terça-feira, 18 de março de 2008 | 10:29 am
Nos tempos da belle epoc muito se havia de positividade para os povos Amazônida, desenvolvimento bril, luz de sucesso, mas antes de tudo esperança de lucides em negócios! As astúcias sulistas não eram tão pragmáticas ou xenófobas com ínfelizmente é a imoralidade ideológica de hoje nas relações regionais. No entanto, paz se via, mesmo com todas as dificuldade trabalistas que por muitas vez se equiparavam de forma escabrosa com a escravatura secular, se via luz nos olhos! Talvez a publicidade “antiguista” pode acrescentar-se tais parâmetros, uma situação de verossimilhança mesmo, com tamanhas dificuldades num estranho mundo onde se podia enchergar um poder estranho o de encantar e seduzir uma massa de forma mágica e sedutora, no mais causando lucros, lucros não esperados por aqueles exploradores de arca perdida! Entretanto mesmo assim, com incomensuráveis dificuldades pode-se dizer que estes fizeram bonito, carreagram um piano da maneira mais robusta que se pode imaginar… Hoje temos um quadro de pouca entendimento correlação a profissão e seus infelizmente não olísticos objetivos, mas não por culpa de outros, e sim, pura e simplesmente sim pela culpa de uma sociedade onde nela está enrraizada valores muito menores da grandiosidade de que é possuidora essa disciplina de mercado… Culpa deles não! Culpa de alguém que não acredita que publicidade é algo maior! Culpa dos profissionais conteporâneos esses sim, me desculpem meus colegas do óssio, mas Maldito sim por não deixarem trasparecer a olhos reais a grandiosidade que se tem do emprego publicidade como uma análise Científica… E sim prefere-se transcrever publicidade apenas Propaganda! Pobres destes, não daqueles
Mesmo assim afirmo; não espero muito deste fragmente textual, pois não espero nada dessa ideologia “necrotária” de nossos profissionais de hoje… Pensem nisso
Saudações…
João Paulo Cavalléro
Escritor do Livro O ALMANAQUE DO PUBLICITÁRIO- Básico I
Achei fantástico este
comentário. Só não consegui distinguir se foi escrito no
fabuloso gerador de lero-lero ou se o espírito do
Coelho Neto — o dificultador-mor do escorreito vernáculo lusitano — baixou no rapagão.
terça-feira, 11 de março de 2008 | 5:20 pm
Um
shopping aqui de Brasília realizou um concurso para fotos de moda. Uma coisa deveras estranha, podes crer. Conversei com o
Victor e o tino fotográfico falou mais alto. Resolvemos produzir umas fotos sob a temática
“Uma foto de moda”.
O cronograma estava estourado, a verba escassa, as locações indisponíveis e a chuva sem dar uma trégua sequer. As modelos disponíveis sucumbiram com as moléstias mais estranhas: conjuntivite, pé enfaixado, espinha na ponta do nariz, crise de identidade, briga de namorado, tersol, desintegração. Mas conseguimos seis modelos que nos salvaram da não-participação.
Das seis fotos enviadas, apenas uma foi selecionada para a esposição do evento (a foto maior da Célia, logo abaixo). Foram mais de 2900 fotos inscritas, o que nos valeu um bom alívio.
Abaixo você pode conferir um pouco do que foi um final de semana de três turnos e 28 horas de correria e fotografias.
Ficam nossos agradecimentos:
- Modelos: Célia Spegel, Patrícia Brunale, Fernanda Portela, Isadora Bontorin de Souza, Eduane Vieira e Hanna Karolina Noronha de Carvalho;
- Locações: Life Limousine, APUB - Associação dos Pilotos de Ultraleve de Brasília (hangar do Machado), Metro de Brasília.
quinta-feira, 6 de março de 2008 | 4:43 pm
MadCap — o blog
up-2-date mais desatualizado da história — revela, em um post exclusivo, como elas escolhem roupas para festas:
quarta-feira, 5 de março de 2008 | 2:54 pm
Sentado no jardim, caíam-lhe as últimas idéias trazidas pelos ventos do bom senso. Eram imagens estranhas de fatos que misturavam pessoas, lugares e tempos. Não lembrava se conhecia tudo aquilo. Na hipótese mais aceitável, eram apenas fantasmas trancafiados e clamantes dentro d´alguma gaiola do pensamento. Estendiam os braços, comprimiam as faces através das barras enferrujadas e escuras, pedindo algo na língua das multidões. Chegava mais perto e a corja quase o segurava pelo colarinho, pedindo ajuda ou propondo revide.
Punha as mãos ao rosto e o máximo efeito conseguido era o de clarões na escuridão, quando se comprimem as órbitas. E era isso o que realmente havia feito por longo tempo, Tentaou encurtar o percurso. Achatou o caminho e conseguiu o efeito dos bólidos que caem na noite. Um traço entre as estrelas, um risco na infinitude. Riscar o infinito era viver, saborear os caprichos do tempo, nada mais. A idealização decepa a realidade e martela na oficina do juízo as fôrmas das asas de metal.
Para quê essas idéias agora?
Precisava parar de pensar, precisava parar de cair daquela imensidão de onde o choque era questão de espera. E tinha a mesma sensação de aguardar um prato feito com o próprio fígado.
Mesmo com a mudança seria a águia do próprio martírio, acorrentado ao cáucaso da verdade. “Encara-me!, encara-me!”, dizia a realidade de dentro das flores, pelo grito das aves, pelo som da água. O que era inanimado confirmava em silêncio.
Ergueu-se como se levantasse o peso de um homem viril. Deu de costas para um cenário qualquer e caminhou em direção ao veículo. Atravessou o túnel de bambus e avistou o carro escuro. Já podia ver um corpo encostado à porta, braços cruzados à espera de uma resposta — que via o homem que se aproximava pelo caminho de bambus e o olhava indiferente.
Descruzou os braços quando o projetou a três passos de distância. Moveu alguns músculos da face antes de afirmar:
— Sabemos que foi você.
O outro engoliu em seco à espera do tempo para pronunciar alguma coisa. Qualquer palavra que dissesse não alteraria o curso dos acontecimentos. Estava tudo feito, tudo consumado, tudo agora trancafiado no passado. Sim, trancafiado! Podia lembrar de algumas coisas. Começava a reconhecer alguns rostos, escutava as vozes com uma nitidez estonteante, os rostos contraídos começavam a fazer algum sentido. Fazer sentido não é exatamente a idéia que as pessoas geralmente têm. Abstraiu-se novamente ao pensar no que se fazia de original, de novo, na vida de cada uma das pessoas que conhecia. Espremia-se o sumo do dia e encontrava apenas a rotina e o lugar comum. Repetições que giravam como um carrossel, tocados por um sádico ensandecido.
Expirou ruidosamente, tentando exibir, em vão, algum sinal de vitalidade.
— O que você quer?
— Confirmações.
Confirmações eram conformações da realidade, pensou num trocadilho rasteiro. Puxou a cigarreira e ofereceu-a, apenas para ouvir uma negação fria. Não negou para si mais uns tragos, esvaecimento que lhe era tão familiar de uns tempos para cá.
Acendeu e aspirou.
— A uma altura dessas, os fatos falam por mim. Não preciso fazer nada além de assistir como todos, confortável em uma cadeira na sala de estar.
Percebia-se uma mistura forçada de cinismo e ironia.
—Não teria tanta certeza.
Cortou o julgamento com um pergunta.
— Você gosta de caçadas?
— Qual parte?
— Como qual parte? — Riu-se curioso.
— A caçada só tem um lado, meu caro. A caça o caçador são cúmplices da mesma encenação. Não daria o menor prazer se a presa se mostrasse aos algozes naquele momento de preparação, sem que ninguém houvesse adentrado na mata, ouvido a própria respiração e sentido a palpitação de ser o senhor da morte. De beber o sangue, de queimar o mais fraco pelo sabor agridoce da destruição. E por que não o faz? Porque a própria presa tem um pacto prazeroso de apostar que pode vencer o duelo. O êxtase impera dos dois lados. Falo alguma impropriedade?
As vozes tornavam-se cada vez mais nítidas, porém não conseguia, ainda, delimitar os interesses.
— Alegorias fazem parte da caçada, então?
— Como queira — respondeu após notar que se envolvia num raciocínio que era já sabido ser do outro. E todo esse entendimento de nada serve agora. Via-o estender o braço em direção à fechadura do veículo e percebia mesmo que abria caminho a isso. Viu também quando a porta foi aberta e sentiu-se desconfortável ao perceber que tudo diante daquele homem era inevitável, um magnetismo que só fazia dizer e executar o sim por quem tivesse ao redor. Enquanto engolia a presença, ficava imóvel na calçada a ver seu interlocutor distanciar-se sob as sombras das árvores. A presa havia se atirado diante de seus perseguidores antes mesmo do início da caçada.