MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Arquivos da categoria ‘cotidiano’

Dois blogs excelentes.

20 de agosto de 2010

Você ai que gosta de fotografia, acesse o blog do Leandro Badalotti. Fotógrafo, está em Nova Iorque fazendo um estágio surreal na agência de fotografias mais cobiçada do mundo, a Magnum Photos.

Você aí que gosta de textos puros e excelentes ensaios vivenciais, acesse o blog do Will. Textos expontâneos e sem o pedantismo dos blogs monumentais.

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É, faz tempo que eu não recomendo nada aqui. Será que é porque não está mais aparecendo material interessante no mundo?

Conversagens.

20 de julho de 2010

Mirante do Mato Seco, em algum lugar do norte do Goiás

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Faz tempo que não apareço aqui para conversar contigo, ó leitor highlander. Estou meio de saco cheio de muita coisa, então quase não sobra tempo útil para nada. Tempo inútil sobra de montão. A questão é que ainda não consegui comprar uma câmera fotográfica que preste. A atual — que já tem 60% da sua capacidade cardio-fotográfica prejudicada — sofre nas minhas mãos. E eu a xingo, o que já não é um bom sinal.

Aliás, relacionamentos são assim: quando começa a rolar briga todo dia, já é hora de finalizar a conta.

Mas não é só de encheção de saco que a vida segue. Sabadão foi dia de trilha. É essa foto aí em cima: um mirante no meio de um vale fantástico. inexplorado, sem civilização em um raio de 100km, sem postos de gasolina, energia, humanos, celulares ou qualquer outra cafifentice que lembrasse o mundo real. Frio na medida certa, sol de rachar para o banho de riacho transparente, pesca submarina de peixes para o jantar, muita conversa boa na praia de areia.

Aliás, o rio mais fundo que já atravessei com meu carro, que achei que boiaria ou seguiria com a correnteza. Valeu a experiência tóra-prego.

Eu estou com os projetos travados na pauta por algum escombro oculto que ainda não descobri onde e o que é. E é isso que me preocupa nos últimos tempos. O trânsito natural das coisas parou de fluir e estou em uma mesmice mormacenta que sufoca.

Se eu fosse rico e civilizado, diria ser depressão. Mas depressão é para os fracos.

Então agüentem as coisas: se eu, que sou o mais interessado por essa jóça funcionar, não estou tão preocupado, você ai, magnata do clique duplo é que não deve se preocupar.

Como diria o velho Cambará, ‘ferida de amor se cura com o tempo’.

Vantagens probloguerianas.

15 de julho de 2010

robot gajo

The Internet.

8 de julho de 2010

Stephen Collins

Trinta e um repolhinhos colhidos: so far, so good.

26 de maio de 2010

31

Solicitação

19 de maio de 2010

Ei, camarada: o que você faz aqui? Por que ainda insiste em ter este blog no seu feed? Por que visita esta estrutura decadente e sem vida há tempos? O Eldorado não existe, sinto-lhe informar. A banalização da informalidade e a mediocrização da informação — volátil e mal digerida — matou quem escreve mais de três parágrafos.

A notícia amadurece em questão de segundos e a putrefação já está no encalço antes mesmo de recitar três fonemas. O Twitter nos separou do lirismo abstrato de gerar e gerir um blog. Twitter é para texto. Pequenos textos, não se esqueça. Blogs, para imagens e elefantices arrastentas.

Duvido que você tenha ainda a pachorra e a paciência de chegar os olhos até aqui. Este post não tem figurinhas, tem mais de 200 toques e eu sei que você é um preguiçoso que ainda teima em tentar manter uma leitura sadia.

Eu me fodi. Odiei o Twitter e vomito ali apenas pensamentos idiotáticos. Aqui ainda é meu refúgio e subterfúgio. É a alcova escura e triste, isolada dos outros sadios e sãos, onde ainda posso inventar neologismos e palavras execráveis como “idiotático”, “mediocrização” e “elefantices arrastentas”. Todo esse sacrilégio em um único texto.

Estou velho.

Aliás, estou velho e a irresponsabilidade contextual está tão agressiva que as milhares de pequenas e intensas coisas boas, que eu tanto prezava e gostava de ostentar aqui, passam batidas da crucificação literária virtual.  Não sei o que é que está acontecendo. E não tenho como recorrer a algo que não seja fresco para tirar da inércia essa pachorrice toda.

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Eu tinha um HD externo removível e portátil. meio terabyte de informações, quase sempre lotado. Fazia becape uma vez ou outra no mês. ele parou de funcionar e, pela primeira vez em dez anos de fotografia digital, perdi 60 fotografias não becapeadas. Perdi também umas 6h de trabalhos diversos, umas músicas não muito legais, coisas fúteis. Fiquei triste pelas fotos, mas percebi que nem isso me chateou.

Nada me chateia.

Não me estresso mais, não sinto raiva excessiva nem desconforto social. Talvez tenha me tornado um sociopata amistoso, uma dicotomia que não consegue se desvencilhar da contra-parte e que sobrevive como um bruma embaçada, que amiúde integra-se no bucolismo da paisagem inerte.

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Tenho mais amigos. Sinto saudade de todas as amizades que já fiz e que me distanciei. Não existem reposições. Cada um risca com a ponta da faca a minha tez, com pressão moderada, suficiente apenas para deixar uma cicatrícula quase imperceptível, mas que me faz relembrar todos os dias, em um espelho fagófago, que me balda e tolhe minha solidão.

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O mundo é político demais. Eu sou um velho bonvivant e que estou, definitivamente, em uma era errada. Falhei em seguir a risca os mandamentos da concupiscência social e material. Então vou me arrastando.

Este blog é meu alter-ego: arrasta-se como o dono, sufragado em desatinos.

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premissa

Brasília: 50 anos.

22 de abril de 2010

Ontem foi aniversário de Brasilia. A festa — que tinha tudo para ser a maior esbórnia visual e social de todos os tempos na comarca — tornou-se um parabéns de tia velha com balão murcho enchido no dia anteiror.

Toda essa putaria política que acomedeu a casa do espanto do governo local pôs em xeque qualquer credibilidade no evento. Resultado? Muito artista declinou o convite para fazer parte da festa. Bandas decadentes animaram o povão, a “Turminha Disney” fez a alegria da criançada e tudo queimou-se como papel.

A ressaca — como sempre — foi de toneladas de lixo no chão da esplanada.

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Aliás, Brasília virou motivo de piadas em todo o Brasil. Desde o rodízio de cadeiras até o futuro governador Roriz (sim, infelizmente ele voltará), tudo aqui é o espelho da democracia nacional. O brasileiro não sabe o que é votar.

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Meus pais passaram por aqui ontem, no dia da festa dos 50 anos de Brasilia. Vindo lá do meio dos índios, de uma viagem invejável que contornou o litoral brasileiro. Ficaram em um hotel chamado Brasilia Palace, que tem uma história interessante: Foi o primeiro grande hotel da cidade, ao lado do Palácio Alvorada, na margem do lago Paranoá. Pegou fogo, ficou 20 anos sucateado e recentemente passou por uma reforma e restauração completa. Hoje é quase um museu interativo, com quartos honestos, tarifa interessante e uma carga histórica invejavel. É uma opção de estadia imersiva brasiliense, com requintes de outrora.

Não resisti e passei a noite lá.

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A Zélia Duncan estava na mesa da frente ontem em um restaurante. Era engraçado que toda hora que alguem queria uma foto, ela colocava um Rayban Aviator para ficar com cara de badgirl. Gente famosa sempre tem uma peculiaridade existencial.

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Faixa (que provavelmente ainda esteja lá) em frente do condomínio “Ilhas do Lago”, no SHTN: URGENTE: vendo apartamento de 3 quartos no Ilhas, abaixo do preço de tabela: R$890.000,00.

Imagine que esse “3 quartos” tem cerca de 90m². R$9.800 por metro quadrado, my friend. E está abaixo da tabela mesmo, olha só.

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Se bem que o Noroeste, o novo bairro brasiliense, todo ecológico e moderno, custará R$15.000 o quadrado metrado. É um orgulho essa ostentação toda de bolha imobiliária que dá até vontade de vomitar. Temos coisinhas pitorescas de dois milhões e meio.

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No mais, o que mais vale aqui em Brasilia é o que está fora dela.

A ausência aqui é justificada…

29 de março de 2010

… lá fora está mais interessante:

Osso-veio-4x4-offroad-group

Mas a internet ainda tem o atrativismo venal. Logo, logo, novidades.