O que muita gente não sabe é que escrevo e não ligo que ninguém leia. Sei que apenas meia dúzia de viventes entendem o que eu quero dizer. E eu não estou incluído nessa.
A escrita é minha forma singela de ludibriar a vida. Publicar estes ensaios faz parte da regra básica do esquema. É um jogo regrado, diga-se de passagem.
Agora, quem escreve para sí, em diários secretos que, em algum periodo da vida, vá pegar fogo ou se afundar em algum lago pantanoso (ou pior, será deletado na primeira recaída), não escreve nada.
E para transmitir alguma coisa para sapos, girinos e amebas, já temos a TV.


