MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Arquivos da categoria ‘cotidiano’

Montando o bar lá de casa.

30 de setembro de 2010

Estava navegando pelo The Whisky Exchange à procura de uma garrafa de Mr Jack 160th para minha irmã muambar no final do ano. Gostei do aspecto visual da garrafa e lá na gringa é muito mais barato.

Acontece que me empolguei e montei uma lista básica da mais fina flor da sociedade etílica. Olha que belezinha:

173 mil libras esterlinas (R$464mil). Nem o trem pagador conseguiria quitar essa dívida de botéco.

Your life, vivente.

22 de setembro de 2010

Rapidinhas, rápidas e rasteiras.

20 de setembro de 2010

Olha só como é o mundo dos carros 4×4: meu utilitário — fabricado e montado no Brasil — só consome peças originais japonesas. Não tem xixi-minha-nêga não: o mercado paralelo nem sequer sabe do que estamos falando. Então toda peça nova que preciso, lá vem aquela embalagem toda cheia de ideogramas e códigos de guerra nipônicos.

Isso inviabilizou algumas coisas importantes no meu conceito da montadora. Uma é que a revisão programada dos caras é muito porca e desrespeitosa. Outra é que eles simplesmente não olham direito os 49 pontos de revisão previstos em regulamento. E terceiro, uma peça normal que custa em média R$150 para qualquer carro de qualquer marca, do meu custa R$600, porque é meidindjapan.

Graças ao acúmulo de não verificações dos 49 pontos de verificação das revisões anteriores, o novo mecânico oficial do  bruto achou alguns problemas crônicos: bieletas, tuchos, buchas, retentores, e uma série de pequenos apertos que os mentecáptos não apertaram nas outras vezes. A correia-multi, que eu paguei 2 vezes para trocar em duas revisões, continuava a mesma, original de fábrica, olha só! (Não trocamos itens que estejam com estado e aparência satisfatória e segura).

Agora está tudo sanado. E atualizado.

Estou dando um tapa no meu portfólio, estava com 8 meses de atrasos criativos. Oito meses foram coisas demais criadas por conta e risco. Oigalê!

Ontem bebi em um sorvo só, estalando os beiços, um copanzil d’água.

Falei algo parecido. Isso é a literatura atual, que está me afetando mentalmente.

Estou diagramando um livro das fotos de circo que publiquei aqui há 2 anos atrás. DOIS ANOS ATRÁS. Olha como meu cronograma é idiota! Parece o projeto de publicidade, onde cerca de 200 imagens estão em um queue interminável para serem publicadas.

Quem posterga um quinhão, posterga um mião.

Sou muito, mas muito mais babaca do que você imagina. Muito mais.

Cansei desse pseudônimo rValentino. Ajudem-me a trocar por um malacabento mais interessante. Essa novela da globo acabou com o mojo Valentino.

Comentário apolítico: A Dilma me lembra uma professora de português que eu tinha na quinta série. Tudo que ela discursa ou brada, parece um desatino metafórico onde EU fiz alguma coisa que não devia.

Uma mijada, no sentido mais pueril e estrogonófico. Sinto-me como uma mulher de malandro que devo alguma coisa e o medo me faz recuar a cada pitombada.

Só tenho recaídas de gozo quando ela fala errado, mas isso está em voga na Presidência da República há 8 anos, né não fíí?

Já o Serra continua com a mesma cara de nhé.

Perceberam que essa briga pela presidência só tem candidato fracassado e sem carisma? Dilma e Serra tem o poder para os empurrar. A Marina, coitadinha, parece uma tia do rococó que quer peitar um varão maniqueísta de 9 pés de altura e massa muscular avantajada. Não terá sucesso na incursão.

Plinio de Arruda, Ezequiel de Medeiros, Jofran Tavares e Berlúcio Villela nem contam como candidatos, não é?

O Distrito Federal está bem visto nas mídias, olha só: São alunos brigadores de escolas públicas, postos de gasolina que promovem orgias, dinheiro vazando nos canos podres do poder político. A corrida da cerveja essa corja da imprensa marrom não fala, né!

Ezequiel de Medeiros, Jofran Tavares e Berlúcio Villela não existem, inventei esses nomes e, como era de se esperar você nem tchuns para a infame existência de outros candidatos para a PR. Seu pulha!

Conversemos depois. Minha consciência reluta em ser limpa e saudável.

Roscófe.

13 de setembro de 2010

Eu  tenho um roscófe. De bolso.

Não é muito bom, aliás, a fama dessa marca sempre o precedeu e é tão degenerada que o seu nome acabou virando adjetivo pejorativo de maquinário ruim.

O roscófe original moderno é um relógio de bolso Louis Roskopf de mil novecentos e guaraná de rolha. Velho, de um metal meio duvidoso — desses que precisam de polimento semanal para não fosquear.

Sua corda não é muito confiável, de vez em quando solta do gatilho e o relógio pára. Típico dos “Patent”.

A Louis Roskopf & Cie de Maison Confiance era uma fábrica suiça muito da mequetréfe, que emprestava seu nome da lendária Georges Frederich Roskopf, uma outra fábrica antiga de relógios honestos a 20 francos.

Esse meu roscófe pode até ser um da edição famosa americana “One dollar watch”, I don’t care.

Mas eu gosto mesmo desse relógio porque era uma peça velha da casa do meu avô, que ele restaurou, arrumou alguns problemas críticos e o fez funcionar novamente.

E me deu quando eu fiz 18 anos.

E aí, meu velho, não tem preço.

Eine Kleine Nachtmusik für Streicher in G-Dur KV 525.

27 de agosto de 2010

Rareamento da informação.

26 de agosto de 2010

Descobri uma coisa muito interessante: antigamente eu postava muita merda aqui no blog. Eram inserções diárias de falastranismos rôtos.

Quando aquela bostícula chamada Twitter apareceu, redirecionei micro-pensamentos não processados para aquele espaço. Os mais chinfrins. Nada pensado ou acurado, sem correção ou preocupação alguma com formas léxicas ou gramaticais. Mesmo porque uma tuitada é apenas um grito abafado na multidão que se deixa frenetizar.

Mas reconheço que algumas coisas postadas lá deveriam vir para cá. Um espaço mais autoritário e imperialista.

Campearei-os, limparei-os das bostas de passarinho e aqui serão redimensionados.

Simples como álgebra bilinear.

Ah, procure-me na passarinholândia pela alcunha de @rValentino.

O projeto da publicidade.

26 de agosto de 2010

Olha só, que legal: descobri que aquele projeto de publicidade que eu tanto prezo estava parado por um motivo muito simples: estava difícil pra caramba atualizar. A métrica e o processo eram extremamente lentos e complexos e por isso mesmo eu o abandonei.

Agora a coisa está diferente: vou publicar o arquivo bruto, e só. Vai desandar feito ximia quente.

Crônica Urbana: O cão, o tijolo e a árvore.

23 de agosto de 2010

O Cão e a árvore.

Esse cachorro da foto é uma figura: um boxer, caramelo, muito fiel.

Ele mora em um terreno quase baldio, perto da minha casa. Na verdade ele é o cão de guarda do terreno. Ele fica o dia inteiro nessa mesma posição: em pé, parado, olhando o nada. O dono (que não mora ali) aparece dia sim, dia não, para alimentá-lo e ver se a água está pingando direito no pequeno pote logo abaixo da torneira.

O cão tem apenas uma árvore, uma pedra e um cercado de tijolos como amigos.

Não tem gramado, apenas esse areião. Não tem casinha, nem abrigo.

E ele fica assim, o dia inteiro. Olhando para o infinito.

Vez ou outra uiva durante a noite. Nada que um assovio não o faça parar de uivar e procurar o autor.

A maior prova de amabilidade desse cachorro é quando chega seu algoz com alimento: ele pula de alegria, lambe-o e corre em volta do figura.

É o píncaro de alegria diária de sua prisão perpétua.