Vídeo bem desenhado e com uma trilha sonora perfeita. Nem parece propaganda.
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Família é tudo.
27 de janeiro de 2011
Dias atrás lá estava eu, a Célia e a lady britânica Astrud seguindo um carro desses que tem os adesivos ridículos da familhinha.
Não tem jeito, o adesivo é muito feio e resolvemos apelar.
Eis que apresento pra vocês a familhinha 2.0, versão porquilda:
MadCap by odopod
26 de janeiro de 2011
A Odopod agência de internet tem uma ferramenta online muito legal, chamada OdoSketch. Apesar de ser online e sem recursos de inteligência de software, essa é uma das melhores e mais realistas ferramentas de aquarela que eu já vi.
Você pode ouvir o orvalho cair.
25 de janeiro de 2011
And all the people of the lulled and dumbfound town are sleeping now.
Hush, the babies are sleeping, the farmers, the fishers, the tradesmen and pensioners, cobbler, schoolteacher, postman and publican, the undertaker and the fancy woman, drunkard, dressmaker, preacher, policeman, the webfoot cocklewomen and the tidy wives. Young girls lie bedded soft or glide in their dreams, with rings and trousseaux, bridesmaided by glow-worms down the aisles of the organplaying wood.
You can hear the dew falling, and the hushed town breathing.
Only your eyes are unclosed to see the black and folded town fast, and slow, asleep.
Este é o texto de uma das melhores propagandas de carros que eu já vi. Talvez porque eu seja um night driver nato, mas a descrição do texto do Dylan Thomas com a sensação das pistas vazias é surpreendente.
O trecho é do Under Milk Wood de 1954, uma narração onde o autor convida o público para escutar os sonhos e desejos dos habitantes da pequena cidade galesa imaginária chamada Llareggub (“Bugger All”, dos contra):
Rápido foguetão.
24 de janeiro de 2011
Os babacas que comentam no YouTube estão se espalhando por blogs e twitters. Achei que eles não fossem sair da redominha RedTV, mas estava enganado.
Aliás não sei se você já percebeu, mas o YouTube é o lugar onde tem mais comentários idiotas em português de toda a internet. Não tem salvação.
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O brasileiro mediano está emburrecendo com a internet. É triste.
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O ano começou estranho.
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Este blog já não tem valia.
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Meu carro foi uma das vítimas das chuvas que acomederam o centro-far-oeste brasileiro. Foi feia a coisa: aplicaram-no indenização integral por perda total em sua vida, o que me deixou, assim de súbito e atordoado, sem meu xodó.
Aliás esse carrinho branco que hoje está no reino dos céus dos carros 4×4 que não davam vexame era um dos únicos carros que eu realmente gostava a ponto de apreciá-lo. Os outros tiveram seus charmes e pontos altos, mas um 4×4 é diferente, tem nome e apelido e faz coisas que você jamais faria com outro pezim de borracha por aí.
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Estou há 52 dias sem carro. Depois do incidente, fiquei fora do ar por uns dias, fui para o sul por outros e neste ínterim todo, o seguro ficou na lenga-lenga habitual. Pensei em comprar um novo 4×4, pensei em comprar um popular e um 4×4 mais ossudo.
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A questão primordial disso tudo é que eu estou, no momento, sem carro na pior cidade brasileira que se pode ficar sem carro: Brasília. Aqui não tem calçada. O transporte público é sucateado por monopólios de longuíssima data e não se vê ciclovias.
Aliás, ciclovia é uma coisa meio sem lógica aqui, mesmo porquê pedalar uns 30km por dia para se deslocar neste sol libertino é um sacrilégio epitelial.
Então lá estou eu andando de metrô e encontrando gente feia todo dia na rodô. É cômico e eu tenho vontade de fotografar todas as figuras impressionantes que vejo.
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Não teremos resoluções de ano novo. Nunca funcionou com essa promiscuidade volátil que minha vida leva.
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Como sempre, perdi o foco. E desta vez, minha podre máquina fotográfica também.
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Estou de olho em uma nova vida, totalmente autômata e fora dos padrões normais de existência. Deadline para junho.
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E aí o carro novo — o qual estava com a chave em mãos — sucumbe da minha vida sem saber o por quê.




