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E-mail marketing: a bomba.

7 de maio de 2009

Trabalho com internet há 11 anos. Tenho formação e experiência em publicidade e marketing. E isso é tempo suficiente para te explicar o por quê de parar de insistir nesta bomba chamada “e-mail marketing”.

Vamos por postulados e teoremas, que assim é muito mais fácil compreender como funciona o mercado da internet, o usuário final, as caixas de e-mail e webmails e a diferença entre e-mail marketing e spam.

Todo e-mail não solicitado é um spam.
Caso o usuário não tenha feito um cadastro em seu site, clicado no caixote “Quero receber novidades por e-mail” e aceitado o termo de responsabilidade e sigilo de dados, toda a correspondência que você mandar para ele será considerado spam. E ponto.

Todo spam é lixo.
E é por isso que toda caixa de mensagem de qualquer webmail tem um icone chamado lixeira. Não é arquivo morto, Não é  becape. É LIXO.

Atratividade.
Existe uma diferença gigantesca entre a TV de plasma com desconto de R$1599 que uma megastore virtual anuncia para seus milhares de clientes cadastrados e o seu “suco de clorofila” de procedência duvidosa. Começa pela credibilidade do primeiro item desta lista e termina pela qualidade gráfica empregada no e-mail. Megastores virtuais preocupam-se com a qualidade editorial da correspondência. E isso não é igual ao seu e-mail cheio de texto colorido e a foto de uma mulher de plástico de Photoshop que você insiste em usar.

O usuário não está nem aí para mensagens publicitárias no e-mail, por alguns motivos óbvios:

  1. Com o passar dos anos, a internet ficou tão infestada de banners e spams, que o usuário já criou um filtro biológico e natural que ignora tudo o que ele não está procurando. e isso é comprovado;
  2. Usuários de webmail (que são a maioria esmagadora dos usuários de e-mail) não querem saber de suco de clorofila ou de perder peso, aumentar pênis, ter ereções do tipo rocha. Querem apenas saber quem o adicionou na rede social ou então ver as fotos que alguém mandou de algum lugar para o qual viajou. E é só.

Leis e faz-me-rir.
Não adianta mandar spam para aquela lista de 8 milhões de emails seccionados por categoria (brinde +1 CD-ROM) que você comprou em algum site malandro, alegando que  “não pode ser considerada spam porque tem um botão remover” no final. Se você está supondo que seu pretenso consumidor é otário, pense bem como ele verá seu produto.

Se você não quer gastar dinheiro, você não obterá sucesso algum na internet.
Alcançar o máximo de consumidores potenciais para seu produto requer planejamento de marketing e profissionalismo. Atigir 9 pessoas em 10 milhões é pouco. 0,00001% é disparado o pior retorno publicitário que uma campanha pode alcançar. Até jornalzinho de bairro ou catálogo telefônico fajuto tem mais retorno.

A internet é de graça.
Mas não gera credibilidade. Não ache que descobriu o ovo de Colombo, mesmo porque spams existem antes de você ter ouvido falar em internet pela primeira vez. Só porque você enviou milhões de e-mails não solicitados em uma única noite, não significa que não houve gastos. Um e-mail mal feito com um tamanho de 100kb disparado para um milhão de contas gera quase 100 gigabytes de tráfego instantâneo. O transtorno dessa bomba em uma rede pequena ou média é catastrófica: atrasa em quase duas horas o tempo de resposta de servidores, sobrecarrega caixas de mensagens corporativas e faz com que todo mundo tenha ódio mortal do seu anúncio de “Seminário sobre liderança para líderes”

Todos terão e-mails para sempre.
Por culpa desta esperteza toda de “empresários” que acham que vão enriquecer com e-mails não solicitados, milhares de usuários estão abandonando pregressivamente o uso do e-mail pessoal. Estão migrando para comunicadores instantâneos, redes sociais, micro-blogs, blogs. Cansaram dos spams. Usam e-mail apenas para cadastros em sites. E se você pudesse mensurar como um e-mail não solicitado é odiável, jamais arriscaria a reputação do que quer que você anuncie ali.

Não acredite em opt-in.
Ninguém consente por livre e expontânea vontade que quer receber e-mail marketing de qualquer coisa por qualquer motivo.

Não existe normas, condutas ou boa-prática com e-mail não solicitado.
Spam é spam. Não há lei que proteja e-mail marketing. Não seja otário: colocar textos como “Esse e-mail não pode ser considerado spam se houver uma forma de você ser removido” é um tiro no pé. Pelo simples fato da palavra SPAM estar no seu e-mail, a chance é alta de seu material parar na lixeira. Bayes, X-Spam-Checker, CRM114, SpamAssassin e Bogofilter que o digam.

E, mesmo assim, depois de toda essa argumentação franca e real, você ainda decidir arriscar a reputação da sua empresa/produto com spam, boa sorte. Você vai precisar.

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2 comentários para “E-mail marketing: a bomba.”
  1. ANDERSON

    julho 3rd, 2009 at 3:39 pm

    Esse site e muito infornativo

  2. Tiago

    outubro 19th, 2009 at 3:28 pm

    O email marketing é sempre uma ferramenta muito eficaz, com certeza, desde que direcionada para o publico certo e com opt-in. Ahhh e é claro, nao adianta nada ter o publico certo e nao conseguir mandar profissionalmente suas mensagem, voce precisa de um sistema que faça todo o processo de envio profissional e que de a possibilidade de ter o monitoramento dos envios, saber quantos abriram, quantos clicaram na sua mensagem, etc. Recomendo o email marketing da {LINK SUPRIMIDO} uso já faz mais de um ano é supoer profissa o melhor que conheço, já experimentei vários, e os caras lançam novidades sempre, novas funcionalidades etc. Vale a pena conferi