quinta-feira, 31 de julho de 2008 | 2:58 pm
Quando eu era mais visionário, comecei a construir um gif animado sem muita noção de projeção e continuidade. Deu um trabalho danado e o resultado ficou ridículo. Ai abandonei ele por aí.
Hoje achei ele, depois de muito tempo empoeirado. E decidi colocar aqui. Vai que é um bom presságio…
quarta-feira, 30 de julho de 2008 | 4:29 pm
Ganhei dos meus pais uma genuína caneta C. Josef Lamy, de Heidelberg. Broad, com pena de 1,9.
Agora ninguém me segura!

terça-feira, 29 de julho de 2008 | 1:02 pm
Domingo é dia de
Feira do Largo, a feirinha de artesanatos, doidivanas, artistas e intérpretes das mais variadas castas curitibanas. A feira sempre foi meio inconstante, mudando o jeitão das bancas e dos performáticos ao bem-querer.
O dedão foi comedido nos cliques da máquina, algumas fotos eram pessoais dos álbuns-família, mas saiu um pouco de foto-jornalismo não-sensacionalista, abaixo:

Pães caseiros gigantes.

Vendedor de brinquedos de fazer bolhas, demonstrando o produto.

Caricaturista desenhando uma criança, com muitos curiosos em volta.

Caricaturista desenhando uma criança, com muitos curiosos em volta.

Vendedor de aparelho de tirar bolinhas, pêlos e coisas grudadas em roupas.

Rodolfo, da banca de grilos-pula-pula, demonstrando o produto.

Detalhe dos grilos de brinquedo.

Pink, a ruiva hippie.

Seu Jorge da Cítara, tocando seus sucessos imáginários.

O sanfoneiro cego e seu protesto por escrito, enquanto toca seus sucessos.

Estátua-viva.

Estátua-viva.

Estêncil no muro do Largo.

Populares que se espremem entre as bancas.

Calota reluzente da roda de um Chevy antigo.

Detalhe da sinalização lateral de um Dodge Challenger 71.

Um palhaço-mímico entretendo crianças.

Pêssankas, ovos de galinha e pato, coloridos com motivos religiosos.
quinta-feira, 24 de julho de 2008 | 1:48 pm

A
Dieta da Vaca é simples e eficaz: coma a vaca e tudo que a vaca come. Vale todos os tipos de capins, saladas e verduras. O mesmo para a carne: toda a parte bovina pode ser ingerida sem problemas.

A
Dieta da Lua tem um mecanismo simples e bem didático. Toda noite, olhe para o céu e acompanhe como está a lua. Se está cheia, seu cardápio do dia seguinte terá 100% de alimentos. Se a lua está minguante ou nova, coma a metade da potência alimentar. Na lua nova, contente-se com um jejum ázimo. O infográfico abaixo mostra como a dieta funciona:

A
Dieta da Avó (também conhecida como dieta do “emagreça sem perder peso”) funciona apenas para quem tem avó italiana ou ítalo-descendente. Toda vez que você chegar na casa da sua avó e ela perguntar se você quer comer alguma coisa, responda ”não”. Ela replicará o fator da dieta: “Ah meu filho, come um paozinho… você está tão magrinho…” A dieta é psicológica e funciona acompanhado de uma boa reeducação alimentar e muito exercício.
terça-feira, 22 de julho de 2008 | 9:52 am
Heitor e Isabela, amantes, complementares, ela destra, ele canhoto.
Unidos, acreditam que o compartilhamento de tarefas prosaicas é item fundamental do futuro de uma relação.
Abrem latas de atum ao mesmo tempo, ele por um lado, ela por outro, tarefa na metade do tempo, cada um fazendo sua meia-lua.
Acabam derrubando a tampa na lata, cada um culpa o outro pelo descuido. Reconciliam-se e recomeçam com outra lata para abrandar as mágoas.
Heitor e Isabela. Um belo palíndromo assimétrico do faz-de-conta-alguma-coisa.
quinta-feira, 10 de julho de 2008 | 3:32 pm
Fazia tempo que eu não rabiscava uns velhos chatos:

terça-feira, 8 de julho de 2008 | 12:04 pm
Relatório da equipe MadCap-Clack-Boom das últimas semanas:
- Na reunião semanal deste veículo, estávamos a palatar a ilustre cervejota artesanal LUftKampf Pilsen, quando chega à nossa mesa ninguém menos que o Sgt. Pontez, de camiseta branca circunscrita aos dizeres “FUTURAMA”. —“Pontez”, chamei, “o que te traz por essas bandas, amigo do alheio?” — Com isso, fiz, de cara, uma piada sacana com o nome do nosso artista amigo. Ele fez ouvido de mercador e foi direto ao ponto: —“Tô a fim de um realce”.
- Andando no elevado Dois de Abril quando vê-se trajando um parangolé lilás, Rojas, notório humanista e goleiro da seleção de escrete chileno de outrora:
—“Rojas”? — indagou-se.
—“Como o Sol” — respondeu o coreógrafo do Maraca.
- Desta vez, no Bragão, encontro numa mesita metálica a patota do Cinema local. Falo, querendo ver qual foi:
— “Tudo bem, pessoal?“
Escuto, a seguir, a resposta em coro:
— “Tudo Glauber”.
- Na roda de samba, já no fim, o pessoal quer ir embora.
Após a cessa dos instrumentos, vejo, de relance, o cara do surdo simulando um approach com o vocalista.
- Na mesma noite, três viventes com duas holandesas na praia. Pelo menos um nêgo iria rodar na parada. A lua marcava 23h45.
- R.Valentino vai na cola de uma ex-namorada do vigarista freela local. Escreve 14 linhas que são a mescla tosqueada de obras de Maiakowski, Bukowski e Chikowski. Entrega o papel-jornal rabiscado e com uma rodela úmida deixada pela latinha de cerveja sob a qual se achava o papel. Esperava, no mínimo um beijo afetuoso. Recebe, ao invés disso, um tôco imediato e contundente.
- R.Valentino sabe do nome da senhorita do item 6 e o pergunta mesmo assim no início da noite dos episódios dos itens 4 e 5, fingindo desinteresse pela tal garota e simulando não ser o mesmo do item 6. Não convence nem a si mesmo.
- O supracitado acima e crítico deste jornal electrônico é abordado por bela jovem da mesa ao lado. O interesse da garota pelo tal colega é notório e erótico. Pego no contrapé e extravazando mêdo desregrado da patroa, acena negativamente “que não-foi-eu-não-pelamordedeus”. Procura a patroa com os olhos. A mesma está na Espanha.
- Em plena ‘tournet’ de divulgação, o redator-chefe paga a passagem aérea do regra-três deste veículo. É roubado no ressarcimento da passagem e logrado nas contas do táxi.
- Em sarau etílico-cultural, amiga é apresentada ao grupo. Permanece séria por mais de três horas, ouvindo secamente o que os outros tinham a falar.
Sorri, abre as pernas e pede para sentar ao seu lado o primeiro gênio que sacou qual era a da pequena e ofereceu-lhe um trago de Marlboro.
E la nave va.
quinta-feira, 3 de julho de 2008 | 5:26 pm
É, o MadCap completou um ano de idade em maio. Entenda seis, da vida regressa.
A vida estava tão por aí avoada que nem para lembrar, lembrou.
Vamo que vamo.