Arquivos da categoria ‘cotidiano’
Rareamento da informação.
26 de agosto de 2010
Descobri uma coisa muito interessante: antigamente eu postava muita merda aqui no blog. Eram inserções diárias de falastranismos rôtos.
Quando aquela bostícula chamada Twitter apareceu, redirecionei micro-pensamentos não processados para aquele espaço. Os mais chinfrins. Nada pensado ou acurado, sem correção ou preocupação alguma com formas léxicas ou gramaticais. Mesmo porque uma tuitada é apenas um grito abafado na multidão que se deixa frenetizar.
Mas reconheço que algumas coisas postadas lá deveriam vir para cá. Um espaço mais autoritário e imperialista.
Campearei-os, limparei-os das bostas de passarinho e aqui serão redimensionados.
Simples como álgebra bilinear.
Ah, procure-me na passarinholândia pela alcunha de @rValentino.
O projeto da publicidade.
26 de agosto de 2010
Olha só, que legal: descobri que aquele projeto de publicidade que eu tanto prezo estava parado por um motivo muito simples: estava difícil pra caramba atualizar. A métrica e o processo eram extremamente lentos e complexos e por isso mesmo eu o abandonei.
Agora a coisa está diferente: vou publicar o arquivo bruto, e só. Vai desandar feito ximia quente.
Crônica Urbana: O cão, o tijolo e a árvore.
23 de agosto de 2010

Esse cachorro da foto é uma figura: um boxer, caramelo, muito fiel.
Ele mora em um terreno quase baldio, perto da minha casa. Na verdade ele é o cão de guarda do terreno. Ele fica o dia inteiro nessa mesma posição: em pé, parado, olhando o nada. O dono (que não mora ali) aparece dia sim, dia não, para alimentá-lo e ver se a água está pingando direito no pequeno pote logo abaixo da torneira.
O cão tem apenas uma árvore, uma pedra e um cercado de tijolos como amigos.
Não tem gramado, apenas esse areião. Não tem casinha, nem abrigo.
E ele fica assim, o dia inteiro. Olhando para o infinito.
Vez ou outra uiva durante a noite. Nada que um assovio não o faça parar de uivar e procurar o autor.
A maior prova de amabilidade desse cachorro é quando chega seu algoz com alimento: ele pula de alegria, lambe-o e corre em volta do figura.
É o píncaro de alegria diária de sua prisão perpétua.
Dois blogs excelentes.
20 de agosto de 2010
Você ai que gosta de fotografia, acesse o blog do Leandro Badalotti. Fotógrafo, está em Nova Iorque fazendo um estágio surreal na agência de fotografias mais cobiçada do mundo, a Magnum Photos.
Você aí que gosta de textos puros e excelentes ensaios vivenciais, acesse o blog do Will. Textos expontâneos e sem o pedantismo dos blogs monumentais.
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É, faz tempo que eu não recomendo nada aqui. Será que é porque não está mais aparecendo material interessante no mundo?
Conversagens.
20 de julho de 2010

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Faz tempo que não apareço aqui para conversar contigo, ó leitor highlander. Estou meio de saco cheio de muita coisa, então quase não sobra tempo útil para nada. Tempo inútil sobra de montão. A questão é que ainda não consegui comprar uma câmera fotográfica que preste. A atual — que já tem 60% da sua capacidade cardio-fotográfica prejudicada — sofre nas minhas mãos. E eu a xingo, o que já não é um bom sinal.
Aliás, relacionamentos são assim: quando começa a rolar briga todo dia, já é hora de finalizar a conta.
Mas não é só de encheção de saco que a vida segue. Sabadão foi dia de trilha. É essa foto aí em cima: um mirante no meio de um vale fantástico. inexplorado, sem civilização em um raio de 100km, sem postos de gasolina, energia, humanos, celulares ou qualquer outra cafifentice que lembrasse o mundo real. Frio na medida certa, sol de rachar para o banho de riacho transparente, pesca submarina de peixes para o jantar, muita conversa boa na praia de areia.
Aliás, o rio mais fundo que já atravessei com meu carro, que achei que boiaria ou seguiria com a correnteza. Valeu a experiência tóra-prego.
Eu estou com os projetos travados na pauta por algum escombro oculto que ainda não descobri onde e o que é. E é isso que me preocupa nos últimos tempos. O trânsito natural das coisas parou de fluir e estou em uma mesmice mormacenta que sufoca.
Se eu fosse rico e civilizado, diria ser depressão. Mas depressão é para os fracos.
Então agüentem as coisas: se eu, que sou o mais interessado por essa jóça funcionar, não estou tão preocupado, você ai, magnata do clique duplo é que não deve se preocupar.
Como diria o velho Cambará, ‘ferida de amor se cura com o tempo’.




