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Vão do Moleque
16 de junho de 2009
O Vão do Moleque é a comunidade quilombola kalunga de acesso mais difícil e complicado da região da Chapada dos Veadeiros e Cavalcante. Em uma grande depressão com 300m acima do nível do mar, a região é cercada por paredões de chapadas que alcançam mais de 1300m de altura, rios belíssimos de água transparente e uma exuberância de flora e fauna intocáveis.
Este feriado foi dia de conhecer a região, em uma expedição organizada pelo Jeep Clube de Brasília, com a participação de 30 veículos 4×4.
O primeiro impacto foi saber que uma mineradora de Manganês alargou e meteu pontes na estrada que circula o parque. Alem de transformar toda a marginal do trajeto em um imenso monocromático marrom, acabou com a magia de transpor riachos de águas transparentes com o carro.
Já no acampamento, outra frustração: o governo gastou um belo dinheiro para fazer, no meio do nada, uma extensa pista de pouso para “ajudar a população kalunga”. Na época da reeleição, pousou ali aviões com medicamentos, médicos, dentistas, suprimentos, alimentos básicos. Hoje, a pista serve apenas como parte da antiga estrada que ali passava.
Muitas fotos, como sempre:
E um vídeo onboard do MMCC, o carro com a trilha sonora original mais descolada da carretera:
Tempus Fugit
4 de junho de 2009
O grande barato de manter um blog de bandeira branca (sem patrocinadores, mecenas ou condominados) é um detalhe chamado timing, que o mantém livre e sem sufocamentos.
Outra coisa boa é o rumo generalizado e despretencioso que o conteúdo segue. Nada de fechamento de matérias ou deadlines impossíveis.
A anarquia é a eloqüência venal do conteúdo livre.
Dog Fish Eye
3 de junho de 2009
Era uma foto perdida: as cores estavam estranhas, sem foco na cabeça e com uma tentativa de crop sem sucesso.
Ficou 4 anos esquecida no arquivo morto de um cd de becape fotográfico, na pasta \rever\.
Até que eu apliquei 10cc de Fotoxopina intravenosa na foto e voilá!

II Mostra Zezito de Circo
22 de maio de 2009
Os Makakósmicos, Apresentação da II Mostra Zezito de Circo, em uma cama elástica, atrás do teatro Plínio Marcos:

Foto lenta, 1/10, sem suporte, tripé, à noite e longe do objecto.
O meu CD autografado
19 de maio de 2009
Minha formação musical é baseada em muitas vertentes culturais: a herança clássica dos muitos LPs de sinfonias completas do meu pai; o rock clássico das fitas K7 do meu irmão; o “DracmaSound” e o pop oitentista do meu tio Mauro; as intermináveis tardes remixando meia duzia de setlists para festinhas de garagem, rotuladas à pincel atômico para as perfeitas noites-inesqueciveis-impossíveis de inverno.
Eu não sabia, mas toda vez que eu sampleava algumas músicas em fitas diversas, na discolândia de um amigo meu (que por sua vez emprestava do estoque os LPs para minhas fitas) eu exercia a famigerada quebra de direitos autorais.
É claro que nem ele nem eu, naquela cidade de interior, sabíamos que era algo fora-da-lei.
Assim eu conheci muitas músicas resquício dos anos 80. O bom e velho rock’n'roll, as batidas eletro-pop-musik herdadas dos kraftwerks, localismos como os gauchescos Cascaveletes, Engenheiros, Nenhum de nós.
E ai tinha alguns clássicos como Ritchie, e seu abajur cor de carne. Que é o camarada da foto ao lado. Autografada.
Eu lembro que bem no começo do século, quando a internet ainda era bela e os bichos ainda falavam, O Ritchie postava em um blog (quando blog também era uma coisa que não existia). Eu falei para ele que tinha uma versão da musica dele ripada de um LP que foi ripada de um k7 que foi ripada para mp3. Ele até foi gente boa em falar para não disseminar no Kazaa!
25 anos depois eu tenho, finalmente, uma versão de “Menina Veneno” dentro da lei. Edição de luxo, remasterizado, com encarte e comentários de todas as músicas. Autografado.
Fica aí, babando.
Tá, vou dar uma colher de chá: acesse ai o site do Ritchie e peça o seu online. Você recebe em casa, autografado. E aí você pode justificar aquela richie-menina_veneno.mp3 que tem lá naquela sua pasta c:\mp3\brasileiras-sortidas\ Mesmo porque não é todo artista musical que sobrevive de luz, não é mesmo?
















































