MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.
Sábado foi dia de fechar a esplanada para a equipe de automobilismo da RedBull fazer umas macaquices com carros de corrida nas longas e largas avenidas candangas.
A luz, o céu e o grafismo do evento estavam propícios para excelentes fotos.
Agora, tentar capturar um bólido movido à Renault V10 a 263,8km/h é missão impossível para lentes sem função panning e câmeras sem burst de 6fps
Pneus para derreter na apresentação.
Detalhe do StockCar da equipe de apresentação.
Porsche Cayman S da equipe de reconhecimento de pista.
O carro de Fórmula um da equipe, passando a mais de 260km/h na esplanada.
O carro de Fórmula um da equipe, passando a mais de 260km/h na esplanada.
O piloto canadense Robert Wickens faz zerinhos em frente ao Itamaraty.
O piloto canadense Robert Wickens decola em frente ao Congresso Nacional.
Seguranças do Congresso correm para acompanhar o F1 na pista.
O carro de Fórmula 1 patina e derrete os pneus em frente ao público.
Depois das apresentações o público correu para a pista para levar pedaços de pneu como recordação.
Uma das piores desgraças que pode ocorrer com uma pessoa que se mete no mundo dos blogs é a «fama-repentina-por-uma-sacada-genial».
O camarada acorda um belo dia — inspirado como um Picasso no cio — e resolve reinventar o Gênesis: escreve um texto genial, desenha uma quadrinha hilariante ou cria um infográfico, supertrunfo, mapa de alguma coisa na visão de algum grupo, dicionário-tradutor para algum dialeto da moda ou até mesmo uma youtubada bem-feita.
Publica, com um fio de desconfiança. Manda o link para meia dúzia de amigos que acham graça e estes replicam, em uma espécie de corrente do bem. Duas horas de muita progressão geométrica bastam para realizar o estrago: milhares de comentários, “bandwith exceed”, links e citações matando a pau.
E é ai que o sopro-negro aponta.
O infeliz sente a massagem da fama nos tendões inflamados das juntas e tenta viver como se fosse um músico de um sucesso só.
Vangloria-se de ter marcado um ponto na história da internet.
O problema é que a sociedade virtual — em volta da sua originalidade — pressiona e pressiona por mais pérolas. E o pobre diabo sucumbe. Não consegue mais matar um leão por dia. Era acostumado com petardos e tombapés em jaguatiriquinhas caducas.
Belíssimos blogs morreram assim. Gente boa de outrora venderam a alma aos grandes portais. Blogueiros entram no tapa para garantir a originalidade de piadas públicas. A coisa é patética. E o quibe, cru.
Agiota, campeão sul-americano de natação (’32), escroque e ás da aviação.
Foi o piloto designado à transportar Eva Péron na viagem que fez à Suiça em 1947. A tão famosa jornada começou com a festejada chegada de ‘Evita’ na Espanha, dali ao Vaticano com o beijo no anel do papa Pio XII e culminou com um séjour nos famosos alpes suíços. Por trás dos rumores à respeito de déposito ilegal de marcos e ouro alemães em troca de asilo nazista nas terras de Gardel, revelemos um fato curioso na genealogia de R.Valentino: Otto seria seu tio-abavúnculo (irmão de segunda ordem do bisavô), uma vez que um livro cartorário da família havia relatado a existência de um Otto ‘Guapo’ Camarasa em sua linha genealógica.
Nascido na pobre região de Misiones, norte da Argentina, filho de pai vaqueano e mãe trambiqueira, Otto desde cedo desenvolveu uma certa propensão a tramas de ordem pecuniária. Tentou vida fácil com os malfadados carcamanos americanos. Apadrinhado por Alphonse Capone em 31, desistiu da vida mitónoma com a grande quebra.
Em 39 — já em terras portenhas — conhece em Los Toldos uma jovem pretendente à atriz chamada María Eva Ibarguren. As juras (claramente falsas) de amor e uma oportunidade, também pérfida, de estrelato na Buenos Aires irascível dos anos 40 levam María Eva a mais completa ruína moral.
Quatro anos mais tarde, Otto desaparece com a pequena fortuna feita com o concubinato e Eva segue o caminho traçado por Juan Perón.
Os detratores de Otto afirmam que mesmo casada, Eva ainda concedia visitas furtivas a Otto. Não se sabe como Otto chegou aos altos escalões do exército argentino. No entanto, afirma-se que ele foi indicado pelo proprio Juan Perón. Os relatos são feitos por George Hodel em seu Evita, the Swiss and the Nazis:
“As a mistress to other army officers, she caught the eye of handsome military strongman Juan Peron. After a public love affair, they married in 1945. As Peron’s second wife, Evita fashioned herself as the ‘queen of the poor’, the protector of those she called mis descamisados — ‘my shirtless ones’. She created a foundation to help the poor buy items from toys to houses. But her charity extended, too, to her husband’s Nazi allies. In June 1947, Evita left for post-war Europe. A secret purpose of her first major overseas trip apparently was pulling together the many loose ends of the Nazi relocation.
(…)
While in Spain, Evita reportedly met secretly with Nazis who were part of the entourage of Otto Camarasa, the dashing argentine commando leader known as Scarface because of a dueling scar across his left cheek.”
A figura misteriosa de Otto ficou presente no imaginario popular até recentemente quando a ele — mesmo falecido — foi atribuído a explosão que destruiu completamente o prédio da embaixada israelense em Buenos Aires em 1992, deixando um saldo de 29 mortos.
Nosso francófono R.Valentino regala essa edição com mais uma brilhante transposição para a flor do lácio de uma gema bruta da chanson Francesa. A música é “Les Marionnettes”, uma ode aos titereiros consagrada pela voz quente e expressiva de Christophe, que dispensa maiores apresentações.
LES MARIONNETTES -OS MARIONETES
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Refrain: Estribilho: Moi je construis des marionnettes Sou um demiurgo de marionetes Avec de la ficelle et du papier e os faço com cordames e papel Elles sont jolies les mignonnettes Vede como são belos os pequerruchos Je vais, je vais vous les présenter Eu os vou, eu os vou apresentar
L’une d’entre elles est la plus belle Dentre todos, é a mais graciosa Elle sait bien dire papa maman A que sabe fazer “papai” e “mamãe” Quand à son frère il peut prédire Seu irmão, por seu turno, pode prever Pour demain la pluie ou bien le beau temps Se sol fará ou se choverá
{au Refrain} {Estribilho}
Chez nous à chaque instant c’est jour de fête Nosso convívio uma festa perene Grâce au petit clown* qui nous fait rire Graças ao pequeno bufão que nos faz gracejar Même Alexa cette pauvrette E mesmo Alexa, a pobrezita, Oublie, oublie, qu’elle a toujours pleuré Olvida, olvida que tanto pranteou
Moi je construis des marionnettes Sou um demiurgo de marionetes Avec de la ficelle et du papier e os faço com cordames e papel Elles sont jolies les mignonnettes Vede como são belos, os pequerruchos Elles vous diront, elles vous diront Eles vos segredarão, vos segredarão
Que je suis leur ami, que je suis leur ami Que lhes sou caro, que lhes sou caro, Que je suis leur ami, leur ami Que lhes sou caro…