Às vezes, para ser franco, não dou muita pelota para isso, mas considero um bom amigo das horas comuns o leitor anônimo e freqüente deste blog, como um bom confidente profundamente contemporâneo.
É claro que o velho fantasma de eu não ter idéia de quem é a maioria anônima que lê isso aqui ainda ronda pelos flancos. O inverso é bem usual, uma vez que a maioria das histórias, fotos, fatos e confissões lidas outrora são absolutamente verdadeiras e irreais, o que facilita em muito criar meu perfil único na sua cabeça.
Eu já me questionei várias vezes qual a imagem, afinal de contas, que tenho de você. Por muita sorte, e para seguir adiante e dizer logo o que vai na minha cabeça — e não creio que seja algo capaz de sobreviver a um intrólito interminável — faz algum tempo descobri tudo acerca do meu leitor comum (você).
Você negará com todo o vigor, mas não posso aceitar sua participação nessa idéia.
Sei que quatro artistas famosos e globais passam por aqui de tempos em tempos. Um diretor de criação de uma das cinco maiores agências de publicidade gosta das minhas idéias. Duas modelos estonteantes riem das minhas piadas. Uma psicopata entra diariamente, apenas para ver se posto alguma desgraça. E quando posto, ela ri. Um cara escreve sobre a meteorologia, diariamente nos comentários de um post aqui do site. Quase um blog dentro do blog. Ah, tem um camarada que acessa de um ip dinâmico da inteligência (cm-c8b06e8f.qg.eb.mil.br), o que me assusta de vez em quando. Gente normal mesmo, que tem a conta do banco bem controlada, não deve nada para ninguém e sonha em constituir uma família, tem dois. Drogados eu consegui espantar. Antes tinha quatrocentos e trinta e dois, no blog verde. Policio-me em não falar o nome de droga alguma aqui, para não os atrair. Eles são estranhos.
Dia desses conheci a Chris, pessoalmente. A gente combinou de se conhecer em 2003. Foram 5 anos de conversas e desconversas. Eu fiz um layout de blog para ela, a preço de um crepe com recheio de frutas silvestres e calda de chocolate. Descobri que ela era muito mais bonita do que eu imaginava. E simpática. Quebrou alguns dos meus conceitos de gente de internet, por assim dizer.
E é essa procrastinação maldita que me atrasa para o que quer que seja.
Não dou valor a um monte de coisas. Não prestigio. Não coleciono. Vivo apenas apertando o Ctrl+F para o que deveria me irritar. Acho que até perco amigos nessa lenga-lenga toda, vai saber.
Eu mesmo não sei se seria meu amigo. Acharia um cara muito estranho.
Mas o que importa mesmo é que eu gosto deste site.
E dos leitores ali de cima.





