quarta-feira, 23 de janeiro de 2008 | 10:29 am
Dylan: E aí besouros como vai essa “força” [faz sinal de enrolar algo entre os dedos]
Lennon [ignora o gesto]: Tudo beleza, cara. E as novidades?
Dylan: Muuuita coisa, hehehe [bate no bolso da camisa] tudo uma “seda”… [pisca o olho]
Lennon [achando o cara “esquisitão”]: Certo…Olha a gente gosta muito de suas músicas, a poesia, a forma com que você…
Dylan [examinando desconfiado a sala e olhando pra fora do corredor]: Sei, sei, a forma… Vem cá galera, ouvi dizer que o “movimento” britânico é excelente, confere? [lambe os beiços]
Lennon: É, tem umas novas bandas e tal…
Dylan: Hahaha “bandas” eu não conhecia. Mas diz aí, coisa louca colocar aquela frase lá na música…achei muito avant-garde. [ tira uma pacotinho do bolso da camisa e senta-se relaxado no sofá, cruzando as pernas]
Lennon: Que música?
Dylan: Aquela lá que fala “I get high, I get high” [começa a desembrulhar o pacotinho]
Lennon [perplexo]: Não, não, a gente fala é “I can’t hide, I can’t hide”
Dylan [guarda imediatamente o pacote de volta]: É mesmo é? [levanta-se, desconcertado] Mesmo assim é legal e tudo…Olha galera tenho de ir, beleza? Boa sorte aí! [dá uma conferida no corredor e sai apressadamente com a mão sobre o bolso]
Harrisson: Esse Bob é um figurão, mas é gente fina. Só quer o nosso bem…
[continuam a beber o chá]
domingo, 20 de janeiro de 2008 | 3:11 pm
Você que procura um fotógrafo documental para a 16ª edição do Rally dos Sertões, com especialidade em cobertura de aventura, e está com medo de mandar seus estrelinhas, não se desespere!
Entre em
contato. Garanto boas fotos, histórias inusitadas e muita matéria sensacionalista. E o melhor: cobro apenas a credencial e despesas.
É sério. quero participar desse Sertões
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008 | 3:07 pm
Pois bem, o
Projeto de Publicidade dá a largada. A idéia é uma postagem diária (ou quase), o que significa duas coisas:
- O blog terá uma melhor periodicidade;
- Por uns tempos teremos mais imagens que textos, já que o recheio do projeto é gigantesco.
Talvez esse projeto quebre minhas pernas e promova a morte precoce da idéia, caso haja alguns problemas técnicos.
É estranho, mas o risco é alto.
Isso siginifica que o projeto não pode ficar famoso, vocês não deverão baixar todos os anúncios em alta resolução e nem mandar esse site para sua lista de amigos. Anonimato total, por favor.
Esperamos que a banda passe e os links fiquem
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 | 4:18 pm
Mais um álbum da série que coleciona váríos fotogramas aleatórios e sem temas definidos, reunidos em uma balaiada disconexa e elegante. Nessa edição, detalhes de carros antigos, trigais e um pouco de Brasília cotidiana.
Veja todas as fotos do album »
terça-feira, 8 de janeiro de 2008 | 9:12 am
O desespero sempre entrega algo importante. O fluxo progressivo das sensações corporais deve diminuir pra dar lugar à dança desordenada das idéias livres: soldados carregam uma bandeira americana semi-transparente; uns grossos nervos despolarizam-se fazendo longo caminho entre o estímulo e o reflexo; uma vontade de arrastar as mãos molhadas pelos azulejos brancos do banheiro, pra sentir os limites retos entre cada superfície lisa; o ardor e a sensação trêmula de um choque elétrico do fio desemcapado entre os dedos; uma farpa que penetra a pele e a conseqüente pressão do aperto dos dedos para sair a primeira gota de sangue; o medo de ter perdido a carteira e a sofreguidão de tentar lembrar o que tinha dentro, enfim, imagens e impulsos que ora se mesclam e ora se repelem rapidamente.
Do deserto tem de sair alguma coisa. Um lagarto, um torrão de sal ou bastante sede.
Do desterro sai quem volta aliviado pro país, casa ou cidade.
O desespero sai um estigma de dor e alívio: afinal, o desespero é rápido e intenso.
O susurro da canção em baixa frequência no ouvido denuncia o joguete:
I heard her say over my shoulder
‘we’ll meet again someday on the avenue’:
tangled up in blue