Essas duas fotos que ilustram este post foram tiradas com uma máquina fotográfica mecânica, de filme, totalmente manual. Do rolo de 24 poses, perdi 3 para tentar ajustar o filme na câmera, 2 por problemas de fotometria e diafragma e uma por problema de focagem no escuro. As que sobraram foram apenas testes técnicos, sem importãncia documental.
Fotografar por filmes é apenas um hobby. É como colecionar discos de vinil: não é prático, não é fácil. Mas tem quem goste e isso não é forma alguma de status ou não significa que você é melhor. É apenas outra forma de fazer a mesma coisa.
O vinil foi substituido pelo compact disc em apenas 4 anos. A praticidade de não ter que virar um disco ou procurar uma faixa com a agulha por si só já o matou. Tem gente que ainda defende os antigos LP´s, pela qualidade, curvas harmônicas sonoras analógicas e pela forma “quente” que a agulha exerce ao entrar em contato.
A mesma coisa é a fotografia. Quer coisa mais complicada para um cidadão comum do que comprar um filme, ter que escolher o número de poses, o ISO e a marca, ajustar o filme, ajustar a máquina, tirar apenas 36 fotos no máximo e ainda ter que pagar e esperar para revelar (e ver que no final das contas as fotos saíram ridiculas e meio borradas)?
A fotografia digital é linda, perfeita, irretocável e imediatista. Errou? Apaga e bate outra. Está escuro? o ISO automático resolve. Autofocus para não borrar, identificação de rostos, sorrisos e até do nome da pessoa. Prioridade de foco nisso.
Não tem mais mistério, com a digital. Filme, só serve para quem gosta da velharia, do barulho do obturador batendo no espelho, do réco da alavanca manual de avanço de filme, da fotometria e dos ajustes de velocidade e abertura de diafragma, do cálculo de ponto quando quer puxar e granular uma foto.
É legalzinho apenas para quem curte. E nem por isso consegue ser melhor ou pior.
É apenas diferente.

A foto dos galhos foi um teste: 50mm f:1.4 1/500s com um filme Kodak ProImage. Ultimos raios de sol. A segunda foto, é de uma placa aqui de Brasília que foi atropelada por um carro e ficou apenas o suporte dela. Algum genioso conseguiu reavivá-la de forma descomprometida e original. 50mm f:1.4 1s na mão. Borrou porque estava escuro e sem apoio.


abril 20th, 2010 at 11:22 pm
Esse post me lembrou daquela aula de fotografia. Aquela que tiramos as fotos em máquinas mecânicas e revelamos depois. É um trampo gigante. Prefiro a comodidade digital também. Nada como um clique, um retoque e a facilidade de impressão em qualquer impressora jato-de-tinta mequetrefe!