MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Arquivos do mês de agosto de 2009

Diabetes

29 de agosto de 2009

Diabetes

O passeio de sábado à tarde

28 de agosto de 2009

Ontem uma turba de tuiteiros chafurdou nas fezes do meu ignóbil passarinho animado do post logo abaixo (carinhosamente apelidado de Tuit). Não entendi o por quê d´eles não gostarem da singela homenagem.

Vai entender.

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Na verdade eles quase arregaçaram o link do MadCap. Para quem não entende muito de internet, este blog comporta-se como uma criaturinha sensível. Se você mudar o ecossitema ou a alimentação primordial, ela morre.

E foi o que quase aconteceu ontem.

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E o pior deste boom todo de visitantes-stalkers-que-se-ofenderam é que todos estão chegando de algum lugar sombrio que não está acusando nas logs de estatísticas.

Muito estranho.

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Fotos, abaixo, de um passeio de final de semana para Pirenópolis, uma cidade distante 130km de Brasilia e apenas uma hora de carro. Mas que a gente fez em 8h por terra…

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O comboio no altiplano.
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Topo do altiplano sentido Olhos d´agua.
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O novo e o clássico.
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Paisagem típica do cerrado.
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A leve poeira que nos rondava.
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A leve poeira que nos rondava.
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A leve poeira que nos rondava.
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A paisagem do cerrado com uma árvore típica, o céu mais do que azul e muita seca.
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Em qualquer lugar MESMO.
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O sorriso do menino quando ganhou um saquinho de balas.
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O comboio reagrupando.
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O comboio reagrupando.
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O comboio reagrupando.
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Os últimos raios de sol no contrafluxo.
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Um dos inúmeros riachos com travessia na região da serra dos Pireneus.
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Os últimos raios de sol no contrafluxo.
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Os últimos raios de sol no contrafluxo.
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Um antigo Chevrolet carregando pedras de Pirenópolis.
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Um antigo Chevrolet carregando pedras de Pirenópolis.
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Bonecas de barro esperam alguma coisa, na janela.
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Uma senhorinha de menos de 1,20m nas ruas de Pirenópolis.
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Um dos milhares de pequenos lagartos que acreditam em seu mimetismo.
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A cowgirl pousando de diva no meio de uma pedra no meio de um rio cristalino e de fundo areioso no meio da serra.
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A performance da sanfona do Zé.

O passarinho do Twitter

24 de agosto de 2009

O deputado e a cidade do interior

18 de agosto de 2009

Eu sou natural de Guarapuava, Paraná. A cidade onde vivi algumas das mais importantes e surreais aventuras da minha juventude. A maioria delas eu já contei aqui e, apesar de parecer mentiras descabidas, são a mais pura verdade.

Saí de lá com pouco mais de 17 anos e nunca mais voltei. E tenho quase a certeza que jamais voltarei. Digo voltar a morar, fique claro. É uma cidade turística para mim. Excelente para passear, rever amigos e relembrar o passado. Mesmo porque com todas as desaventuras que já tive em cercanias cada vez mais longíquas , a cidade ficou pequena demais. E o mundo, mais tangível que outrora.

Parece estranho ver na mídia uma cidade pequena como Guarapuava. Meu tio falava que Guarapuava só aparecia na TV por 3 motivos: o granizo que de vez em quando devastava as plantações de maçã; algum ônibus desafortunado que caía da estrada dentro do rio Coutinho ou, mais recente e graças ao posto da Polícia Federal instalado por lá, apreensões gigantescas de maconha em caminhões oriundos de Foz do Iguaçu.

É de Guarapuava o ex-deputado estadual que causou a indignação nacional ao matar dois jovens com seu bólido descontrolado em Curitiba.

O excelentíssimo estudou no mesmo colégio em que eu estudei na época. Ele e os filhos dos muitos políticos locais que alçaram carreiras diferentes na vida pública legislativa.

Guarapuava é uma cidade pequena. Tem dialeto próprio, que gerou até uma página na Desciclopédia. Interiorana, provincial, com famílias tradicionalíssimas que cultuam a prática da boa convivência. Muitos nomes de ruas levavam sobrenomes conhecidos de amigos meus. Avós, bisavós. Personagens inolvidáveis, viscondes, realezas de outrora.

Esse tradicionalismo todo fez com que as classes sociais da cidade se distanciassem de uma maneira pecaminosa. Abastados fazendeiros convivem, com seus caríssimos carros importados, com pessoas que mal conseguem pagar as prestações das redes de eletrodomésticos populares.

Assim essa divisão social faz com que adolescentes-quase-jovens-púberes aprendam a dirigir antes da hora. Aconteceu comigo e aconteceu com todos meus amigos. E quiçá a prática tenha se tornado um lugar-comum com o passar do tempo.

É dessa fórmula tóxica e fatal que muitos amigos meus, alguns de infância, morreram. Uns embriagados por festinhas de garagem, outros por não saber como dominar tamanha cavalaria embaixo do capô. Gente que partiu postes e carros em colisões extraordinárias hollywoodianas.

Sempre com carros ou motos.

Éramos “James Deans” em uma espécie de Juventude Transviada no interiorzão do Paraná. Gente que ia para a escola com carros importados vestidos com motores de mais de 200cv.

Carros turbinados, embebidos com gasolina azul do aeródromo local.

O acidente do deputado repercutiu como uma desgraça fenomenal na capital do estado desta Guarapuava underground que nenhum jornalista conheceu. Ele, para muitos jovens guarapuavanos como eu, tornou-se apenas mais um nome na lista dos locais que destruíram um carro em mais um acidente inconseqüente e idiotizado.

Foi uma reação tardia, pode ter certeza.

Mesmo porque todos, depois dos 20 anos (e alguns velórios devastadores) aprenderam com o erro dos mártires despreparados que o carro é uma arma descontrolada.

Foi estranho ver ícones do jornalismo, cronistas conceituados e polemicistas, tanto na TV quando no rádio, falando de Guarapuava em algum momento.

Talvez agora, o tal deputado reformado tenha aprendido. A morte estava ali no banco do carona.

Mas forfetou na hora agá.

Dylan Thomas

12 de agosto de 2009

A carmen figuratum from Dylan Thomas’s Vision and Prayer:

Who
Are you
Who is born
In the next room
So loud to my own
That I can hear the womb
Opening and the dark run
Over the ghost and the dropped son
Behind the wall thin as a wren’s bone?
In the birth bloody room unknown
To the burn and turn of time
And the heart print of man
Bows no baptism
But dark alone
Blessing on
The wild
Child

Quando a fotografia me botinou a retaguarda

4 de agosto de 2009

A fotografia me abandonou. Deixou algumas recomendações e conselhos vagos em um bilhete escrito em papel amassado de um maço de cigarros. Registro aqui meu desagrado e repulsa pelo gesto infantil de tal criatura biltre.

Dos conselhos e recomendações, algumas verdades são incontestáveis e pruridas, mas que cabem como uma luva na cartilha “Mamãe quero ser fotógrafo”. Um deles — e talvez o mais importante — é a qualidade técnica de uma composição fotográfica. Não tem como fazer uma fotografia perfeita com equipamento medíocre. Não dá para improvisar. Quem nasceu Tecpix nunca será Leica.

O lado prático disso tudo é lógico e simples: quando uma lente mediana “quase profissional” custa mais do que a melhor máquina amadora no mercado, não há escusa de consciência que consiga moral para fotografar em um patamar ideal.

Então ficamos assim: não vou vender minha máquina fotográfica; não vou comprar uma tralha nova por um bom tempo; tirarei fotos simples, mas com apelo emocional evidente; não espere melhoria na qualidade técnica das composições nem novidades editoriais.

O mundo é cruel, eu sei. Mas cada um se vira como pode.

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Algumas fotografias da semana passada, envolvendo Curitiba e outras comarcas sulistas próximas:

Aranha albina dona do mocó no copo-de-leite
Antiga lata de cerveja Sapporo
Miccio, o gato carnívoro, depois de rebolar um cordeiro.
Celia executando a técnica italiana da "umbrellatta" na mini-cerejeira.
A esquina mais oriental da praça do Japão.
A garota do sobretudo beige
O banco de madeira mais ocidental da praça do Japão.

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E que venham os paraguaios.