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Publicidade: 1900-1910 | A Peste Bubônica

4 de março de 2011

02-07-1900 - A Peste Bubônica | Publicado no Diário Popular (SP)

Publicado no Diário Popular (SP) – 02/07/1900
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Lomo é fotografia?

1 de março de 2011

Afinal, Lomo é fotografia?
Vi à venda numa butique da Rua Augusta.

Esta pergunta circulou em umas twittadas famosas dias atrás.

Se você pensar no modo técnico do processo fotográfico, é sim. Porque retrata, com o auxílio de uma luz qualquer, um momento. A Lomo tem lente de plástico, espaço pra filme, câmera escura, velocidade fixa e abertura infinita. Isso significa, essencialmente, que você só consegue a mesma qualidade técnica em todas as fotos.

Claro que tem umas Lomos mais modernas, mas não se empolgue muito.

Agora, se você pensar no modo prático do processo fotográfico, não é. Fotografia, como muitos velhos profissionais da era filme velado resmungam, é um processo controlado. Você tem que ter controle sobre o equipamento, velocidade, filme, granulação, abertura focal, foco, profundidade de campo e regras de composição.

E como você consegue tudo isso?

Simples. Com uma câmera que tenha esses recursos. Qualquer pau véio reflex — desde 1946 — consegue fazer isso com sucesso e precisão.

Eu tenho uma câmera reflex antiga com algumas lentes e uns acessórios garimpados ao longo do tempo pela internet. O resultado é totalmente fora do que se espera com uma reflex digital. Não existe como comparar uma com a outra. Mas a questão é que consigo montar fotos impressionantes e o melhor, enquadrar do jeito que eu quero. O resultado é sempre muito próximo do que eu esperava.

E acredito ser isso a fotografia.

Com uma Lomo, você não sabe ao certo o que está clicando. O objeto está bem focado? Se estiver com uns 2 metros de distância, perfeito. E as condições de luz? N para bastante luz e B para pouca luz. Modo Pinhole (sim, ela tem um modo pinhole) para insanidades. Só isso.

Vai lá revelar pra você ver. É uma surpresa atrás da outra.

E surpresas, na fotografia, não são, obrigatoriamente, boas.

Esta foto é um retrato Lomo clássico: controle louco de luz e cor, aberrações cromáticas pela lente plástica e os clássicos cantos escurecidos:

Abaixo eu tenho uma fotografia tirada com uma 50mm 1.4, tudo em modo manual, foco rosqueado e dedado na contra-respiração. Pouca luz, de final de tarde:

A diferença é simples: eu fiz foco no miolo da flor. f/1,4 é fácil de desfocar. 1/125 regulada pelo fotômetro interno analógico e pronto. A imagem saiu como eu imaginava. Com uma lomo eu não sei o que sairia. Talvez tivesse que tirar a foto em B e, com o vento que estava na hora, borrasse tudo.

A diferença de preços é irrisória. Você encontra velharias seventies na internet: Canon AE-1 a partir de R$120, Nikon FM2 por R$200, Pentax K1000 por R$250. Estas câmeras manuais fazem tudo o que você quiser, com um controle fenomenal. Se der sorte, até uma ou outra Rollei 120 aparece fedendo à mofo.

No legado histórico, você escolhe seu sobrenome: Canon, Nikon, Voightlander, Olga, Lomo, Rollei, Minolta. O gosto pessoal é o seu único rumo.

E a dor de cabeça de tentar funcionar uma velharia é indescritível.

E quem disse que a gente não pode lomografar as coisas?

Esta foto abaixo foi tirada com uma reflex normal e tratada com um Action do Photoshop (clique aqui para baixar):

O bonheur ainda resiste.

24 de fevereiro de 2011

Tipografia de 1957.

23 de fevereiro de 2011

O existencialismo otimista.

22 de fevereiro de 2011

Keeping an eye on the world going by my window

Taking my time, lying there and staring at the ceiling

Waiting for a sleepy feeling

Talvez a humanidade não tenha sido feita pra felicidade.

Como um antigo que sempre dizia que não “portávamos a informação genética” para aceitar a idéia do infinito, talvez tal pricípio se aplique à idéia que temos do bonheur.

Infindável tristeza.

Para alcançar a prática da felicidade uma pequenina mudança passa a pôr em jogo a própria existência do espírito. Para ascender ao estado final das coisas, uma tal saturação de contentamento e de prazer força toda a inquietude abolida.

O que se tem hoje é apenas uma idéia vaga, imprecisa e, principalmente, nociva desse elemento vital.

E a impossibilidade da existência infinita é o fim de toda a imortalidade. É o materialismo, rôto, escarnecido. O ateu que sofre da crise de menosprezo, da amargura da solidão. O sentimento de alma que o corrói e expele o gozo de que algo mais existe e o atormenta. O próprio corpo, preciso, forte, lúcido e preparado, independente que se faz, sente essa presença coexistente.

É o desespero de ter que acreditar que um Deus exista.

E aí toda a felicidade que dantes esquadrinhada a se alcançar, solito e independente, molda-se em pedacinhos de fé indissolúveis. Chama essa força sei-lá-de-onde de qualquer coisa: alma jamais. Deus, criador ou outra coisa, jamais.

E o corpo materialista e cético se odeia por esses lapsos piscantes de alma etérea.

Desespera-se.

E você nem imagina o quanto.

Publicidade: 1900-1910 | Vanadiol

21 de fevereiro de 2011

27-05-1900 - Vanadiol | Publicado na Revista da Semana (RJ)

Publicado na Revista da Semana (RJ) – 27/05/1900
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Publicidade: 1900-1910 | Mappin Stores

20 de fevereiro de 2011

02-07-1900 - Mappin Stores | Publicado na Revista da Semana (RJ)

Publicado na Revista da Semana (RJ) – 27/05/1900
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Publicidade: 1900-1910 | Café Viaducto

19 de fevereiro de 2011

02-07-1900 - Café Viaducto | Publicado no Diário Popular (SP)

Publicado no Diário Popular (SP) – 02/07/1900
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