Publicado no jornal A Província de São Paulo – 30/04/1889
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Arquivos do ano de 2008
Bomba!
20 de agosto de 2008
O que eu vou contar aqui é segredo, não espalhe para ninguém: consta nas agendas-settings dos jornalistas escolados e enviados-contatos-esportivos-in-loco que, para não haver favoritação e falsos palpites sobre os verde-amarelões atletas brasileiros na olimpíada, há a preferência léxica de grafar a expressão “esperança de…” à “chance de…”.
Justificativa vernacular: Utilizar ‘esperança de medalha’ quando o atleta estiver aquém ou distante, errar, cair, estatelar, amarelar, não ter treinado nos EEUU, não ser conhecido ou ter sido classificado por repescagem ou ‘quezinho’ minúsculo no teleprompte. Utilizar ‘chance de medalha’ apenas quando o atleta for favoritado, largar na raia 4 ou 5, ser invicto ou ter treinado em alguma universidade estadual estado-unidense.
Postem: Utilize junto a ‘chance de…’ os complementos ‘…medalha, só resta saber a cor’ ,‘…mais um oiro para o Brasil’ nos segundos finais da competição, quando a vitória for iminente.
Batman
14 de agosto de 2008
Segunda-feira foi dia de ver Batman, o cavaleiro dos infernos. Acabou a luz do cinema no meio da película, um desatre. As luzes de emergência acenderam na hora, mas em trinta segundos morreram. O lanterninha avisou, tempos depois: “Cabô a luz, negada! Mas esperem que já volta.”
Com a sala em completa escuridão, eu e a minha esposa resolvemos ligar a lanterna do celular (que é um canhão complexo de xenon de quase 10k) e terminar o filme com as mãos, mais ou menos assim:

O bom é que o povo gostou e deu risada. O ruim é que a coisa perdeu a graça 9 segundos depois.
No final das contas recebemos os tíquetes de volta e fiquei quase 24h sem saber o que o Curinga faria com aquela bazuca do Rambo. Mas no final das contas vi um filme e meio pelo preço de um.
Escutei tanta balela sobre o ator e a personagem do Curinga que achei que o cara seria muito mais foda. Talvez a maldade amigável dele não fôra tão diferente, afinal. Mas vale a canja de malvadeza.
Os Jogos Olímpicos
14 de agosto de 2008
Eu gosto de ver as olimpíadas por dois motivos: um é o monte de gente que quer pintar o diabo mais vermelho do que é e se quebra inteiro com braços dobrados para o lado errado, caras rasgadas, narizes estampados nas pranchas de trampolim e muito sangue; outro é o ceticismo brasileiro de que temos alguma chance de ganhar alguma coisa contra atletas profissionais.
As olimpíadas não dão trégua, meu amigo. Não são boazinhas e te arrebentam a cara se você vacilar. Enquanto estivermos mandando esportistas que precisem trabalhar oito horas por dia em uma profissão qualquer e, com o tempo restante livre, treinar, estaremos sempre assim, no quase.
Essa meia duzia de bronze que o Brasil ganhou até agora só prova isso. Que somos uns cagados no esporte.
Álbum: Florida Riders
7 de agosto de 2008
Ontem foi dia de Florida Riders, o encontro semanal de motos no Florida Mall Shopping. Fiz a identidade visual e a publicidade do evento, então tive que dar as caras por lá para fotografar a cria ao vivo.
Toda quarta-feira você pode conferir, lá no estacionamento do shopping, o banner, a logomarca, as motos, os motoqueiros, as motoqueiras… =)
Curtinha Nescau
1 de agosto de 2008
Você nem vai perceber, mas o Nescau clássico não é mais fabricado. Aquela latinha cilindrica de 500g é passado agora. Colocaram uma versão pestilenta no lugar, torceram a lata e chamaram de 2.0.
Hereges.






