Esse santíssimo não deixa nada a desejar:
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A Copa do Mundo de 2010 segundo R.Valentino.
15 de junho de 2010
Antigamente eu era um visigodo contrarista e torcia para outras nações. O soldo disso é uma coleção de camisetas alemãs, italianas, inglesas e holandesas. Do Brasil mesmo, tive apenas uma, que ganhei quando tinha uns 6 anos de idade. E lembro muito bem o que aconteceu com ela.
Era ’86, copa do México — aquela do mascote pimentito, que era para ser na Colômbia, mas foi espantada para o Brasil porque as milícias colombianas melaram tudo e, por incrível que pareça, nosso Sarneyzão subditatorial renegou sediar aqui os jogos por motivos desprezíveis, e que fez com que a FIFA desovasse o mundial para o México.
Pois bem, essa copa foi marcada pela “Mano de Dios”, Maradona, em um confronto épico e histórico entre uma Argentina malvinada e um Reino Unido falklandeado.
Mas o que me deixou puto da vida foi justamente o jogo Brasil e França, pelas quartas. Era um churrascão na casa de um colega do meu pai. Tinha muita gente lá, tv grande, muita cerveja e muita festa. O jogo foi minguado e correu para os penais. Lembro muito bem que Sócrates bateu e o goleiro defendeu. Cara, aquilo ali foi um desespero em minha volta. Tinha gente já gorando o Brasil naquele momento, gente levantando, cenhos fechados, enfim, um clima putiado.
Um francês errou e com isso voltou o clima de já ganhou. Na sequência uma trave brasileira e a vaca foi para o brejo.
Brasil rodou, a festa acabou, o clima pesou, o povo levantava meio sem jeito, uns tios mais exaltados começaram a tirar as camisetas de algodão com as três estrelinhas e arremeçavam na churrasqueira. A molecada fez o mesmo, todos revoltados; eu? eu adorava a minha, ela era de alguma copa passada, de algodão penteado, com a Jules Rimet ainda no Brasão (ou era a logomarca do café, não lembro). O problema é que saquearam-na do meu corpo e tacaram na fogueira amarela.
Mermão, pense em um moleque que chorou. Eu não entendia o porquê dessa revolta toda, desse descarte idiota das belíssimas camisetas amarelas, dessa raiva incontida. Era uma das melhores seleções que o Brasil já teve, Zico, Sócrates, Silas.
Voltei para casa descamisado e puto. Lembro que eu perguntei, ainda com os olhos mareados e no banco de trás do carro, para meus pais, porque tudo isso. Eu não lembro da resposta, mas nada, naquele momento, poderia me consolar.
Desde então eu via a copa com a futilidade existencial que ela sempre foi. Italia’90 não lembro. Aliás, lembro sim: eu tinha montado um arsenal de bombinhas amarradas com fita adesiva e todas as pólvoras ignitoras juntas. Era um jogo qualquer do brasil, todos na sala principal de casa e eu no quartinho da bagunça conferindo o jogo na Telefunken velha, com a bomba na direita e o isqueiro na esquerda.
Eu fui treinar como seria a ignição e uma centelha da pedra pulou na pórva toda e aquela bomba desgraçada começou a pegar fogo. Levei um susto, ela caiu no tapete verde que tinha na sala, começou a pipocar os petardos e eu já devia estar em cima do pé de ameixa lá do quintal. O soldo foi uns buracos no tapete, a casa empestiada de fumaça de pólvora e eu de castigo.
As outras copas eu já não estava nem aí para o mundialito, queria mesmo era sair com amigos, olhar as cocotinhas e bebericar muito etanol.
Muito tempo depois retorno com esse negócio da copa. Amigos vão se reunir daqui a pouco, as TV´s de mais de 50 poelgadas mostrarão tudo em highdef e eu — quiçá oxalá — comprarei uma camiseta amarela novamente, para fazer parte de uma torcida que eu nunca mais me senti integrante.
Hugs, nerd; Hugs.
21 de maio de 2010
Você já se perguntou o que significa []´s no final das mensagens? Eu já. A primeira vez que vi esse símbolo na ArpaNet, fiquei encafifado com o grafismo e resolvi perguntar ao SysOp o real significado. Ele rebateu na hora: Abraços, brow.
Como ninguém jamais poderia duvidar de um SysOp na época, dado seu grau de importância, integridade e vicissitude alheia, tomei como verdade absoluta.
A vida seguiu até o dia que, em uma troca singela de e-mails com o amigo Robert Cailliau, perguntei o por quê d’ele usar colchetes para finalizar e-mails.
A resposta foi histórica e acredito ser uma das primeiras razões etmológicas verdadeiras do simbologismo codificado (tradução livre por nosso imberbe colaborador L33t-w33K:
Message-ID: <020a01c5d41c$de175110$5a14a8c0@northrop> RV, Na verdade eu sempre finalizei minhas comunicações com o Tim (N.E.: Tim Berners-Lee, um dos pioneiros virtuais) com um singelo abraço. Coisa de família, então a saudação surgia normalmente para finalizar a missiva. Em dada ocasião, e na pressa de finalizar um DDCo para o Tim, escrevi rapidamente duas chaves {} (braces, en inglês). Ele entendeu e na contra-resposta arrematou um "apóstrofo S", finalizando com {}'s (embraces) A chave mudou para colchete por comodidade. Muita codificação e operação telefônica comunicativa na época transitava entre colchetes. Inclusive um projeto visionário de IPv era atribuído em colchetes, como esse ldap://[2001:db8:3c4d:15::abcd:ef12]. A facilidade e praticidade de não ter que subir a caixa para escrever []´s foi tamanha que a gente migrou para os colchetes sem perceber. Nossos protótipo de IPv eram limitados por colchetes, então melhoramos a dialética e simplificamos o óbvio. E essa saudação contagiou nossos amigos que, como em um ritual secreto nosso, recebiam o entendimento da codificação. O abraço foi a melhor forma de despedida, uma vez que a comunicação à distância sempre delimitava qualquer forma de cumprimento, como um aperto de mão ou qualquer saudação corporal. []´s
From: "rcailliau <rcailliau@cern.ch>"
To: "rvalentino at North <rcc344rval@northrop.com>"
Date: Fri, 23 Dec 1994 17:48:09 -0200
[N.E.: Em inglês, existem duas formas de descrever um abraço: embrace (mais formal) e hug (mais informal)]
A volta do ICQ
22 de janeiro de 2010
Desde a época em que o MSN passou a perna no ICQ e aos poucos todos os usuários migraram para a plataforma Microsoft, meu ICQ morreu.
Praticamente todos os meus contatos trocaram de comunicador: de uma hora para outra o ICQ ficou cheio de UIN´s desconectados para sempre. E isso aconteceu para todos ao meu redor.
Não sei se tudo isso foi a pressão da Microsoft em empurrar o MSN no sistema operacional ou se foi a Aol LLC que matou o ICQ com as milhares de tranqueiras que o deixaram assustadoramente feio, pesado e lento.
O mérito agora é que existe uma versão 7 da brincadeira. Limpa, sem aquela penteadeira de puta velha que era antes. Comunica com um monte de comunidades 2.0, feeds, twitter, coisa e tal. E eu não sei até onde (e como) essa ressurreição pode chegar.
O tal do UIN
O UIN do ICQ Significa Universal Internet Number. Talvez o ICQ fosse convencido igual à Swatch (com aquela piração do @ beat Internet Time) e quisesse rotular TODOS os usuários de internet por números. No final do século passado, ainda no tempo em que a internet era movida à lenha no Brasil, uma das formas nerds de você avaliar o tempo de internet de uma pessoa — que convenhamos, era um status quo indubitável — era a numeração UIN do ICQ. Quanto menor o número, mais reputação o geek tinha.
É ai que meu problema começa. Eu tinha um UIN de seis dígitos (#299069), registrado no final de 1996. Esses números baixos eram tão cobiçados que se você não tivesse uma senha com 16 dígitos, era fácil perder o UIN para algum hacker. Hoje um UIN registrado está na casa dos 500 milhões.
A minha senha tinha tanto caractere especial que, quando se pedia o reenvio de senha, os browsers só imprimiam quadrados (algo como: □□□□□)
Meu e-mail daquela época já não existe mais, era um finado spegel@usa.net da Amex americana.
E agora fiquei com vontade de reavivar uma coisa que não tem como. Rever contatos antigos, que há 14 anos não converso. Sim, é tempo. Uma amiga de Hong Kong que adorava poesias de Fernando Pessoa, traduzidas; a australiana ruiva que ficou minha amiga porque achei metade dos tios-avôs dela por aqui.
Coisas pitorescas do tempo em que a internet era cultural e semântica, sem a cauda-monga que a destrói todos os dias.
A australiana
O ICQ era legal, porque toda vez que algum novo usuário aparecia, você sabia que era mais um adido cultural na sua lista de experiências virtuais. E não existia tanta privacidade, um UIN conversava com o outro sem a necessidade de adicionar ou pedir permissão (Isso mudou em 1999 com a neurótica Aol LLC).
Uma dessas conversas foi com uma garota australiana. Ela era toda bonitinha, eu era um salafrário cafajeste, então já viu. Conversávamos por muito tempo — eu na madruga e ela no entardecer — amenidades, diferenças culturais, gírias aussies pra cá, inglês macarrônico pra lá.
Até que eu contei que meu avô era imigrante aqui no Brasil. Ela confidenciou que o avô dela também era alemão e refugiado da segunda guerra, mas que tinha perdido dois irmãos pelo mundo quando fugiram, talvez para a américa. Solícito que sou, disse que aqui na América do sul era fácil achar gente (era nada), e que faria uma pesquisa mais complexa para ela.
A minha idéia era passar os nomes para um amigo que trabalhava na antiga operadora de telefonia que a TIM comprou. Por ali ele conseguiria abranger o Brasil inteiro e, se os dois chucrutes estivesse nas terras tupiniquins, eu teria assunto para mais uns anos com a ruivinha.
Acontece que eu tinha duas listas telefônicas embaixo do meu monitor (gambiarra de nivelamento de vídeo avançado) e resolvi folheá-las. Era muita coincidência: tinha 9 sobrenomes que batiam. Destes dois eram os primeiros nomes indicados. Aí já fiquei com a pulga atrás da orelha e resolvi ligar para o primeiro.
— Seu Walfried?
— Ja vohl!
— O senhor é o irmão mais velho do Günter?
— …
— Alôuuu?
— Como você sabe!?
Desliguei na cara. Liguei para o Manfried. Mesma reação atônita.
Mandei um e-mail para a garota australiana (naquele tempo a gente usava o ICQ para amenidades e e-mails para coisas importantes), com os dados dos dois velhos: telefone, endereço, CEP, tudo.
O que se sucedeu foi uma coisa inacreditável, relatado por e-mail pelo pai da down under: Eles contataram os velhos aqui no Brasil; Os dois não sabiam que o irmão estava vivo, nem o irmão sabia que os dois ainda estavam na ativa; reuniram os três, 50 anos depois, em uma grande festa em Melbourne, onde os primos, netos, familiares e agregados se conheceram pela primeira vez.
A garota achava que eu era um herói, eu achava que nunca ia dar uns pegas nela. Ela achou namorado, eu virei metaleiro, ela casou e eu comprei uma bicicleta.
Depois disso só ficou a lembrança de ter feito uma coisa extremamente fenomenal para alguém que eu nunca, de fato, conheci.
Nikola Litvinenko
18 de novembro de 2009
Imagem rara, real e verdadeira, captada por uma anônima Rolleiflex na última fête de famille daquêle bom-anno de 41, realizado por ocasião do anúncio de enlace de Nikola Litvinenko à trupe familiar. Para fácil identificação, acompanha legenda explanatória (Nikola, todavia, é facilmente reconhecido pela famosa posição da capanga prensada ao corpo e inclinação viril de cortejador, escoltando minha tia-avó de terceiro grau).

Nikola Litvinenko era um russo que se afirmava escondido da milícia russa bolchevista no Brasil. Na época, todos acreditavam na ingenuidade ideológica. Descobriu-se, tempos depois, que o vermelho era tio de segundo grau do famoso expião Alexander Litvinenko (que só ficou famoso porque foi pego).
Nikola era costumaz de uma longínqua e demorada viagem no meio do ano para uma cidade no sertão central, baldeada hora por cerrado, ora por caatinga, dentro de uma imensa semi-cratera, fundeada, abrigada de quaisquer interpéries, inexistente em mapa algum, onde não ocorria variação de temperatura atmosférica e completamente sem vento. Segundo um barômetro de mercúrio kastaque, até a altura da cidade era nivelada pelo mar. Um verdadeiro laboratório CNTP. A percepção da temperatura variava de acordo com o ritmo circadiano. “Essa cidade não tem nome e não existe”, replicavam os incrédulos.
“Existe, visitem-na”, devolvia Nikola. “A entradinha de terra depois de Mombaça não achei”. “Eu mesmo mostro”. Nikola levava apoucados amigos e familiares pela única bifurcação da rodovia que só ele conhecia até a entrada de uma cidade com gente pacata e afável. “Veja o asfalto, ele nunca vai rachar, sempre viverá na mesma dilatação em que foi depositado”. “Não dá pra viver num lugar que não notamos o quente ou o frio”. “E o azul do céu que sempre foi azul, você já não se acostumou? E nem por isso!”
Nikola mostrava, com uma ingenuidade cirílica, projetos e parafernálias russas engenhosas. Militarismos, triquetraques espaciais, macacos e cachorros de raça laika, tudo acomodado em pequenas caixas metálicas ou grandes contâineres aluminizados, com inscrições indecifráveis, sob cuidado dos locais, muito bem remunerados para os padrões da região.
Mas voltemos às origens: o abastado marxista adentrou na familia por razões inovidáveis até então, mas que geraram um motim existencial nos patriarcas, que o expulsaram anos mais tarde, a golpes de florete e ricochetes de Luger. Não foi por amor à nonna da foto, isso era óbvio. Acontece que minha família negociava muito com empresas teuto-batavo-cipriotas, que por sua vez repassavam congêneres para os alemães pré-segunda-guerra.
A contra-espionagem era tão somente um meio de conhecimento para reportar aos vermelhos sobre as áreas de comércio brasileiras, uma vez que eles tinham como certa a inclusão do Brasil nos moldes comunistas.
Qual foi a dele! Era da ativa da espionagem russa! Nos clichês amplamente carimbados da cinemateca espionista americana, por sinal. Chapéu, terno completo e sapato reluzente em um calor tropical o marcavam bem. Aquele capote bege, comprido, atado por um cinto de fivela quadrada carregava uma legítima pistola Tula-Tokarev 33, com projéteis afiadíssimos 7.62 milimetrados.
Não revidou os petardos na bunda por honrarias. Mas, ainda em fuga, falou mal do borscht de beterraba da nonna, o que a fez choramingar pelos cantos por anos a fio.
Desde então nunca mais foi visto. A cidade interiorana, que ele tanto falava, fôra esquecida com o tempo. Dizem as más línguas que ele virou um abastado comerciante de secos e molhados.
Comércio!?
Que afronta ao comunism way of life, red kamarade!
O perfume da mulher
13 de maio de 2009
É dela. É dela o perfume adocicado que achincalhou meus inocentes devaneios como uma música clássica, allegro non troppo, palpitando em minhas ventas.
Estávamos ambos parados, na praça central. Minha casa era a terceira, amarela das janelas brancas. A praça sempre foi minha, por direito. E por vontade pessoal, o que não exime meus achismos inúteis. Ela fitava algumas crianças a brincar. Seu olhar era vago e gostoso. Esperava alguém, suponho. E eu simplesmente observava aquela mulher. Culpa do vendo, fique claro: contrário à ela, favorável à mim, trouxe-me as frutadas notas adocicadas ao meu olfato furtivo.
Ela se aproximou, perguntou as horas. Oi, tudo bem? Respondi. Ela sorriu. Um sorriso daqueles significava um “tudo bem” todos os dias, acredite. Só podia ser. E você, como vai? Ah, se ela deixasse eu dizer a verdade, falaria a plenos pulmões o que aquele sorriso momentâneo representava para mim. Mas era apenas uma saudação casual, um pedido de horas de uma desconhecida, apesar de vir precedido de um sorriso e de uma leveza descomunal.
Disse as horas. Emendei um elogio fajuto ao extremo: disse que seu sorriso era bonito, que seu cabelo sabia dançar deliciosamente com a brisa gelada, que seus olhos eram magnificos-intrigantes. Enquanto conversávamos, um jazz leve tocava em minha cabeça. Ah, isso é um dom! Quiçá com um volume tão alto que até ela poderia ouvir. Sorriu e me agradeceu as sentimentalidades.
Ana Claudia, ela disse. Percebi que ela perdeu fôlego ao sussurrar seu nome. Um olhar cruzado quando escutei seu nome, e tudo girou em uma velocidade estonteante. Eram fatos antigos, lembranças, adolescência e descobertas. Rápido, rápido. Aquela mulher à minha frente fôra uma antiga namorada de colégio. Não pode ser!
Disse-lhe meu nome. Sua expressão também a deixou pasma. Crescemos, sumimos daquela cidade, cada um construiu um pequeno começo de futuro. Éramos apenas adolescentes. Eu amei aquela mulher no passado. Ah não, era o primeiro amor inesquecível!
Eu toquei em seu rosto. Ela acariciou a minha minguada e escanholada barba. Entendeu e me abraçou. Eu precisava dela mais do que tudo. Não, precisei, não preciso mais. Ah sentimentalidades! Confundem-me e gargalham. Aproximamo-nos, olhos nos olhos. Por um longo espaço atemporal.
Afastou-se. A música em minha cabeça parou. Disse estar casada, teve uma filha “aquela com roupinha rosa”. Despediu. Eu disse que entendia e que iria embora, era um compromisso inventado de imediato. Era a razão, como sempre.
Aquele abraço deixou resquícios de um doce perfume maravilhoso. Fez-me crescer um fino sorriso pelo rosto.
No caminho desconexo ao compromisso imaginário, entendi como a vida sabe pregar peças. Minha vida mudou naquele momento. Coisa boba, pensei. Mas logo notei que troco a roupagem dos meus sentimentos a cada encontro ou desencontro vivencial. Imagina quantos desavisados — sortudos — que se apaixonam subitamente por uma mesma pessoa, duas vezes, existem nesse mundo? Blasfemo a sorte. Sorte? Nunca existiu. Isso são pequeninos milagres vivenciais que recebemos diariamente, e que nunca percebemos ao certo, que de fato, existem.
Cantarolei a música que tocava no rádio do carro. Era o único final feliz encontrado.
Recuerdos de 43
6 de maio de 2009
No pátio do então 6º Regimento de Artilharia de Campanha de Curitiba, um quebra-nozes:




