MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

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Coisas daqui.

29 de janeiro de 2012

Viu quem voltou neste blog? A publicidade malemolente do começo do século. A rotina está dando as caras aqui e algumas coisas assumindo os lugares cativos.

Tenho material armazenado para um ou dois anos. Depois disso, não sei o que fazer, pois as fontes boas e fidedignas estão, invariavelmente, em bibliotecas públicas, particulares ou com colecionadores, no Brasil. Talvez o projeto morra depois disso, paciência.

E semana que vem, ulalá! 6 meses de êxodo. Até agora só descobertas, nada de chateação ou rotina funcional. E uma lista gigantesca de coisas para fazer.

Pensando em fazer uns frilas por aqui já que o mercado freelancer é violentamente bom e bem pago. Seria uma forma de viajar mais do que o previsto para viajar. Vamos ver.

Aliás gosto do termo viajante. Turista é uma coisa meio incondicional à massa passiva. Se bem que uns dias desses estava aqui matutando nas passagens + 7 dias de hospedagem all in para Disney por 500 a cabeça. Bem índião mesmo. Mas o que salva é que por mais 50 por cabeça você adiciona 4 dias de Key West em resort na Caribenha. Aí vale a turistaiada.

Por falar em turistar: Passei uma semana de fotos cotidianas com uma Canon SX 220 HS compact travel zoom, do tamanho de um celular, com CMOS retroiluminado de 14MP e zoom óptico de 14x começando em wide de 28mm e final tele de 392mm.

A câmera não perde foto. O sistema de focagem dela é meio matriz de reflex e segue objeto. O automático faz todo o esforço possível (abertura, velocidade, auto balance e ISO de 100 a 3200) para não errar a composição. Tem ainda modo de prioridade de abertura, velocidade e um incrível e fácil manual 100%, inclusive para foco.

O que não gostei, obviamente foi o tamanho pequeno e o peso, leve demais para mãos grandes. E o clássico botão de zoom, já que eu sempre usei zoom ring manual.

As noturnas impressionaram pelo simples fato de quase todas serem tiradas no braço, sem tripé nem apoio. Não conhecia nenhuma compact que conseguisse tirar fotos noturnas sem se cagar toda:








No programa cultural desse ano, já garantimos algumas presenças e uma delas é para assistir o Symphonic Rock no Royal Albert Hall. É uma apresentação da Royal Philharmonic Orchestra onde a performance vai ser um monte de rock, apresentado pela BBC 2.

O interessante dos shows e apresentações por aqui é que você se programa para tudo. 4, 6, 10 meses de antecedência é o normal para comprar um ticket. Olimpíada? Ano passado já tinham vendido quase tudo. Missa de Handel na St. Paul’s? 12 meses de antecedência para pegar um ingresso. Acaba sendo legal ter que programar a vida assim com muita antencedência: dá a falsa impressão de que você não vai morrer com uma bala perdida, sem mais nem menos.

A briga agora é tentar garantir um tamburete na esgrima, arco e flecha ou caiaque na Olimpíada de Londres.

_Old York Road, London. (HD)

24 de janeiro de 2012

A música na minha vida.

21 de janeiro de 2012

A música para mim
é apenas o vento que se balança
de maneira diferente
nos meus ouvidos.

Se hoje você me perguntar qual é o meu gosto musical, eu responderia: Nenhum. Ou todos. E falo sério quando digo que a música para mim é apenas um acessório disconexo que complementa todo o conceito hipodérmico behaviorista de que eu e ela não batemos os gênios.

A Etta James morreu dia desses e eu fiquei uns bons 5 minutos tentando lembrar quem ela era. Isso que eu tenho uns CD’s de jazz com ela no berreiro. Não consegui pescar nenhuma música dela de cabeça.

Não consigo lembrar o nome, assim repentinamente dos Beatles. Ou dos caras do Pink Floyd. Isso que eu tive a coletânea deles em CD. Sei que um ou dois Pinkfloyders morreram. E os Beatles então? Falando daqueles dois mais escondidos, o Ringo e o outro: viu, nem lembro o nome do outro. Sei que um era baterista e o outro devia ser o cara do baixo ou do Mellotron, não importa.

O que me intriga é que eu comecei a tentar achar um rumo musical. Tem gente que é fã, doentão por um artista, uma banda ou um gênero musical. Fã Clube! Quer uma coisa mais piegas que isso?

Mas vamos lá:

Blues
Desde Muddy Waters até BB King sem parar. Conheci os maiores bluzeros e seus batepés com guitarras chorosas. Encheu o saco.

Rock
Até que vai, mas a cada dia que passa menos bandas conseguem não me irritar. Hard/Metal/Glam/Death/Trash/Melódico já deu o que tinha que dar quando completei 18 anos. Mais do que isso seria idiotice. Até lembro uma vez que dei carona para um camarada e ele me entregou um CD gravado com uma desgraça melódica (acho que era Rapsody o nome). Aquilo me traumatizou. Quase ejetei o cara do carro.

Eletrônica
Fui em uma rave, quando isso não era conhecido e sabido de 99% da população brasileira. Tinha balinha e doce quando PCP, LSD e Skank eram apenas simbologia partidária, monitor de cristal líquido disléxico e banda de rock nacional. Encheu o saco de um jeito que até me surpreendi quando escutei a trilha sonora do Daft Punk para Tron 2. Dias atrás apaguei algumas centenas de preciosidades por falta de uso.

MPB
Tentei e vomitei na primeira hora de horripilaridades. Sério, você tem que ser muito idoso-tiozão para tolerar o chororô. Entra nessa faixa qualquer MPB moderninho tipo Marisa Monte, Tribalistas ou coisas pop-melindrosas (Restart e a sua catuléia hodierna).

Funcão
Cê tá de brincadeira né? Passei longe para não levar tiro ou não perder meus tênis.

RAP/HIP/HOP
Gostei, tinha um CD dos Racionais (sério, Racionais era legal) mas deu o que era para dar quando um moleque encostou uma quadrada na minha cara e confrontei a realidade com a ficção. E na verdade eu tinha vergonha de falar para os outros que eu curtia um som do Mano Brown.

Jazz
O jazz durou muito até, uns 5 anos. Mas não consigo mais acompanhar essa dislexia sonora. Os novos jazzistas estão um saco. E os velhos são muito duro-na-queda, às vezes.

Erudita (ou clássica, para você que é chucro)
Um legado que tenho em minha vida desde que nasci. Meu pai embalava a gente com isso. Acaba que nessa intolerância toda a música clássica e erudita toma o lado esquerdo dos hinos nacionais como obrigatoriedade de causa. Um dos poucos casos de sonoridades que eu escuto os primeiros barulhos e sei assoviar ou pior: o nome original da obra ou do autor.

Regionalista
Gaúcha, sertanejos e afins. Já tentei. Mas morri de desgosto com a saudade da querência, enquanto cevava um mate no pago com a dor de corno da goianada no sertão que nunca choveu e não choverá tão cedo. Chico Science era bom, mas deixou 4 discos e eu escutei tanto que também saiu gosminha.

Reggae
Bob Marley e o disco Legend foi a única virtuosidade dessa onda que consegui escutar sem pular as músicas a cada 3 segundos. Os outros são azia demais para a base ácida estomacal.

Por falar no Mellotron lá de cima, eu não consegui ter paciência para aprender música. Até conheço a métrica, mas é algo que não me atrai. Meu avô era luthier, meu tio professor de violão e meu colégio tinha aulas de canto, coral e instrumentalidades. Adivinha se fiz alguma coisa relacionada?

Eu ainda uso Winamp, para você ver o naipe da coisa.

Cantar no chuveiro é um saco. Tentar lembrar um verso, apenas UM VERSO de uma música qualquer é um martírio. Eu entro num ziriguidum terrível e sai umas mamonisses medonhas.

E o dia que eu quase derrubei a Pitty com uma malada da esteira no aeroporto de Brasília? Minha mulher explicou depois quem ela era (uma espécie de roqueira que tem letras musicais que não encaixam na melodia).

Outrossim informo que assinei o atestado do Death Tone musical. Não acho isso um ponto positivo nem que sirva para se gabar. Até tenho pena porque é uma sensação de derrota e resignação. Mas cada um pode, segundo o Darwinianismo, ter até duas ignobilidades reconhecidas.

E a música é uma das minhas.

Ah, as festinhas corporativas.

22 de dezembro de 2011

Sexta-feira passada foi dia de comemoração de final de ano aqui na empresa. Eu imaginava que seria apenas um almoço bocó com todo mundo se encarando de forma hostil, mas levei na cabeça com minhas previsões pessimistas.

O dia comecou com um café da manhã cheio de doces, acepipes e guloseimas que só existem por aqui na época do Natal. Meia hora depois, em uma capela-de-montanha (é esse nome mesmo, depois explico) que tem ali na ravina, contemplamos um coral natalino conhecido como Carol Service.

É claro que no caminho para a capela nevou e aquele clima de final de ano hollywoodiano achincalhou toda a minha concepção natalina calorenta brasileira de papai-noel de havainas. Cantamos umas canções natalinas, escutamos umas poesias e um pouco de drama com Shakespeare declamado.

Aqui entra um parênteses interessante: acredito que aquela capela seja protestante ou alguma vertente cristã. Descobri depois, conversando com um dos organizadores, que algumas pessoas não participaram por ser justamente em uma capela. Adivinha quem?

Errou se voce disse ‘Ah, a ateuzada!’.

Os ateus aqui são muitos. E não é pra menos, a Europa esta cada vez mais cética e sem conceitos espirituais. Mas a questão é que, apesar do Carol Service ser um evento piegas cristão, os ateus convictos estavam lá cantando, dando risadas e se emocionando com o evento. O social, mesmo.

Almoço com muito vinho, cervejas e comidas natalinas. O famoso Quiz de pub na hora dos digestivos, mince pies para matar o jotalhão.

Meia hora depois apareceram mais garrafas de vinhos e mais cervejas e umas despedidas chorosas de gente que está indo desta para uma melhor (empresa, não a vida), com brindes etílicos e mais comidas festivas.

Resumidamente o dia foi uma esbórnia gastro-bebericada descomunal. E que, como de costume, acabou na mesa de um pub, com o pessoal se abraçando e dizendo que te considera muito como irmão.

É a pingaiada, mais uma vez criando gente bonita na sociedade!

PS: quem não apareceu no Carol Service (além dos judeus, muçulmanos, indianos e budistas, por motivos de religião) foram os cristãos que não se interessaram pelo evento.

A coisa não está difícil só para vocês…

21 de dezembro de 2011

Patinando na laminha da incerteza.

21 de dezembro de 2011

A existência pura e simples deste espaço é uma afronta para meu vício de viver. A complexidade da situação que me enfio cada vez que tento dar um tombapé na morosidade começa a se tornar uma criatura sem autonomia sustentável. E isso gera dois desconfortos venais: A instabilidade da estrutura e uma espécie de autocomiseração, se é que isto existe.

A instabilidade da criatura tem resultado destrutivo e rápido. O seu passado sombrio levou uma martelada na testa que o fez cair como uma massa disforme no matadouro do Botiatuvinha. Aliás, carneada, com descartes imensos e apenas o filé-garré aproveitado. Foi um ato leviano e fadado ao fracasso, sem ressentimentos.

A autocomiseração é o distúrbio ridículo que parece uma lambeção de úlcera que não seca. Pesadíssima e sem propósitos, arrasta-se por terrenos inférteis de pedregulhos secos e cinzentados, tentando semear idéias que jamais teriam chances de brotar.

Uma nova martelada? Quiçá resolveria a instabilidade momentânea. A ignorância é apenas a prova de que hostilidade bruta pode ser a melhor situação para troçar uma conveniência dândi entre a dicotomia ridícula do existir, vivendo.

Coisas que você deveria fazer alguma vez na vida:

23 de setembro de 2011

  • Tocar em uma baleia.
  • Escalar uma montanha.
  • Saltar de um trampolim bem alto e dar uma pirueta.
  • Nadar pelado numa piscina.
  • Ter um cachorro.
  • Plantar uma árvore.
  • Fazer uma horta.
  • Soltar um passarinho de uma gaiola.
  • Ler a Bíblia.
  • Ler o Alcorão.
  • Assistir a um culto budista.
  • Recitar um mantra.
  • Dedilhar uma cítara.
  • Cantar de madrugada na janela.
  • Andar na chuva de terno.
  • Ir a uma reunião de Havaianas.
  • Desligar o micro direto na tomada às 17hs de sexta.
  • Escrever uma poesia.
  • Escrever um conto.
  • Compor uma música.
  • Pintar um quadro.
  • Cabular aula na faculdade pra jogar truco no boteco.
  • Saltar de pára-quedas.
  • Voar em um balão.
  • Ter ou adotar um(a) filho(a).
  • Andar descalço no musgo.
  • Entrar em uma pirâmide.
  • Tentar decifrar um hieroglifo.
  • Estudar hindustani.
  • Ler uma página em grego ou algum idioma antigo.
  • Cruzar um país de carro.
  • Acampar em uma praia.
  • Morar uma semana numa tribo indígena.
  • Viajar de trem.
  • Jogar bolinha de gude.

40 dias sem postar, elaiá.

4 de agosto de 2011

Pois é, mais de um mês sem dar as caras nessa vassalagem sem igual. Topicarei, para assim dar uma visão clara do que a ponte está sofrendo:

  • Vendi quase tudo o que eu tinha acrabunhado em casa. Fizemos um garage sales e um site bacana onde conseguimos vender coisas inimágináveis e impressionantes. A decepção, é claro, ficou com os livros: pouquíssimos fariseus os compraram, o que, segundo nosso vox populi empírico relatou, mostra que o brasileiro é um cagado literal.
  • Ítens entregues, um a um. Vislumbrar o desapego de um produto, livro, dvd ou peça de roupa e sua história em nosso meio foi, afinal de contas, uma escola para a vida.
  • Hoje tenho, por incrível que pareça, um computador, um telefone, uma mala de 32kg e muito dinheiro embaixo do colchão. Mais nada.
  • Segunda-feira é o dia zer0.
  • Saudade do que?
  • Descobri que gosto de dirigir.
  • E, tarde demais, achei meu cartão da Claro Clube. No meio da mudança, é claro.
  • Google Agenda ligado para gerenciar as promessas de gente que diz que reservará R$160 por mês para me visitar na gringa em um ano. Acredito piamente.
  • Sábado; casamento.
  • Domingo? Churrascão do chororô.
  • Segundo o doido venal da familia: vocês serão as pessoas que vestirão preto na Inglaterra? Entenda a professia como quiser.
  • Não sei qualé a maré de sorte, mas todos meus cancelamentos de contas, produtos, equipamentos, aluguéres, serviços e qualquer outra coisa que requeira um zero oitocentas foi indescritivelmente rápido e indolor.

No mais, amiguinho, Esse blog continuará a mesma sopa química virtuosa que sempre foi, mesmo porque escrever blogs em inglês em um domínio .com.br é coisa de retardado mental.

Daqui uns dias remeto telegrafias d’álem mar. É só o tempo de eu descobrir como se falar internet wifi em inglês.