“Mi Buenos Aires querido,
cuando yo te vuelva a ver no habrá más pena ni olvido”
Gardel
Com a onda
lowcost de passagens aéreas e a oportunidade de bons preços, viajar para o país
hermano ficou muito mais fácil. O destino é — como não podia deixar de ser — o principal pacote internacional das operadoras de turismo.
A vantagem principal de um turismo mais austral neste momento é, sem dúvidas, a diferença monetária entre o peso argentino e o real brasileiro. É a mesma sensação do europeu de férias nas praias tupiniquins. Refeições completas por menos de 40$. Jantares de luxo por 100$. Corrida de taxi por 14$. Divida tudo por 2 (conta de padeiro mesmo) e você terá o valor em reais.
Alçamos vôo com apenas duas coisas pré-agendadas: vôos e hotéis. Sem operadoras, agendas ou qualquer outra coisa que pudesse tirar nossa total liberdade na escolha de atrativos e uma lista infindável de coisas a fazer.

Existem várias Buenos Aires para se conhecer. A
artificial e programada de operadoras, a
genuína e infiltrada no meio dos portenhos, a
descolada e baladeira, a
bon-vivant e a luxuosa dos recônditos elitistas. Montamos um
blend de todas estas vertentes vivenciais e lançamo-nos ao mundo.
No caminho do aeroporto para o hotel, um choque cultural: nenhum radar eletrônico (pardal), prédios decadentes, poluição visual e um gostinho de não ter saído do Brasil. Ficamos em Palermo SoHo, um bairro vanguardista em plena ascenção, cheio de lojas experimentais, hotéis design e B&B, restaurantes internacionais e muita gente diferente (argentinos típicos e gringos). O nosso hotel era outra surpresa. Apenas uma portinha com o número, sem qualquer outra identificação. Lá dentro um mundo incrível e aconchegante, cheio de conforto, design e estrangeiros.
A cidade, na verdade, é fora do comum. Toda a arquitetura clássica e moderna, museus, prédios restaurados e até as casas antigas são impressionantes. Ouso dizer que no Brasil não tem uma cidade que consiga chegar perto do que Buenos Aires é em termos de urbanismo histórico. Algumas ruas são cheirosas. As folhas de plátano dão mais cara de cidade versão européia. As pessoas são bonitas, polidamente educadas, andam bem arrumadas e cheiram muito bem. A grande maioria descendentes de europeus. Talvez a culpa dessa impressão toda seja o frio, vai saber.

É a cidade ideal para dar um tempo de tudo. Fomos de Buenos Aires para Mendoza em um turbojato arcaico da Aerolineas Argentinas, com a equipe feminina de esportes de inverno da Argentina. Chegamos com uma frente polar antártica, o que nos proporcionou temperaturas abaixo de zero e sensação térmica mais baixa ainda.
Em Mendoza você faz basicamente duas coisas:
toma vinho na bica e
passeia para alta montanha.
Tomar vinho na bica significa passear por uma das suas
1800 bodegas Y fincas que produzem bons vinhos, conhecer os processos e, no final do passeio, degustar alguns reservas e selecionados com toda a pompa de enólogo metido a besta que você não tem. As degustações são, na grande maioria, gratuitas. E não pense que o pessoal lá regula mixaria não! Meia taça de cada varietal, com uma média de 4 cepas. Um dia de passeio pelas vinícolas equivale a 4 litros de bons e diferentes vinhos zanzando pelo seu sangue.
Passear para a alta montanha é uma coisa mais singela e agradável. Você conhece a pré-cordilheira, a cidadezinha de Uspallata, estações de esqui e um monte de pequenas surpresas no caminho: um côndor que voa solito no meio do nada, um puma que acredita em sua camuflagem, guanacos, viscachas, uma nevasca repentina.
A argentina é um país que vale visitar. Muitas vezes.

- Os taxistas são meio doidos das idéias. Priorizam buzinar à trocar de marcha. Apesar disso, as corridas são muito baratas e valem a pena. E praticamente todos os taxistas ja vieram zanzar no Brasil;
- Cuidado com o dinheiro argentino: se você receber uma nota de peso com algum canto faltando ou com cortes ou rasgos, recuse. Você não vai conseguir passá-la para frente. A dolarização do Menem ainda é eficiente, mas garanta-se sempre com uns pesos no bolso. Cartões de crédito são bem aceitos em lojas grandes. Cuidado com notas de Us$50 ou Us$100. É muito troco, e os comerciantes recusam-se a aceitar;
- Compre vinhos nas bodegas em Mendoza ou então No quiosque de vinhos do DutyFree do Ezeiza. O preço é menos da metade da mesma garrafa em adegas aqui no Brasil;
- Pontos demasiadamente turísticos (Caminito, cemitério da Recoleta, Porto Madero) tem muito caça-turistas. Perde um pouco o encanto e fica artificial demais;
- As vinícolas mendocinas também tem armadilhas caça-turistas. Prefira fincas y bodegas mais autênticas e reservadas. São, de longe, o melhor atendimento e você percebe que o responsável se esforça para mostrar tudo. As caça-turistas cobram taxas, tem pirâmides incas (!) e não valem a viagem;
- O aeroporto internacional de Buenos Aires (Ezeiza) não tem praça de alimentação. Na verdade ele é um terminal de embarque muito do fajuto. Não chegue com fome. Um refrigerante custará 10$ na única lanchonete disponivel;
- As lojas Tax-free são burocráticas e difíceis de achar;
- Argentinos não comem arroz. Quando você pede um Mignon com batata rosti, significa APENAS Mignon com batata rosti. Eles não são fãs de arroz, saladas leves ou outras iguarias;
- Aliás, se você é vegetariano, perderá 76% do cardápio regional, sempre;
- Existem shows de tango diferenciados, que variam desde o intimista e puro até as mega produções broadwayanas com um monte de firulas. Talvez um bom tango de rua (como os dançarinos da feira de San Telmo) seja o suficiente para você entrar em contato com o estilo;
- Tente aprender um pouco de espanhol. Os argentinos não entendem quase nada de português;

O estêncil é uma das formas mais comuns de grafite em Bs.As.

O estêncil é uma das formas mais comuns de grafite em Bs.As.

O estêncil é uma das formas mais comuns de grafite em Bs.As.

O estêncil é uma das formas mais comuns de grafite em Bs.As.

Muitos bares têm dezenas de espécimes de cervejas artesanais.

Anúncios imobiliários em uma vitrine de esquina.

Dois portenhos conversando em uma loja de iluminação personalizada.

Grafite em uma parede do bairro de Palermo (SoHo).

Cartazes eleitorais da chapa concorrente à diretoria do Clube Boca Juniors.

Uma janela antiga e conservada em Palermo(SoHo).

Os cachorros não são bem-vindos em casas comerciais — Palermo(SoHo).

Buenos Aires tem contrastes especiais em sua frota urbana — Palermo(SoHo).

Maestro Jorge tocando tango clásico em sua gaita — Calle Florida.

Cães esperando seus donos na Plaza San Martin.

Dois músicos em uma barraca de instrumentos musicais na feira da Plaza Alvear.

Homem pintando o corpo para se expôr como ‘homem de concreto’.

Homem pintando o corpo para se expôr como ‘homem de concreto’.

Um violonista tocando clássicos do tango (La Recoleta).

Detalhe de um jazigo no cemitério da Recoleta.

Detalhe de um jazigo no cemitério da Recoleta.

Um dos muitos gatos de rua que perambulam pelas ruas do cemitério da Recoleta.

Célia e outro gato sem-vergonha do cemitério da Recoleta.

Detalhe do portão de um jazigo de 1898.

Banda de Jazz ‘Los Jazz Friends’: tocam em ‘casamientos, cumpleaños, inauguraciones y conciertos’.

Placa de um restaurante no Caminito.

Uma poesia de G. Coria Peñaloza em uma parede do Caminito.

Detalhe da arquitetura metálica de chapas de aço das paredes das casas no Caminito.

Uma mulher cruza a ‘ferro carril’ desativada do bairro da Boca.

Tampinhas de garrafas de ‘cerveza’ grudadas no asfalto.

O clássico cruzamento das ‘calles del Caminito’ (e a Célia lé em cima).

Um dos muitos dançarinos de tango de rua do Caminito: adoram grudar em turistas.

Uma das muitas placas com poesias em paredes comerciais.

Um gato de rua descansa em frente aos ‘artezanos’.

Uma quadra poliesportiva com a problematica e histórica frase: ‘República de la Boca’.

Cartazes de uma lanchonete de comidas regionais.

Nico, o cachorro-mascote dos torcedores do Boca.

Revistas em uma loja de antiguidades: Maradona no Boca e Maradona segurando a taça.

O cachorro chorão trancado para o lado de fora da casa.

Janela decorada do Caminito.

Maestro da ‘Falsa Tregua - Orquesta Típica’

Maestro da ‘Falsa Tregua - Orquesta Típica’

Detalhe de uma placa de restaurante escrita à giz — Caminito.

Um quarteto de percussão (quase samba, por supuesto) nas ruas do Caminito.

Vista da praça do suspiro, com a parte ativa do porto da Boca.

Um casal de tango dançando no meio da feira de rua em San Telmo.

Um vendedor de pães caseiros recheados — 2 pesos cada.

Um vendedor de pães caseiros recheados — 2 pesos cada.

Um vendedor de espanadores, com fones de ouvido.

Orquestra Baigón, nas Ruas de San Telmo.

Um intérprete de músicas contemporâneas, musicadas em tango, nas Ruas de San Telmo.

Um casal de old school hippies.

Caricaturista rápido na praça central de San Telmo.

Violeiro e expectadores.

Casal de tango apresentando-se na praça central de San Telmo.

Casal de tango apresentando-se na praça central de San Telmo.

Vendedor de discos antigos na feira de antiguidades de San Telmo.

Clássico portenho conversando nas ruas de San Telmo.

Placa comercial de uma das muitas lojas de antiguidades.

Praça cercada de bares em Palermo Viejo.

Rio Mendoza, principal fonte de água da cidade homônima.

Um Willys parente da nossa ‘Rural’.

A primeira neve do ano em Mendoza… Bueno!

Mesa patrocinada e congelada.

Uma casa local cercada de Álamos e abastos.

Detalhe da cerca coberta de neve.

Cavalos Criollos Argentinos e ao fundo a pré-cordilheira.

Cavalos Criollos Argentinos e ao fundo a pré-cordilheira.

Alamos Cobertos de neve.

Detalhe do degelo dos telhados.

Likes Lacoste.

Ruta Panamericana degelando com o sol — Uspallata.

Placa de beira de estrada completamente congelada — Uspallata.

Sol forte e campo aberto — Uspallata.

Mais restaurantes de beira-de-estrada patrocinados por ‘cervezas’.

Gelo formado na roda do caminhão.

Montanhas dos Andes.

Um australiano contemplando os Andes.

Ascensores de pistas na estação de esqui Los Penitentes.

Trecho da Ruta 7 - Panamericana

Trecho da Ruta 7 - Panamericana

Montanhas nos Andes

Helada - Como a nossa geada, mas muito mais severa.

Helada - Como a nossa geada, mas muito mais severa.

Parreiras de uva Merlot na finca e bodega Tapiz.

Robles franceses com vinhos para Reserva.

Degelo do solo preparado para o plantio de uvas.

Detalhe dos barris de carvalho.

Llamas e os Andes.

Detalhe do restaurante da finca e bodega Vistalba - La Bourgogne

La Bourgogne - vinho ‘2004 Carlos Pulenta “Tomero” Semillon Blend, Uco Valle, Mendoza’

Vinhos recém engarrafados e em processo de descanso.

Barris de carvalho francês.

Barris de carvalho francês.

Reserva pessoal de Carlos Pulenta - vinhos selecionados e premiados.

Reserva pessoal de Carlos Pulenta - vinhos selecionados e premiados.

Mar del Plata - Buenos Aires.