MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

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O resgate da princesa causticada

18 de junho de 2009

O resgate da princesa causticada

Vão do Moleque

16 de junho de 2009

O Vão do Moleque é a comunidade quilombola kalunga de acesso mais difícil e complicado da região da Chapada dos Veadeiros e Cavalcante. Em uma grande depressão com 300m acima do nível do mar, a região é cercada por paredões de chapadas que alcançam mais de 1300m de altura, rios belíssimos de água transparente e uma exuberância de flora e fauna intocáveis.

Este feriado foi dia de conhecer a região, em uma expedição organizada pelo Jeep Clube de Brasília, com a participação de 30 veículos 4×4.

O primeiro impacto foi saber que uma mineradora de Manganês alargou e meteu pontes na estrada que circula o parque. Alem de transformar toda a marginal do trajeto em um imenso monocromático marrom, acabou com a magia de transpor riachos de águas transparentes com o carro.

Já no acampamento, outra frustração: o governo gastou um belo dinheiro para fazer, no meio do nada, uma extensa pista de pouso para “ajudar a população kalunga”. Na época da reeleição, pousou ali aviões com medicamentos, médicos, dentistas, suprimentos, alimentos básicos. Hoje, a pista serve apenas como parte da antiga estrada que ali passava.

Muitas fotos, como sempre:

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O comboio reunido.
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Estrada de terra para o Vão do Moleque
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Estrada de terra para o Vão do Moleque
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Estrada de terra para o Vão do Moleque
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Detalhe do pneu de um dos carros
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Uma das paradas do comboio antes da descida da serra
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Pegada no talco.
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Flores de beira de estrada, que duram menos de um dia coloridas e depois ficam cobertas com a poeira-talco que os carros levantam.
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Reagrupamento do comboio.
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Mata-burro.
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Paisagem do alto da chapada.
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Uma das minúsculas flores que aparecem nesta época do ano.
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Um arbusto típico da região, conhecido como chuverinho
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Uma das minúsculas flores que aparecem nesta época do ano.
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Vista do início da descida da serra sentido Vão do Moleque.
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Uma camionete antiga cruza o comboio com várias crianças na caçamba.
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Entardecer na estrada, contornando a descida.
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Raios de sol rasgam a poeira levantada pelos veículos.
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Uma das poucas retas da descida, com o vão ao fundo.
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Último reagrupamento do comboio antes de anoitecer.
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Últimos raios de sol durante uma travessia do MMCC – MitsubixoMadCapCar
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comboio esperando a travessia noturna de um dos muitos rios que cruzam a estrada.
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Parede riscada à pedra de talco.
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Mantimentos e material escolar doados pelo JCB à escola local.
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Mantimentos e material escolar doados pelo JCB à escola local
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Dois filhotes subnutridos que circulam as redondezas da escola.
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Detalhe da construção típica kalunga, com folhas de buriti como telhado e paredes de adobe.
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fogão à lenha.
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Detalhe do desenvolvimento das espigas de milho no solo árido da região.
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Uma das cadeiras da sala de aula
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Povo do JCB conversando com um casal Kalunga
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O catolicismo fervoroso faz parte das crenças kalungas.
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Parte do comboio junto à camionete antiga dos kalungas
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Um garfo com os dentes entortados, pregado na parede.
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Três sacas de arroz, safra de subsistência para consumo até o final do ano.
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Pessoal do JCB tomando um café na cozinha de uma casa kalunga.
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Parte do comboio original em frente à escola da comunidade Kalunga
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A exuberância da natureza no trajeto de volta.
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A estrada tem algum tipo de sinalização, como esta placa.
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Toyouta Bandeirante chegando no Mirante Nova Aurora
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Jeep Cherokee chegando no mirante Nova Aurora
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André e Fabi “mirando” no mirante Nova Aurora.
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Mercearia de Portugal, um secos e molhados na saída de São João D´Aliança
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O carro, feliz da vida que foi brincar na caixa de areia =)
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Panorâmica do mirante Nova Aurora, ponto de salto de vôo livre.

E um vídeo onboard do MMCC, o carro com a trilha sonora original mais descolada da carretera:

Tempus Fugit

4 de junho de 2009

O grande barato de manter um blog de bandeira branca (sem patrocinadores, mecenas ou condominados) é um detalhe chamado timing, que o mantém livre e sem sufocamentos.

Outra coisa boa é o rumo generalizado e despretencioso que o conteúdo segue. Nada de fechamento de matérias ou deadlines impossíveis.

A anarquia é a eloqüência venal do conteúdo livre.

Talvez, desde sempre…

4 de junho de 2009

Como se decompõe o olhar com que uma mulher observa outrem

Dog Fish Eye

3 de junho de 2009

Era uma foto perdida: as cores estavam estranhas, sem foco na cabeça e com uma tentativa de crop sem sucesso.

Ficou 4 anos esquecida no arquivo morto de um cd de becape fotográfico, na pasta \rever\.

Até que eu apliquei 10cc de Fotoxopina intravenosa  na foto e voilá!

Dog´s Fish Eye

The Super

27 de maio de 2009

I´m not the Superman, but that´s OK.

II Mostra Zezito de Circo

22 de maio de 2009

Os Makakósmicos, Apresentação da II Mostra Zezito de Circo, em uma cama elástica, atrás do teatro Plínio Marcos:

os makakósmicos

Foto lenta, 1/10, sem suporte, tripé, à noite e longe do objecto.

O meu CD autografado

19 de maio de 2009

Minha formação musical é baseada em muitas vertentes culturais: a herança clássica dos muitos LPs de sinfonias completas do meu pai; o rock clássico das fitas K7 do meu irmão; o “DracmaSound” e o pop oitentista do meu tio Mauro; as intermináveis tardes remixando meia duzia de setlists para festinhas de garagem, rotuladas à pincel atômico para as perfeitas noites-inesqueciveis-impossíveis de inverno.

Eu não sabia, mas toda vez que eu sampleava algumas músicas em fitas diversas, na discolândia de um amigo meu (que por sua vez emprestava do estoque os LPs para minhas fitas) eu exercia a famigerada quebra de direitos autorais.

É claro que nem ele nem eu, naquela cidade de interior, sabíamos que era algo fora-da-lei.

Assim eu conheci muitas músicas resquício dos anos 80. O bom e velho rock’n'roll, as batidas eletro-pop-musik herdadas dos kraftwerks, localismos como os gauchescos Cascaveletes, Engenheiros, Nenhum de nós.

ritchieE ai tinha alguns clássicos como Ritchie, e seu abajur cor de carne. Que é o camarada da foto ao lado. Autografada.

Eu lembro que bem no começo do século, quando a internet ainda era bela e os bichos ainda falavam, O Ritchie postava em um blog (quando blog também era uma coisa que não existia). Eu falei para ele que tinha uma versão da musica dele ripada de um LP que foi ripada de um k7 que foi ripada para mp3. Ele até foi gente boa em falar para não disseminar no Kazaa!

25 anos depois eu tenho, finalmente, uma versão de “Menina Veneno” dentro da lei. Edição de luxo, remasterizado, com encarte e comentários de todas as músicas. Autografado.

Fica aí, babando.

divisor

Tá, vou dar uma colher de chá: acesse ai o site do Ritchie e peça o seu online. Você recebe em casa, autografado. E aí você pode justificar aquela richie-menina_veneno.mp3 que tem lá naquela sua pasta c:\mp3\brasileiras-sortidas\ Mesmo porque não é todo artista musical que sobrevive de luz, não é mesmo?