You told me wed go to Rio
And you said it so charismatically
I know its me thats the nightmare
So fight fair or have some decencySao Paulo | Why am I bringing me down?
Sao Paulo | If I drink any more I will drown
Sao Paulo | Why cant I fight truth decay?
Sao Paulo | My life is just one big cliche
Sao Paulo, música da banda Morcheeba
“Sao Paulo” pede desculpas à cidade que o grupo Morcheeba conheceu e não gostou (But I just act apologetically (…) / Another stain on my passport).
São Paulo é assim: uma metrópolis dinâmica, sem tempo para nada. Prédios clássicos e antigos contrastando com viadutos concréteos sólidos como pano de fundo. Novidades, diferenças, lugares cheirosos e outros nem tanto. Gente feia, gente bonita, gente esquisita, gente diferente.
Pobreza, e muita. Mas que consegue manter uma simbiose tensa com a próle que circula atrasada.
Chove. Alaga. Esquenta e não venta. A noite é dia, se você quiser. As lojas têm o que você precisa. E o que você nem precisa, mas gosta. Os marronzinhos são ariscos. O Playcenter está morrendo. O Tietê ainda fede. A Sé agora tem seguranças. Dom Pedro não tem mais a espada na praça do Museu do Ipiranga.
São Paulo tem Ferrari. Bentley, Maserati, Aston Martin, Porsche. Tem Lada 92 conservado. Moto a dar com o pé. Lasanha com feijoada e o Bar Brahma na esquina da música do Caetano. Espaço para todos. Voz para quem quiser. Criminalidade, presteza e cordialidade. Solidariedade. Chuva ácida e o treme-treme.
Tem o Mojica, tem os estrelinhas da MTV correndo no Ibirapuera. Tem urubu-pescador. Tem a paulista que tem o Asterix que tem 590 tipos diferentes de cervejas do mundo.
Tem quem goste da cidade. Tem quem odeie. E São Paulo não vai com a cara de todo mundo não, meo.

















