RELATOS DO CASARIO.

terça-feira, 8 de julho de 2008 | 12:04 pm

Relatório da equipe MadCap-Clack-Boom das últimas semanas:
E la nave va.
- Na reunião semanal deste veículo, estávamos a palatar a ilustre cervejota artesanal LUftKampf Pilsen, quando chega à nossa mesa ninguém menos que o Sgt. Pontez, de camiseta branca circunscrita aos dizeres “FUTURAMA”. —“Pontez”, chamei, “o que te traz por essas bandas, amigo do alheio?” — Com isso, fiz, de cara, uma piada sacana com o nome do nosso artista amigo. Ele fez ouvido de mercador e foi direto ao ponto: —“Tô a fim de um realce”.
- Andando no elevado Dois de Abril quando vê-se trajando um parangolé lilás, Rojas, notório humanista e goleiro da seleção de escrete chileno de outrora:
—“Rojas”? — indagou-se.
—“Como o Sol” — respondeu o coreógrafo do Maraca. - Desta vez, no Bragão, encontro numa mesita metálica a patota do Cinema local. Falo, querendo ver qual foi:
— “Tudo bem, pessoal?“
Escuto, a seguir, a resposta em coro:
— “Tudo Glauber”. - Na roda de samba, já no fim, o pessoal quer ir embora.
Após a cessa dos instrumentos, vejo, de relance, o cara do surdo simulando um approach com o vocalista. - Na mesma noite, três viventes com duas holandesas na praia. Pelo menos um nêgo iria rodar na parada. A lua marcava 23h45.
- R.Valentino vai na cola de uma ex-namorada do vigarista freela local. Escreve 14 linhas que são a mescla tosqueada de obras de Maiakowski, Bukowski e Chikowski. Entrega o papel-jornal rabiscado e com uma rodela úmida deixada pela latinha de cerveja sob a qual se achava o papel. Esperava, no mínimo um beijo afetuoso. Recebe, ao invés disso, um tôco imediato e contundente.
- R.Valentino sabe do nome da senhorita do item 6 e o pergunta mesmo assim no início da noite dos episódios dos itens 4 e 5, fingindo desinteresse pela tal garota e simulando não ser o mesmo do item 6. Não convence nem a si mesmo.
- O supracitado acima e crítico deste jornal electrônico é abordado por bela jovem da mesa ao lado. O interesse da garota pelo tal colega é notório e erótico. Pego no contrapé e extravazando mêdo desregrado da patroa, acena negativamente “que não-foi-eu-não-pelamordedeus”. Procura a patroa com os olhos. A mesma está na Espanha.
- Em plena ‘tournet’ de divulgação, o redator-chefe paga a passagem aérea do regra-três deste veículo. É roubado no ressarcimento da passagem e logrado nas contas do táxi.
- Em sarau etílico-cultural, amiga é apresentada ao grupo. Permanece séria por mais de três horas, ouvindo secamente o que os outros tinham a falar.
Sorri, abre as pernas e pede para sentar ao seu lado o primeiro gênio que sacou qual era a da pequena e ofereceu-lhe um trago de Marlboro.
E la nave va.





