O axolotle (Ambystoma mexicanum) é um anfíbio da família dos Ambystomatidae (De anfíbio não tem nada, que fique claro, uma vez que o pequeno neoténico vive na água a vida inteira). Seu nome significa “monstro aquático” e é uma evocação ao deus asteca Xolotl, um pândego musiqueiro.
Gosta de ternos revestidos com tecido DryFit™, sabe-se lá o porquê. Tentou, sem êxito, aplicar tererés nas brânqueas externas. Sentiu desconforto e falta de ar e, desde então, conserva as madeixas ao Deus-dará.
Com um sorrisão cativante e feição esmaileniana, o Axl (redução carinhosa de Axolotl) é chicleteiro, axezeiro e micareteiro de carteirinha. Gosta de competir fêmeas com outros batráquios durante eventos, marcando com uma hidrocor laranja em sua barbatana caudal — tal e qual um piloto de caça que risca a lata do aeroplano — quantas ninfas traçou à beijo.
Dizem as más línguas que um renomado compositor de axé-elétrico fez uma música para os «xolotis», grupo de puladores de axé profissionais de Brasilia, que tiveram o auge existencial em 1994, durante o IV simpósio da APAPA (Associação dos Puladores de Axé Profissionais e Autónomos).
A música se perdeu no espaço-tempo após um desentendimento durante a «Micarecandanga’94» onde o compositor levou uma enveredada de direita de um xoloti ébrio e uma garrafada de Teleco-Teco no contra-golpe de canhoteira. O petardo da garrafa abriu-lhe um talho de ponta-a-ponta no rosto. Desde então jurou silêncio eterno da sua partitura cifrada e letrada.

