Foi um final de semana inesquecível, este agora. Primeiro porque conheci gente diferente e isso por si só já é um diferencial enorme. Ainda mais eu, que tenho tendências severas de sociopatia. E também porque fomos fazer uma trilha técnica nas cercanias de Brasília. Paisagens, circustâncias e a receptividade surpreendente. Éramos para voltar no entardecer, chegamos em casa duas da madrugada. Problemas técnicos e uma canseira incrível. Mas uma felicidade sem igual.

Um segredo que pulula a mente dos grandes escritores: eles sabem quando é a hora de parar. Pena que blogueiros e escribas medíocres não tenham esse discernimento. Publicam toneladas de lixo inútil quando poderiam estar por aí a ganhar alguns trocados com o bestunto que ainda lhos resta. Incluam-me nesta segunda leva, por obséquio.
Cansei e é hora de ir para casa. Voltarei para minha cidade natal, semana que vem. Um passeio, lógico. Sou um expátrida que não sabe mais o sentido empírico e figurado de um lar, doce lar.
Terrinha natal vá lá. Aliás, Terra natal toda a gente precisa de ter. Nem que seja apenas pelo prazer de um dia a poder deixar. E voltar, anos depois, para ver o que aconteceu.
Faça isso sempre que puder. É fascinante. A tendência é tudo ficar diminuto com o tempo. Você cresce e o mundo definha. Fascinante não, cruel. Essa é a palavra. Ou um fascínio perverso, de ver o que parou se conservar íntegro e garboso, enquanto você — trotamundos inútil — apodreceu multiculturado.


julho 21st, 2009 at 10:55 pm
Junto-me a você na categoria dos blogueiros, mas faça o favor de se retirar da dos escribas medíocres. Não admito sua presença aqui, ou teremos que criar categorias secundárias, como a dos medíocres-leves e medíocres-leves-ligeiros.
julho 22nd, 2009 at 4:48 pm
Bom… em matéria de blogs, definitivamente, eu devo ser um dálith… ou algo equivalente… mas whatever… estamos aqui e esperamos pra tomar aquela cerveja com cheiro de jaula de onça!
Abraço!!!