AS FLORES DE BRASILIA

segunda-feira, 25 de agosto de 2008 | 5:37 pm

Sexta-feira resolvi fazer uma fotografia de um ipê bem florido, na frente do Banco Central aqui em Brasília. É a foto gigante logo aí embaixo. O que eu não esperava era a hostilidade dos habitantes locais.
A câmera ficou em um tripé a 30cm do chão, o que requereu um agachamento momentâneo para ajustes focais e de posicionamento. Apoiei a mão no chão e senti que alguma coisa me espetou. Quando percebi, algumas formigas “ruivinhas” estavam espetadas na minha mão e na lateral da minha calça.
Essas formigas parecem uns cupins, vivem em buracos escondidos e estralam as mandíbulas com freqüência. Até fiquei observando o comportamento delas, são bem engraçadas.
O problema é que elas têm uma saliva neurotóxica de efeito perturbador. A cabeça tem uma trava de segurança na queixada, o que impossibilita a desmordida, conforme o infográfico abaixo:
1- A formiga crava as pincenetas queratinizadas na derme do vivente;
2- o formato cuneiforme da pinça traça um curso natural curvelíneo para o fechamento natural das dentadas, executando um efeito chamado “fechamento do cadeado”;
3- O ponto fraco da formiga é a delicadeza de seu pescoço: qualquer movimento com as pinças presas e zás!, sua cabeça é arrancada do corpo.
A foto acima foi tirada segundos depois das mordidas. Cada monstrinho vermelho da foto media quase 1cm. Conforme o movimento #3 do infográfico acima, a retirada das cabeças decepadas, inoculantes e travadas dá-se por tração. É como arrancar um piercing de um emo. Só puxar e deixar o sangue fluir.
No final das contas, fiquei 2 dias com a mão “formigando”, doída e com delirious-tremen. Mas já sarou.

A câmera ficou em um tripé a 30cm do chão, o que requereu um agachamento momentâneo para ajustes focais e de posicionamento. Apoiei a mão no chão e senti que alguma coisa me espetou. Quando percebi, algumas formigas “ruivinhas” estavam espetadas na minha mão e na lateral da minha calça.
Essas formigas parecem uns cupins, vivem em buracos escondidos e estralam as mandíbulas com freqüência. Até fiquei observando o comportamento delas, são bem engraçadas.
O problema é que elas têm uma saliva neurotóxica de efeito perturbador. A cabeça tem uma trava de segurança na queixada, o que impossibilita a desmordida, conforme o infográfico abaixo:
1- A formiga crava as pincenetas queratinizadas na derme do vivente;2- o formato cuneiforme da pinça traça um curso natural curvelíneo para o fechamento natural das dentadas, executando um efeito chamado “fechamento do cadeado”;
3- O ponto fraco da formiga é a delicadeza de seu pescoço: qualquer movimento com as pinças presas e zás!, sua cabeça é arrancada do corpo.
A foto acima foi tirada segundos depois das mordidas. Cada monstrinho vermelho da foto media quase 1cm. Conforme o movimento #3 do infográfico acima, a retirada das cabeças decepadas, inoculantes e travadas dá-se por tração. É como arrancar um piercing de um emo. Só puxar e deixar o sangue fluir.
No final das contas, fiquei 2 dias com a mão “formigando”, doída e com delirious-tremen. Mas já sarou.






