MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

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Terras Altas 2011 – Corrientes à San Miguel de Tucumán

13 de maio de 2011

A saída de Corrientes foi diferente: sem tensões fronteiriças, apenas uma rota no gps, um criollo na rádio local e muita chuva. Atravessamos o Rio Paraná pela ponte Gral. Belgrano e seguimos rumo ao Oeste.

A viagem foi tranquila, pelo chaco argentino. Muitos animais na pista, muitas aves. Atropelamos umas 10 palomitas ala blancas, uma perdiz e por milímetros não passei por cima de uma cobra que atravessou a pista doidona:

A estrada foi piorando e em um pedaço ela virou apenas uma faixa simples e estreita de concreto, dividida por ambos os sentidos. E olha que a estrada era tumultuada!

Chegamos na hora do rush em San Miguel de Tucumán. Trânsito urbano argentino caótico como sempre, muito interessante de conducir. Elegimos hotel San Xavier, no alto de uma montanha, com a vista fabulosa da cidade. Excelente pedida para descanso.


























Terras Altas 2011 – Barracão à Corrientes

13 de maio de 2011

A entrada da argentina sempre é tumultuada e tensa. Os carabineros nunca são afáveis, pode ter certeza. Mas, por incrível que pareça conseguimos desembarazar los papeles em menos de 5 minutos e já estávamos rodando muito antes do esperado.

Gasolina Super a 4 pesos argentinos iniciais. Menos de R$2.

No caminho para Corrientes encontramos estradas tranquilas, com trânsito moderado de carros e caminhões, muitos guardas camineros e muita paisagem bonita.

Demos carona para um guarda por uns 300km até Corrientes, o que deu segurança e passe livre portodasas gendarmerias que passamos. Ele nos entregou na porta do hotel de Corrientes. Valeu o dia.

Algumas fotos do caminho:

















Terras Altas 2011 – Curitiba à Barracão.

10 de maio de 2011

A saída da expedição foi a partir de Curitiba (A). No mapa acima, a viagem passou por Guarapuava (B) e terminou em Dionísio Cerqueira (SC) e/ou Barracão, pois são cidades grudadas, fronteiriças entre os estados e entre a Argentina.

Guarapuava é a terra da parentada. Então o caminho é fácil e conhecido. Paramos na casa da minha avó, onde passamos uns dias para rever todo mundo e treinar um pouco a fotografia.

Aliás, começar a conhecer a métrica Nikon e suas contramãozices da Canon: coisas como a lente, que em uma encaixa sentido horário e na outra, anti-horário.

Seguimos direto de Guarapuava para Dionísio Cerqueira, uma cidade pequena e sem muitos atrativos. Cidade fronteiriça e pequena. Amanhã teremos uma pernada grande para Resistência, 660km até a beira do rio Paraná.

Como a viagem ainda não teve muitas novidades, seguem umas fotos do quintal da casa da minha avó, o mundão da minha infância de outrora:










Apache

6 de maio de 2011

Isaac Asimov e seu cabelão Prof. Ludovico.

5 de maio de 2011

Isaac Asimov era o cara que, em 1988, ficcionou a ciência e transformou em arte literária o que ninguém cogitava criar. Ele conversou sobre a internet — pura e simples — no vídeo abaixo ( o qual eu rabisquei o desenho acima enquanto assistia, embasbacado com esse tipo de idéia que gostaria de ter):

Expedição Terras Altas 2011

4 de maio de 2011

Começa terça-feira, dia 10 de maio de 2011, a Expedição Terras Altas 2011. Serão 30 dias rodando pela Argentina, Chile, Uruguai e Brasil, em quase 10.000km de estradas e paisagens.

O caminho muita gente já conhece e é até meio café-com-leite, mas mesmo assim imperdível: Curitiba, Resistência, Salta, Humahuaca, Purmamarca, San Pedro do Atacama, Antofagasta, Ruta Panamericana, Santiago, Viñas del Mar, Mendoza, Rio Cuarto, Buenos Aires, Sacramiento, Montevideo, Punta del Este, Chuí, Taim, Rio Grande, Florianópolis.

Carros equipados, presença importante dos meus pais no grupo, amigos novos e velhos, equipamentos fotográficos incrivelmente bons, cedidos de bom grado por bons mecenas, alguns pesos baratos demais, desvalorizados à R$0,46 e muita sede de estrada.

O frio vai ser um constante companheiro, a neve vai dar as caras, salitres e salares deixarão os carros brancos, o céu vai ser o mais monstruosamente belo com as estrelas mais brilhantes perto dos observatórios gringos no meio do deserto.

Gêiseres, vulcanos, lhamas, gente feia e gente bonita.

A Rotina vai ser insuperável. E tentarei montar um diário de viagem completo aqui nestas páginas. Paciência é o que não vai faltar.

A partir de terça-feira, resumão dessa aventura inesquecível. Ah, o GimmeWings — nosso atual concorrente jornalístico de aventuras — terá cobertura paralela.

E, como sempre, la nave va!

Feliz aniversário, envelheço na cidade.

3 de maio de 2011

 

É, quatro anos de MadCap. Celebremos pois, o fracasso.

Quatro anos tentando expressar de forma pífia e fedorenta aquilo que nunca consegui, ao certo, informar. Mas vale a pena cada byte impresso na tela. Quatro anos são, porcamente traduzidos:

  • uns 1500 dias de maledicências;
  • 565 posts! Olha só, eu imaginava quase mil. Vergonha isso;
  • 1405 comentários, que eu não sei onde estão;
  • 609.238 visitas únicas. Outra coisa que eu imaginava mais. Pra um milhão falta muito chão;
  • o post mais visitado de todos os tempos é essa desgraça: Carta para pôr fim em relacionamento (com 130 mil views);
  • aliás, tive que fechar os comentários, o povo estava youtubando o debate;
  • a imagem mais vista: Bandeira do Brasil (com 58 mil views);
  • essa bandeirinha desenhada por mim já figura nos top 10 do Google e todo mundo a usa para alguma coisa.

E assim a nave vai. E, mesmo a deriva, não sinto nem resquícios de apagar esse clube. Os outros, eram tentadores. Como os fiz.

Parabéns para mim. E parabéns para você, que tem a coragem de frequentar aqui.

Brasília Track Day 2011.

2 de maio de 2011

O autódromo de Brasília tem uma cacofonia na denominação, batendo de frente com o Jacarepaguá do Rio: ambos se chamam Nelson Piquet.

Neste sábado teve mais um track day, um evento em que qualquer ser humano pode pisar forte com seu próprio carro na pista.

Muita gente com carros exóticos, normais, especiais e superproductions apareceram e deram o ar da graça.

Mas o que marcou mesmo foi a presença do Tricampeão nas pistas. Chegou com um Ford GT40, passeou de Lancer, calibrou e assumiu o posto de uma Superleggera para fazer o terceiro melhor tempo do dia em um carro desconhecido.

Assistir a tocada agressiva e confiante do chefe não tem preço.
















Todas as fotos da coletânea estão no meu Picasa. G’day.