Publicidade Alltype com emprego de cor única na impressão. A Bayer sempre usou as cores nas impressões dos primeiros reclames brasileiros.
Publicado no Almanach Laemmert (RJ) – 1903
(Clique na imagem para ampliar)
Publicidade Alltype com emprego de cor única na impressão. A Bayer sempre usou as cores nas impressões dos primeiros reclames brasileiros.
Publicado no Almanach Laemmert (RJ) – 1903
(Clique na imagem para ampliar)
Viu quem voltou neste blog? A publicidade malemolente do começo do século. A rotina está dando as caras aqui e algumas coisas assumindo os lugares cativos.
Tenho material armazenado para um ou dois anos. Depois disso, não sei o que fazer, pois as fontes boas e fidedignas estão, invariavelmente, em bibliotecas públicas, particulares ou com colecionadores, no Brasil. Talvez o projeto morra depois disso, paciência.
![]()
E semana que vem, ulalá! 6 meses de êxodo. Até agora só descobertas, nada de chateação ou rotina funcional. E uma lista gigantesca de coisas para fazer.
Pensando em fazer uns frilas por aqui já que o mercado freelancer é violentamente bom e bem pago. Seria uma forma de viajar mais do que o previsto para viajar. Vamos ver.
Aliás gosto do termo viajante. Turista é uma coisa meio incondicional à massa passiva. Se bem que uns dias desses estava aqui matutando nas passagens + 7 dias de hospedagem all in para Disney por 500 a cabeça. Bem índião mesmo. Mas o que salva é que por mais 50 por cabeça você adiciona 4 dias de Key West em resort na Caribenha. Aí vale a turistaiada.
![]()
Por falar em turistar: Passei uma semana de fotos cotidianas com uma Canon SX 220 HS compact travel zoom, do tamanho de um celular, com CMOS retroiluminado de 14MP e zoom óptico de 14x começando em wide de 28mm e final tele de 392mm.
A câmera não perde foto. O sistema de focagem dela é meio matriz de reflex e segue objeto. O automático faz todo o esforço possível (abertura, velocidade, auto balance e ISO de 100 a 3200) para não errar a composição. Tem ainda modo de prioridade de abertura, velocidade e um incrível e fácil manual 100%, inclusive para foco.
O que não gostei, obviamente foi o tamanho pequeno e o peso, leve demais para mãos grandes. E o clássico botão de zoom, já que eu sempre usei zoom ring manual.
As noturnas impressionaram pelo simples fato de quase todas serem tiradas no braço, sem tripé nem apoio. Não conhecia nenhuma compact que conseguisse tirar fotos noturnas sem se cagar toda:











![]()
No programa cultural desse ano, já garantimos algumas presenças e uma delas é para assistir o Symphonic Rock no Royal Albert Hall. É uma apresentação da Royal Philharmonic Orchestra onde a performance vai ser um monte de rock, apresentado pela BBC 2.
O interessante dos shows e apresentações por aqui é que você se programa para tudo. 4, 6, 10 meses de antecedência é o normal para comprar um ticket. Olimpíada? Ano passado já tinham vendido quase tudo. Missa de Handel na St. Paul’s? 12 meses de antecedência para pegar um ingresso. Acaba sendo legal ter que programar a vida assim com muita antencedência: dá a falsa impressão de que você não vai morrer com uma bala perdida, sem mais nem menos.
A briga agora é tentar garantir um tamburete na esgrima, arco e flecha ou caiaque na Olimpíada de Londres.
Publicidade Alltype com emprego de cor única na impressão. A Bayer sempre usou as cores nas impressões dos primeiros reclames brasileiros.
Publicado no Almanach Laemmert (RJ) – 1903
(Clique na imagem para ampliar)
A música para mim
é apenas o vento que se balança
de maneira diferente
nos meus ouvidos.
Se hoje você me perguntar qual é o meu gosto musical, eu responderia: Nenhum. Ou todos. E falo sério quando digo que a música para mim é apenas um acessório disconexo que complementa todo o conceito hipodérmico behaviorista de que eu e ela não batemos os gênios.
A Etta James morreu dia desses e eu fiquei uns bons 5 minutos tentando lembrar quem ela era. Isso que eu tenho uns CD’s de jazz com ela no berreiro. Não consegui pescar nenhuma música dela de cabeça.
Não consigo lembrar o nome, assim repentinamente dos Beatles. Ou dos caras do Pink Floyd. Isso que eu tive a coletânea deles em CD. Sei que um ou dois Pinkfloyders morreram. E os Beatles então? Falando daqueles dois mais escondidos, o Ringo e o outro: viu, nem lembro o nome do outro. Sei que um era baterista e o outro devia ser o cara do baixo ou do Mellotron, não importa.
O que me intriga é que eu comecei a tentar achar um rumo musical. Tem gente que é fã, doentão por um artista, uma banda ou um gênero musical. Fã Clube! Quer uma coisa mais piegas que isso?
Mas vamos lá:
Blues
Desde Muddy Waters até BB King sem parar. Conheci os maiores bluzeros e seus batepés com guitarras chorosas. Encheu o saco.
Rock
Até que vai, mas a cada dia que passa menos bandas conseguem não me irritar. Hard/Metal/Glam/Death/Trash/Melódico já deu o que tinha que dar quando completei 18 anos. Mais do que isso seria idiotice. Até lembro uma vez que dei carona para um camarada e ele me entregou um CD gravado com uma desgraça melódica (acho que era Rapsody o nome). Aquilo me traumatizou. Quase ejetei o cara do carro.
Eletrônica
Fui em uma rave, quando isso não era conhecido e sabido de 99% da população brasileira. Tinha balinha e doce quando PCP, LSD e Skank eram apenas simbologia partidária, monitor de cristal líquido disléxico e banda de rock nacional. Encheu o saco de um jeito que até me surpreendi quando escutei a trilha sonora do Daft Punk para Tron 2. Dias atrás apaguei algumas centenas de preciosidades por falta de uso.
MPB
Tentei e vomitei na primeira hora de horripilaridades. Sério, você tem que ser muito idoso-tiozão para tolerar o chororô. Entra nessa faixa qualquer MPB moderninho tipo Marisa Monte, Tribalistas ou coisas pop-melindrosas (Restart e a sua catuléia hodierna).
Funcão
Cê tá de brincadeira né? Passei longe para não levar tiro ou não perder meus tênis.
RAP/HIP/HOP
Gostei, tinha um CD dos Racionais (sério, Racionais era legal) mas deu o que era para dar quando um moleque encostou uma quadrada na minha cara e confrontei a realidade com a ficção. E na verdade eu tinha vergonha de falar para os outros que eu curtia um som do Mano Brown.
Jazz
O jazz durou muito até, uns 5 anos. Mas não consigo mais acompanhar essa dislexia sonora. Os novos jazzistas estão um saco. E os velhos são muito duro-na-queda, às vezes.
Erudita (ou clássica, para você que é chucro)
Um legado que tenho em minha vida desde que nasci. Meu pai embalava a gente com isso. Acaba que nessa intolerância toda a música clássica e erudita toma o lado esquerdo dos hinos nacionais como obrigatoriedade de causa. Um dos poucos casos de sonoridades que eu escuto os primeiros barulhos e sei assoviar ou pior: o nome original da obra ou do autor.
Regionalista
Gaúcha, sertanejos e afins. Já tentei. Mas morri de desgosto com a saudade da querência, enquanto cevava um mate no pago com a dor de corno da goianada no sertão que nunca choveu e não choverá tão cedo. Chico Science era bom, mas deixou 4 discos e eu escutei tanto que também saiu gosminha.
Reggae
Bob Marley e o disco Legend foi a única virtuosidade dessa onda que consegui escutar sem pular as músicas a cada 3 segundos. Os outros são azia demais para a base ácida estomacal.
![]()
Por falar no Mellotron lá de cima, eu não consegui ter paciência para aprender música. Até conheço a métrica, mas é algo que não me atrai. Meu avô era luthier, meu tio professor de violão e meu colégio tinha aulas de canto, coral e instrumentalidades. Adivinha se fiz alguma coisa relacionada?
Eu ainda uso Winamp, para você ver o naipe da coisa.
Cantar no chuveiro é um saco. Tentar lembrar um verso, apenas UM VERSO de uma música qualquer é um martírio. Eu entro num ziriguidum terrível e sai umas mamonisses medonhas.
E o dia que eu quase derrubei a Pitty com uma malada da esteira no aeroporto de Brasília? Minha mulher explicou depois quem ela era (uma espécie de roqueira que tem letras musicais que não encaixam na melodia).
Outrossim informo que assinei o atestado do Death Tone musical. Não acho isso um ponto positivo nem que sirva para se gabar. Até tenho pena porque é uma sensação de derrota e resignação. Mas cada um pode, segundo o Darwinianismo, ter até duas ignobilidades reconhecidas.
E a música é uma das minhas.