizados para estradas planas (hipotéticas) e bem pavimentadas (teóricas) para adentrar no alucinado mundo 4×4 da realidade vivencial buraqueira brasileira.

Recesso de final de ano, como sempre: do agora até 15 de janeiro vou curtir a vida adoidado com uma turminha muito louca, aprontando altas aventuras nas ruas de Bervely Hills.

Ai estou eu esperando a maravilhosa economia — ciência matemática e exata — definir rumo novamente. Logo eu, que sempre ri da desgraça cabalistica dos números inflacionários, aqui, aflito com essa interminável flutuação cambial.

Acesso diariamente os gráficos monetários internacionais para achar um pingo de fé na realização de um investimento qualquer, mas a coisa sempre descamba para o caos explícito. Capitalizei tarde demais, coisa de dois meses e meio.

O gráfico abaixo mostra meu desespero para comprar uma câmera, meia dúzia de lentes e uns badulaquezinhos para boas fotos:

*O título da posta é um poemetito do Chacal.

Informe Publicitário

17 de novembro de 2008

Essa sacada genial é para os spy-blicitários que entram aqui sempre, para usurpar uma ou outra deixa: use a intersemiótica do pátio da fábrica automotora que sua agência representa, mande os caras alinharem milhares de carros pretos e brancos na configuração 3x2x3x2 e voilá, você terá um teclado todo estiloso.

O gordini fica de brinde, só para ilustrar. O pátio foi fotochupado do Gettyimages.

Informe publicitário

27 de outubro de 2008

Desisti da vida de freelancer. O esforço não vale mais a pena. O mercado de design e publicidade alternativo está muito sujo. Cheio de micreiros-stacattos cobrando menos que prostitutas de rua. E clientes que não entendem o mercado como arte criativa.

Não trabalho mais com criação, nem internet, nem nada. Acabou. Tenho um emprego e o tempo livre dele é para curtir a vida adoidado. Estudar, criar coisas sem fins lucrativos, escrever para blogs, dormir, vadiar, fotografar, gastar sola da bota em cachoeiras de águas transparentes.

Tudo isso sem clientes pressionando, sem o mundo esperando o milagre da recriação.

Como tudo na vida deve ser.

(Claro que sou deveras inconsistente e se você aparecer com uma proposta muito da cretina, envolvendo boa quantia de verba, pouca perspectiva e nenhum compromisso, serei todo seu. Mas não acredito que exista alguém com esse perfil.)

Blogueiros Falidos

10 de outubro de 2008

Uma das piores desgraças que pode ocorrer com uma pessoa que se mete no mundo dos blogs é a «fama-repentina-por-uma-sacada-genial».

O camarada acorda um belo dia — inspirado como um Picasso no cio — e resolve reinventar o Gênesis: escreve um texto genial, desenha uma quadrinha hilariante ou cria um infográfico, supertrunfo, mapa de alguma coisa na visão de algum grupo, dicionário-tradutor para algum dialeto da moda ou até mesmo uma youtubada bem-feita. 

Publica, com um fio de desconfiança. Manda o link para meia dúzia de amigos que acham graça e estes replicam, em uma espécie de corrente do bem. Duas horas de muita progressão geométrica bastam para realizar o estrago: milhares de comentários, “bandwith exceed”, links e citações matando a pau. 

E é ai que o sopro-negro aponta.

O infeliz sente a massagem da fama nos tendões inflamados das juntas e tenta viver como se fosse um músico de um sucesso só.

Vangloria-se de ter marcado um ponto na história da internet.

O problema é que a sociedade virtual — em volta da sua originalidade — pressiona e pressiona por mais pérolas. E o pobre diabo sucumbe. Não consegue mais matar um leão por dia. Era acostumado com petardos e tombapés em jaguatiriquinhas caducas.

Belíssimos blogs morreram assim. Gente boa de outrora venderam a alma aos grandes portais. Blogueiros entram no tapa para garantir a originalidade de piadas públicas. A coisa é patética. E o quibe, cru.

Spyshot do celular

23 de setembro de 2008


Keep walking, criançada!


ÇOLORADO, a sua ajência de alto-movel. (PIV é foda…)

 

 

The show must go on

9 de setembro de 2008

Lembram do palhaço Plim-Plim, aquele do menor circo do mundo? Pois então, ele queria participar do quadro Lata-Velha, do Huck. É claro que não deu certo: a Globo fez uma lenga-lenga terrivel, mascarou uns fatos distorsivos, escondeu que estava com um processo pepinoso por um ex-contemplado do programa, coisa e tal.

Aí a Record viu a zona que virou o barraco que o Plim-Plim armou e entrou na jogada. Vai reformar o ônibus, mobiliar e mandar ele de volta para a casa. Tudo no programa Domingo Espetacular. E não é promessa, o ônibus entrou em uma linha de produção fantástica. Já está todo desmontado e em processso de restauração.

O bom de tudo isso é que o projeto todo está em uma cidade satélite aqui de Brasília que é muito broca: São Sebastião. Quem é da região sabe a fama que a cidade tem. O Plim-Plim viu todo o lado social da coisa e, enquanto seu ônibus é aniquilado e reconstruído, ele aproveita e cria oficinas independentes de escola circense em geral.

O Plim-Plim quer que eu vá com toda a produção para Pernambuco, em dezembro, quando a comitiva voltar. Vou ser o fotógrafo oficial mambembe :)

Bomba!

20 de agosto de 2008

O que eu vou contar aqui é segredo, não espalhe para ninguém: consta nas agendas-settings dos jornalistas escolados e enviados-contatos-esportivos-in-loco que, para não haver favoritação e falsos palpites sobre os verde-amarelões atletas brasileiros na olimpíada, há a preferência léxica de grafar a expressão “esperança de…” à “chance de…”.

Justificativa vernacular: Utilizar ‘esperança de medalha’ quando o atleta estiver aquém ou distante, errar, cair, estatelar, amarelar, não ter treinado nos EEUU, não ser conhecido ou ter sido classificado por repescagem ou ‘quezinho’ minúsculo no teleprompte. Utilizar ‘chance de medalha’ apenas quando o atleta for favoritado, largar na raia 4 ou 5, ser invicto ou ter treinado em alguma universidade estadual estado-unidense.

Postem: Utilize junto a ‘chance de…’ os complementos ‘…medalha, só resta saber a cor’ ,‘…mais um oiro para o Brasil’ nos segundos finais da competição, quando a vitória for iminente.

Batman

14 de agosto de 2008

Segunda-feira foi dia de ver Batman, o cavaleiro dos infernos. Acabou a luz do cinema no meio da película, um desatre. As luzes de emergência acenderam na hora, mas em trinta segundos morreram. O lanterninha avisou, tempos depois: “Cabô a luz, negada! Mas esperem que já volta.”

Com a sala em completa escuridão, eu e a minha esposa resolvemos ligar a lanterna do celular (que é um canhão complexo de xenon de quase 10k) e terminar o filme com as mãos, mais ou menos assim:

O bom é que o povo gostou e deu risada. O ruim é que a coisa perdeu a graça 9 segundos depois.


No final das contas recebemos os tíquetes de volta e fiquei quase 24h sem saber o que o Curinga faria com aquela bazuca do Rambo. Mas no final das contas vi um filme e meio pelo preço de um.


Escutei tanta balela sobre o ator e a personagem do Curinga que achei que o cara seria muito mais foda. Talvez a maldade amigável dele não fôra tão diferente, afinal. Mas vale a canja de malvadeza.