MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

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O trabalho danifica o hombre.

23 de novembro de 2011

Bom, acho que nunca falei aqui sobre trabalho, mesmo porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas como entramos na nova fase do diário chocarreiro bretão, tenho escusa de consciência para relatar ao fronte quaisquer novas experiências obtidas.

Comecei a trabalhar em uma empresa gigantesca, que tem mais de 100 anos de história, 28 milhões de clientes e tentáculos extendidos por mais de 161 países.

Nao sei se foi um puta acaso e sorte ou se apostaram bem as fichas no meu perfil, mas o fato é que foi o primeiro currículo que enviei, a primeira entrevista que fiz e a primeira oportunidade que criei.

Quando comecei a procurar empregos achei nada mais, nada menos do que 68 vagas que me serviriam 100% em todos os requisitos, o que me assustou e abriu minhas possibilidades para atuar em qualquer área de meu interesse. Isso, no Brasil era impossível: quando aparecia alguma vaga, era carta marcada ou oportunidade viciada, com algum podre por trás.

Bom, a primeira coisa que fiz quando entrei foi escolher uma cadeira confortável, mesa e mobiliário, tipo de monitor e quantidade (sim, poderia ter 1, 2 ou até três televisãozinhas na minha mesa). A segunda, foi um pedido um tanto quanto inusual: temos verbas para gastar e se você precisar fazer um curso ou comprar um hardware, avise que gastaremos sem pestanejar. Incrível.

Trabalhar em um ambiente onde o idioma não é sua língua nativa é foda. Principalmente quando todos os colaboradores da empresa são ingleses natos. A comunicação começa a se tornar restrita e a forma de se expressar tolhe a loqüela como talvez eu nunca imaginasse antes.

É como um silêncio imposto. Estranho, mas bem fácil de superar.

Outro sintoma que presenciei no meio profissional: o povo trabalha com vontade. É uma paixão meio estranha com o que fazem, quase como um hobby ou uma experiência pessoal. Nao sei se isso é fruto dessa escolha de trabalhar onde realmente vale a pena ou se todo mundo age assim por osmose. Questão primordial: contagia mesmo.

O objetivo pessoal agora está bem definido e pronto: matar o leão, todas as jaguatiricas e algumas suçuaranas que aparecerem na comunicação telegrafada e fonada.

O resto, tiro de letra.

Pensando bem.

14 de novembro de 2011


Esse macaco é do Zoo de Santiago. Uma das fotos mais significativas que já tirei. Tem um ar blasé incrível, quase como ignorando o mundo em volta. Ganhou balão de mangá e aditivou a voz dos oprimidos. O que está escrito ali? Nem eu sei.

Guy Fawkes

8 de novembro de 2011

Essa foto é de um dos petardos que aconteceu na celebração inglesa chamada Guy Fawkes, dia 5 de novembro. A comemoração é gigantesca, poderia dizer até mais intensa e cheia de gente do que o ano novo. Os parques estavam lotados, prefeituras contrataram os maiores fogueteiros do mundo, alguns premiados e, com shows de luzes e fogos, promoveram shows e muita festa.

Resumindo um pouco a história, Guy Fawkes foi um revolucionário católico que participou da Conspiração da Pórva nos idos de 1600 e guaraná de rolha.

A idéia era bem simples: fazer um levante modesto, algo como matar todo o parlamento e o rei. Guy Fawkes era o encarregado de guardar a pórva que iria explodir o prédio do Parlamento. Ah, eram 36 barris grandes no porãoda casa dos nobres.

Bem planejada a coisa, até que daria certo e provavelmente hoje o Big Ben seria apenas uma lenda. O problema era que alguns dos revoltosos católicos acharam que essa bomba toda machucaria muito mais do que apenas os plenários e protestantes maquiavélicos; resolveram mandar umas cartas para amigos e parentes para não se aproximarem do local no dia e horário programados.

Como todo revolucionário é bicho burro pra caraio, uma dessas cartas caiu na mão de quem mesmo?  Jaiminho Primeiro, o rei. Desceram ao subte, prenderam o guardinha bocoió, torturaram, ele xisnoviou geral, penduraram-o com gravatinha de sisal na praça XV de Novembro e passaram o rodo nele e na revolução.

A protestantaiada não deixou barato e, zombeteiros que são, todo dia 5 de novembro subsequente, soltavam uns traques, uns cabeção de nêgo e outros tremeterra para comemorar a queda da catolicaiada nesse imbróglio, conhecido por aqui como a Noite das Fogueiras. É claro que, desde então, existem uns bonecões do Guy pro povo incendear, tipo judão.

“Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot.”

Aí os monarcas macaco-véio não deixaram barato e todo ano, quando o rei ou a rainha vai visitar o parlamento, há uma cerimônia real de vistoria dos porões do prédio. Rancorosos, nada né?

Quer ver mais fotos? Acesse meu álbum do Facebook.

Cambridge, curiosidades e as noturnas afamadas.

6 de novembro de 2011

A seção diarinho nunca me apeteceu e o comensal deste periódico tenta, mas em vã efetiva, presentear os incautos leitores com devaneios e vivicentices além-mar. Vejam que as maiores mentiras que escutei no Brasil sobre o velho mundo estão caindo, uma após a outra. Não sei se era uma tentativa de me segurar em terras pagãs tupiniquins, mas os bons hábitos herdados estão se aprimorando com a fineza e algozidade dos bretões sangue-na-têmpora. Enfim, vamos ao que interessa: ilustrações e fotogramas de monstros, dragões e ferocidades que ainda hei de matar.

Um Morris Wagoneer, usaram madeira para poupar metal para a guerra.

Daimler Sp250 de 1954. Motor V8, estacionado no mercado. Ao lado, um curioso Nissan Figaro de 1991. Esse Nissan ficou famoso aqui na Bretãolândia por causa da semelhança com o Datsun Fairlady.

Sim, nos rendemos aos costumes porcos-capitalistas dos gringos. Mas são feriados, então automaticamente estamos agraciados com a remissão factual. Na foto, a seqüência de esculturas em Pumpkin ‘Munchkin’, com uma faquetinha de molibdênio-vanádio suéca. O tamanho inexpressivo das caveiretas advêm da brasileirice de ter deixado
para a última hora para comprar abróbas.

Esta é a lateral da blindagem de um Panzerkampfwagen V Panther. Duas polegadas de metal perfuradas com alguma coisa realmente nociva. Esse tanque está na
entrada do Museu Imperial de Guerra.

Poster original do Lord Kitchener, nas paredes do Museu de Guerra. Aquarelado por Alfred Leete em 1914. Detalhe para as anotações de correção de tipografia e cores.
O tio Sam foi copiado dele em 1917.

Placa de trincheira da primeira guerra mundial, a mais aterrorizante de todas. O entrincheiramento era técnica crucial de sobrevivência e esses avisos tinham esse sistema de arejamento patrocinado pelos inimigos.

King’s Cross Train Station. Essa é a rua na frente da estação mais famosa de Londres, graças ao Harry Potter e a plataforma 9¾. Na foto, rastros luminosos dos
ônibus vermelhos de dois andares.

Toda estação de trem ou metrô aqui de Londres sempre reune centenas de pessoas que olham essas plaquetas como torcedores que esperam um gol. Horários e plataformas, cidades destino e o mais importante: horários cumpridos com rigorosidade impressionante.

Um gato bacana, dos Bradgates, miando na janela. Pensei com meus botões: sacarei o fotograma no miar do felino. Ficou tão feia boca do desgraçado que parece um gragúlia.

Pode me xingar à vontade: você sempre verá intervenções, pixos e carros nessas páginas. Essa, em um muro de Cambridge, a cidade do rio Cão.

O Bacana de andar em uma cidade meio medieval é encontrar um ou outro cemitério desativado no meio do caminho. Esse, ao lado de uma igreja, tinha lápides de 400 anos.

O Eagle Pub de Cambridge. A data original de levante do botéco é de 1667.  O dono atual do pub é um College Cristão e é gerenciado por uma cervejaria local. Foi em uma mesa do Eagle que o James Watson “discovered the secret of life” quando anunciou o formato da cadeia de DNA — e como ela carregava as informações genéticas.

O mais legal do Eagle — também conhecido como RAF’s Pub — é o teto. Toda a superfície do forro é pichada com inscrições de esquadrões, datas, companhias e dedicatórias, por pilotos e tripulações dos aviões britânicos e americanos que participaram da Segunda Guerra Mundial. Sqd’s famosos, como os Alis Nocturnes e o 91st Bomb Group (do famoso Memphis Belle) escreveram, à fogo de vela, fogo de isqueiro ou até batom, suas credenciais antes de seguir para a morte.

Fudge de Cambridge. Um batumadão de açúcar, leite e  manteiga, adicionados de chocolates e nozes. Doce mais doce que o doce de batata-doce, com certeza.

Um povinho puntiando no rio Cam perto da bridge. É, mais ou menos assim que surgiu o nome da cidade, tá pensando o que?

A ponte da matemática é uma das mais famosas pontes de Cambridge. É velha que o cão: 1749. Ela é famosa porque utiliza um princípio de tangentes e triangulação do madeirame, fazendo com que se otimize ao máximo a sustentação e estabilidade. Na foto podemos ver um casalzinho e um fantasma.

Toda cerca ou muro de Cambridge tem pelo menos umas 50 bicicletas encostadas. É muita coisa, mesmo para quem está acostumado com algumas cidades da Europa.

Porão malassombrado em Cambridge, com o quê? Biscletas.

Esse é o punt, o barco-símbolo de Cambridge. No começo você não dá nada no bótinho, mas a desgraça leva seguramente 6 pessoas mais um punteiro sem virar. Tem cantos quadrados e fundo chato com bom lastro, o que estabiliza a
nháca sem riscos de adernação e mico.

Bla-bla-bla e o quê? Uma Caloi Ceci na foto.

Eis uma foto que reúne 2 dos 3 princípios que regem a rurgs desse blog: Carro e Pixo. Esse é o Mandela Way T-34 Tank, um tanque russo de 1944. Era do exército tcheco. A história dele (e de como foi parar em um terreno baldio) é meio obscura, mas ele foi usado no filme Richard III em 1995. Desde então ficou por lá para receber uns pichos. Encontrei por acidente, procurando uma lojinha em Canada Water, Londres.

Semáforo analógico do começo do século em estação de trem. Coisas que trabalham, até hoje, em conjunto com luzinhas computadorizadas e LED’s.

Grosvenor Gardens, no centrão. Algo como “Jardins do Grande Caçador”.

Estradinha da entrada do Gilwell Park, terra daquele cantor de MPB, o Baden Powell.

Só para ficar esperto.

Saudade de uma boa churrasqueada.

25 de outubro de 2011

Ao anoitecer sentaram-se em bancos sem encosto (pranchas de madeira em cima de pedras e tijolos empilhados) ao longo duma grande mesa feita de várias mesinhas emendadas e a cuja cabeceira estavam sentados os noivos, tendo à direita os pais da moça e à esquerda o padre. Em cima da mesa viam-se pratos e travessas cheios de pedaços de galinha assada, carne de porco com rodelas de limão, batatas doces, pinhões e aipim.

No fundo do quintal preparava-se o churrasco: dezenas de espetos fincados em bons nacos de carne estavam colocados sobre um longo valo raso, no fundo do qual luziam braseiros; a graxa derretida caía nas brasas, com um chiado, e uma fumaça cheirosa subia no ar, enquanto duas pretas de vez em quando mergulhavam ramos de pessegueiro dentro dum balde com salmoura e depois aspergiam os churrascos, trazendo os que ficavam prontos para a mesa, onde eram disputados aos gritos.

Os homens usavam suas próprias facas, que tiravam da cintura ou das botas, e com elas cortavam o assado, muitas vezes respingando o rosto com o sumo sangrento da carne. Nas barbas negras de alguns deles a farinha branquejava como geada sobre campo de macegas recém-queimado.

O dono da casa dirigia o jantar, gritava para os churrasqueadores, recomendando: “Um bem assado!” ou “Que venha uma boa costela!” ou ainda: “Um gordo aqui pró Chico Pinto!” No princípio da festa notara-se um silêncio um pouco constrangido. Mal, porém, o vinho começou a encher os copos e subir à cabeça dos convivas, eles se puseram a falar mais alto, a rir, a contar histórias, entusiasmados. As mulheres, mais quietas, limitavam-se a sorrir, de cabeça meio baixa.

O terreiro estava iluminado por muitas lamparinas de azeite e sebo dentro de guampas postas em cima da mesa ou presas nos galhos das laranjeiras e pessegueiros. Rodrigo mastigava o seu churrasco com gosto, bebia o seu vinho estralando a língua. Sentia aos poucos um calor bom a poderar-se-lhe do corpo e ao mesmo tempo ficava um pouco inquieto, pensando no que poderia acontecer se ele se embriagasse e “perdesse a tramontana”.

O gaiteiro começou a tocar e os primeiros acordes do instrumento foram abafados pela gritaria de aplauso. Depois as vozes silenciaram um pouco e o homem – mulato de cara larga picada de bexigas – começou a tocar uma tirana. Estava sentado numa cadeira, no meio do terreiro, o chapéu quebrado na frente, o barbicacho quase a entrar-lhe na boca; tocava de olhos fechados, as sobrancelhas erguidas, e segurava a gaita com frenética paixão, como se estivesse abraçando uma mulher.

Rodrigo meteu na boca um naco de carne gorda, triturou-o nos dentes fortes e pensou ainda: Minha marca não sai mais. Nunca mais. Mastigou bem a carne e depois ajudou-a a descer goela abaixo com um gole de vinho tinto. Afrouxou o nó do lenço. “Está quente, amigo” – murmurou, dirigindo-se ao homem que tinha a seu lado. O outro não ouviu e continuou a comer, de cabeça muito baixa, como um porco com o focinho metido no cocho. Os sons rasgados e chorosos da gaita enchiam o ar. Um ventinho morno bulia com as folhas, fazia oscilar a chama das lamparinas. Homens iam e vinham trazendo churrascos ou levando espetos.

A vida era boa – pensava, enfim, Rodrigo.

 

O Sobrado I – Erico Veríssimo; p.292

Dois meses.

12 de outubro de 2011

Dois meses de Londres. Simples assim.

Mesmo com todas as informações de como a capital é cosmopolita, você só sente na pele que está em um resumo mal feito do mundo quando convive uma rotina maluca que esta cidade exaspera.

Isso não é ruim, nem se torna uma barreira.

A decepção só é grande porque sou fã do idioma britânico. Sempre achei o american english accent uma pastelantice mal sonorizada e fanha. E aqui em Londres é difícil escutar alguém falando um proper english. O que mais se tem é indianos que sobrevivem por aqui de muitas maneiras, algumas mágicas e louváveis, outras apenas existindo sem uma razão aparente. Eles rasgam o sotaque sem se importar com o glamour que é articular o idioma.

Os ingleses continuam pedindo desculpas e licença como há dois meses atrás, e isso é bom. Respeitam muito o próximo e, por incrível que pareça, são amistosos. Quando percebem estrangeiros falam de uma forma mais pronunciada e lenta. Para ser entendido mesmo.

A pontualidade britânica é fogo. Continua ferrenha e assídua.

Os policiais são extensivos e estão em todos os lugares.

Os brasileiros estão por toda a parte. Muitos andam por aqui de forma ilegal, e isso é ruim. Fazem uns guetos estranhos e são mal vistos. O jeito brazuca de se comportar não se adéqua ao dia a dia britânico. A brasileirada é farofa por natureza, junta meia dúzia e já viu: grito, nome feio e risadas estridentes por todo o lugar.

Conheci muito brasileiro por aqui. Jovens, perdidos e sem presença futura. Alguns com problemas de idiomas, outros procurando empregos underground. A grande maioria ainda veio naquela idéia de juntar dinheiro para remessas Western Union. Conversam em português, compram farofa, feijoada em lata e arroz. Escutam pagode e sertanejo dia e noite. Falam mal das inglesas que não sabem se vestir. Sentem saudades ferrenhas do Brasil e desejam por tudo voltar um dia.

Aliás, tem muito mercado regional luso-brasileiro por aqui que vende tudo que se possa imaginar de origem tupiniquim: farofa, goiabada, picanha resfriada, chá mate, guaraná em lata e 1,5l, temperos e guarnições diversas. Parece a mercearia da Maricóta.

Equipei minha casa com umas 400 libras. Muita coisa de qualidade excelente, algumas marcas famosas e design inteligente por todo o lado. E, entenda por mobiliar, algo como encontrar um apartamento apenas com um sofá, uma mesa e uma cama.

Os preços por aqui continuam atrativos.

Fiz meu insurance number para começar a trabalhar. Eles prometem 8 semanas para entregar. Recebi em 3 dias. Sempre assim, inclusive com o Royal Mail, que todo mundo fala mal. Eles têm um sistema first e second class de entregas que ninguém entende direito, mas que é muito barato.

Sistema de saúde nacional é conhecido como o maior, mais complexo e funcional do mundo. Não testei, mas me cadastrei. Espero não usar nunca.

A cultura cotidiana aqui é foragida de desgraças midiáticas. Não sei se o povo se encheu de saber noticias mundiais ou se, no final das contas, é tudo rubish do mais catinguento e ninguém está nem aí para elas mesmo.

A previsão do tempo é fenomenal: você tem um hora-a-hora com mapa de nuvens, vento, direção e tipo de chuva/fog. Sabe quando levar guarda-chuva ou uma blusa para o ventão das 19h.

A vida aqui é muito, mas muito mais complexa do que eu imaginava. Para você ter uma idéia da proporção que isso atinge, contabilize pelos tipos de sais que existem para cozinhar (e que vendem em qualquer mercado grande): course, table, deep mediteran, iodized, kosher irregular, celtic, dairy, rock, pickling, sea regular e seasoned. Multiplique isso por quase tudo que você possa consumir ou usar por aqui e terá uma pequena amostra da diversidade e costumização que morar aqui significa.

Eu não tenho mais idéia do que será minha vida daqui para frente. Sinto que essa cidade cinzenta está me forçando a plantar raízes.

E isso só pode ser, ou muito bom, ou péssimo.

O tempo, viadinho, vai ter que me falar.

Old times, good times.

2 de outubro de 2011

Coisas que você deveria fazer alguma vez na vida:

23 de setembro de 2011

  • Tocar em uma baleia.
  • Escalar uma montanha.
  • Saltar de um trampolim bem alto e dar uma pirueta.
  • Nadar pelado numa piscina.
  • Ter um cachorro.
  • Plantar uma árvore.
  • Fazer uma horta.
  • Soltar um passarinho de uma gaiola.
  • Ler a Bíblia.
  • Ler o Alcorão.
  • Assistir a um culto budista.
  • Recitar um mantra.
  • Dedilhar uma cítara.
  • Cantar de madrugada na janela.
  • Andar na chuva de terno.
  • Ir a uma reunião de Havaianas.
  • Desligar o micro direto na tomada às 17hs de sexta.
  • Escrever uma poesia.
  • Escrever um conto.
  • Compor uma música.
  • Pintar um quadro.
  • Cabular aula na faculdade pra jogar truco no boteco.
  • Saltar de pára-quedas.
  • Voar em um balão.
  • Ter ou adotar um(a) filho(a).
  • Andar descalço no musgo.
  • Entrar em uma pirâmide.
  • Tentar decifrar um hieroglifo.
  • Estudar hindustani.
  • Ler uma página em grego ou algum idioma antigo.
  • Cruzar um país de carro.
  • Acampar em uma praia.
  • Morar uma semana numa tribo indígena.
  • Viajar de trem.
  • Jogar bolinha de gude.