MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Arquivos do mês de fevereiro de 2010

Grandes Manoeuvres.

25 de fevereiro de 2010

Grandes Manœuveres

Esta ilustração acima é a página 29 de um livro chamado Mes Jolis Jeux, que comprei em um sebo sebendo qualquer por R$9,99. Descobri que ele é tiragem única, de uma pequeno prélo de uma livraria francesa, a Hachette librairie e que sua edição é de 1880. A tipografia é clássica da casa de fundição Frutiger e as ilustrações são à talho doce.

A página acima ensina a criançada a ser criativa e estrategista na hora de montar grandes manobras em um campo de batalha com soldados de chumbo.

Concretivismo

24 de fevereiro de 2010

Isso ditou Laozi ao guarda Yin Xi, antes de atravessar a grande muralha para nunca mais ser visto:

sob o céu
conhecer-se o que faz o belo belo     eis o feio!
conhecer-se o que faz o bom bom       eis o não bom!
portanto
o imanifesto e o manifesto            consurgem
o fácil e o difícil                   confluem
o longo e o curto                     condizem
o alto e o baixo                      convergem
o som e a voz                         concordam
a anverso e o reverso                 coincidem
por isso
o homem santo            cumpre os atos sem atuar
                         pratica a doutrina sem falar
as dez mil coisas        operam sem serem impedidas
                         nascem sem serem possuídas
                         atuam sem serem dominadas
concluída a obra         ele não se atém
e só por não se ater     ela não se esvai

Rodovia DF-205

22 de fevereiro de 2010

DF-205

Lá pelas tantas, no meio do carnaval: Brasília e suas rodovias magníficas.

Sobre o aquecimento global.

10 de fevereiro de 2010

O Celsiusman era um personagem de HQ criado para combater o terrível vilão monofásico Zyonic, conhecido como Aquecedor Global.

A idéia foi por água abaixo quando os censores denotaram como “objecto fálico” o  grande termômetro que o herói empunhava em sua pélvis. E também porque o herói morria já no primeiro Gibi. Mas isso é outra história.

Abaixo, a ilustração original da capa, feita a lápis de cor Labra e o trecho final do embate:

Celsius Man: "Pega no meu termômetro e balança!"

…Celsiusman toma impulso do parapeito da ponte e atinge seu antagonista com um chute no peito.

“Tremei câes vis”.

Os últimos remanescentes da quadrilha de Zyonic sacam suas pistolas de plasma, mas a um gesto de Celsiusman a porção líquida do sangue dos bandidos se solidifica e os faz emitir gritos de dor.

Peculiar o poder de nosso herói, consegue alterar a temperatura da água contida em qualquer objeto. Envaidecido, como sempre fica a cada demonstração de seu poder, não percebe alguns fascínoras restantes às suas costas, apenas encontra tempo de levantar um escudo de gelo para bloquear parte das rajadas. Escorrega para trás, bate no parapeito e principia a cair da ponte.

A queda é enorme, mais de cem metros; sempre leu que a esta altura e fluida água do rio embaixo se converte em uma dura placa de concreto. A natureza reproduzindo seu poder facilmente, e inconscientemente, basta darem-lhe tempo e/ou distância.

Humilhado, sentindo-se pequeno, menos que o mais sumário mortal, Celsiusman entrega-se à morte. Um segundo depois resiste e decide vaporizar a água embaixo para que passe incólume. Sucumbe o desgraçado. Seu corpo ferve quando atinge a camada de vapor.

(Pequeno trecho da edição de tiragem única e piloto, censurada: Celsiusman: hermético e calculista – Ed. Copenhaga, 1999 pg. 32 / Ilustrado por R.V.)

Pena Branca & Xavantinho

9 de fevereiro de 2010

Uma das primeiras coisas que eu aprendi — sem ser obrigado — foi escutar música honesta. Eu escutava música clássica direto dos LP´s do meu pai, motown e disco do meu tio cabeludo, rock e metal do meu irmão e outros tios que tinham coletâneas completas, desde Pink Floyd a Led Zeppelin e Rush e um pouco de gauchesca, que era o folk que todo mundo devia praticar.
Eu gostava basicamente de clássico, rock normal e um pouco de Blues.
Em 1999 fiz dupla de criação com um redator fodão em uma agência de publicidade interativa. Ele tinha algumas manias engraçadas, como copiar VHS de filmes clássicos de uma locadora cult qualquer. Era cópia fiel, inclusive com a caixa, rótulos e xepas das fitas escaneados e impressos à laser colorida.
Ele queria trocar o Curso de Publicidade e Propaganda por Letras. Eu achava, naquela época, que publicidade e propaganda seria um curso que daria mil vezes mais visibilidade para ele, um redator próspero, do que aquele curso merréca de Letras.
Mas voltemos: A questão era a música.
Ele apareceu, um belo dia, com um CD “Renato Teixeira e Pena Branca & Xavantinho: Ao vivo em Tatuí” da Quarup discos. Cara, eu dei muita risada dele. “Pronto, surtou de vez!”
Relutei e coloquei o disco na bandeja do computador, com os fones de ouvido e cara de desconfiado. Na época eu tinha um fone Sehnheiser de amplitude fenomenal.
Quando terminei de escutar, percebi que meu preconceito musical era muito forte. Eu me senti traído, pois tinha gostado da xexelentice sertaneja roots. Eu comprei aquele disco, alguns dias depois. Conheci muita música boa com aquele mentecapto avassalador de preconceitos.
Aprendi a escutar jazz. E do jeito certo, cronologicamente e por complexidade.
E meu horizonte musical foi se expandindo de uma forma monstruosa, com setlists de música eletrônica vindos diretamente da europa, achados raros de gravações de sinfônicas, downloads experimentais de discografias completas e não oficiais, gêneros e formas atonais.
E no final das contas, hoje eu trocaria minha graduação, de publicidade e propaganda, pela de Letras. E tudo por uma bela gramática.
A vida é foda, né?

Uma das primeiras coisas que eu aprendi — sem ser obrigado — foi escutar música honesta. Eu escutava música clássica direto dos LP´s do meu pai, motown e disco do meu tio cabeludo, rock e metal do meu irmão e outros tios que tinham coletâneas completas, desde Pink Floyd a Led Zeppelin e Rush e um pouco de gauchesca, que era o folk que todo mundo devia ter para gostar de seu lugar roots.

Eu praticava basicamente o clássico e o rock.

Em 1999 fiz dupla de criação com um redator fodão em uma agência de publicidade interativa. Ele tinha algumas manias engraçadas, como copiar VHS de filmes clássicos de uma locadora cult qualquer. Era cópia fiel, inclusive com a caixa, rótulos e xêpas das fitas escaneadas e impressas à laser colorida.

Ele queria trocar o Curso de Publicidade e Propaganda por Letras. Eu achava, naquela época, que publicidade e propaganda seria um curso que daria mil vezes mais visibilidade para ele, um redator próspero, do que um curso merréca de Letras.

Mas voltemos: A questão era a música.

Ele apareceu, um belo dia, com um CD “Renato Teixeira e Pena Branca & Xavantinho: Ao vivo em Tatuí” da Quarup discos. Cara, eu dei muita risada dele. “Pronto, surtou de vez!”

Relutei e coloquei o disco na bandeja do computador, com os fones de ouvido e cara de desconfiado. Na época eu tinha um fone Sehnheiser de amplitude fenomenal, totalmente isolado.

Quando terminei de escutar, percebi que meu preconceito musical era muito forte. Eu me senti traído, pois tinha gostado da xexelentice sertaneja. Eu comprei aquele disco, alguns dias depois. Conheci muita música boa com aquele mentecapto avassalador de preconceitos.

Aprendi a escutar jazz. E do jeito certo, cronologicamente e por complexidade.

E meu horizonte musical foi se expandindo de uma forma monstruosa, com setlists de música eletrônica vindos diretamente da europa, achados raros de gravações de sinfônicas, downloads experimentais de discografias completas e não oficiais, gêneros e formas atonais.

E no final das contas, hoje eu trocaria minha graduação, de publicidade e propaganda, pela de Letras. E tudo por uma bela gramática.

A vida é foda, né?

Quando a fotografia era uma coisa importante.

9 de fevereiro de 2010

chevrolet tombado - Irati PR

Essa foto era de um caminhão lá da fazenda do meu avô. Um Chevrolet no toco, que carregava metade de um pinheiro centenário.

Como máquina fotográfica (e caminhão) naquelas bandas era coisa rara de se ver, qualquer destombamento virava motivo de evento social.

Expedição Barro Alto 2010

2 de fevereiro de 2010

Expedição Barro Alto

Final de semana foi dia da Expedição Barro Alto 2010. Essa foto é piada pronta, mas realmente existe uma cidade chamada Barro Alto, GO.

Como tem um monte de gente já de saco cheio de ver um monte de 4×4 fazendo arte no barro, deixo apenas o link aqui do meu webPicasa para quem quiser se deleitar.